Mapeamento - artigos: identidade e representação de nordestinos
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Tema/ÁreaTítuloAutor(es)ResumoAnoBibliografiaTipo
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Cinema
A (des) construção da identidade nordestina feita pelo cinema: romance, o filme
SANTOS, CarlosEste trabalho monográfico iniciou-se com a leitura do livro organizado por
Rosemary Arroyo intitulado: ―O Signo Desconstruído: implicações para a tradução, a
leitura e o ensino” (Arroyo, 2003). No primeiro artigo desse livro encontra-se o
pensamento de Nietzsche que assim expressa: ―os homens estão profundamente
imersos em ilusões e fantasias, seus olhos apenas tocam a superfície das coisas e
vêem ―formas‖; suas sensações de forma alguma o levam à verdade mas se
contentam em receber estímulos e, por assim dizer, em brincar de esconde-esconde
atrás das coisas. ‖ (p. 15)
Assim ao assiste aos filmes brasileiros e observar as personagens escolhidas
para representar o nordestino verificou-se um mascaramento do nordestino através
de personagens que não era nordestino, mas uma construção da mídia para ser
uma representação da representação do nordestino. Foi a partir dessa observação
que iniciamos a pesquisa sobre a desconstrução da identidade nordestina feita pelo
cinema.
Para Antônio Sidekum (2003)

A identidade de um grupo social é constantemente construída e
reconstruída, ―negociada‖ num processo de interação social. A noção
proposta por Pierre Bourdieu (1990) do habitus, que estrutura a
construção da identidade por meio da interação cotidiana, reflete
bem este processo. Dentro de um quadro sociocultural específico, a
construção de uma identidade provê aos indivíduos e à coletividade
certa autopercepção, um sentido de permanência, valores, códigos
de comportamento, significações, um sentido de seguridade

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existencial e, muito importante, certas referências para serem
conhecidas pelos outros. (SIDEKUM, 2003, P. 24)

Por isso buscamos analisar como o cinema apresenta o nordestino rompido de
sua identidade mascarada por um outro que não o representa, mas apresenta-se por
uma maquiagem midiática do nordestino.
A presente monografia objetivou analisar A (des) construção da identidade
nordestina feita pelo cinema através do filme Romance (2008). Esta pesquisa foi
feita à luz das teorias da identidade, Desconstrução, Discurso.
No primeiro capítulo estudamos a identidade como sendo construída ao logo da
história de um povo e como ela tem sido estudada desde meados do século XX.
Já no segundo capítulo analisar-se o filme Romance (2008) onde se verifica o
discurso sobre identidade, analisado à luz de teorias da identidade proposta por Hall
(2005) e Bauman (2005) assim como a Desconstrução vista por Derrida (2001). Tais
teorias dão suporte a este trabalho que tem como base inicial a Desconstrução vista
como mascaramento ou, como tratado no corpo deste trabalho, uma invenção, com
o intuito de favorecer ao capitalismo, chamado por Deleuze, ―Industria Cultural‖.
Partimos da hipótese que a identidade é representada por atores que não
pertencem a cultura nordestina, causando assim um distanciamento entre o sujeito
que representa, e aquele Outro representado. Foi utilizado, além dos teóricos acima
apresentado, também Braudeland (2001) para mostrar como o cinema é uma ilusão
do real. Será apontada a teoria sobre Discurso e Transcendência que serão
apresentados a partir de teóricos específicos para cada linha observada no decorrer

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da leitura desta pesquisa que utilizou o método dedutivo como forma de verificação
de tudo que é exposto nesta monografia.

[...] processo de construção da identidade é uma luta constante
entre as relações objetivas do poder material e simbólico, entre os
esquemas práticos, através dos quais certos agentes classificam os
outros agentes e avaliam suas posições, tanto nas relações objetivas

como nas estratégias simbólicas de apresentação e de auto-
representação.

É dessa forma que acontece a manipulação do público para mascarar a
realidade.
2014
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Monografia
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Cinema
A ARIDEZ NAS TELAS DO CINEMA - REPRESENTAÇÕES, IDENTIDADES E PÓS-MODERNIDADE NO NORDESTE BRASILEIRO
ANDRADE FERRAZ, Ana Flávia
O artigo busca um diálogo entre a análise fílmica, identidade e as representações sociais. Parte do pressuposto de que tais representações inserem-se decididamente na construção de identidades sociais e no imaginário social. O importante papel dos meios de comunicação e da arte na compreensão da formação das representações sociais vem do fato de que uma de suas características reside em seu modo de construção eminentemente coletivo, fruto de um processo global de comunicação no qual a sétima arte está inserida.
2011
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Artigo
4
Cinema
A DICOTOMIA ENTRE SERTÃO E LITORAL DO NORDESTE: REPRESENTAÇÕES DO FILME “O PAGADOR DE PROMESSAS” (1962)
ABREU, RafaelO presente trabalho se dedica a discutir as representações, aproximações e afastamentos, entre o sertão e
litoral do Nordeste, a partir da película O pagador de Promessas (1962), direção de Anselmo Duarte. Haja
vista, que são mais comuns os estudos que se dedicam as discursões regionalistas das representações
fílmicas, sendo assim, percebemos a necessidade de reduzir o campo de análise para compreender o jogo
representacional interno de um determinado recorte geográfico intra-regional. Como base teórica, para este
estudo, utilizamos Chartier (2002) e Hartog (1999), já para o percurso metodológico optamos por Lagny
(2009), Barros (2012) e Santiago Junior (2012). Diante disso, no decorrer do trabalho percebemos uma
dicotomia na representação do Sertão e litoral, sendo o primeiro pensado em posição sociocultural inferior, o
que podemos perceber é um desprestígio do sertanejo (a), como um sujeito que precisava ser integrado ao
desenvolvimento já instaurado no litoral, ou seja, ele seria o “outro”, como suas distorções e discrepâncias,
que se diferencia do modelo ideal, fixado na representação do litorâneo, o “eu”.
2018
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Artigo
5
Cinema
A PAISAGEM NARRATIVA DO NORDESTE E DOS NORDESTINOS NOS FILMES DE VLADIMIR CARVALHO
NASCIMENTO, RenatoA paisagem narrativa é um conceito abstrato de movimento que se concretiza na observação da paisagem física, histórica e geográfica, assim como na paisagem fílmica. Aqui, a paisagem geográfica é analisada sob o ponto de vista de uma geografia retrospectiva, numa leitura de narrativização, a partir das imagens de filmes documentários. Essa leitura é feita no intuito de compreender como o Nordeste e os nordestinos são representados no discurso imagético da narrativa fílmica. Para isso, foram analisados os documentários Os Romeiros da Guia (1962), A Bolandeira (1968) e O Homem de Areia (1982), focados no espaço, na paisagem, na sociedade e suas relações político-econômico-cultural e histórica do Nordeste brasileiro, sob o olhar do cineasta Vladimir Carvalho, realizador dos respectivos filmes. A nossa concepção de paisagem narrativa está fundamentada nos conceitos e descrições de David Lowenthal, com a importância da simplicidade e subjetividade na pesquisa científica; Jean Marc Besse, na valorização da paisagem, apresentando uma visão antropológica para o desenvolvimento das culturas visuais; Jorge Luiz Barbosa, na afirmação de que o cinema constrói as representações da realidade de maneira singular sobre o que se vê (a forma) e o que se apreende do visto (o conteúdo); e, principalmente, com as teses de Ana Francisca de Azevedo que enxerga a paisagem como narrativa com uma presença de referência original, capturada pela arte do cinema em operações de narrativização ideológica e de estetização, para reconfigurar a experiência de representação e contemplação da paisagem.2012
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Dissertação
6
Cinema
Central do Brasil: representação e busca pela identidade do Nordeste brasileiro
PAIVA, MarianaProduzido após décadas de esvaziamento do cinema nacional, Central do Brasil (1998), de Walter Salles, traz à tona a questão da busca por uma identidade, traduzida na figura do pai. O filme é uma das mais significativas e premiadas produções do cinema brasileiro contemporâneo, e apresenta o país através da viagem empreendida pelos personagens Dora e Josué, que tem como ponto de partida o Rio de Janeiro, para então chegar ao interior do Nordeste brasileiro. Este artigo se propõe a analisar de que maneira a região é exposta no filme, e qual a relação que esta guarda com a questão da identidade em Central do Brasil.2010
ALBUQUERQUE J⁄NIOR, Durval Muniz de. A invenÁ„o do Nordeste e outras artes. 4.ed. S„o Paulo: Cortez, 2009. ANDERSON, Benedict. NaÁ„o e consciÍncia nacional. S„o Paulo: £tica, 1989. BAPTISTA, Mauro; MASCARELLO, Fernando (org.). Cinema mundial contempor‚neo. Campinas, SP: Papirus, 2008. BHABHA, Homi K. O local da cultura. Trad. Myriam £vila, Eliana LourenÁo de Lima Reis, Gl·ucia Renate GonÁalves. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 1998. CARVALHO, JosÈ Murilo de. Pontos e bordados. Belo Horizonte: Editora UFMG, 1998. HALL, Stuart. A identidade cultural na pÛs-modernidade. Trad. Thomaz Tadeu da Silva, Guaracira Lopes Louro. 11.ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2006. MARTÕN-BARBERO, Jes ̇s. Redescobrindo o povo: a cultura como espaÁo de hegemonia. IN: Dos meios ‡s mediaÁıes: comunicaÁ„o, cultura e hegemonia. Trad. Ronald Polito e SÈrgio
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Artigo
7
Cinema
Cinema e memória: uma reconstrução da imagem social dos personagens nordestinos no cinema brasileiro
NASCIMENTO, Francisco Arrais; MARINHO, Andrea Carla Melo; PINHO, Fabio AssisO Nordeste do Brasil se constitui como um espaço construído por meio dos discursos para além da divisão política. Tal construção discursiva da historiografia em torno do espaço geográfico do Nordeste o alocou como o lugar da seca, da ignorância e da pobreza, ressaltando assim as características climáticas, políticas e socioeconômicas. Objetivamos analisar as representações do personagem nordestino no contexto cinematográfico brasileiro, por meio de uma reconstrução memorial do cinema nacional. Metodologicamente este estudo está centrado em uma perspectiva qualitativa, de cunho exploratório, tomando enquanto campo os artefatos audiovisuais que apresentam em seu contexto fílmico personagens nordestinos. Por meio da reconstrução memorial das representações do nordestino no cinema nacional, foram encontradas 54 produções cinematográficas, sob o recorte cronológico 1930-2013, selecionadas segundo a disponibilidade, relevância e alinhamento com os objetivos da pesquisa. Após o término da análise fílmica se pode perceber que existem aspectos constitutivos de uma imagem regional por meio das representações do nordestino no cinema nacional.2017
ABRIL Despedaçado. Direção: Walter Salles. Roteirista: Walter Salles, Sérgio Machado e
Karim Aïnouz. Porto Alegre: Lumiere; Rio de Janeiro: Vídeo Filmes, 2002. 1 filme (105 min).
AÇÃO entre amigos. Direção: Beto Brant. Roteirista: Beto Brant, Marçal Aquino e Renato
Ciasca. São Paulo: Dezenove Som e Imagens Produções Ltda, 1998. 1 filme (76 min).
AI que vida. Direção: Cícero Filho. Roteiro: Cícero Filho e Diógenes Macêdo. 2008. 1 filme
(100 min).
ALBUQUERQUE JR., D. M. de. A invenção do Nordeste e outras artes. 4. ed. São Paulo:
Cortez, 2010.
ALBUQUERQUE JR., D. M. de. Nordestino: uma invenção do falo – uma história do gênero masculino (Nordeste -
1920/1940). Maceió: Edições Catavento, 2003.
A MÁQUINA. Direção: João Falcão. Roteirista: João Falcão e Adriana Falcão. Rio de Janeiro:
Globo Filmes: Diler e Associados; Buenos Aires: Miravista, 2006. 1 filme (90 min).
AMARELO Manga. Direção: Cláudio Assis. Roteirista: Hilton Lacerda. Recife: Parabólica
Brasil; São Paulo: Olhos de Cão Produções Cinematográficas, 2003. 1 filme (100 min).
A MORTE comanda o cangaço. Direção e Roteiro: Carlos Coimbra. São Paulo: Aurora Duarte
Produções Cinematográficas Ltda, 1960. 1 filme (108 min).
ÁRIDO Movie. Direção: Lírio Ferreira. Roteirista: Hilton Lacerda, Eduardo Nunes, Sergio
Oliveira e Lírio Ferreira. Rio de Janeiro: Cinema Brasil Digital, 2005. 1 filme (115 min).
BAGNO, M. Preconceito linguístico: o que é, como se faz? 45. ed. São Paulo: Loyola, 1999.
BAILE Perfumado. Direção: Paulo Caldas e Lírio Ferreira. Roteirista: Hilton Lacerda, Lírio
Ferreira e Paulo Caldas. Recife: Governo do Estado de Pernambuco: Banco do Nordeste do
Brasil, 1996. 1 filme (93 min).
BAIXIO das Bestas. Direção: Cláudio Assis. Roteirista: Hilton Lacerda. Recife: Parabólica
Brasil, 2006. 1 filme (80 min).
BELA Donna. Direção: Fábio Barreto. Roteirista: Amy Ephron. Rio de Janeiro: L. C. Barreto:
Filmes do Equador Ltda, 1998. 1 filme (110 min).
BHABHA, H. K. O local da cultura. Belo Horizonte: UFMG, 2005.
BUCKLAND, M. K. Information as thing. Journal of the American Society for
Information Science, v. 45, n. 5, p. 351-360, 1991.
CAPITÃES de Areia. Direção: Cecília Amado. Roteiro: Cecília Amado e Hilton Lacerda. Rio
de Janeiro: Telecine, 2010. 1 filme (96 min).
CASA de Areia. Direção: Andrucha Waddington. Roteirista: Elena Soárez. Rio de Janeiro:
Globo Filmes: Conspiração Filmes: Columbia Tristar Filmes do Brasil, 2005. 1 filme (103 min).
CENTRAL do Brasil. Direção: Walter Salles. Roteiro: João Emanuel Carneiro e Marcos
Bernstein. Rio de Janeiro: Videofilmes: Riofilme; MACT Productions; E.S.R. Films Ltda.; São
Paulo: Cinematográfica Superfilmes, 1998. 1 filme (112 min).
CHARTIER, R. A história cultural. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1990.
CIDADE Baixa. Direção: Sérgio Machado. Roteirista: Sérgio Machado e Karim Aïnouz. Rio de
Janeiro: VideoFilmes; Belo Horizonte: Buena Onda, 2004. 1 filme (93 min).
CINE Holliúdy. Direção e Roteiro: Halder Gomes. Produção executiva: Dayane Queiroz e
Edmilson Filho. Rio de Janeiro: Downtown Filmes: RioFilme; Aquiraz: ATC Entretenimentos,
2012. 1 filme (92min).
CINEMA, Aspirinas e Urubus. Direção: Marcelo Gomes. Roteiro: Karim Aïnouz, Paulo Caldas
e Marcelo Gomes. Recife: Rec Produtores Associados Ltda, 2005. 1 filme (104 min).
CIPRIANO. Direção e Roteirista: Douglas Machado. Teresina: Trinca Filmes, 1998. 1 filme (70
min).
CORISCO & Dadá. Direção e Roteiro: Rosemberg Cariry. Fortaleza: Cariri Filmes, 1996. 1
filme (112 min).
CRONICAMENTE inviável. Direção: Sérgio Bianchi. Roteirista: Sérgio Bianchi e Gustavo
Steinberg. São Paulo: Agravo Produções Cinematográficas, 2000. 1 filme (101 min).
DA TERRA nasce o ódio. Direção e Roteiro: Antoninho Hossri. Santa Rita do Passa Quatro:
Cinematográfica Santa Rita, 1954. 1 filme (86 min).
DESERTO feliz. Direção: Paulo Caldas. Roteiro: Paulo Caldas, Marcelo Gomes, Manoela Dias
e Xico Sá. Recife: Camará Filmes, 2007. 1 filme (88 min).
DEUS e o Diabo na Terra do Sol. Direção e Roteiro: Glauber Rocha. Rio de Janeiro:
Copacabana Filmes, 1964. 1 filme (125 min).
DONA Flor e Seus Dois Maridos. Direção: Bruno Barreto. Roteirista: Barreto, Leopoldo Serran
e Eduardo Coutinho. Rio de Janeiro: Produções Cinematográficas L. C. Barreto Ltda, 1976. 1
filme (118 min).
EU, Tu, Eles. Direção: Andrucha Waddington. Roteirista: Elena Soárez. Culver City: Columbia:
Sony Picrures Entertainment Company; Rio de Janeiro: Conspiração Filmes: Columbia Tristar
Filmes do Brasil, 2000. 1 filme (104 min).
FEBRE do Rato. Direção: Claudio Assis. Roteiro: Hilton Lacerda. Rio de Janeiro: República
Pureza Filmes; São Paulo: BelaVista Cinema, 2012. 1 filme (110 min).
FERREIRA, Jonatas; AMARAL, Aécio. Memória eletrônica e desterritorialização. Política &
Sociedade, v. 4, p.137-166, abr. 2004.
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GONZAGA, de Pai pra Filho. Direção: Breno Silveira. Roteiro: Patricia Andrade. Rio de
Janeiro: Globo Filmes, 2012. 1 filme (120 min).
GUERRA de Canudos. Direção: Sérgio Rezende. Roteiro: Paulo Halm e Sérgio Rezende. Rio
de Janeiro: Morena Filmes, 1997. 1 filme (160 min).
HALBWACHS, M. A memória coletiva. São Paulo: Centauro, 2006.
IREMOS a Beirute. Direção: Marcus Moura. Roteirista: Marcus Moura, Orlando Senna e
Marcus Sá. Fortaleza: Luz Filmes, 1998. 1 filme (98 min).
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LAMARCA. Direção: Sérgio Rezende. Roteirista: Sérgio Rezende e Alfredo Oroz. Rio de
Janeiro: Morena Filmes: Cinema Filmes, 1994. 1 filme (130 min).
LAMPIÃO, a fera do Nordeste. Produção: José Nelli. Salvador : Nelli Films, 1930. 1 filme.
LISBELA e o Prisioneiro. Direção: Guel Arraes. Roteirista: Guel Arraes, Jorge Furtado e Pedro
Cardoso. Rio de Janeiro: Natasha Filmes, 2003. 1 filme (106 min).
LUZIA homem. Direção: Fábio Barreto. Roteiro: Fábio Barreto e Tairone Feitosa. Rio de
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MUTUM. Direção: Sandra Kogut. Roteiro: Ana Luiza Martins Costa e Sandra Kogut. Buenos
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NOITE de São João. Direção : Sérgio Silva. Roteiro: Rodrigo Portela , Paulo Berton e Sérgio
Silva. 2003. 1 filme (90 min).
NORA, Pierre. Entre memória e História: a problemática dos lugares. Projeto História, São
Paulo, n. 10, p. 07-28, dez. 1993.
O AUTO da Compadecida. Direção: Guel Arraes. Roteirista: Adriana Falcão, Guel Arraes e
João Falcão. Rio de Janeiro: Globo Filmes, 1999. 1 filme (157 min).
O CALOR da pele. Direção e Roteiro: Pedro Jorge de Castro. Brasília: Animatógrafo Cinema e
Vídeo Ltda, 1994. 1 filme (81 min).
O CAMINHO das Nuvens. Direção: Vicente Amorim. Roteirista: David França Mendes. Rio de
Janeiro: Globo Filmes, 2003. 1 filme (86 min).
O CANGACEIRO. Direção e Roteiro: Lima Barreto. São Paulo: Companhia Cinematográfica
Vera Cruz S.A., 1953. 1 filme (95 min).
O CANGACEIRO. Direção: Anibal Massaini Neto. Roteirista: Antonio Carlos Fontoura. São
Paulo: Cinearte, 1997. 1 filme (120 min).
O CÉU de Suely. Direção: Karim Aïnouz. Roteiro: Roteirista: Karim Aïnouz, Felipe Bragança e
Maurício Zacharias. Rio de Janeiro: VideoFilmes Produções Artísticas Ltda.; Paris: Celluloid
Dreams; Shotgun Pictures, 2006. 1 filme (90 min).
O CONCURSO. Direção: Pedro Vasconcelos. Roteiro: LG Tubaldini Jr. Rio de Janeiro: Globo
Filmes, 2013. 1 filme (90 min).
O CORONEL e o lobisomem. Direção: Maurício Farias. Roteiro: Guel Arraes, João Falcão e
Jorge Furtado. 2004. 1 filme (106 min).
O HOMEM que desafiou o Diabo. Direção: Moacyr Góes. Roteiro: Moacyr Góes, Bráulio
Tavares e Nei Leandro de Castro. 2007. 1 filme (106 min).
O PAGADOR de Promessas. Direção e Roteiro: Anselmo Duarte. São Paulo: Cinedistri -
Companhia Produtora e Distribuidora de Filmes Nacionais, 1962. 1 filme (118 min).
O SERTÃO das memórias. Direção e Roteiro: José Araújo. Fortaleza: Ganesch Produções,
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SOLUÇOS e soluções. Direção: Edu Felistoque e Nereu Cerdeira. Roteiro: Edu Felistoque.
2000. 1 filme (100 min).
TATUAGEM. Direção e roteiro: Hilton Lacerda. Recife: Rec Produtores Associados Ltda,
2013. 1 filme (110 min).
THIESEN, Icléia. Memória Institucional. João Pessoa: Editora da UFPB, 2013. 312p.
UM BRAVO do Nordeste. Direção: Edison Chagas. Roteiro: Ernani Passos, Edison Chagas.
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VIAJO Porque Preciso, Volto Porque Te Amo: Direção e Roteiro: Karim Aïnouz e Marcelo
Gomes. 2010. 1 filme (75 min).
VIDAS Secas. Direção e Roteiro: Nelson Pereira dos Santos. Rio de Janeiro: Produções
Cinematográficas Herbert Richers S.A., 1963. 1 filme (103 min).
Artigo
8
Cinema
CINEMA E NORDESTE: HISTÓRIAS QUE SE CRUZAM NAS TELAS
HOLANDA, Raquel
A compreensão da cultura nordestina perpassa, sobretudo, pela análise da própria construção de suas identidades. Este ensaio pretende discutir a constituição da identidade de Nordeste e de nordestino através do cinema, dialogando as imagens produzidas pelo cinema feito nesta região com os usos dos espaços cotidianos de sociabilidade como lugar fundamental para a construção das identidades do sujeito. Portanto este estudo é, na verdade, uma tentativa de perceber como se dá a representação do Nordeste através do filme O Céu de Suely
2011
ALBUQUERQUE JR., Durval Muniz. A invenção do nordeste e outras artes. Recife: Massangana; São Paulo: Cortez, 1999. BHABHA, Homi K. O Local da Cultura. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2010. BENJAMIN, Walter. O Narrador. Considerações sobre a obra de Nikoli Leskov/Sobre o conceito de História. In: Obras Escolhidas: Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura. 7ed. São Paulo: Brasiliense, 1994. CERTEAU, Michel de. A invenção do cotidiano: 1. artes de fazer / Michel de Certeau; tradução de Ephraim Ferreira Alves. Petrópolis, RJ: Vozes, 2003. COUTO, Mia. Venenos de Deus, Remédios do Diabo. São Paulo: Companhia das Letras, 2008. 15 HALL, Stuart. A identidade na pós-modernidade. Rio de Janeiro: Dp&A Editora, 2005.HALL, Stuart. Da Diáspora. Identidades e Mediações Culturais. Belo Horizonte/Brasília, Ed. UFMG/Representação da Unesco, 2003. LEAL, Wills. O Nordeste no cinema. João Pessoa/Recife/Salvador:UFPB/ Funape/UFBA, 1982. MARTÍN- BARBERO, Jesús. Ofício de Cartógrafo: Travessias Latino Americanas da Comunicação na Cultura. São Paulo: Ed. Loyola, 2004. ORTIZ, Renato. Estudos Culturais. In: Tempo Social, V.16, São Paulo: USP, 2004, p. 119-127 PRYSTHON, Ângela. Cinema e periferia: constituição de um campo. In: Terceiro Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura, 23 a 25 de maio de 2007. Salvador: ENECULT, 2007. CD-ROM. STAM, Robert. Introdução à teoria do cinema. Campinas, SP: Papirus, 2006. WILLIAMS, Raymond. Cultura. São Paulo: Paz e Terra, 1992. WILLIAMS, Raymond. Resources of Hope. Londres: Verso, 1989. WILLIAMS, Raymond. Palabras clave. Un vocabulario de la cultura y la sociedad. 1ª Ed. Buenos Aires: Nueva Visión, 2003.
Artigo
9
Cinema
Cultura nordestina, sociedade carioca (Representações de migrantes nordestinos na chanchada, 1952-1961)
LOBO, Júlio CesarEste ensaio visa localizar, descrever e interpretar aspectos de representação de uma suposta identidade regional nordestina no cinema brasileiro de ficção entre os anos de 1952 e 1961. Além disso, buscamos fazer um breve levantamento de algumas das matrizes dessas representações e as suas motivações para tanto. Com esse propósito, buscamos analisar quais os traços culturais que as narrativas da amostra consideram como exclusivos daqueles que nasceram ou se formaram no Nordeste do Brasil; verificar e discutir se, nessa amostra de representações, há dados que possibilitem uma caracterização dos nordestinos por naturalidade, e se seria a auto-atribuição um fator relevante para o processo de construção de uma identidade nordestina no nosso cinema.2006
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Artigo
10
Cinema
Das reflexões imagéticas para retratar o Nordeste brasileiro: O Ceará de Cine Holliúdy
SOUSA, João Eudes; SOUSA, Antonia NileneEste artigo aborda as construções imagéticas na cinematografia nacional e suas narrativas diante dos elementos que são utilizados para representar o sujeito nordestino, bem como toda a região Nordeste do Brasil. Tendo como base as produções fílmicas das décadas de 40, 50, 60, passando pelo Cinema Novo até as produções contemporâneas, foi feito um recorte, onde nesta pesquisa buscou compreender como os signos atrelados a esta região brasileira tem permeado pelo imaginário social e coletivo, através das produções simbólicas que fortalecem e disseminam estereótipos (re)produzidos ao longo dos anos no campo das produções audiovisuais brasileiras. Assim, este estudo perpassa por uma pesquisa no campo da cultural, da identidade geográfica, dos preconceitos, dos estereótipos e do audiovisual. Observa-se, como a música, a literatura, dentre outras manifestações artísticas ajudaram na construção desta linguagem e dos elementos chaves para retratar a temática acerca dessa suposta nordestinidade.2017
ALBUQUERQUE JR, Durval Muniz de. A invenção do Nordeste. 5a ed. São Paulo: Cortez, 2011.
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Artigo
11
Cinema
Discursos sobre o nordeste: “Morte e vida severina, 60 anos depois”
MARQUES, Paulo César; SIMAS, Lorena; MARTINS, JosemarEste artigo tem como objetivo problematizar o processo de construção imagético-discursiva do nordeste a partir da análise crítica do discurso do documentário “Morte e vida severina, 60 anos depois” (2015). Para isso, buscamos na obra do historiador Durval Muniz de Albuquerque Júnior, os elementos básicos para refletir sobre as inúmeras imagens do nordeste e do nordestino, que comumente são difundidas através da literatura, do cinema, das artes plásticas etc. O documentário em análise propõe uma releitura do clássico poema “Morte e vida severina” (1955), do escritor pernambucano João Cabral de Melo Neto.2016
ALBUQUERQUE JR, Durval Muniz de. A invenção do nordeste e outras artes. São Paulo:
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Artigo
12
Cinema
Entre arcaísmos e modernidades imaginadas: Nordeste em cena nos textos da mídia
ZARFOLINA, SofiaInteressa-nos neste artigo discutir onde se ancoram noções que repartem o país em frágeis, porém constantes, divisões de arcaico/ moderno, sendo o primeiro representado pela região Nordeste e o segundo focado nas regiões Sudeste e Sul. Se observarmos as recentes produções cinematográficas nacionais que recorreram ao Nordeste como tema, podemos identificar uma série de repetições de preconceitos, de imagens que repousam numa imanência peculiar. O foco está em observar que dentro dessa divisão binária, deixam-se perder complexidades e novas oportunidades de se problematizar questões referentes à identidade, subjetividade e alteridade nos textos da mídia.2008
ALBUQUERQUE JR, D. 2006. Invenção do Nordeste e Outras
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Artigo
13
Cinema
Estereotipando nordestinos: representações de uma identidade cultural na chanchada carioca de 1952-1961
LOBO, Júlio CesarO objetivo desse texto é mostrar como a estigmatização de traços associados normalmente a nortistas e nordestinos proletários foi usada nos anos 1950, principalmente, como um dos recursos mais fáceis e mais preconceituosos de se produzir humor na comédia cinematográfica musicada carioca, reverberando posturas provenientes da literatura e da música popular brasileira, bem como da cultura popular em geral. Para isso, montamos um corpus com sete filmes produzidos entre os anos de 1952 e 1961. A noção-chave para a nossa abordagem é a de estigma, tal como desenvolvida por Goffman, e os traços estigmatizados são o/a pau-de-arara e o cabeça-chata.2013
ALENCAR, J. O sertanejo. São Paulo:Ática,2002.
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Artigo
14
Cinema
IDENTIDADE E REPRESENTAÇÃO DO POPULAR NO FILME A MÁQUINA
OLIVEIRA, Guilherme; PIMENTEL, RenataEste texto apresenta a pesquisa desenvolvida em 2008 no Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Jornalismo do Centro Universitário de Maringá (Cesumar) sobre os aspectos representativos do popular no filme brasileiro A Máquina. A teoria dos Estudos Culturais e as contribuições teóricas e metodológicas da Análise de Discurso francesa (AD) nortearam o percurso da análise fílmica, que propôs descrever o processo de identificação do popular, questionando as formas de representação dos personagens e cenários característicos do povo nordestino. Enquanto a análise era delineada, os (deslocamentos dos) sentidos produzidos pelo discurso imagético-verbal mostraram regularidades que marcaram os pontos de discussão descritos na pesquisa: a religião; o contraponto local em meio ao global; as influências midiáticas e a afirmação do popular como popular. O estudo analítico destas regularidades permitiu fazer a proposição de que o popular encontra na sua cultura, no seu cotidiano e na sua linguagem formas de resistência, ainda que inconscientes, ao já estabelecido.2009
ALTHUSSER, Louis. Aparelhos ideológicos do Estado. 3. ed. Lisboa: Presença, 1980.
CANCLINI, N.G. Consumidores e cidadãos. 6. ed. Rio de Janeiro: Editora da UFRJ,
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hegemonia. 5. ed. Rio de Janeiro: Editora da UFRJ, 2008.
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PÊCHEUX, Michel. Semântica e Discurso: uma crítica à afirmação do óbvio. 2. ed. Campinas:
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WARNIER, Jean Pierre. Mundialização da cultura. 2 ed. Bauru: Edusc, 2003.
Artigo
15
Cinema
O Nordestino no Cinema Brasileiro: Perpetuação de Estereótipos no Filme “Gonzaga, de Pai pra Filho”
NÓBREGA, Igor; TEIXEIRA, CristinaAtravés da análise fílmica e sociológica do longa-metragem “Gonzaga, de Pai pra Filho” (2012), do diretor Breno Silveira, este artigo pretende analisar se os estereótipos que definiram a identidade do nordestino durante o século XX ainda são reproduzidos em larga escala na produção cinematográfica de caráter nacional ou se há algum esforço midiático para mudar esse imaginário construído ao longo do tempo.2014
ALBUQUERQUE JR., Durval Muniz de. A invenção do Nordeste e outras artes. São Paulo:
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Artigo
16
Cinema
O OLHAR DE GLAUBER ROCHA SOBRE O SERTÃO NORDESTINO, A PARTIR DA ANÁLISE DE DEUS E O DIABO NA TERRA DO SOL
SILVA, Fabiana; LIMA, AmandaO presente artigo se dispõe a analisar o discurso imagético do filme Deus e o Diabo na terra do sol, de Glauber Rocha; que contribuiu para a primeira fase do Cinema Novo. Disposto como um cordel, a obra narrada pelo cego Júlio, acompanha os três grandes atos da trajetória de vida do vaqueiro Manuel e de sua esposa, Rosa. Enfim, o trabalho ressalta que em sua narrativa, Glauber utiliza-se de elementos simbólicos nordestinos para formar um discurso politico característico de suas produções e analisando a escolha desses elementos tenta desvendar o discurso difundido por ele na obra em consideração, enfatizando os elementos simbólicos que ele destaca em seu trabalho.2011
ALBUQUERQUE JR. Durval Muniz. Espaços da Saudade. In: ALBUQUERQUE JR. Durval Muniz. A Invenção do Nordeste e
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Artigo
17
Cinema
PARAÍBAS e Baianos (Análise de representações de migrantes nordestinos em filmes de ficção ambientados nas metrópoles)
LOBO, Júlio CesarEssa comunicação visa localizar, descrever e interpretar aspectos da representação de identidade social no cinema de ficção brasileiro, através de uma análise de estereótipos, além de levantar brevemente exemplos de algumas matrizes dessa estereotipação. Com esse propósito buscamos analisar quais os traços culturais que as narrativas da amostra consideram como exclusivos daqueles que nasceram ou se formaram no Nordeste do Brasil; buscamos verificar e discutir se, nessa amostra de representações, há dados que possibilitem uma caracterização dos nordestinos por naturalidade; e buscamos verificar e discutir se seria a auto-atribuição um fator relevante para o processo de construção nos filmes de uma identidade nordestina.2004
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Artigo
18
Cinema
Produção de sentido e representação do sertão nordestino na tríade do Cinema Novo
GUTEMBERG, Alisson; LIRA, BertrandA representação do sertão nordestino está interligada com a própria busca por uma identidade nacional. Na década de 1960, o Cinema Novo estabeleceu imagens para o Nordeste que ressoam até hoje. Desta forma, temos por objetivo analisar a representação do sertão nordestino na Trilogia do Sertão - Deus e o Diabo na Terra do Sol (Glauber Rocha, 1964), Os Fuzis (Ruy Guerra, 1964) e Vidas Secas (Nelson Pereira dos Santos, 1963) – com o intuito de observar de que forma o espaço e o indivíduo aparecem representados nas obras citadas. Para tanto, teremos como referencial teórico os conceitos de Orlandi (2001) e Aumont (1993), Gaudreault e Jost (1999) e Alekan (1979), através de uma análise linguística e semiótica, com o objetivo de observar como discurso e fotografia atuam na produção de sentido dentro dos filmes estudados.2014
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Artigo
19
Cinema
Quaderna, João Grilo e a criação de identidades de um Nordeste no cinema
COSTA, LuísNos últimos anos o Nordeste tem sido frequentemente visitado, sendo um espaço abordado nos estudos acadêmicos, nos jornais, e estando presente num número vasto de obras literárias e poéticas, chegando até filmes, peças de teatro, músicas, quadros, esculturas, entre outras abordagens possíveis. Nesse contexto, destaca-se a linguagem cinematográfica, com sua capacidade de imprimir realidades mais intensamente. Todas essas produções, no entanto, constituem-se como evidências de uma inclinação às tentativas de sobreposição entre discursos identitários. O presente artigo toma os personagens Quaderna e João Grilo enquanto elementos-base para a criação de identidades de um Nordeste brasileiro no cinema, refletindo sobre a formulação de imagens e enunciados de tais personagens quanto à região.2010
ALBUQUERQUE JÚNIOR, Durval Muniz. A invenção do Nordeste e outras artes. São Paulo: Cortez, 1999.
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SERTÃO aplaudido em Veneza: filme pernambucano de Marcelo Gomes e Karin Ainouz foi bem recebido, ontem,
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Artigo
20
Cinema
SIGNOS DE NORDESTINIDADE: ANÁLISE DA REPRESENTAÇÃO DAS IDENTIDADES NORDESTINAS NO CINEMA BRASILEIRO NO PERÍODO DE 2000 A 2010
BARBOSA, Patricia; PAIVA, CarlaEste artigo é voltado para a análise da representação das identidades nordestinas presentes no cinema brasileiro, no período de 2000 a 2010, tendo como foco de investigação a presença dos signos de nordestinidade nos filmes Abril Despedaçado (2001), Lisbela e o Prisioneiro (2003), O Quinze (2004), A Máquina (2004) e O Homem que Desafiou o Diabo (2007). A pesquisa se fundamentou nos estudos sobre representação social (MOSCOVICI, 2001 e JODELET, 2001) e identidade (HALL, 2013) e se desenvolveu a partir da análise de conteúdo, segundo Fonseca Júnior (2011), e da análise da imagem, através dos conceitos de Marcel Martin (2003). Nota-se que é perpetuada uma imagem já disseminada pela literatura e suas três perspectivas de sertão: inferno, paraíso e purgatório (OLIVEIRA, 2000). Quando não é vista através do drama, a região é apresentada de maneira cômica como o lugar das fantasias e do pitoresco. Persiste, portanto, uma ideia de Nordeste previsível e antiga, com argumentos de um roteiro que pouco mudam as perspectivas lançadas sobre a região.2012
ALBUQUERQUE JÚNIOR, Durval Muniz de. A invenção do Nordeste e outras
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Artigo
21
Cinema
Tradições e Contradições: a representação do Nordeste no Cinema Brasileiro Contemporâneo
MARINHO, MarianaEste trabalho tem por objetivo analisar a representação do Nordeste em quatro
filmes do cinema brasileiro contemporâneo: Central do Brasil (1998), de Walter
Salles Jr.; O Caminho das Nuvens (2003), de Vicente Amorim; Árido Movie
(2006), de Lírio Ferreira, e O Céu de Suely (2006), de Karim Aïnouz. O estudo
é comparativo, e tem como referenciais de análise as ideias de Nordeste como
espaço de tradição e como território de revolta, especialmente aquelas criadas
nas décadas de 1920 e de 1930. Este trabalho observa quais dos filmes
analisados reafirmam ou negam estereótipos sobre a região, a partir de cinco
categorias de análise: os movimentos de saída e retorno do Nordeste, a
relação com a estrada, a figura do pai, os laços de pertencimento e
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Dissertação
22
Cinema
AS VIRTUDES NORDESTINAS PRESENTES NO FILME SARGENTO GETÚLIO
PAIVA, CarlaO filme Sargento Getúlio, adaptado do romance homônimo de João Ubaldo Ribeiro, se apresenta como mais uma narrativa cinematográfica que enfatiza uma visão estereotipada do Nordeste brasileiro. No filme em pauta, buscou-se analisar quais as virtudes consideradas nordestinas e o que os espectadores podem aprender quando compõem as grandes platéias. Percebeu-se que o cinema brasileiro, copiando uma tendência cultural, tende a homogeneizar a identidade social nordestina, reduzindo-a ao sertanejo euclidiano e transpondo para as telas signos da nordestinidade. Assim, as imagens fílmicas contribuem para a constituição de uma relação entre comunicação e educação.2006
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Artigo
23
Cinema; Artes
Apoderamento imagético do Nordeste do Brasil: Estereótipo e Discurso nas Artes
ALBUQUERQUE, NycolasEste trabalho investiga a construção imagética do Nordeste do Brasil através do cinema. Para tanto, fiz uma pesquisa sobre como se processaram tais imagens, como foi elaborado esse repertório de famintos, cangaceiros, coronéis, jagunços, machistas, valentes, brutos, ignorantes, beatos, serviçais, inocentes e simplórios. Verifiquei quais são as relações de poder envolvidas nesse discurso do Nordeste atrasado, e quem se beneficia com ele. Como o nordestino vêm sendo simplificado e homogenizado nas relações sociais, e qual o papel do governo, sociedade e artes nesse processo. Analiso como foi formulada essa imagem, e quais agentes históricos envolvidos (Movimento de Arte Moderna e Cinema Novo) e, de que maneira, foi perpetuada esse representação estereotipada, que ainda hoje é utilizada para se falar do Nordeste.2014
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Artigo
24
Cinema; Gênero
LAÇOS ENTRE A HISTÓRIA E A TELA: A FORJADURA DA IDENTIDADE DO “CABRA-MACHO” DO NORDESTE
ANDRADE, VivianO cinema, objeto de nossa análise, é uma prática cultural e um documento de produção, que constrói significados e propõe discursos imagéticos, articulando vários tempos e espaços. Ao estabelecer identificações e maneiras de ser, ele direciona olhares e centraliza culturas, instituindo lugares que condicionam os gêneros. Inscrito numa política de representação e relações de poder, suas imagens em movimento dão vozes e silêncios, (re)inventando identidades. Em sua direção mercadológica, o cinema pode ainda ser compreendido como um artefato cultural que produz conhecimento, ensinando maneiras de ser, sentir e compreender o mundo em que vivemos. Sob este aspecto tomaremos o filme “O Auto da Compadecida” como uma pedagogia voltada a reforçar uma identidade masculinizada baseada no sertão, construindo estereótipos do homem nordestino pautado na força, na virilidade e na astúcia, imagens cristalizadas de um Nordeste da década de 30 do século passado. É na análise desses discursos que o nordestino emerge como um conceito ligado a elementos fundantes da região, um “cabra- macho” que será ironizado e (des)construído pela narrativa fílmica.2012
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Artigo
25
Cinema; Gênero
Nordeste viril: representações da masculinidade
no Cinema brasileiro sob o olharde Guel Arraes

(2000-2003)
GRANGEIRO, GlaucenildaA presente dissertação está vinculada a linha de pesquisa Ensino de História e Saberes Históricos com a área de concentração em História e Cultura Histórica, do PPGH-UFPB. A cultura ora move a sociedade, ora por ela é movida, o que faz com que algumas de nossas práticas culturais legitimem objetos, imagens e discursos. Dessa forma, o cinema, como uma das possibilidades de manifestação da cultura histórica utiliza-se dela para produzir e legitimar representações que afirmam ou negam identidades. Dentro dessas representações encontramos a do homem nordestino. Por algumas dessas representações criamos o imaginário de que o nordestino é um ser rude e truculento e isso nos levou a construirmos uma maneira própria de pensar sua masculinidade, consagrada, sobretudo na figura do “cabra-macho”. Este trabalho tem como proposta abordar como essa representação atua por meio de construções, ou, até mesmo de desconstruções de uma cultura masculina, inscrita numa dialética de poder e dominação. A pesquisa foi feita a partir de dois filmes nacionais, O Auto da Compadecida e Lisbela e o Prisioneiro, ambos dirigidos pelo pernambucano Guel Arraes, considerado um pioneiro na convergência entre os suportes de TV e cinema. A pesquisa neste mote busca compreender como a “naturalização” no cinema do ser masculino/nordestino está estritamente relacionada aos signos associados ao Nordeste, como sua paisagem, associada a dureza e a aridez, que dessa forma vão estabelecendo a imagem da Região e corroborando com a construção do imaginário popular. A representação cultural do homem nordestino no cinema vai dessa forma tecendo múltiplas realidades, costumes e identidades que vão se delineando no constructo histórico espaço-cultural.2015
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Dissertação
26
Cinema; Gênero
Representação da Masculinidade Nordestina no Cinema Brasileiro: uma Análise dos Signos Identitários
GALVÃO, RilmaraEste artigo trata das representações do homem nordestino nos filmes brasileiros e estuda os signos mais empregados nos pro- cedimentos estéticos que o cinema utiliza. Para isso, considera-se relevante avaliar os aspectos típicos da região, como o fenômeno da seca e os costumes religiosos e cultu- rais, além de observar os feitios que eviden- ciam a masculinidade nordestina. Nesse in- tuito, serão objetos desta análise os filmes brasileiros “O Auto da Compadecida”, “Lis- bela e o Prisioneiro” e “O Homem que de- safiou o Diabo”.2010
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Artigo
27
Cinema; Migração/Territorialidade
ANÁLISE DA REPRESENTAÇÃO DO MIGRANTE NORDESTINO NO CINEMA BRASILEIRO NO PERÍODO DE 1960 A 1990
MARTINS, João Pedro; PAIVA, Carla
A nordestinidade é entendida por Paiva (2006) como o resultado das diversas representações sobre as identidades nordestinas veiculadas pelas imagens do cinema brasileiro, sendo categorizadas, principalmente, em imagens como a seca, a violência e a virtude. Um dos signos mais recorrentes nas produções fílmicas nacionais é o do migrante nordestino. Com base na teoria das representações sociais e nos estudos sobre a identidade social nordestina e esteriotipia, este trabalho pesquisou como se deu a construção da imagem dos migrantes em filmes brasileiros produzidos entre as décadas de 1960 e 1990. Para isso, lançou-se mão das análises de conteúdo e de imagens (FONSECA JÚNIOR, 2011; COUTINHO, 2011). Conclui-se, então, que os migrantes representados por esses filmes costumam ser situados tanto na zona rural como em ambientes urbanos, trilhando caminhos errantes ou tomando destinos específicos. Suas motivações, embora nem sempre explícitas pelas narrativas fílmicas, variam entre a busca por uma vida melhor e questões religiosas. Por fim, percebe-se como esses sujeitos sofrem processos de marginalização pela sociedade e/ou pela natureza sertaneja, embora nem todas as personagens lidem com esse processo do mesmo modo.
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Artigo
28
Cinema; Migração/Territorialidade
Caminhos errantes de um povo sem posses: o migrante como um signo de nordestinidade no filme “Vidas Secas” (1963)
MARTINS, João Pedro; PAIVA, CarlaUm dos expoentes do cinema brasileiro na década de 1960, o filme Vidas Secas (1963), de Nelson Pereira dos Santos, adaptado da obra homônima de Graciliano Ramos, é um exemplo clássico da relação entre o cinema e a literatura. Mais do que isso, agrupa vários discursos que ajudaram a compor o imaginário do Nordeste e de suas identidades, os quais, nesse tipo de narrativa, formam os chamados signos de nordestinidade (PAIVA, 2006). Este trabalho buscou compreender a representação da identidade do migrante assumida no filme pelo protagonista Fabiano (Átila Iório) e sua família. Através da análise de imagens que compõem a narrativa fílmica, percebemos como esse sujeito, cujos caminhos são incertos e erráticos, tem sua vida condenada a uma perpétua ligação com a “infernal” natureza sertaneja; e, privado da posse de bens, vive à margem da condição de ser humano.2016
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Artigo
29
Cinema; Pedagogia
O NORDESTINO NO CINEMA: A CONSTRUÇÃO DE IDENTIDADES E A MEDIAÇÃO DE SABERES A PARTIR DE FILMES
SILVA, DeleonMuito mais que mero entretenimento, no cinema encontramos riquezas potenciais inerentes ao processo do ensino-aprendizagem. Desse modo, a presente pesquisa teve o objetivo de investigar as contribuições do cinema na construção de identidade e na mediação de saberes, problematizando e refletindo a utilização de filmes enquanto ferramentas educativas. Para apoiar teoricamente, buscou-se a contribuição de Bardin (1977), Duarte (2002), Freire (1987, 1992 e 2005), Hall (2006), Morin (2001) e Vygotsky (1989), entre outros referenciados no corpo desta dissertação. A metodologia tratou de uma pesquisa qualitativa, que propôs apresentar como os professores participantes buscam estabelecer um diálogo entre a possibilidade didática do cinema e suas dimensões sociais na produção de conhecimentos. Foram convidados 37 professores do ensino fundamental (6o ao 9o ano) que, através de questionário online, dispuseram suas percepções sobre a relação estabelecida entre o cinema e a educação. Por fim, os resultados desta pesquisa apontam que, mesmo sem o auxílio de metodologias direcionadas, os professores fazem a utilização dos filmes na escola e apostam em suas relações na contribuição da formação de identidades sociais.2017
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Dissertação
30
Cinema; Publicidade
A ANÁLISE DO DISCURSO EM INTERFACE COM OS ESTUDOS CULTURAIS: UM ESTUDO DA IDENTIDADE NORDESTINA
ALMEIDA, Maria de Fátima; SILVA, Gabriela; SILVA, EliasNosso propósito é estabelecer uma comparação entre a identidade construída pelos próprios moradores da região Nordeste com a midiática. Esta investigação justifica-se, na medida em que parcas são as pesquisas que tem como meta, estabelecer uma conferição entre díspares universos de representações identitárias, como é o caso da mídia em geral e do nordestino sobre si. Neste trabalho, teremos como escopo teórico a Análise do Discurso de linha francesa, compreendendo-a como uma subárea da linguística, buscando discorrer sobre questões relacionadas à construção identitária nordestina pela mídia virtual (blog) e pelos próprios nordestinos. Dessa feita, buscamos realizar uma interface com os Estudos Culturais, e tomamos como instrumento de análise os conceitos de normalização, classificação e o movimento de desestabilização, desenvolvidos por Silva (2003). Nesse ínterim, utilizamos como corpus propagandas divulgadas pela mídia e o filme Zé Mané e Zé Pretim, produzido no interior da Paraíba.2015
BAUMAN, Zygmunt. Globalização: as consequências humanas. Rio de Janeiro: Jorge Zahar,
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Disponível em <https://www.youtube.com/watch?v=TXnlw9C-csY>. Acesso em: 12/10/2014.
Artigo
31
Expressões Culturais
Programa São João do Nordeste: O espetáculo junino e a representação da cultura nordestina nas quadrilhas juninas
SILVA, Juliana; LIMA, Maria ÉricaO presente artigo, ainda em fase inicial de pesquisa, analisa as formas de representatividade e tradições nordestinas dentro das quadrilhas juninas que se apresentam no programa São João do nordeste da rede Globo de televisão, visando identificar como o homem do campo e as raízes dos festejos juninos se mantêm dentro do cenário moderno. A questão central deste estudo é se as reconfigurações sofridas nos festejos afetaram as quadrilhas juninas a ponto de as mesmas deixarem de ser parte integrante das tradições. A pesquisa é embasada nas teorias e metodologias da Folkcomunicação reescritas por José Marques de Melo. Realiza uma revisão sobre os estudos culturais dentro da modernidade partindo das teorias de Renato Ortiz como forma de analisar se as mudanças aparentes nos grupos juninos foram condicionadas pela mídia, a modernidade, ou pelos dois fatores.2015
ADORNO, Theodor W. et. al., Teoria da cultura de massa. Comentários e seleção de Luiz
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Artigo
32
Expressões Culturais
Representações da Tradição na Cultura Nordestina: os vaqueiros da cidade de União-Piauí
RÊGO, Sanny; NASCIMENTO, Josiel; SOUSA, LeilaO trabalho busca estudar a representatividade do vaqueiro, através da Procissão e do Coral
dos Vaqueiros da cidade de União, Piauí. O recorte temporal da análise vai desde a
regulamentação da profissão em 2013 até os setenta anos da Procissão no ano de 2014.
Constatou-se que instituições acabam por reafirmar a identidade cultural do vaqueiro, assim
como os meios de comunicação, que funcionam como determinantes de uma afirmação do
símbolo como representante da cultura nordestina, reafirmado, até hoje, pela mídia. Os
métodos para a realização desta pesquisa foram a história oral e documental e a principal
linha de pesquisa foi a proposta por Durval Muniz de Albuquerque Jr, sobre identidade e
representatividade.
2016
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CUNHA, Euclides da.Os Sertões. São Paulo: Cultrix-MEC, 1973.
CRUZ, Francisco Ferreira da. Entrevista concedida aos pesquisadores Josiel Lima Nascimento e
Sanny Ravanne da Cunha Rêgo no dia 10 de janeiro de 2015, às 18h24. O local da entrevista foi

a residência de Francisco Ferreira da Cruz, na rua Benedito Rêgo, centro do município de União-
Piauí.

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Artigo
33
Gênero
Mulheres-macho ou sensuais? Apontamentos sobre a representação das mulheres nordestinas no cinema brasileiro da década de 1980
PAIVA, CarlaConsiderando o protagonismo de mulheres nordestinas no cinema brasileiro na década de 1980, pretendemos analisar quais são as representações femininas presentes nas narrativas fílmicas de Gabriela (1983), Parahyba, Mulher-Macho (1983) e A hora da estrela (1985), compreendendo suas caracterizações e seus comportamentos no decorrer da trama, bem como que tipo de relações são estabelecidas entre o discurso do cinema e as “bandeiras” do movimento feminista, defendendo a proposição de que o cinema nacional e suas representações sobre a identidade das mulheres também foi palco para os grupos feministas se alastrarem pelo país, através da análise fílmica e análise do discurso francesa.2013
ALBUQUERQUE JÚNIOR, D. M. de. Cabra da peste! Coronel, jagunço,
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estereótipo do sertanejo machão não tem contribuído para a felicidade do homem nordestino. Revista Nossa História, Rio de Janeiro,
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Artigo
34
Geral
A CONSTRUÇÃO DA IMAGEM DO NORDESTINO/SERTANEJO NA CONSTITUIÇÃO DA IDENTIDADE NACIONAL
VASCONCELOS, CláudiaO presente texto propõe uma discussão sobre a construção da imagem do nordestino, associado ao homem sertanejo, na constituição da identidade brasileira e as conseqüências da composição desta imagem proposta por intelectuais do Norte e do Sul do país, no início do século XX. Para isso, dialogarei com alguns autores brasileiros que, em diferentes épocas, traçaram um pensamento sobre o Brasil e a complexa representação da identidade nacional, a exemplo de: Euclides da Cunha, Gilberto Freyre, Renato Ortiz e Durval Muniz Albuquerque Jr.2006
ALBUQUERQUE Jr., Durval Muniz de. A Invenção do Nordeste e outras artes. São Paulo:
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Artigo
35
Geral
A CONSTRUÇÃO SOCIAL, CULTURAL E MIDIÁTICA DO NORDESTE
DANTAS, AlanEste trabalho objetiva compreender a construção social da região Nordeste do Brasil a partir das diversas dinâmicas históricas arraigadas na cultura brasileira, abordando conceitos como identidade, espaço, região e regionalismo. Assim será analisado como durante o século XX, diversos dispositivos culturais, políticos e midiático – como o fenômeno da Guerra de Canudos, a política das secas, as artes e a mídia eletrônica - corroboraram para a formação do estereótipo “nordestino” tal como conhecemos hoje.2012
ALBUQUERQUE JÚNIOR, Durval Muniz de. A Invenção do Nordeste e outras artes.
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Artigo
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Geral
AS CULTURAS POPULARES E A IDENTIDADE CULTURAL NORDESTINA
SANTOS, Matheus; JÚNIOR, Mario Jorge; BARROS, Carlos César;Este trabalho objetiva tecer uma investigação sobre a importância das culturas populares presentes na identidade cultural das pessoas que habitam a região Nordeste do Brasil. Não se pretende, no entanto, desconsiderar a existência de diversos tipos de culturas (massa, erudita, clássica, urbanas não-populares) presentes nessa região do país, nem tão pouco querer homogeneizar, negando que existem manifestações culturais tão diversas e específicas de cada localidade nordestina. Espera-se que esta investigação contribua para a valorização e reconhecimento das culturas populares nordestinas por entender que esses podem funcionar como geradores de autonomia e independência bem como promotores do senso de pertencimento.2015
ALBUQUERQUE JR., Durval Muniz de. A invenção do Nordeste e outras artes. 4. ed. rev Recife: Cortez, 2009. 338 p. ALVES, Elder P. Maia (Org.). Políticas Culturais: Para as Culturas Populares no Brasil Contemporâneo. Maceió: EDUFAL, 2011.ALVES, Elder P. Maia. A economia simbólica da cultura popular sertanejo-nordestina. Brasília: UnB, 2009. BEZERRA, Maria Cristina et al. Identidades Culturais. Rio de Janeiro: UFRJ, 2008. CHAUI, Marilena de Souza. Conformismo e resistência: aspectos da cultura popular no Brasil. 2a ed. São Paulo: Brasiliense, 1987. D'ANDREA, Moema Selma. A tradição re(des)coberta: o pensamento de Gilberto Freyre no contexto das manifestações culturais e/ou literárias nordestinas. São Paulo: Ed. da UNICAMP, 1992. ELIAS, Norbert. O processo civilizador: uma história dos costumes. 2.ed Rio de Janeiro: J. Zahar, 1994. GABRIEL, Ademir Lopes. Xilogravura como expressão da cultura popular. Posse: UnB, 2012. HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Rio de Janeiro: DP&A, 2006. LINDOSO, Ester de Carvalho . A fantástica construção do nordestino Seu Lunga. Fortaleza: UFCE, 2000. Disponível em: http://www.cei.unir.br/nota1.html. Acessado em: 18 de abril de 2015. MINC. Seminário Nacional de Políticas Públicas para as Culturas Populares. São Paulo: Instituto Pólis; Brasília: Ministério da Cultura, 2005. LINDOSO, Ester de Carvalho.I Encontro Sul-Americano das Culturas Populares e II Seminário Nacional de Políticas Públicas para as Culturas Populares. São Paulo: Instituto Polis; Brasília, DF: Ministério da Cultura, 2007. SANTOS, Luciano dos. As Identidades Culturais: Proposições Conceituais e Teóricas. Coxim: Revista Rascunhos Culturais, 2011. SECULTBA. Catálogo Culturas Populares e Identitárias da Bahia. Salvador: ed. Assessoria de Comunicação da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, 2010. UNESCO, Universal Declaration on Cultural Diversity. Johannesburg: Cultural Diversity, 2002. SANTOS, Luciano dos. Convention on the Protection and Promotion of the Diversity of Cultural Expressions. Paris, 2005. VASCONCELOS, Cláudia Pereira. A construção da imagem do nordestino/ sertanejo na constituição da identidade nacional. Salvador: II ENECULT, 2006. VESENTINI, José William. O conceito de região em três registros. Exemplificando com o Nordeste brasileiro, 2012. Disponível em: http://confins.revues.org/7377#bodyftn7. Acessado em: 18 de abril de 2015.
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Geral
Identidade social de paulistas e nordestinos - Comparações intra e inter-grupais
LORDELO, Eulina; BARROS, NilzaCom o objetivo de investigar as representações sociais de paulistas e nordestinos sobre o seu próprio grupo e sobre o outro, comparando-as entre si, 190 estudantes universitários, divididos em quatro grupos de diversos cursos, de duas universidades públicas (uma em São Paulo e outra na Bahia) foram solicitados a preencher um questionário contendo atributos positivos e negativos sobre paulistas ou nordestinos, numa escala de um a sete. Os participantes forneceram informações gerais e socioeconômicas, bem como, nos grupos de avaliação intergrupal, dados sobre o tipo de contato com o grupo avaliado. Os itens de avaliação foram selecionados a partir de estudo piloto, que solicitou a juízes nordestinos e paulistas que fornecessem uma lista de atributos positivos e nega- tivos aplicáveis a paulistas ou a nordestinos. Os resultados, expressos em médias para cada um dos atributos e em um índice geral de positividade de imagem, mostraram que baianos e paulistas diferem essencialmente em suas auto-avaliações, bem como nas avaliações intergrupais. Foi encontrado um conjunto diferente de itens, tanto positivos como negativos, na composição da representação de cada grupo. A positividade da imagem geral, entretanto, difere pouco entre os quatro grupos, variando significativa- mente entre os paulistas que avaliaram nordestinos, conforme a escolaridade e a renda dos pais e entre os baianos que avaliaram nordestinos, conforme a renda dos pais. Também a imagem dos paulistas pelos baianos mostrou variação significativa confor- me o tipo de contato com o outro grupo. Os resultados são discutidos nos termos da teoria da identidade social, focalizando as relações de grupos diferencialmente valori- zados, seus estereótipos e preconceitos.2015
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Artigo
38
Geral
Identidades e produção cultural nos sertões nordestinos do século XXI
MOREIRA, GisleneAs palavras e os territórios não são estáticos. Eles falam das relações de poder, dos limites e dos sentidos construídos historicamente pelos homens e mulheres que os habitam. No século XXI, o sertão virou semiárido, e este estudo entende que a escolha do termo não é aleatória. Ela indica transformações na região fixada no “de-sertão” ou na “zona das secas”, e que nos anos 2000 se destacou como “semiárido” efervescente de inovações políticas, econômicas e sociais. O novo enunciado aponta às alterações de uma região sistematicamente vinculada a um cenário de miséria e atraso para um território de possibilidades e rupturas. Este artigo se dedica a entender as profundas mudanças nos modos de vida, na cultura e na comunicação, provocadas pelo avanço acelerado do capitalismo nas periferias do consumo. Desde a Economia Política da Comunicação e da Cultura, este trabalho aborda as novas produções culturais, seus impactos identitários e os sentidos destes sertões do novo milênio. O desafio é questionar como estas transformações globais estão impactando os campos da cultura e da comunicação no sertão da Bahia. O semiárido baiano serve como ponto de partida para entender os atuais dilemas dos brasis profundos.2018
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Geral
IMAGENS DE NORDESTE: O REGIONALISMO E O NORDESTE COMO PRÁTICA DISCURSIVA
SOUSA NETO, MarceloPartindo de questionamentos sobre o Nordeste brasileiro, é possível encontrarmos diversas imagens que se confrontam sobre o que vem a ser esta região, levando-nos a pensar não em um, mas em diversos Nordestes, cujo discurso regionalista buscou criar uma identidade e homogeneizar a região. Tomando por referência os escritos de Gilberto Freyre em seu livro “Nordeste” e o discurso regionalista da primeira metade do século XX, procurou-se analisar o surgimento da referida região como prática discursiva balizada na idéia de “desníveis regionais”, que objetivava promover um sentimento de unidade e atender interesses de grupos locais em seus diversos aspectos econômicos, sociais e culturais, dotando a região de uma memória, uma história e um conteúdo cultural.2010
ALBUQUERQUE JÚNIOR, Durval Muniz. A invenção do Nordeste e outras artes.
Recife: FJN, Ed. Massangana; São Paulo: Cortez, 1999.
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Artigo
40
Geral
O IRREDENTISMO NO NORDESTE DEMONSTRADO NO CHAPÉU DO CANGACEIRO
SANTOS, André LucasA proposta deste trabalho é analisar o movimento cangaceiro como um movimento irredentista que visava manter a todo custo o seu padrão de existência e reagir diante do coronelismo vigente no sertão nordestino e da concentração de terras. O cangaço é um movimento importante e tipicamente nordestino e um dos principais responsáveis pela identidade regional, tendo como principal personagem Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, chefe do bando que não pode ser considerado, nem heróio nem bandido, mas um resistente. O objetivo é destacar o chapéu do cangaceiro como elemento mais referenciado e icônico, impregnado de um simbolismo marcado de significados, atitudes e valores religiosos.2016
ALBUQUERQUE JÚNIOR, Durval Muniz de. A Invenção do nordeste e outras artes. 5 ed.
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Artigo
41
GeralO Nordeste e suas representaçõesSOUZA, LaisaNesta produção teórico-científica apresentamos o objeto de estudo da pesquisa de mestrado em desenvolvimento no Programa de Pós-Graduação em Crítica Cultural da Uneb: o Nordeste e suas representações. Para cumprir com essa tarefa, nos respaldamos em Anjos (2000), Albuquerque Junior (1988; 1999) e Walter (2010) para discutir o Nordeste como espaço simbólico, construído histórica e culturalmente através de uma confluência de discursos e imagens.2015
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Artigo
42
Geral
O SERTÃO SOB PREMISSAS PÓS-ESTRUTURALISTAS: NORDESTE SIM, NORDESTE NÃO
MOURA, Marta; MENDES JUNIOR, WalclerMarcado por aspectos do clima tropical semiárido, longas estiagens, êxodos, cultivo canavieiro e algodoeiro, latifúndio, casarões, senhores de engenho, trabalhadores e meeiros, todos explorados por um sistema social com forte inspiração na escravidão do século XIX. O Nordeste, surgindo no contraste entre Norte e Sul, desde o início dos anos vinte. Ao sabor dos anos, pensar na possibilidade de um “Novo Nordeste” emergindo? O chão sulcado por volante e cangaço, a fome derrubando famílias, uma gente sustentada por pequenas aves de arribação, preás e farinha, o descuido gover- namental, contraste da imagem fabulosa com a tecnologia digital, entrando nas casas do povo. Nordeste como se fosse signo de signos, imagens sobrepostas. Nos termos desta pesquisa, termos da identidade regional deslocada por marcas do pensamento pós-estruturalista. O signo Nordeste desloca-se pela literatura, poemas, filmes e trajetórias de gentes e coisas. A construção do Nordeste como fábula de precisão começa aqui e agora.2017
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Artigo
43
Geral
PROLEGÔMENOS SOBRE A CONSTRUÇÃO IMAGÉTICA DA REGIÃO NORDESTE
LEITE, Ingrid; DANTAS, Jaqueline; QUIRICO, Ana LuizaEste trabalho visa tecer considerações teóricas sobre a construção imagética da região Nordeste. Para o alcance deste objetivo, fora feito uma breve discussão sobre o conceito de região, sobre a construção da região Nordeste e sobre a trajetória do economista Celso Furtado, que ora se confundiu com a construção do Nordeste, devido a seu empenho em torno do desenvolvimento do país, em especial a esta região. Para tal, fora feito um extenso levantamento bibliográfico. A partir disso, devemos considerar que o Nordeste aqui por nos pensado, não é somente o Nordeste, enquanto território de fronteiras e espaços limitados, mas sim, o Nordeste enquanto região do Brasil, dotado de características humanas e físicas ímpares, e sua cultura e identidade singulares. Como considerações finais, compreendemos que a identidade do Nordeste foi uma construção dotada não só de aspectos físicos, mas também de aspectos econômicos, uma vez que os seres humanos ainda estão apreendendo a conviver com o que lhe é disposto nessa região. Acreditamos que para que o Nordeste venha a ter uma identidade mais sólida perante a visão externa de outras regiões é necessário, que nós possamos fazer um trabalho interno com a população, de conscientização e valorização da sua identidade. Algumas políticas públicas contemporâneas vêm tentando modificar esse quadro, e algumas ações pontuais já foram feitas, com isso, grande parte da população que vive no Nordeste já possui afeição e identidade ao seu território.2016
ALBUQUERQUE JR, D. M. de. A Invenção do Nordeste e outras artes. São Paulo: Cortez;
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Artigo
44
Geral
Sertões, fatos, imagens, representações: espaços e identidades em tempos de globalização
BARBOZA, PedroObjetiva-se a análise de conceitos disseminados referentes a Sertão, Semiárido e Nordeste; examinam-se os traços constituintes empregados na sua conformação, ora confluentes, ora conflitantes. Contrastam-se representações identitárias veiculadas na literatura, nos media e em discursos institucionais. Conclui-se pela coalescência dinâmica entre os marcadores constitutivos daqueles conceitos, que leva a uma reconfiguração acentuada da sertanidade e sua permanência.2014
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Artigo
45
Geral
TERRA IGNOTA: Cangaço e representações dos sertões do Nordeste brasileiro na primeira metade do século XX
CLEMENTE, MarcosTerra Ignota. A expressão clássica de Euclides da Cunha remete para a configuração sócioeconômica e cultural da região Nordeste do Brasil, em especial de sua zona sertaneja. Na primeira metade do século XX, os sertões foram objeto de intensos debates acerca de sua natureza, de sua gente, de seus costumes, de sua religiosidade. Sertão “arcaico”, “região doente”, conforme fora caracterizado e classificado segundo as teorias deterministas em voga. Este trabalho objetiva analisar aspectos do debate relacionado ao cangaço do ciclo lampiônico. Pressupomos que, à medida que se discutia publicamente as causas do cangaço, elaborava-se, ao mesmo tempo, um conjunto de representações para o sertão, para os sertanejos e para os nordestinos.2013
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Artigo
46
GeralA CONSTRUÇÃO IMAGÉTICA DA REGIÃO NORDESTEALVES, AlannaEsse trabalho busca analisar como se dá a construção da identidade nordestina, numa sociedade em que a imagem social da Região Nordeste, é comumente atrelada ao retrato da seca, da pobreza, miséria e fome como se, de fato, fosse um fato imutável. Retrato construído a partir de uma imagem hipotética sobre a região, onde os autores desconhecem a realidade semiárida, por imaginarem que o Nordeste é somente aridez. Em consequência desse estereotipo, a mídia seja ela literária, jornalística ou televisiva se apropriam de personagens caricatos e folclóricos, determinando em suas construções que essa é a representação real do Nordeste, através de um discurso repetitivo, grosseiro e estereotipado. As discussões teóricas se deram a partir da participação de pensadores que estudam a história e (re)construção da Região, como Manoel Correia de Andrade (1993, 2001), Durval Muniz de Albuquerque Jr. (2007, 2011), Roberto Malvezzi (2007), Francisco de Oliveira (1991), Celso Furtado (1959), dentre outros teóricos que de alguma forma contribuíram para esse trabalho, ajudando a evidenciar as relações de poder que a política, sob a ótica governamental, acarretam prejuízos econômico-sociais para a população nordestina que reside no Semiárido., uma vez que essas políticas públicas quando mal empregadas tendem a beneficiar quase que apenas a elite social, e assim não contribuem, de maneira eficaz, para mitigar os problemas da maioria da população que ainda sofre com os efeitos dessa má gestão administrava. Assim, as desigualdades provenientes da problemática político-administrativa, ressaltam as diferenças sociais entre as regiões brasileiras que justificam a criação de estereótipos caricatos da população nordestina, especialmente aquela que vive no Semiárido, e, desse modo, contribui para a uma possível xenofobia territorial.2018
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Monografia
47
Imprensa
AS FACES DO HÉRCULES-QUASÍMODO: REPRESENTAÇÕES DO NORDESTE E DOS NORDESTINOS DURANTE A ERA VARGAS
ALMEIDA, IveteEste trabalho tem por objetivo reconstruir as representações coletivas, do Nordeste e do
Nordestino, elaboradas pela imprensa escrita e de grande circulação no Brasil, mais precisamente
as grandes Revistas Ilustradas Semanais, durante o primeiro e o segundo governo Vargas. Em meio
ao cenário de transformações das décadas de 1930 a 1950, causadas por questões políticas e
ideológicas a imprensa ao representar o Nordeste e o nordestino, condensava a experiência do
vivido na expressão de uma sensibilidade feita texto, dando ao leitor um Nordeste reconstruído
como imagem e como discurso, a partir de referenciais permeados por novas e por velhas
ideologias. Tomando tais representações como símbolos de uma época, buscamos reinterpretá-los
à luz dos processos históricos, dos sistemas de ideias e imagens com as quais estabelecem contato,
com o objetivo de compreendermos qual Nordeste e nordestino teria sido construído por essas
mídias àquela época e quais as implicações sociais desta construção. Para trilharmos este caminho,
seguimos os passos indicados por Chartier, que aponta para as “três realidades maiores” do estudo
das representações: a compreensão das representações coletivas; a exibição do ser social por meio
da estilização da vida; a construção de identidades a partir dos novos significados e símbolos
sociais adotados por um grupo, permitindo-nos ampliar a compreensão da relação entre sociedade,
cultura e identidade no Brasil da virada do século XX.
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Tese
48
Imprensa
Discurso e Identidade: a construção discursiva do Nordeste na mídia paraibana
LIMA, Edgley; OLIVEIRA FILHO, PedroEste trabalho analisa as representações discursivas acerca do Nordeste Brasileiro na mídia paraibana, destacando as semelhanças e diferenças das representações atuais em relação às representações tradicionais que constituíram a identidade regional nordestina ao longo do século XX. Utilizamo-nos da técnica de Análise de Discurso desenvolvida pelos teóricos da Psicologia Social Discursiva. Foram analisadas as edições dominicais dos dois maiores jornais do Estado da Paraíba: Jornal da Paraíba e Correio da Paraíba, no período entre os meses de abril e julho do ano de 2012. Observou-se a presença recorrente de velhas imagens que associam o Nordeste a fenômenos como seca e subdesenvolvimento. Ao lado desses conteúdos, observou-se a emergência de novas representações que o apresentam como uma região em franco desenvolvimento econômico e social e como uma região produtora de conhecimento e tecnologia. Tais resultados mostram que a mídia paraibana constrói uma identidade nordestina multifacetada e contraditória.2015
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Artigo
49
Imprensa
Mídias e identidades culturais nordestinas: transições entre estigmas e concretudes
RODRIGUES, JaneteEste artigo visa refletir sobre as identidades culturais da região Nordeste do Brasil sob um enfoque midiático. Nossas discussões transitarão desde algumas perspectivas históricas sobre o Nordeste até os desdobramentos que as identidades nordestinas assumem no cenário midiático contemporâneo. O corpus de análise é composto pelas edições da revista Istoé, publicadas no mês de março de 2005. Investigamos os discursos midiáticos que tematizam o ex-presidente da Câmara dos Deputados Federais, Severino Cavalcanti, e os escândalos envolvendo sua gestão à frente daquela casa. Questões como o coronelismo, o messianismo e a corrupção são verificadas nas construções imagética-discursivas dos textos de Istoé de maneira estigmatizante e generalizante sobre as identidades dos gestores públicos nordestinos contemporâneos.2009
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Artigo
50
Imprensa
O ‘OUTRO’ NORDESTE: UMA ABORDAGEM SOBRE A CONTRIBUIÇÃO DO OLHAR DE PIERRE VERGER SOBRE O SERTÃO.
MENEZES, VanessaEsse estudo tem como objetivo fazer uma leitura interpretativa da tradição do sertão
nordestino através do olhar do fotógrafo francês Pierre Verger durante o seu trabalho
para a revista O Cruzeiro. Partimos da perspectiva do olhar viajante-estrangeiro que
propicia a alteridade e a formação do olhar etnográfico de Verger. Dentro do cenário
nacional de busca por uma identidade, essencialmente brasileira, alardeada pelo projeto
nacionalista desde 1930, buscamos demonstrar a participação do fotojornalista para a
construção da ideia de Nordeste e da identidade do povo sertanejo entre os anos 40 e 50.
Mergulhado no contexto intelectual e político da época e servindo ao aparelho midiático
da revista O Cruzeiro, Verger embarca pelas fronteiras da região nordestina lançando
seu olhar estrangeiro para as mais diversas particularidades culturais que viriam a
compor a solidificada imagem de “autêntica tradição nordestina”, marcada pelos
aspectos coloniais e multiculturais. Assim, a análise das imagens está pautada na
estética de Verger, atentando para as expressões culturais reveladas nos tipos humanos,
no cotidiano do trabalho, da religiosidade e da arte popular.
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Dissertação
51
Imprensa
REPRESENTAÇÕES IMAGÉTICAS DO NORDESTE: UMA LEITURA DAS IMAGENS DA SECA VEICULADAS PELA MÍDIA NA REVISTA VEJA
SILVA, PatriciaA possibilidade do uso de novas fontes na produção historiográfica, com o advento da Escola dos Annales, promoveu favoravelmente a incorporação do uso das imagens como uma das formas de compreensão histórica. Entendendo a imagem como uma fonte a ser lida, carregada de interesses e intencionalidades e ocupando um amplo espaço, tanto na produção historiográfica quanto na representação do social, nos propomos, nesse trabalho, a fazermos uma leitura de algumas imagens associadas ao Nordeste brasileiro veiculadas pela mídia através da Revista Veja. Considerando a importância que a mídia exerce na construção social e o destaque dado a esta revista no contexto histórico, julgamos ser de grande relevância discutirmos de que maneira a imagem do Nordeste assim como do nordestino são apresentadas por este espaço de midiatização. Nesse sentido, temos por objetivo analisar como a Revista Veja se apropria das imagens da seca no Nordeste e como a mesma vem colaborar para uma determinada representação sobre o imaginário nordestino. Para tanto, além de nos utilizarmos da própria revista como fonte de pesquisa, estabelecemos ainda, como suporte teórico, um diálogo com algumas discussões feitas por autores como Durval Muniz (1999) que faz uma discussão do Nordeste enquanto espaço construído histórica e imagético- discursivamente; Peter Burke (2004) que faz uma reflexão sobre a importância da fotografia para a produção histórica, desmistificando seu caráter de realidade; Marcos Napolitano (2006) que discute o uso das imagens como fonte histórica; Roger Chartier (1994) a partir do conceito de representação e apropriação das práticas sociais e Douglas Kellner (2001) que faz uma discussão sobre mídia e cultura.2016
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Monografia
52
Imprensa
Um jornal sob o signo da modernidade tecnológica: identidade e ethos no discurso do jornal cearense Diário do Nordeste
SILVA, NaianaO presente artigo tem como objetivo analisar a construção do ethos discursivo de modernidade tecnológica do jornal cearense Diário do Nordeste. Através da análise de um conjunto de matérias em que o jornal apresenta sua trajetória histórica e anuncia mudanças no seu modo de produção foi possível observar como o DN atualizou seu ethos discursivo ao longo do tempo e sustentou um posicionamento identitário atrelado ao ideário da modernidade. A articulação entre o ethos discursivo e a identidade do jornal pode ser tida como um elemento fundamental na expressão de seu poder simbólico e na sua legitimação enquanto instituição social autorizada a construir discursos em torno da realidade social.1998
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Artigo
53
Imprensa; Literatura; Cinema
A CONSTRUÇÃO DO NORDESTE COMO TERRITÓRIO ATRAVÉS DAS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS: O PERIGO DE UMA HISTÓRIA ÚNICA.
TORRES, Josélia; SOARES, Themis; SOUZA, Bertulino; TORRES, AndersonA compreensão acerca do conceito de território vem sendo delineada pelas transformações ocorridas na sociedade, sejam elas de ordem econômica, social, cultural, intelectual e política. Como também, o território emana de uma criação imagética inventada através das subjetivações transmitidas pela educação, contatos sociais, hábitos, enfim da cultura nos faz idealizar o real por meio de totalizações abstratas. Sob o mesmo ponto de vista que a região Nordeste foi arquitetada, por meio de uma construção simbólica, instituída paulatinamente através do discurso e práticas, das imagens e textos que muitas vezes nem tinham relação entre si, ou seja, elas surgiam do combate entre o que foi dito e visto, em que nem sempre o que está região foi construída através das representações sociais, ou seja, pelos conhecimentos oriundos do senso comum transmitidos pelos meios de comunicação. Logo, o objetivo foi analisar a construção do território nordeste na perspectiva da teoria das representações sociais, debatendo o impacto destas na construção da identidade desse lugar, fazendo relação ao perigo de uma história única. Trata-se de um estudo descritivo de abordagem qualitativa, em que utilizamos a análise de conteúdo como método, no qual elencamos as categorias: mídia (jornal), literatura e cinema, Foi percebido que as representações sociais que construíram a região nordeste foram delineadas por uma única visão, que foi a de um nordeste da seca, da pobreza, da miséria, em que a figura do nordestino submisso aos latifundiários e aos coronéis. E o perigo de uma história única está em fomentar o quanto somos diferentes, quando se poderia enaltecer o quanto somos semelhantes.2017
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Artigo
54
Imprensa; Música; Cinema
A reconstrução da identidade nordestina a partir das mídias no século XX
VIANA, NúbiaA reconstrução das identidades na mídia se dá a partir de conceitos configurados no âmbito cultural, histórico e social, que são resumidos a estereótipos e transmitidos pela mídia. Reconhece-se aqui a formação de estereótipos nordestinos no final do século XIX e sua reafirmação pelas mídias do século XX. O texto identifica estereótipos como a religiosidade extrema, a pobreza, a ignorância, os flagelos e a imigração, em diferentes mídias como jornais (O Estado de São Paulo e O Diário de Pernambuco), revistas (O Cruzeiro), músicas (Triste Partida, Maringá, Asa Branca, Fogo pagou e Súplica Cearense) e no cinema (Cinema Novo). Sob a ótica dos estudos culturais unida à teoria de Durval Muniz de Albuquerque sobre a invenção do nordeste.2012
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Artigo
55
Imprensa; Pedagogia
Imagens e representações: o nordeste brasileiro representado entre os finais do século XIX e as primeiras décadas do século XX
ALMEIDA, Ivete; AFONSO, José AntonioNeste artigo desejamos entender como as secas periódicas e seu produto social, o retirante,
tornaram-se a representação mais poderosa das paisagens e gentes do Nordeste brasileiro, principalmente
quando observamos duas importantes fontes: a imprensa ilustrada do final do século XIX e os manuais
escolares. Percebe-se nesses documentos que em ambos a imagem ratifica o discurso civilizatório que
fechava os olhos para os problemas sociais. Após análise documental, consideramos a cobertura da seca de
1877-1879 como um marco do nascimento do fotojornalismo no Brasil e do surgimento de uma imprensa
que desejava denunciar a calamidade da seca.
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InternetA Identidade Cultural Nordestina em “Bode Gaiato”MAIA, Laís; SOUZA, Élmano; NOBRE, ItamarDiscute-se a representação da identidade cultural nordestina nas mídias sociais, sobre a personagem denominada “Bode Gaiato”, publicada em uma página no Facebook. Criada em janeiro de 2013, o número de seguidores da página ultrapassou um milhão em maio do mesmo ano. A nossa análise será feita com base nos quadros publicados desde a criação da página até o mês de maio. O método escolhido para o trabalho é a análise de conteúdo e a teoria folkcomunicacional. No contexto do nosso estudo, encontram-se cada vez mais páginas nas mídias sociais que difundem parte da cultura nordestina e mostram situações que remetem ao cotidiano e à memória coletiva regional, o que justifica nosso interesse pelo referente de pesquisa. Observou-se que “Bode Gaiato” além de trazer termos e expressões típicas de uma cultura regional e local, contribui para o aspecto folkcomunicacional.2013
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Artigo
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Internet
A representação cultural do Nordeste nas redes sociais: uma análise da fanpage “Bode Gaiato”
DE SOUSA, LaísEste artigo aborda as representações sociais da cultura nordestina no espaço virtual da comunidade “Bode Gaiato” no Facebook. Os conceitos de redes sociais, representação cultural, comunidade virtual e conexões em rede permeiam a construção desse trabalho. Objetivando compreender os sites de redes sociais como um ambiente midiatizador da vida social configurando a representação do real no virtual. O corpus desse trabalho foi delimitado tomando em consideração os aspectos culturais que permitem o reconhecimento e identificação nas publicações dessa fanpage. A metodologia utilizada requereu inicialmente uma revisão preliminar bibliográfica, consecutivamente uma delimitação do objeto com formulação de hipóteses de trabalho e por fim uma elaboração das categorias de análise. Os dados foram analisados a partir do processamento do material coletado e definição conceitual sobre as particularidades dos objetos pesquisados.2014
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Artigo
58
Internet
AMPLIANDO REPRESENTAÇÕES E IDENTIDADES NORDESTINAS EM UM AMBIENTE VIRTUAL
RAMOS, Karen; COTTA, Roberto; SOUZA, ScheillaPreocupações acerca das identidades são problemáticas constantes na contemporaneidade. Segundo Hall (2004), percebe-se um descentramento em torno dos sujeitos, tornando-os mais complexos e limítrofes. Este artigo aborda a construção simbólica acerca da nordestinidade em um ambiente virtual. A pesquisa verifica como a Internet pode servir como um espaço de discussão da identidade nordestina, tendo em vista suas ferramentas de interação e possibilidades de enunciação. O aporte bibliográfico advém das teorias da Cibercultura, da Análise do Discurso, de linha francesa, dos Estudos Culturais e dos teóricos da Nordestinidade. Como ponto de recorte, traça-se uma delimitação do site “www.popup.mus.br”. O endereço caracteriza-se como um espaço hipermidiático, com uma estrutura que contempla uma tipologia de fórum de discussão e dispõe de possibilidades de interação com o autor das postagens. A temática do site é referente à música independente e à produção cultural produzida e consumida no Nordeste.2009
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Artigo
59
Internet
CIBERTERRITÓRIOS: estereótipos e estigmas regionais contra os nordestinos no ciberespaço
SANTOS, RayfeO ciberespaço surge como um novo campo às relações sociais e, dessa forma, à Geografia. Este meio constitui um campo de crescente interesse para a sociedade e para as áreas do conhecimento, entretanto, percebe-se uma escassez de estudos de Geografia à compreensão da temática. Este estudo visa a análise da interação social do espaço virtual evidenciada por meio dos ciberterritórios, por sua vez, entendidos nesta pesquisa como as comunidades virtuais e pelas práticas sociais presentes nas redes sociais Facebook, Twitter e Orkut. Para tanto, parte- se do método netnográfico proposto por Kozinets apud Amaral (2010) e do pressuposto da realidade como fruto da ação humana. Objetiva-se, dessa forma, a identificação do ciberespaço como campo de pesquisa da Geografia, bem como, evidenciar as territorialidades presentes neste meio através de estereotipações regionalistas.2012
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Monografia
60
Internet
Identidade Cultural e Convergência Midiática na Internet: O caso do personagem Suricate Seboso
ADERALDO, LiaO presente trabalho apresenta o caso do personagem das redes sociais Suricate Seboso, que satiriza e relata com humor cenas do cotidiano, hábitos, e características da oralidade e da culinária do povo nordestino, em particular, do cearense. O personagem que foi criado por um estudante no Facebook, ultrapassou a marca de dois milhões de seguidores e chegou ao Twitter e Instagram, além de possuir um blog, um programa de TV, um aplicativo para smartphones e um site de compra coletiva, agora tem ajuda de outros usuários para criar o conteúdo divulgado. O fenômeno Suricate Seboso pode ser descrito por Jenkins (2009) como um caso de convergência midiática, em que a circulação de conteúdos depende da participação ativa dos consumidores e as funções de expectadores e geradores da informação se confundem.2015
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Artigo
61
Internet
IDENTIDADE REGIONAL E MEMÓRIA: a representação de Nordeste na página Suricate Seboso
CARNEIRO, Jéssica; SALES, João Victor; MONTEIRO, Maria ClaraOs sites de redes sociais têm se apresentado, cada vez mais, como palco para a construção de conhecimento em torno de fenômenos sociais emergentes, exclusivos destes ambientes virtuais. Este trabalho pretende traçar uma análise do processo de construção de identidade regional, nordestina, e sua relação com memória, a partir das práticas de comunicação mediadas pelas novas tecnologias. Como objeto de pesquisa, foi escolhida a página do Suricate Seboso, no Facebook, com vistas a melhor compreender as questões que permeiam este processo de resgate de uma identidade nordestina. Será feita uma análise qualitativa, por meio de entrevista, com o autor da página em questão a fim de estabelecer pontes entre sua memória e sua forma de representar a sua identidade, aqui rotulada "regional". Percebeu-se que o conteúdo humorístico regional opera como forma de proporcionar uma identificação por parte dos usuários, resgatar e reconstruir uma identidade nordestina.2014
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Artigo
62
Internet
Orgulho De Ser Nordestino! Um Estudo Sobre Ethos Compartilhado Por Seguidores Em Uma Página Do Facebook
OLIVEIRA, Rafaela; SILVA, Minelle; GAIÃO, BrunnoO envolvimento de usuários via mídias sociais demonstra aspectos que podem levar a formação de coletividades a partir do conceito de ethos compartilhado. Nesse sentido, este estudo objetiva compreender como o ethos compartilhado dos seguidores da página do Facebook Nação Nordestina se manifesta, sob a perspectiva da Consumer Culture Theory - CCT, em especial falando de cultura de mercado. Para tanto, foi desenvolvida uma pesquisa qualitativa básica por meio de entrevistas com usuários do Facebook que eram seguidores da página estudada. Por meio de uma análise de conteúdo, os resultados demonstram haver uma identificação dos seguidores com a página e com seu administrador. No Facebook, os seguidores interagem com os conteúdos que tanto lhes representam como representam a coletividade da qual fazem parte. O ethos discursivo da página aliado ao ethos prévio do administrador coincidem com a subjetividade dos seguidores manifestando o ethos compartilhado de todos os envolvidos nessa interação. Para a maioria, o seu perfil representa “quem são” e suas vidas. Com esta pesquisa, torna-se claro que no contexto virtual pode ser criado um contexto de ethos compartilhado, uma vez que o enunciado e a reputação da página podem ter a capacidade de representar o indivíduo na sociedade.2018
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Artigo
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OS IMAGINÁRIOS SOCIODISCURSIVOS ACERCA DO NORDESTE BRASILEIRO
MORAIS, ArgusEste artigo tem por objetivo investigar quais são os imaginários sociodiscursivos que circulam nos discursos acerca do Nordeste brasileiro. Para tanto, analisamos quatro mensagens produzidas a respeito dos nordestinos no contexto das eleições presidenciais brasileiras, em novembro de 2010, e das quartas de final da Copa do Brasil, em maio de 2011. No âmbito das análises, examinamos como as marcas lexicais de adjetivação utilizadas pelos enunciadores apontam para os diferentes imaginários sociodiscursivos sobre o Nordeste. Para uma crítica discursiva do espaço, basear-nos-emos em Foucault (1979; 2001). No tocante à conformação das identidades regionais no Brasil, ancoramo-nos em Muniz (2010; 2011). Por fim, para o entendimento da relação entre identidades e imaginários sociodiscursivos, utilizamos a Teoria Semiolinguística, conforme definida por Charaudeau (2007; 2008a; 2008b).2014
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Artigo
64
Internet
PERFORMANCES CORPÓREO-DISCURSIVAS DE NORDESTINOS NA FAN PAGE “NAÇÃO NORDESTINA”
LOBO-SOUSA, Ana CristinaEm nossa atividade discursiva diária construímos possibilidades de identidades, aderindo ou resistindo a categorizações dicotomizadas da vida social (PINTO; FABRÍCIO, 2013), tais como as que definem negativa e pejorativamente os nordestinos ou as que buscam enaltecer a imagem desse grupo, especialmente nas redes sociais. Diante disso, este trabalho tem o objetivo de compreender a constituição identitária de nordestinos em redes sociais considerando-se as relações que podem ser estabelecidas entre ideologias linguísticas (BLOMMAERT, 2014) e a estabilidade/mobilidade de suas performances corpóreo-discursivas (BUTLER, 1990). Para tanto, constituímos um corpus de 40 postagens publicadas na fan page “Nação nordestina” no ano de 2016. Como resultados alcançados, destacam-se, no tocante aos aspectos ligados à performance, a recorrência de estereótipos de uma figura nordestina de sofrimento e, no que se refere a ideologias linguísticas, o uso de uma variação linguística do tipo diatópica que está longe de representar toda a região nordestina.2018
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Artigo
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Internet
Suricate Seboso no Facebook: linguagem, identidade e memória do Nordeste em rede
CAVALCANTE, Andrea; MONTEIRO, Maria; CARNEIRO, Jessica; SALES, João VictorEste trabalho tem como proposta fazer uma análise da reafirmação da identidade nordestina e sua relação com memória, a partir das práticas de comunicação mediadas pelas novas tecnologias, mais especificamente da página Suricate Seboso, no Facebook. Por meio de entrevista com o autor da página, relacionam-se linguagem, identidade e memória como elementos constituintes dos conteúdos da página do Suricate Seboso. Percebeu-se ainda que o aspecto humorístico opera como elemento de construção de sentido, proporcionando identificação dos usuários com a página e reafirmando uma identidade nordestina.2015
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Artigo
66
Internet; Direito
“ESSES NORDESTINOS...”: DISCURSO DE ÓDIO EM REDES SOCIAIS DA INTERNET NA ELEIÇÃO PRESIDENCIAL DE 2014
SILVA, Yane MarcelleEste trabalho investigou o discurso de ódio contra “nordestinos” surgido em redes sociais, através de
postagens do tumblr “Esses nordestinos...”, no contexto do primeiro turno das eleições à
Presidência do Brasil, do ano de 2014. Inicialmente sondamos algumas das condições históricas,
sociais e discursivas que fundaram estereótipos sobre nodestinas(os) que demarcaram a sua
alteridade e subalternidade no interior da nação brasileira. Discutimos a aparente rigidez das
fronteiras da alteridade nordestina, cujos limites não se aderem ao território físico tampouco aos
sujeitos ditos “nordestinos”. Delimitamos parâmetros conceituais do discurso de ódio, em especial
quanto à ação violenta perpetrada através da linguagem, explorando algumas das particularidades
de sua difusão no ciberespaço, tensões jurídicas relacionadas ao exercício da liberdade de expressão
e, por fim, alguns dos desafios para sua abordagem, considerando as dimensões pré e pós violatórias
dos direitos humanos. O estudo das postagens do tumblr “Esses nordestinos...” nos permitiu ver
sobretudo um incômodo personificado em um nome, localizado em um espaço, cuja existência real
e imaginária permite operações de reforço a um sistema de dominação que subjuga e exclui. Sob a
marca “nordestinos” se abrigam incômodos com problemas sociais sistêmicos, tais como a pobreza,
desigualdades no acesso a oportunidades de desenvolvimento, baixa escolarização, entre outros, em
que atribuição de culpa ao indivíduo ou grupo sob a representação “nordestinos” aparece como
solução. Abrigam-se também resistente preconceito quanto à origem nordestina, por vezes
entrecruzado com os preconceitos de classe e de raça, que remete à formação cultural brasileira, em
particular a uma consciência colonizada.
2016
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Dissertação
67
Letras
DISCURSO, IDENTIDADE E NORDESTE: UMA ANÁLISE DOS VERBETES PARAÍBA E BAIANO EM DICIONÁRIOS DE LÍNGUA PORTUGUESA
TAVARES, EmíliaEsta monografia consiste na análise do verbete paraíba e baiano em dicionários de diferentes épocas, rastreando seus efeitos de sentido ao longo do tempo. Em sua tentativa de cristalizar sentidos, os dicionários trazem verbetes produzidos em distintas condições de produção, o que faz com que ganhem novos contornos no decorrer do tempo histórico. No que se refere ao verbete paraíba, esses contornos passam por um simples pertencimento geográfico, até um sentido que provoca a estereotipização da posição social do nordestino e promove a estigmatização da feminilidade da mulher nordestina. De semelhante modo, o verbete baiano também é descrito por estereótipos, principalmente, o da preguiça baiana. Objetivou-se analisar, por meio das definições presentes nos dicionários, memórias discursivas que sustentam esses enunciados, atestando sua construção histórica. Observando o modo como tais sentidos foram construídos e veiculados pelos dicionários, esta pesquisa aponta para a historicidade do discurso que engloba a minoria nordestina e feminina. Para alcançar os objetivos mencionados, esta pesquisa consiste na catalogação do verbete paraíba e baiano por meio de consultas às principais bibliotecas de João Pessoa, capital paraibana. Foram analisados dicionários produzidos em diferentes momentos da história, mais precisamente os dos séculos XIX, XX e XXI. Esta pesquisa teve como aporte teórico a Análise do Discurso, fazendo uso das suas ferramentas para descrever e interpretar o enunciado, assim como para perceber os seus efeitos de sentido.2018
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Monografia
68
Literatura
“NA HORA DA MORTE A PESSOA SE TORNA ESTRELA DE CINEMA”: O Nordeste e o nordestino n’A hora da estrela de Clarisse Lispector
OLIVEIRA, FernandoEste trabalho tem o objetivo de analisar o imaginário social acerca do Nordeste e do nordestino a partir da obra de Clarice Lispector, A hora da estrela. Problematizamos ao longo do texto a ideia de Nordeste enquanto construção imagético-discursiva, que, formou uma identidade homogênea a um lugar que se fundou historicamente a partir de enunciados e discursos que foram repetidos e perpetuados, tomados como definidores do caráter daquela região. Para conduzir a discussão, realizamos a análise de dois personagens d’A hora da estrela – Macabéa e Olímpico de Jesus – ambos nordestinos que migraram para a grande cidade sulista com o intuito de deixar para traz suas misérias em busca da concretização de sonhos que somente o Sul, tido como lugar de progresso e civilização, poderia oferecer-lhes. Desta maneira, a obra citada aborda também os conflitos vividos por Macabéa, sua expressão de pobreza e desventura que frequentemente era associada à região Nordeste, e a idealização do tradicional “cabra-macho” nordestino que se configura no personagem Olímpico de Jesus; um ser ambicioso e de caráter duvidoso que sonhara em ganhar a vida fácil. Os personagens almejavam a possibilidade de brilhar no Sul do país, mas que por serem nordestinos, já estavam predestinados ao fracasso. Assim, apoiados no aporte teórico da História Cultural, tomamos a literatura como fonte capaz de edificar a História. Tornou-se, portanto, possível analisar os perfis biográficos desses personagens para narrar uma história de estrelas que brilharam apenas na repercussão dos escritos de Clarisse Lispector.2014
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Monografia
69
Literatura
A IDENTIDADE DO NORDESTE DO BRASL NAS OBRAS MORTE E VIDA SEVERINA, DE JOÃO CABRAL DE MELO NETO E AUTO DA COMPADECIDA DE ARIANO SUASSUNA
FIDDAN, GeaneA peça-poema Morte e vida Severina de João Cabral de Melo Neto e Auto da Compadecida de Ariano Suassuna são objetos deste estudo. A análise a respeito dessas obras refere-se à construção da identidade cultural do nordeste do Brasil à luz da vertente literária. Como se sabe, no panorama literário brasileiro a discussão acerca da identidade teve início com o movimento literário denominado romantismo. Essas questões foram intensificadas com o advento modernista. Neste sentido, apresenta-se uma proposta de análise dos traços distintivos que sugerem a identidade cultural do nordeste nas supracitadas obras de João Cabral de Melo Neto e Ariano Suassuna, tornando o mister de estudar as representações dessa identidade e da identidade de si mesmo em relação às outras numa dialética constante. Portanto, considera-se, sobretudo, os recursos lingüísticos, polifônicos, literários, relacionado- os a questões históricas,sociais e ideológicas.2010
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Dissertação
70
Literatura
A LITERATURA DE CORDEL E OS SEUS SENTIDOS HISTÓRICOS: A REPRESENTAÇÃO DO NORDESTE ATRAVÉS DO CANGAÇO
OLIVEIRA, MarceloO presente artigo propõe a analisar através da literatura de cordel a representação
da região nordeste e também a construção de seu sentido cultural. Para isso
desenvolveu-se um dialogo entre varias fontes bibliográficas que tratavam do
referido assunto, para entender como o cordel pode e deve ser utilizado como
documento histórico, Procurou-se analisar a literatura de cordel e sua representação
na região nordeste e sua construção de sentido, para compreender a importância do
cordel como documento e fonte histórica na construção do nordeste e do nordestino.
Utilizamos os métodos teórico-metodológicos, apoiados em José Carlos Reis, Durval
Muniz de Albuquerque Jr., Sandra Jatahy Pesavento, identificando também de que
forma se constituiu a representação do cangaço, através dos cordelistas Manoel
Monteiro e José Medeiros de Lacerda, que em seus folhetos tratavam do cangaço
nordestino. Dessa forma percebeu-se que nesses cordéis estavam presentes esses
traços que constroem e representam um nordeste seco, castigado, e uma das
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Monografia
71
Literatura
A POESIA DE PATATIVA DO ASSARÉ COMO VOZ DE RESISTÊNCIA À CONDIÇÃO SUBALTERNA: UMA LEITURA ACERCA DO SERTANEJO NORDESTINO
SOUZA, Francisco
Nesse trabalho trataremos de analisar e ler sob a ótica dos estudos subalternos e pós-coloniais a poesia de Patativa do Assaré, na obra Cante Lá que Eu Canto Cá (2008), em vista da presença do sertanejo subalternizado na sua poética. Para tanto, observaremos as marcas de resistência à subalternidade com a prerrogativa de que há um sertanejo subalterno em sua obra. Com isso, o legado literário deixado por Patativa será analisado pelo viés do discurso e da identidade, com o propósito de estabelecer vínculos que evidenciem a presença desses traços pós-coloniais e subalternos utilizados pelo escritor em sua produção poética, característica que o torna um dos principais expoentes da literatura e cultura popular brasileira. As conjecturas que serão abordadas levarão em consideração os aspectos sociais, culturais e literários como fontes influenciadoras para a escrita de uma poética capaz de dar voz ao sertanejo subalterno representado de forma sui generis na sua literatura e na própria descoberta identitária do escritor. Enfim, evidenciaremos através da leitura da poesia as vozes encontradas na sua poética que procuraram descolonizar a subjetividade do sertanejo em face da enunciação. Assim, esse trabalho aponta para a análise da literatura patativiana sob a ótica pós-colonial, para a leitura da subjetividade do sertanejo em oposição à objetificação que o próprio Patativa do Assaré viu-se submetido. Isso posto, abordaremos as particularidades literárias do autor por um olhar no qual articularemos conceitos-chave como cultura, identidade, valor literário e intelectualidade dentro de uma dimensão pós-colonial. Nesse sentido, beneficiar-nos-emos muito das contribuições das teorias póscoloniais, da crítica cultural, da teoria literária e dos estudos subalternos.
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Dissertação
72
Literatura
A PRODUÇÃO DE MONSTRUOSIDADES NORDESTINAS EM A HORA DA ESTRELA
MAKNAMARA, MarlécioO Nordeste brasileiro tem sido inventado por diferentes demarcações discursivas, sendo que tal invenção não prescinde da constituição de tipos particulares de subjetividades. Este artigo objetiva analisar as potencialidades de uma obra literária sobre a criação de sujeitos nordestinos. O argumento é o de que a obra “A Hora da Estrela”, de Clarice Lispector, concorre para a produção de subjetividades nordestinas monstruosas. Há, na referida obra, uma articulação da abjeção em torno do corpo, da performatividade de gênero e do (des)uso dos desejos e prazeres sexuais. Nesse sentido, o livro em questão termina por forjar uma monstra nordestina de corpo debilitado e repugnante, que assume uma feminilidade em constante negociação e vivencia sua sexualidade de forma a silenciá-la.2010
ALBUQUERQUE JÚNIOR, Durval M. de. Nordestino: invenção do falo – uma
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Artigo
73
Literatura
A REPRESENTAÇÃO DA IDENTIDADE CULTURAL EM GRANDE SERTÃO: VEREDAS
SILVA, João PauloEste trabalho analisa como a identidade cultural se apresenta no romance Grande Sertão: veredas (1956), de João Guimarães Rosa (1908-1967), sobretudo na sua relação com o regionalismo. Para tanto, partiremos das discussões teóricas de Ribeiro (1996), Prado Jr. (2011), Debrun (1990), Bosi (2007), Candido (1999), Bolle (2004), Galvão (1986), Hall (2000) e Hollanda (2010) para rastrearmos de que forma o romance trata da mestiçagem como elemento narrativo e de constituição da identidade nacional.2018
BOLLE, Willi. Grandesertão.br: o romance de formação do Brasil. 1.
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Artigo
74
Literatura
A REPRESENTAÇÃO DA IDENTIDADE DO NORDESTINO NA OBRA VIDAS SECAS DE GRACILIANO RAMOS
FRANÇA, MírianMuitas são as obras literárias que representam o sertão nordestino e são, de certa forma, responsáveis por estabelecerem a disseminação do imaginário sobre a espaço e o povo do Nordeste. A utilização dessas obras como recurso de estudo sobre a identidade do povo brasileiro auxilia na compreensão de alguns aspectos da formação dessa identidade e sua representação no campo social e cultural. Nesse sentido, o presente trabalho buscou analisar a representação da identidade do nordestino através da obra literária regionalista da década de 1930, especificamente, Vidas secas, de Graciliano Ramos. A obra que é regionalista e neorrealista nos permite repensar: Qual a relação da obra Vidas secas com a representação da identidade nordestina? e A obra cria um estereótipo do nordestino ou tenta denunciar as questões sociais representadas através da seca e do sertanejo? Para tanto, esse estudo partiu de análises bibliográficas e discussões norteadas por Stuart Hall, Euclides da Cunha, Antonio Candido entre outros, tentando relacionar a influência da Literatura para a representação da identidade de um povo.2014
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Monografia
75
Literatura
A REPRESENTAÇÃO DO NORDESTE NA POESIA REPENTISTA
SANTOS, RosimarDesde os tempos mais remotos da história observa-se a capacidade poética do homem. Os desenhos nas cavernas, as palavras oraculares, as fórmulas mágicas, rezas, encantamentos, cânticos bélicos, religiosos etc., revelam a necessidade que o ser humano sempre teve de representar o imaginário, o desejo de concretizar o abstrato. Diante disso, a presente monografia traz a análise da poesia repentista à luz da história cultural, a qual tomo como fundamento teórico para problematizar os discursos proporcionados pela poesia repentista sobre a região nordeste, bem como, o povo nordestino, construídos a partir das várias perspectivas que possuem características singulares que muitas vezes os entrelaçam numa rede de preconceitos gerados por séculos de múltiplos olhares lançados sobre esta região do Brasil. A partir desta análise questionamos alguns modelos de sujeitos que surgiram diante da força cultural e que tem na poesia repentista uma fonte de afirmação, denúncia, protesto, e até mesmo, mudança de paradigmas os quais ao longo deste trabalho se observa.2012
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Monografia
76
Literatura
A REPRESENTAÇÃO IDENTITÁRIA DO NORDESTE NAS CRÔNICAS DE GRACILIANO RAMOS
RIBEIRO, MarcelO presente trabalho analisa as crônicas do livro Viventes das Alagoas (1962), de Graciliano Ramos. Pretende mostrar que essas crônicas contribuíram para a construção de uma representação identitária para o Nordeste do país, pois descrevem os costumes e as características geográficas e também relatam fatos que ocorreram nessa região, como o fenômeno de banditismo social que ficou conhecido como cangaço. Para fundamentar o debate, recorreu-se aos estudos do historiador Durval Muniz de Albuquerque Júnior e às concepções do teórico Stuart Hall. Ao final, percebe-se como os textos artísticos são capazes de participar do processo de construção identitária de um determinado espaço social.2014
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Artigo
77
Literatura
A REPRESENTAÇÃO IDENTITÁRIA DO SUJEITO EM AUTO DA COMPADECIDA, DE ARIANO SUASSUNA
SANTOS, Raimunda; FONTES, ÉricaO Nordeste do Brasil tem sido loco de estudos acerca da identidade de sujeitos tidos como diferentes. Este artigo tem o objetivo de investigar a representação de sujeito nordestino em Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna, através da análise dos personagens João Grilo e Chicó. Para tanto, adota-se o método descritivo bibliográfico na análise desses personagens e no embasamento teórico, em que Stuart Hall (2003), Muniz Sodré (1999) e Benedict Anderson (2008) contribuem, ao discutirem sobre conceitos de identidade nacional e Albuquerque Jr. (2006), Auristela Andrade (2000), dentre outros, ao abordarem a questão do estereótipo do sujeito nordestino. Indagamos se os sujeitos representados em Auto da compadecida podem ser considerados simplesmente nordestinos ou brasileiros nordestinos. Os resultados indicam que os personagens representam não só o nordestino, mas o próprio brasileiro.2014
ALBUQUERQUE JUNIOR, D. M. A invenção do nordeste. 3. ed. São Paulo: Cortez, 2006.

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Artigo
78
Literatura
As representações do Nordeste e dos nordestinos nos folhetos de cordéis
SANTOS, MarianeO artigo ora apresentado é parte da avaliação proposta pela disciplina optativa Identidade Cultural do curso de Mestrado em História pela UFS. Este tem por objetivo apresentar parte do projeto de pesquisa que tenho desenvolvido e onde pretendo discutir a importância e contribuição da literatura de cordel na década de 50 para a consolidação da identidade nordestina, que fora forja por cordelistas nordestinos locais e também por aqueles que se encontravam deslocados no sudeste do país. O trabalho propõe pensar as representações transcritas nos cordéis que contribuíram para a formação e reafirmação da identidade do nordestino. Para concretização deste projeto foram realizadas pesquisas dos principais cordelistas naturais do nordeste e que produziram entre a década de 50 a 80 do século XX. Desses artistas selecionados tomamos para este artigo a figura de Apolônio Alves dos Santos para analisar alguns dos seus cordéis que tem como temática a nordestinidade. Assim pretendemos mostrar como as narrativas da literatura de cordel foram importantes e a forma como esta contribuiu na formação da identidade nordestina.2014
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Artigo
79
Literatura
ENTRE CONTOS E CANTOS: LINGUAGEM E LITERATURA ORAL A PARTIR DAS TRADIÇÕES DO SERTÃO NORDESTINO
SILVA, Alesson; LIMA, Alexsandro; SILVA, Andrea; SILVA, Jocilene; SILVA, Max
As reflexões propostas neste artigo procuram enfatizar a relevância da linguagem no processo de socialização da memória, tomando como referência as narrativas que englobam a Literatura Oral do sertão nordestino. Os signos verbais atuam no processo constitutivo da memória, delineando, assim, a formação cultural dos indivíduos por intermédio da transmissão de valores e tradições. Nessa perspectiva, compreendemos a linguagem como um instrumento utilizado pelos homens em diferentes contextos para expressar uma determinada realidade e criar significados que lhes conferem uma apreensão própria da realidade que o circunda. O artigo encontra-se fundamentado na perspectiva da Nova História Cultural, por meio da qual podemos entender a linguagem como uma forma de representação social; assim como pelos estudos desenvolvidos no campo da sociolingüística, tomando a linguagem como um mecanismo de comunicação que deve ser analisado a partir das situações imediatas em que foi desenvolvido. Em conjunto, a linguagem, as tradições nordestinas e suas relações com a memória constituem os pilares estruturadores deste artigo. Difundidas pelas narrativas, tais como os cantos, os contos, os causos, as lendas e afins, as tradições aqui enfatizadas atuam como fomentadoras de uma identidade cultural. Nesses termos, a Literatura Oral pode ser entendida como uma prática cultural direcionada para a difusão das ideias que englobam o universo popular, bem como, para a expressão dos aspectos constituintes da arte do cotidiano, das trajetórias individuais, do imaginário e das tradições. Vale salientar que as tradições não são aqui entendidas como práticas cristalizadas no tempo, pois elas são constantemente (re)significadas em diferentes tempos e contextos. Por isso, o caminho traçado pela linguagem em sintonia com a memória é delimitado pela ação humana, assumindo, assim, seu caráter subjetivo e rompendo as barreiras do tempo e do espaço.2009
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Artigo
80
Literatura
IDENTIDADES E REPRESENTAÇÕES DO NORDESTE NA LITERATURA DE CORDEL
SILVA, Raimundo JoséAssim como ocorrera em Portugal, muitos séculos antes, com os jograis do Trovadorismo
perambulando pelas cidades e interpretando as Cantigas, mais tarde, no Brasil, os cantadores
ambulantes do Cordel escreviam e apregoavam suas obras nas praças de vilarejos do Nordeste. Surge,
então, uma produção rural essencialmente poética denominada Literatura de Cordel, capaz de reunir
determinados valores sócio-histórico-culturais e se constituir como movimento portador da identidade
e da representação do povo do sertão. O objetivo deste trabalho é identificar, por meio da análise das
práticas discursivas (os cordéis), como se produzem e se representam o homem, a vida e os valores
nordestinos, bem como as vozes e (inter)discursos que os constituem nessas representações. Para
tanto, foi constituído um corpus com trinta e cinco textos de diferentes cordelistas e de distintas
épocas (de 1900 a 1980), de que são recortadas seqüências discursivas, examinadas segundo princípios
teóricos e procedimentos da Análise do Discurso de orientação francesa, particularmente as balizas
teóricas contidas nas obras de Bakhtin (1995) e Pêcheux (1995), segundo os quais todos os discursos
são os mesmos, como ecos de outras vozes que se repetem, em épocas, condições e lugares diferentes.
A esses construtos vêm agregar-se alguns princípios fundamentais dos Estudos Culturais,
especialmente no que tange às questões identitárias. O trabalho estrutura-se em dois capítulos. No
primeiro, Do Nordeste ao Cordel, registram-se os elementos que compõem as condições de produção
do Cordel, como a seca, o cangaço, a religiosidade, os aspectos sociais do povo do sertão, além dos
principais autores e características das obras, tais como a linguagem e os temas explorados; no
segundo capítulo, Sujeitos, (Inter)discursos e sentidos em folhetos de Cordel, encontram-se as análises
de 11 textos, de cujas histórias e formações discursivas emergem os traços marcantes de identidade e
ideologia do sertanejo. Por fim, feita a análise de dois textos atuais e seu cotejo com os mais antigos,
destacam-se as principais diferenças entre eles, culminando com indícios do processo de
(des)identificação das produções mais recentes, em relação à ideologia da comunidade sertaneja, sob a
influência da globalização.
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Dissertação
81
Literatura
INFORMAÇÃO E FORMAÇÃO DA IDENTIDADE CULTURAL: o acesso à informação na literatura de cordel
SILVA, Fernanda; DE SOUSA, EdivanioGuiado pelos conceitos teórico-metodológicos das questões relativas à identidade cultural, o presente estudo analisa a contribuição dos conteúdos disseminados na literatura de cordel no processo de construção e manutenção da identidade cultural. Desenvolvida a partir de uma abordagem qualitativo- descritiva, a pesquisa é realizada em duas fases: exploratória e bibliográfica. Apresenta análise de três cordéis que evidenciam a relação entre identidade cultura e os conteúdos abordados nesta literatura. Tem como resultado a forte presença de elementos e/ou manifestações culturais nos conteúdos disseminados na literatura de cordel.2006
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Artigo
82
Literatura
LITERATURA E ORALIDADE NO CORDEL: IDENTIDADE E MEMÓRIA CULTURAL NORDESTINA
BRASILEIRO, Osmando; SILVEIRA, ReginaAs narrativas orais remontam à antiguidade grega, como a célebre Odisseia, de Homero, que se tem conhecimento como umas das grandes obras ocidentais que mais influenciaram a nossa cultura literária. O presente trabalho estuda a oralidade e a identidade da memória cultural nordestina em textos da tradição oral e também tece reflexões a respeito do conceito de identidade e memória, com base em teóricos como Idelette Muzart-Fonseca dos Santos (2006), Hall (2004), e Le Goff (2003), com aplicação dos conceitos na análise de textos de Patativa do Assaré, João Ubaldo Ribeiro, dentre outros.2013
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Artigo
83
Literatura
NORDESTE EM NOITE DE LUA CHEIA: “LUA CAMBARÁ” E OS CICLOS/FASES DA REGIONALIDADE
BARBOSA, Roberta; NEVES, BenildeA literatura sempre foi um importante instrumento, senão o principal, para se pensar a concepção de nação de um determinado país. Nesse ínterim, literaturas ditas universais, nacionais e regionais oferecem um complexo campo de reflexões para os críticos literários e a sociedade leitora. Como definir a nação? A partir de uma visão de unidade/identidade ou de heterogeneidades/singularidades? Qual é o sentido de se fazer e ler literatura regional na contemporaneidade, no tempo em que as fronteiras parecem se borrar e perder em meio à globalização? Através da análise da novela “Lua Cambará” (2017), de Ronaldo Correia de Brito, buscaremos possíveis repostas às reflexões levantadas pelas questões acima expostas. Pensaremos como o regionalismo nordestino vem se modificado e se ressignificando na literatura produzida na atualidade. Através de pesquisa bibliográfica, investigaremos como Ronaldo Correia de Brito configura em sua obra os passados, presentes e porvires da regionalidade na literatura. Dessa forma, objetivamos estabelecer um diálogo, ao longo de todo o texto, entre teoria e literatura, mostrando como o regionalismo se reinventa na contemporaneidade e como tal fenômeno abre espaço para um novo entendimento da nação frente à subjetividade de suas províncias/margens.2018
ARAÚJO, Humberto Hermenegildo de. A tradição do regionalismo na literatura
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Artigo
84
Literatura
O CASO DA PEDRA DO REINO E A IDENTIDADE NORDESTINA: QUADERNA E A DEFINIÇÃO CULTURAL DA REGIÃO NORDESTE E DO BRASIL
LEÃO, RodrigoEsta dissertação versa sobre a identidade cultural brasileira, e mais especificamente nordestina, no Romance d’A Pedra do Reino e o príncipe do sangue do vai-e-volta, de autoria do paraibano Ariano Suassuna. Nosso objetivo principal foi a investigação do pensamento sobre a identidade nordestina que é empregado na obra de Suassuna. Qual sua definição? Quais são os traços que podemos apontar como constitutivos do nordestino, segundo o autor? Para a investigação, buscamos na historiografia brasileira os pensadores e movimentos culturais que se ocuparam da definição identitária do país. Buscamos também as influências apontadas pelo próprio Suassuna como fonte e filiação de sua arte, a saber o barroco e sua variante contemporânea, o neobarroco. Por encontrarmos na obra do estudioso Bakhtin vários conceitos que trabalham com elementos do barroco, como é o caso da carnavalização, também associamos e utilizamos tal conceito em nossa análise. A análise da obra se deu em três etapas: primeira a estrutura, se ocupando da divisão da obra, da narrativa e sua composição física. Segunda, do personagem-narrador Quaderna, que defendemos ser uma representação da identidade nordestina. Por fim, na terceira etapa, investigamos uma derivação da obra de Suassuna: a minissérie televisiva A Pedra do Reino, a fim de saber como os elementos que encontramos no romance foram traduzidos para outro meio que não a escrita.2011
A PEDRA DO REINO. Direção: Luiz Fernando Carvalho. Produção: Rede Globo de
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Dissertação
85
Literatura
O nordestino entre a reflexão existencial de “Vidas Secas” e a tipificação em “O Quinze”
FRANCO, AmandaEste artigo faz uma análise comparativa entre as identidades dos nordestinos construídas nos livros Vidas Secas, de Graciliano Ramos e O Quinze de Rachel de Queiroz. Ambos tiveram destaque no regionalismo de 30, ao ressaltar a temática da seca e o drama dos retirantes. Entre os autores que para o desenvolvimento da análise estão Bosi (1994), Coutinho (2004) e Moisés (1989), com um histórico da literatura no país, Albuquerque Jr. (1999), que fez um panorama sobre Nordeste e suas significações e Bhabha (1998) e Hall (2003) que auxiliaram sobre a discussão acerca de identidade e cultura. Foram utilizadas como metodologia a Pesquisa Bibliográfica, visto que fez-se necessária uma leitura, e o método quali-quanti. Este trabalho presente avaliar qual a significação do sertanejo dentro da literatura, a fim de valorizá-lo.2018
ALBUQUERQUE JR., Durval Muniz de. A invenção do Nordeste e ouras artes. São
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http://ola.coop.br/articles/oceb/0042/9952/o_quize_obra_-_rachel_de_queiroz.pdf
RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. 107ª edição. Disponível em
http://www.lettere.uniroma1.it/sites/default/files/528/GRACILIANO-RAMOS-Vidassecas-livro-completo.pdf
Artigo
86
Literatura
RESISTÊNCIA E IDENTIDADE CULTURAL NA LITERATURA DE CORDEL
JARES, MarthaA partir do conceito Gramsciano de hegemonia, este artigo aborda a relação dialética entre cultura hegemônica e cultura subalterna para identificar os aspectos presentes na literatura de cordel, desde o processo de dominação pela cultura hegemônica na América Latina até os processos de resistência e formação da identidade cultural do povo sertanejo.2010
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Monografia
87
Literatura
SERTÕES, DIÁSPORAS E PARABÓLICAS: ESTUDO DE REPRESENTAÇÕES DO NORDESTE CONTEMPORÂNEO NO ROMANCE GALILÉIA, DE RONALDO CORREIA DE BRITO
LESQUIVES, JulianaEste trabalho investe no estudo das imagens de Nordeste presentes no romance Galiléia
(2008), do escritor Ronaldo Correia de Brito, e do modo como estas imagens se relacionam
com a consciência nacional, com as imagens cristalizadas sobre a região e com as questões
que perpassam as reconfigurações dos territórios e das identidades na contemporaneidade.
Parte-se do entendimento de ser o Nordeste brasileiro um conjunto de imagens e de discursos,
produto de uma repetição, por vezes, exaustiva de cenas que se delinearam, principalmente,
através de produções artísticas, emergindo em um determinado período histórico: início do
século XX. Esses discursos produziram a ideia de um Nordeste fechado, bem delimitado e
facilmente reconhecível, tentando englobar uma multiplicidade de subjetividades em uma
identidade aparentemente uniforme e determinada pelo território. Este trabalho discute como
esses discursos que se consolidaram acerca do espaço Nordeste reaparecem em Galiléia
(2008) entrelaçados a discursos outros que possibilitam a ressignificação da região,
compreendida não mais como espaço meramente inscrito na natureza, mas a partir de seu
caráter histórico e político e delineado pelas representações culturais. A análise aponta para a
existência de reelaborações desses discursos, que implicam em contundentes estratégias de
desmantelamento da naturalização acerca do Nordeste. Investigando a confluência discursiva
entre um Nordeste de outrora e o contexto contemporâneo, no romance em questão, o estudo
se debruça sobre as questões referentes à revisão da memória e da narrativa histórica
sertaneja, aos trânsitos de pessoas e às hibridações culturais, tendo em vista as relações
paradoxalmente homogeneizantes e contraditórias que a entremeiam.
2012
ALBUQUERQUE JR, Durval Muniz de. A invenção do Nordeste e outras artes. 4. ed. São
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Dissertação
88
LiteraturaA IDENTIDADE DE UM POVO NA VOZ DE UM POETAMESQUITA, ÁquilaO presente trabalho objetiva analisar na poética de Patativa do Assaré aspectos que constituem a identidade e a memória cultural nordestina. Nos poemas ―Caboclo Roceiro‖, ―O inferno, o purgatório e o paraíso‖ e ―O maió ladrão‖, escolhidos como corpus da pesquisa, Antônio Gonçalves da Silva, assim batizado, revela sob a vocação de mensageiro os símbolos constitutivos da identidade de seu povo. As características culturais que perpetuam a memória do popular sertanejo tomam pela voz do poeta notoriedade e importância, efetivando-o como seu legítimo representante. Seus textos descrevem o cenário social sertanejo através de elementos como solidariedade, simplicidade e religiosidade. Tais elementos são investigados aqui com base nas discussões que proporcionam os estudos de Xidieh (1993) e Ayala (2003) considerando na memória da tradição de um povo um espaço de valorização, preservação e compreensão da cultura popular. As problemáticas que permeiam a compreensão do complexo processo da constituição da identidade serão discutidas com base nas reflexões teóricas de Hall (2005) e Bauman (2005) que pensam a identidade em transformação na pós- modernidade.2014
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Monografia
89
Literatura
A (RE) AFIRMAÇÃO DA(S) IDENTIDADE(S) NORDESTINA(S) NA LITERATURA ORAL: POESIA MATUTA EM JESSIER QUIRINO
NASCIMENTO, SilvanaEste trabalho procura analisar a forma de utilização do jeito matuto por Jessier Quirino. Qual a maneira poética de Quirino. Discutir um pouco o que seria poesia matuta. O porquê do uso freqüente do termo matuto por Jessier. No Nordeste brasileiro, o matuto é o reflexo dessa expansão capitalista. Assim sendo, fizemos uma incursão por uma obra do poeta paraibano Jessier Quirino, analisando na poesia onde o autor cita o termo matuto para designar o personagem de seu poema e como ele (re) constrói, valoriza a(s) identidade(s) do interior nordestino, transfigurando a figura do matuto. Traçamos um panorama de estudos sobre a produção literária, buscando entender como é traçado a semântica do homem nordestino, especificamente o “matuto”, verificando como nos estudos acadêmicos, essa figura é pensada por alguns autores (literatos, poetas, historiadores). Assim, a poesia de Jessier Quirino cumpre a função de servir como depositária de uma etnografia dos valores, hábitos, expressões do matuto. Estas reflexões estão ancoradas em conceitos teóricos provindos dos Estudos Culturais, das identidade(s) representativas do matuto do interior do Nordeste, da cultura popular e erudita, tendo como base os teóricos: Durval Muniz de Albuquerque Junior (2009), Stuart Hall (1998), Zygmunt Bauman (2005) e Alfredo Bosi (1992).2013
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Artigo
90
Literatura
IDENTIDADE NORDESTINA NO OLHAR DA LITERATURA BRASILEIRA
FARIAS, AndréaEsse estudo trata da identidade nordestina sob o ponto de vista de Euclides da Cunha no livro Os Sertões e também a visão de Graciliano Ramos no livro Vidas Secas , como essa imagem foi passada em seus livros, além de considerações de teóricos sobre o assunto. O nosso objetivo geral foi investigar a identidade do nordestino, como a literatura descreveu o sertanejo, suas características e seu modo de vida. A metodologia utilizada foi o estudo de teóricos sobre o tema identidade nordestina, leitura de artigos e revistas, além de análise de trechos dos livros, mostrando a força do determinismo, a opressão feita pela falta de comunicação e o abandono destes nordestinos por parte do governo. Com base neste estudo, podemos perceber que a imagem do nordestino sempre foi de sofredor, submisso, castigado pela seca, pelo clima, pelo destino, abandonado, derrotado, humilhado, e os autores Euclides da Cunha e Graciliano Ramos estavam mostrando ao mundo que esse povo precisava de ajuda do governo.2014
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Monografia
91
Literatura
REPRESENTAÇÃO DE VALORES E DESVALORES DO NORDESTE NOS RITMOS DO CORDEL
MARQUES, JafaeleA discussão central deste trabalho está na compreensão do cordel como texto literário cuja matéria tem muito de seu referente. Neste caso em específico, cenário nordestino e regionalista, o artigo terá como objeto de estudo o cordel O Nordeste é a Periferia do Brasil, de autoria de Jarid Arraes, publicado em 25 de abril de 2015. O objetivo está em verificar como o nordeste e seu povo é representado através de seu cordel. A compreensão é a de que esse gênero textual é uma forma de manifestação artística que permite liberdade de forma significativa com elementos regionais que adota o favorecimento, a aquisição e sintetização de saberes. A metodologia de natureza exploratória do texto literário terá como subsídio teórico as contribuições de Bosi (1977), Candido (2000), Albuquerque Júnior (2001), dentre outros.2016
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Monografia
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Literatura
UMA REPRESENTAÇÃO DO NORDESTE NO ROMANCE A BAGACEIRA DO ESCRITOR PARAIBANO JOSÉ AMÉRICO DE ALMEIDA
LOPES, CarlosO romance “A Bagaceira” do escritor paraibano José Américo de Almeida é considerado uma obra inaugural de um movimento literário denominado “romance de trinta nordestino”. A literatura regionalista nordestina, de forte matiz realista, se propunha a pensar a “realidade” do Nordeste, procurando focalizá-lo em seus aspectos climáticos, políticos e sociais. O presente trabalho tem por meta estudar a representação que o livro tido como marco fundador desse movimento cria para o Nordeste. O trabalho está dividido em três capítulos. No primeiro capítulo procuramos estudar as representações que foram produzidas sobre o espaço nordestino no campo das ciências sociais. Procuramos mostrar como o Nordeste foi construído de forma contraditória nessas obras. No segundo capítulo, partindo do princípio de que os autores de representações sobre o mundo social possuem vínculos com determinados grupos sociais, políticos, institucionais etc., procuramos mostrar os vínculos do autor do romance com determinados grupos, bem como sua filiação a instituições políticas. No terceiro e último capítulo do trabalho procedemos a uma interrogação da obra, procurando delinear seus aspectos simbólicos como a temporalidade na qual se desenvolve o enredo, a dimensão simbólica das personagens, e o contexto histórico no qual o romance foi produzido. Nesta etapa do trabalho foi de fundamental importância as contribuições do crítico literário Antônio Candido, especificamente no que diz respeito ao processo de criação de personagem de ficção na obra literária.2010
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Monografia
93
Literatura; Cinema
A reconfiguração da nordestinidade: imagens do espaço nordeste em Árido movie, 2000 Nordestes e na trilogia do escritor Antônio Torres
SILVEIRA, ManoelaO trabalho tem como objetivo discutir o perfil da nordestinidade apresentado pelas
obras literárias e cinematográficas contemporâneas, a partir da análise do Espaço
Nordeste que permeia a trilogia do escritor Antônio Torres nos romances Essa Terra
(1976), O cachorro e o lobo (1997) e Pelo fundo da agulha (2006) e da cinematografia
de Árido Movie (2005), de Lírio Ferreira e 2000 Nordestes (2000), documentário
dirigido por David França Mendes e Vicente Amorim. A reconfiguração do Nordeste
brasileiro, marcada pelo livre acesso às novas tecnologias, tem deslocado o significado
destes espaços representados por um imaginário de precariedades, construído pela
literatura e pelo cinema das décadas de 1930 a 1970. Hoje, o olhar sobre a paisagem
nordestina possibilita outras maneiras de apreender os modos de vida e a organização
social desta população, assim como as formas e noções de pertencimento habitadas na
subjetividade dos indivíduos pertencentes a esses lugares. Estudar como os espaços
ficcionais, territoriais, biográficos e culturais nordestinos vêm se constituindo e
transformando a partir do contato com as novas tecnologias é a principal meta deste
trabalho.
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Intérpretes: Guilherme Weber; Giulia Gam; José Dumont; Selton Mello; Mariana Lima;
Gustavo Falcão; Matheus Nachtergaele; Paulo César Pereio; José Celso Martinez
Corrêa e outros. Roteiro: Hilton Lacerda, Sérgio Oliveira, Lírio Ferreira e Eduardo
Nunes. Europa filmes, Recife, 2005 DVD, color/118 min.

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Intérpretes: Geraldo Del Rey; Yoná Magalhães; Maurício do Valle; Othon Bastos; Lídio
Silva; Sônia dos Humildes e outros. Argumentista: Glauber Rocha.Copacabana Filmes;
Rio de Janeiro, 1964. DVD, preto e branco/ 125 min.
O CAMINHO das nuvens. Direção: Vicente Amorim. Produção: Bruno Barreto.
Intérpretes: Carol Castro; Claudia Abreu e Wagner Moura; as crianças: Manoel
Sebastião Alves Filho, Felipe Newton Silva Rodrigues, Cícera Cristina Almino de
Lima, Cícero Wallyson A. Ferreira e Cícero Wesley A. Ferreira. Disney/Buena Vista;
Rio de Janeiro, 2003. DVD, color/87 min.

VIDAS Secas. Direção: Nelson Pereira dos Santos.Produção: Luiz Carlos Barreto;
Herbert Richers e Danilo Trelles. Intérpretes: Átila Iório (Fabiano); Maria Ribeiro
(SinháVitória);Baleia – cachorra; Gilvan Lima e Genivaldo Lima (Meninos); Jofre
Soares (Fazendeiro) e Orlando Macedo, entre outros. Produções Cinematográfica
Herbert Richers S.A., Rio de Janeiro, 1963. VHS, preto e branco/103 min.
Tese
94
Literatura; Internet
O cordel na contemporaneidade a perseverança de um símbolo da identidade nordestina numa sociedade de multimeios
AUGUSTO, KatjaEste artigo visa refletir sobre as origens da literatura de cordel e os motivos pelos quais chegou à internet. Ten- do em vista a globalização e os meios de comunicação de massa, procura-se aqui analisar de que forma esses fenô- menos incidiram sobre as identidades locais, se positiva ou negativamente. O texto discorre sobre os mecanismos encontrados pelas instituições, em geral, e pelos poetas, em particular, para que o cordel, símbolo da cultura da Região Nordeste do Brasil, persista na sociedade frag- mentada e multimidiática.2013
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Artigo
95
Literatura; Migração/Territorialidade
A Representação do Migrante Nordestino: Interstícios e Cultura na Figura de Francisco da Silva em “Liberdade”, de Ruth Laus
ROCHA, Karen; SANTOS, SaleteConstitui-se como objeto de análise do presente artigo a representação do migrante nordestino, na figura da personagem masculina Francisco da Silva, protagonista do conto “Liberdade”, de Ruth Laus, enquanto personagem ficcional que vive “em um espaço interrogatório, intersticial, entre o ato da representação [...] e a própria presença” (BHABHA, 1998, p. 22) na comunidade em que vem a se inserir e a se estabelecer. Chico, como é conhecido, embarca em um caminhão lotado, e o seu destino, como o de muitos outros migrantes, é a região Sudeste do Brasil, em que, entre São Paulo e Rio de Janeiro, escolhe o mar. Na mesma medida, além do(s) conceito(s) de cultura(s), e da necessidade de (re)pensar o conceito de comunidade humana [cultural] – aqui acrescentando-se o termo cultural à proposta de Bhabha (1998) - como forma de pensar o papel do indivíduo –, são retomados e analisados, também, os conceitos de identidade cultural baseados na própria diferença. Pensa-se de que forma, então, e através de que caráter impositivo, a riqueza e os valores do Nordeste que, embora tenham conseguido se difundir em solo nacional, ainda assim, não primaram pela garantia de permanência de seus habitantes em sua terra natal.2016
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Artigo
96
Literatura; Música
A EMERGÊNCIA DA REGIÃO NORDESTE: OS OLHARES IMAGÉTICOS DISCURSIVOS SOBRE UMA REGIÃO
PORTO, José HélcioA presente obra visa através do estudo do discurso, da literatura e da música identificar os fatores que ajudaram a criar uma imagem do Nordeste. Seus estereótipos, as práticas passadas, tendo como paramento a obra de Durval Muniz de Albuquerque Júnior: A invenção do Nordeste e outras artes.2014
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Monografia
97
Literatura; PolíticaOs Nordestes de Freyre e FurtadoGODOY, José HenriqueO artigo busca relacionar duas interpretações clássicas do pensamento social e econômico do Brasil e do Nordeste formuladas por Gilberto Freyre e Celso Furtado. Freyre foi um dos respon-
sáveis pela definição da categoria Nordeste a partir de referenciais não apenas naturais, mas também sociais, econômicos, políticos e culturais. Furtado, por sua vez, foi o mais destacado
intelectual a defender políticas públicas regionais para o Nordeste, realçando as características
particulares que condicionavam a subordinação política, social, econômica e cultural da região
em relação ao Centro-Sul do país. Com trajetórias de vida bastante diferentes, Freyre e Furtado
expõem retratos díspares do Brasil e do Nordeste. Escreveram sob conjunturas e referenciais
analíticos diversos, não obstante apresentam abordagens inovadoras que se aproximam na busca
totalizante de uma explicação verdadeira do Brasil, do Nordeste e do nordestino.
2010
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Artigo
98
Mídia
“NEGÃO” E “PARAÍBA”: A MÍDIA NA CONSTRUÇÃO E REFORÇO DE CARICATURAS ESTEREOTIPADAS DE NEGROS E NORDESTINOS
GOMES, ArthurEste trabalho tem o objetivo de analisar a forma como o discurso midiático contribui
para a construção e consolidação de estereótipos e preconceitos sobre negros e nordestinos.
A partir de autores como Gilberto Freyre, Muniz Sodré, Durval Muniz de Albuquerque
Júnior, Roberto DaMatta e Jesús Martin-Barbero, buscar-se-á, com base na História e no
contexto socioeconômico-cultural brasileiro, as justificativas para a condição em que se
encontram as populações negra e nordestina na atual hierarquia social e na rede de relações
de poder. Após a contextualização, o foco é no papel desempenhado pelos meios de
comunicação no reforço dos estereótipos construídos no decorrer do desenvolvimento da
sociedade brasileira. Isto é, de que forma a mídia reproduz imagens cristalizadas e
estruturadas no imaginário social e como ela contribui para a perpetuação destes valores e
das relações de poder que se beneficiam destes preconceitos.
2015
ALBUQUERQUE JÚNIOR, Durval Muniz de. A Invenção do Nordeste e Outras Artes. São
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______________. Preconceito contra a origem geográfica e de lugar: as fronteiras da
discórdia. São Paulo: Cortez, 2012.
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Monografia
99
Mídia
Análise do Discurso e Mídia: nas trilhas da identidade nordestina
BARACUHY, Maria ReginaEste artigo objetiva discutir e analisar como a mídia constrói identidades para o homem e o espaço nordestinos. Inicialmente, teceremos algumas considerações epistemológicas sobre a Análise do Discurso, nosso aporte teórico. Na segunda parte, discutiremos a identidade. Em interface com os Estudos Culturais, a AD vai propor estudar a identidade como uma “construção discursiva, histórica, sempre múltipla, heterogênea, instável”. A terceira seção focaliza a análise de textos, a fim de explicitar o trabalho discursivo da mídia na produção de identidades para o Nordeste, a partir da repetição incessante de imagens simbólicas. Na quarta seção, exporemos algumas conclusões.2010
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Artigo
100
Mídia
REPRESENTAÇÃO DO SEMIÁRIDO NORDESTINO PELA MÍDIA: UMA ABORDAGEM CARICATA
SOARES, Jéssica; SOUZA, Amanda; BRITO, Leandro; SOUSA, Juliano; CALIXTO, MerilaneO Semiárido brasileiro ocupa uma área de 969.589 km2 abrangendo os Estados nordestinos, sendo eles o Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Sudeste do Piauí, Oeste de Alagoas e Sergipe, região central da Bahia e uma faixa em Minas Gerais. Ainda se propaga uma visão de pobreza e seca no imaginário social da população brasileira, e dos próprios habitantes da região semiárida do Nordeste, erroneamente, entendendo esta região pela representação da fome e da miséria, o que se deve ao tratamento dado pela mídia. O objetivo foi verificar a percepção das pessoas entrevistadas com relação à representação do semiárido feita pela mídia. A pesquisa destinou-se as pessoas que vivem na região semiárida, especificamente no sertão pernambucano. A amostra foi de 82 pessoas que responderam a pesquisa feita por meio de formulário disponibilizado no Google Drive com quesitos construídos na escala de Likert. Os resultados reportam que 58,5% (n=48) reconhecem que a mídia gera influência sobre aqueles que acompanham as informações por ela processada. Em outro item afirmou-se que o semiárido é divulgado de forma preconceituosa e distorcida e os resultados apontam que houve empate de 41,5% (n=34) nos dois primeiros níveis de resposta. Perguntou-se se a forma com que o semiárido é retratado pela mídia influencia o preconceito, pedindo-se para que os participantes justificassem suas respostas, 94% (n=77) disseram que sim, e apenas 2% (n=2) alegaram que não. Podemos notar que grande parte dos participantes enxerga que coberturas feitas pela mídia na região geralmente distorcem e manipulam os fatos.2018
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Artigo
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