Linha do tempo: Movimento Feminista no Brasil
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Linha do tempo do movimento feministaSelecionamos algumas datas importantes para você conhecer mais a história do movimento feminista e o contexto de suas conquistas.http://feminismo.org.br/web/wp-content/uploads/2014/09/feminismo_descolonial-208x300.jpgtitle
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1400O desafio de apresentar uma história do movimento feministaQuando temos acesso à história do movimento feminista no Brasil, é comum encontrarmos em destaque apenas a luta das mulheres da elite pela cidadania, que culminou com o direito à educação e ao voto. Embora esse seja de fato o que estritamente pode ser entendido como "o movimento feminista", é importante ressaltar que esta é apenas uma parte da história. Por todo o mundo, negras e indígenas lutaram para sobreviver à dominação imposta pela construção do Estado Moderno e, embora essas lutas não tivessem um vínculo direto com o movimento feminista, dar visibilidade a elas é fundamental para compreendermos os desafios presentes no feminismo atualmente. Embora as informações sobre isso sejam escassas, selecionamos alguns eventos que (esperamos!) contribuam para uma visão mais ampla sobre a luta das mulheres.1
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1405Christine de Pisan escreve “A cidade das damas” Considerado um marco do feminismo pré-moderno, a autora fala do mito das amazonas, ataca o discurso da inferioridade das mulheres e oferece uma alternativa à sua situação. http://2.bp.blogspot.com/-LkC8rxPdAwQ/T1Zx7lSvYVI/AAAAAAAACUs/FlVqWP8A4G8/s1600/guerreira+thalestris_.jpgPara saber mais: https://periodicos.ufsc.br/index.php/literatura/article/view/2175-7917.2013v18nesp1p1154
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1665Aqualtune é capturada como escrava e trazida para o BrasilAqualtune liderou uma força de 10 mil homens, na Batalha de Mbwila, entre o Reino do Congo e Portugal. Foi capturada com a derrota congolesa e trazida para o Porto de Recife, no Brasil. Ao conhecer a história de Palmares, Aqualtune organizou uma fuga junto com outros escravos para o quilombo, onde teve sua ascendência reconhecida, recebendo, então, o governo de um dos territórios quilombolas, onde as tradições africanas eram mantidas. Aqualtune era da família de Ganga Zumba, e uma de suas filhas teria gerado Zumbi. Em uma das guerras comandadas pelos paulistas para a destruição de Palmares sua aldeia foi queimada. Não se sabe ao certo a data de sua morte. Símbolo de luta e resistência, Aqualtune é uma das grandes referências para diversas organizações de mulheres negras no Brasil.
Fonte: http://www.criola.org.br/nnh/nnh_aqualtune.htm1
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10/29/1771Olympe de Gouges, escritora e militante francesa, publica a "Declaração dos Direitos da Mulher"É o primeiro documento da Revolução Francesa a mencionar a igualdade jurídica entre mulheres e homens. Olympe a elaborou como uma crítica à Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, que anunciou direitos de igualdade e liberdade que se aplicavam apenas aos homens. Enquanto isso, as mulheres continuvam sem o direito de votar, de ter acesso a instituições públicas, à liberdade profissional, direitos de propriedade, etc. A declaração foi rejeitada e permaneceu em completo esquecimento até 1986, quando foi publicada por Benoîte Groult.http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/34/DDFC.jpg4
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1792Mary Wolstonecraft escreve "A Reivindicação dos Direitos da Mulher"A escritora e filósofa inglesa defende nesta obra que as mulheres não são, por natureza, inferiores aos homens, mas apenas aparentam ser por falta de acesso à educação, e que por isso as meninas precisavam ter acesso às instituições de ensino.http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/d/dc/Marywollstonecraft.jpgMary Wollstonecraft por John Opie (c. 1797)4
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1832Nísia Floresta publica "Direitos das Mulheres e Injustiça dos homens"O livro foi inspirado em ideias da Europa e hoje é considerado o fundador do feminismo brasileiro. Nele, Nísia Floresta denuncia o mito da superioridade do homem e reivindica que as mulheres também sejam consideradas seres inteligentes, “dotadas de razão” e merecedoras de respeito. Ela afirma também que a mulher é tão capaz quanto o homem de ocupar cargos de comando, como de general, almirante e ministro, ou de exercer a medicina, a magistratura e a advocacia. Fonte: http://www.revistadehistoria.com.br/secao/retrato/as-sementes-do-feminismo-no-brasilNísia Floresta1
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1848Lucrécia Coffin e Elizabeth Cady Stanton publicam "Declaration of sentiments" (Declaração de sentimentos)Em convenção organizada por elas nos Estados Unidos, conhecida como "Convenção de Seneca Falls". O documento ficou famoso pela afirmação era de que homens e mulheres eram criaturas iguais. Lucrácia Coffin também foi ativista da causa abolicionista. Para saber mais sobre a história dela, acesse: http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/LucretCM.html4
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1878Peça "O voto feminino"Josefina Álvares conseguiu encenar sua peça O voto feminino, no Teatro Recreio, depois publicada em livro, o que faz dela uma das primeiras mulheres a defender o direito ao voto e à cidadania no país.1
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4/19/1879Direito de acesso ao Ensino Superior é conquistado no BrasilPor meio Decreto nº 7.247, de 19 de Abril de 1879, as mulheres são autorizadas a cursar o Ensino Superior. Muitas, contudo, tem que enfrentar enormes preconceitos para fazê-lo. Atualmente, embora ainda haja resistência em algumas áreas, as mulheres já são maioria na Universidade - 12% da população feminina adulta tem o diploma, enquanto a masculina soma 10%.https://www.youtube.com/watch?v=gwkNHGwawkETV Brasil1
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5/13/1888Lei Áurea (Lei Imperial n.º 3.353)Lei que extinguiu a escravidão, assinada por Isabel, então princesa do Brasil. Embora seja um marco na luta racial, é questionada por não ter promovido direitos para xs ex-escravxs. Na virada do século XIX, elxs se deslocaram para os grandes centros urbanos em busca de trabalho. No Rio de Janeiro e em algumas outras cidades, acabaram ocupando antigos casarões. Entretando, com o passar do tempo, o Estado passou a promover processos de expulsão que levaram ao surgimento das primeiras favelas da capital. 2
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1893Nova Zelândia é o primeiro país a aprovar o voto femininoCronologia do voto feminino: 1893 - Nova Zelândia ; 1903 - Austália ; 1906 -Findelândia; 1913 -Noruega; 1915 -Dinamarca, 1917 -Holanda e Rússia, 1918 -Alemanha, Áustria e Inglaterra, 1919 - Suécia e Polónia ; 1920 - Estados Unidos; 1931 - Portugal e Epanha; 1934 - Brasil; 1940 - Turquia ; 1944 - França ;1945 - Japão ; 1949 -China e 1971 -Suiça. http://www.filmesdecinema.com.br/capas/302.jpgPara saber mais sobre a luta das mulheres nos EUA, indicamos o filme "Anjos Rebeldes". Leia a crítica aqui: http://www.cinepipocacult.com.br/2013/01/anjos-rebeldes.html4
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1907I Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, sob a presidência de Clara ZetkinÉ de Clara Zetkin a proposta de criação de um Dia Internacional da Mulher, aprovada em 1910 na II Conferência Internacional de Mulheres. Para ela, era importante estipular uma ação internacional pela emancipação das proletárias e pelo sufrágio universal.
http://i58.tinypic.com/35i25xc.pngFonte: USP (http://i58.tinypic.com/35i25xc.png)4
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1918Maria Lacerda de Moura publica "Em torno da educação"Obra que reafirma a instrução como fator indispensável para a mulher transformar sua vida e marca o início da luta da anarquista pela “libertação total da mulher”. 1
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1919Igualdade de saláriosA Conferência do Conselho Feminino da Organização Internacional do Trabalho (OIT) aprovou a resolução de salário igual para homens e mulheres que desempenhem a mesma função. Apesar disso, até hoje as mulheres tendem a ganhar menos.4
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1922Ercília Nogueira Cobra, lança seu primeiro livro, "Virgindade inútil – novela de uma revoltada"Obra polêmica que pretendia discutir a exploração sexual e trabalhista da mulher e provocou intenso debate e muita crítica entre os contemporâneos. Ercília publicou ainda Virgindade anti-higiênica – Preconceitos e convenções hipócritas (1924) e Virgindade
inútil e anti-higiênica – novela libelística contra a sensualidade egoísta dos homens (1931),
tendo sido detida várias vezes pelo Estado Novo, chegando a ser presa por suas idéias.
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1923Mulheres conquistam o direito de participar das academias de artes marciais do Japão4
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1928Eleita a primeira prefeita da História do Brasil: Alzira Soriano de Souza, no município de Lajes - RNEla foi a primeira mulher da América Latina a assumir o governo de uma cidade, segundo notícia publicada na época pelo jornal americano “The New York Times”. Alzira ficou apenas um ano no cargo, pelo então Partido Republicano. Em 1930, descontente com a eleição de Getúlio Vargas, ela deixou a função. Apenas dois anos depois disso, em 1932, mulheres conquistariam o direito de votar. Em 1934, Carlota Pereira Queirós se tornou primeira deputada federal do país.http://s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2010/11/01/350x400cidades.jpg(Arte/G1)1a Prefeita de uma capital (1986): Maria Luiza Fontenele (Fortaleza); 1a Governadora (1986): Iolanda Fleming (Acre); 1a prefeita da maior cidade do país (1989): Luiza Erundina.1
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1930Amélia Beviláqua se candidata à Academia Brasileira de LetrasNa vaga deixada por Alfredo Pujol, mas sua candidatura é barrada sob a alegação de que o estatuto só permitia o ingresso a "brasileiros", o que foi entendido como sendo restrito ao gênero masculino.http://2.bp.blogspot.com/_GZiJwHxRY_o/TCk5ceAdRpI/AAAAAAAAAEs/sB-XtanM4hQ/s1600/AM%C3%89LIA+BEVIL%C3%81QUA+-+JPEG.jpghttp://penapicines.blogspot.com.br/2010_06_01_archive.html#4445264080123592400
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1932O voto feminino é regulamentado no BrasilPelo novo Código Eleitoral, passaram a votar as solteiras e viúvas com renda própria e as mulheres casadas, desde que elas tivessem permissão do marido. Dois anos depois, quando o Código Eleitoral foi consolidado, essas restrições foram removidas, e qualquer mulher, independentemente da origem de sua renda ou estado civil, passou a ter o direito de votar. O comparecimento às urnas, porém, era obrigatório apenas para mulheres em profissões públicas. Em 1965, homens e mulheres finalmente tiveram seus direitos foram equiparados, mas era só o início da luta contra a ditadura militar no país.1
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1933Mariana Coelho publica "A evolução do feminismo: subsídios para a sua história"
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1936O grupo Mujeres Libres é criadoMujeres Libres é uma organização anarquista e feminista espanhola criada oficialmente em 1936. Junto à Confederação Nacional do Trabalho, à Federação Ibérica da Juventude Libertária e à Federação Anarquista Ibérica constituiu uma das organizações clássicas do movimento libertário espanhol. Após a morte do ditador Francisco Franco a organização Mujeres Libres foi refundada e atualmente fazem parte dela centenas de mulheres atuando em diversas frentes de apoio mútuo a escolas libertárias e propaganda anarquista. A história virou um filme, "Indomables, una historia de Mujeres Libres", que está disponível no youtube em espanhol: https://www.youtube.com/watch?v=xvOz-VfEwgk

https://catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2014/08/mujeres.jpghttp://pt.wikipedia.org/wiki/Mujeres_Libres
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1949Simone de Beauvoir publica "O Segundo Sexo"O livro é considerado uma das obras mais importantes para o movimento feminista. Nele, a filósofa francesa analisa a situação da mulher na sociedade.https://static-secure.guim.co.uk/sys-images/BOOKS/Pix/pictures/2014/1/9/1389261893620/Simone-de-Beauvoir-016.jpgSimone de Beauvoir4
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5/18/19565/20/1956I Conferência Nacional das Mulheres Trabalhadoras do BrasilOrganizada pelo Partido Comunista, a Conferência teve como destaque as reinvindicações sobre direitos trabalhistas e a luta por creches.1
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11/25/1960"Las Mariposas" são assassinadas na República DominicanaDia 25 de novembro é o Dia Internacional de Combate à Violência Contra a Mulher em homenagem às irmãs Mirabal - Pátria, Minerva e Maria Teresa - que formaram um grupo de oposição ao ditador Trujillo e ficaram conhecidas como Las Mariposas. Em 1960 foram assassinadas, na República Dominicana.http://blogueirasfeministas.com/2012/11/a-violencia-contra-as-mulheres-negras/
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8/27/1962Estatuto da Mulher CasadaLei 4.212/1962, garantiu que a mulher não precisava mais de autorização do marido para trabalhar, o direito à herança e a possibilidade de requerer a guarda dos filhos em caso de separação.1
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1962Morre Patrícia Galvão, a PaguPagu foi escritora, poeta, diretora de teatro, tradutora, desenhista e jornalista brasileira. Teve grande destaque no movimento modernista iniciado em 1922, embora não tivesse participado da Semana de Arte Moderna, tendo na época apenas doze anos de idade. Militante comunista, foi a primeira mulher presa no Brasil por motivações políticas. Morreu em 12 de dezembro de 1962. Embora não tenha nenhuma obra sobre o feminismo e nem tenha militado em uma organização de mulheres, Pagu é até hoje uma referência para o movimento por sua personalidade transgressora e liberta.http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/f/f2/Patricia_Galvao.jpghttp://pt.wikipedia.org/wiki/Pagu1
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1968I Congresso Nacional das Trabalhadoras DomésticasEssa história [da luta das trabalhadoras domésticas pela organização da categoria e por direitos] inicia-se com Laudelina de Campos Melo, na década de 30 do século 20, passando por uma articulação com o Teatro Experimental do Negro, e com a corrente progressista da igreja católica nas décadas de 50 e 60.[...] na sombra de cada direito conquistado – mesmo que insuficiente, comparado aos outros/as trabalhadores/as – havia uma forte militância das trabalhadoras domésticas. Por exemplo, os primeiros direitos da categoria profissional em 1972 foram um produto direto do I Congresso Nacional das Trabalhadoras Domésticas, que ocorreu em 1968, no Rio de Janeiro. Em 1974, elas realizaram o II Congresso Nacional para avaliar os ganhos com a lei 5958/72 [Primeira a tratar de direitos das trabalhadoras domésticas]. Após o V Congresso Nacional da Categoria em 1985, em Recife, as trabalhadoras domésticas iniciam uma forte articulação nacional com outros movimentos sociais, especialmente as feministas, com Constituintes, com a própria igreja católica progressista, para apresentar uma proposta de lei, que contemplasse os direitos da categoria. Esta longa e silenciada história, revela o ativismo destas mulheres, divididas entre cuidar da casa dos outros e pensar no futuro delas mesmas e até mesmo do país. Com a Constituição de 1988, as trabalhadoras domésticas foram contemplados com alguns direitos, muito aquém dos demandados. Aliás, é muito revelador o parágrafo único dos Direitos Sociais da Constituição Cidadã, que menciona as trabalhadoras, é para dizer que 25 dos 34 direitos sociais previstos na Constituição Federal para todos/as os trabalhadores brasileiros/as não se aplicam às domésticas. Após a década de 80, os sindicatos criados a partir de 1988 sentiram a necessidade de uma representação uniforme, sobretudo para lidar com o governo federal. Decidiram então pela criação da Fenatrad, a Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas [...].

http://www.brasildefato.com.br/node/5958Entrevista com o pesquisador Joaze Costa, que resgata um pouco da história das organizações de trabalhadoras domésticas ao longo da história.1
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12/13/1968AI-5O Ato Institucional Nº 5, ou AI-5, foi o quinto de uma série de decretos emitidos pelo regime militar brasileiro nos anos seguintes à Ditadura Militar de 1964 no Brasil.1 Ele se sobrepôs à Constituição de 24 de janeiro de 1967, bem como às constituições estaduais, e dava poderes extraordinários ao Presidente da República. É um marco na história do Brasil por representar um aumento sugnificativo na repressão promovida pela ditadura. Muitas mulheres militantes foram cruelmente torturadas e mortas.2
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1974Isabelita Perón torna-se a primeira presidenta de um país latino-americanoEla assume o cargo com a morte do marido, Juan Domingo Perónhttp://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/1/12/Isabelita_%C3%ADcono.jpg/200px-Isabelita_%C3%ADcono.jpg4
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1975Movimento Feminino pela Anistia é criadoEmbora não se identificasse com o movimento feminista, o Movimento Feminino pela Anistia teve atuação importante na denúncia da forte represssão imposta pelo governo militar. Fundado por Therezinha Zerbini, sua militância era composta principalmente por mulheres que viram os maridos serem torturados e assassinados pelo governo militar. Em 1980, adotou o nome de Movimento para Anistia e Liberdades Democráticas.https://www.youtube.com/watch?v=mVlAyNNSWyQTrailler do documentário "Damas da liberdade". Direção: Célia Gurgel e Joe Pimentel Documentário, Cor, Digital, 27min, 2012, CE, Brasil.1
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1975O jornal "Brasil Mulher" é fundadoConsiderado o porta-voz do recém criado Movimento Feminino pela Anistia, o jornal se torna um importante veículo dos movimentos de mulheres.
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1975Década da MulherDefinido pela Assembléia Geral da ONU, dá início à Década da Mulher (1975-1985). A ONU define metas para serem atingidas nos dez anos seguintes para eliminar a discriminação No mesmo ano acontece I Conferência Mundial sobre a Mulher, na Cidade do México.4
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3/8/1975Reunião de Feministas em comemoração ao Ano Internacional da Mulher, na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Rio de JaneiroOrganizada para comemorar o Ano Internacional da Mulher, segundo Lélia Gonzalez, esta reunião se tornou um marco na história da incidência das das mulheres negras no movimento feminista, pois foi nesse período que algumas delas passaram a se reunir separadamente, para discutir suas questões e só depois poder debatê-las nos movimentos negros e de mulheres. Elas divulgaram nesta reunião na ABI um documento sobre a herança cruel da escravidão de objetificação das mulheres negras.https://www.youtube.com/watch?v=o9vOVjNDZA8Entrevista concebida a Mali Garcia para o documentário "As Divas Negras do Cinema Brasileiro".Entrevista: Lélia Gonzalez1
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1975Seminário sobre o Papel e o Comportamento da Mulher na Sociedade BrasileiraConsiderado um marco do feminismo brasileiro contemporâneo, foi realizando no Rio de Janeiro. Nele se discutiu a condição da mulher no Brasil, problematizando questões como o trabalho, a saúde física e mental, a discriminação racial e a homossexualidade feminina, além do posicionamento a favor da democracia.
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1976Periódico "Nós mulheres" é lançadoPara saber mais: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-026X2003000100014&script=sci_arttext
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12/26/1977Lei do DivórcioAntiga reivindicação do movimento feminista, a Lei nº 6.515 foi a primeira a abordar a dissolução dos casamentos. Além da Lei do Divórcio, outras relacionadas ao casamento ou à sexualidade das mulheres foram sendo modificadas ao longo do tempo.http://www.jblog.com.br/media/57/20070614-blog1506.jpg1
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1979I Encontro Nacional FeministaRealizando em Fortaleza, durante a 31ª SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência.
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10/14/1979Equipe feminina de Judô se inscreve com nomes masculinos para disputar o campeonato Sul-AmericanoAinda estava em vigor o Decreto 3199 - criado em 1937 e regulamentado em 1965 - que proibia as mulheres de praticar esportes "incompatíveis" com as condições femininas, como "luta de qualquer natureza, futebol de salão, futebol de praia, pólo, pólo aquático, halterofilismo e beisebol". O Brasil só conquistou o titulo por causa dos pontos obtidos pela equipe feminina, o que levou o Governo Militar a revogar o decreto.http://judofeminino.files.wordpress.com/2010/08/kasue-ueda.jpgEquipe brasileira feminina de judô de 1979: Cristina, Kazue Ueda, Ana Maria e Patrícia1
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6/9/1980Encontro Feminista de Valinhos (SP)O encontro elegeu a luta pelo enfrentamento da violência doméstica como uma das prioridades do movimento feminista. Ao final do encontro foi criada uma comissão de combate à violência sofrida pelas mulheres, cujo objetivo, era pensar uma estratégia de luta para a questão da violência contra a mulher. Nas reflexões realizadas na comissão foi levantada uma série de situações que demandariam uma ação direta junto às mulheres vítimas de violências.
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1980É fundado o SOS MulherO SOS-Mulher é criado em São Paulo, meses depois do Encontro de Valinhos. A partir daí surgiram organizações do Tipo SOS-Mulher em vários estados brasileiros: Campinas/SP também em 1980; Porto Alegre/RS, João Pessoa/PB e Rio de Janeiro/RJ em 1981; e Goiânia/GO em 1982. "[...] Em Minas foi criado o Centro de Defesa da Mulher. Todas essas entidades eram autônomas e tinham como objetivo atender a mulher vítima de violência, com um serviço voluntário de psicólogas e advogadas. Além de atender a mulher, faziam grupos de reflexão sobre a questão da violência e procuravam os meios de comunicação para promover o debate junto à opinião pública”Referência: http://www.snh2011.anpuh.org/resources/anais/14/1300848995_ARQUIVO_ArtigoAnpuhNacional.2011.pdf1
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1980O jornal "Mulherio" é criadoEm São Paulo, por iniciativa de feministas ligadas à Fundação Carlos Chagas, que alcança grande prestígio nos meios universitários. No seu terceiro número contava com mais de 3 mil assinaturas.
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1982É criado o primeiro grupo de mulheres rurais que dará origem ao MMTR-NEEm Alagoa Grande, Paraíba.http://br.popularesydiversas.org/media/uploads/images/logos/movimiento-da-mulher-trabalhadora-rural_big.png1
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1982Esther de Figueiredo Ferraz se torna a primeira ministra da história do BrasilNomeada pelo general Figueiredo para o Ministério da Educação, Esther já tinha sido a primeira mulher a ocupar uma cadeira da OAB e a dar aulas na USP.
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1983Coletivo de Mulheres Negras é criado em São PauloEm virtude da criação do Conselho Estadual da Condição Feminina de São Paulo, que não tinha nenhuma mulher negra entre suas conselheiras.
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1983-08-12Margarida Maria Alves é assassinadaA paraibana Margarida Maria Alves foi a primeira mulher a ocupar o cargo de presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande, e durante 12 anos na presidência da entidade, Margarida lutou para que os trabalhadores do campo tivessem seus direitos respeitados, como carteira de trabalho assinada, férias, 13º salário e jornada de trabalho de 8 horas diárias. A líder sindical é até hoje um exemplo da resistência das mulheres do campo, e seu nome é homenageado na Marcha das Margaridas, que desde 2000 reúne milhares de mulheres em Brasília. Para saber mais: hthttp://www.fundacaomargaridaalves.org.br/homenagens/
http://www.fundacaomargaridaalves.org.br/wp-content/uploads/2010/08/Foto-de-Margarida.jpg1
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1984Criação do Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM)Em 1984, o Ministério da Saúde, atendendo às reivindicações do movimento de mulheres, elaborou o Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM). O PAISM incorporou como princípios e diretrizes as propostas de descentralização, hierarquização e regionalização dos serviços, bem como a integralidade e a eqüidade da atenção. O programa incluía ações educativas, preventivas, de diagnóstico, tratamento e recuperação, englobando a assistência à mulher em clínica ginecológica, no pré-natal, parto e puerpério, no climatério, em planejamento familiar, DST, câncer de colo de útero e de mama, além de outras necessidades identificadas a partir do perfil populacional das mulheres. Ele foi criado pelo Ministério da Saúde através da Divisão Nacional de Saúde Materno Infantil (DINSAMI) elaborou o Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher, com o objetivo de reduzir a morbi-mortalidade da mulher e da criança (PAISMC). Em 1991, Em 1984, houve a separação do Programa da Criança (PAISC) do PAISM (Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher). Atualmente, ele se chama Programa Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PNAISM). Para saber mais, acesse: http://www.compromissoeatitude.org.br/wp-content/uploads/2012/08/MS2009_politica_nacional_mulher_principios_diretrizes.pdf.
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1985Ano Internacional da MulherDefinido pela ONU, marca a criação do Dia Internacional da Mulher como data comemorativa para todo o mundo. Para saber mais sobre as origens do dia internacional da mulher: http://www.defensoria.sp.gov.br/dpesp/Repositorio/41/Documentos/Dia%20Internacional%20da%20Mulher%20em%20busca%20da%20mem%C3%B3ria%20perdida1.pdf4
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1985Primeira Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher é inaugurada em São PauloPara saber mais: http://www.cfemea.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1694:delegacia-de-defesa-das-mulheres-permanencias-e-desafios&catid=215:artigos-e-textos&Itemid=1491
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1985Maria Luiza Fontenelle é eleita em FortalezaE se torna a primeira prefeita de uma capital brasileira.
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8/29/1985O Conselho Nacional dos Direitos da Mulher é criado no Ministério da JustiçaDesde 2002, é vinculado a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) e segue como um importante espaço de diálogo entre os movimentos de mulheres organizados e o poder público.http://www.spm.gov.br/conselho1
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1986A Comissão Nacional sobre a Mulher Trabalhadora é criada na CUT
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3/26/1987Carta da Mulher Brasileira aos ConstituintesA elaboração desta carta se construiu a partir de vários encontros regionais, além da presença marcante de 1,5 mil mulheres reunidas no Congresso Nacional. Ela trouxe conquistas fundamentais em termos de direitos, com a incorporação de 80% das demandas na Constituição.http://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/plenario/discursos/escrevendohistoria/25-anos-da-constituicao-de-1988/mulher-constituinte/carta-das-mulheres-11
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1987IX Encontro Nacional FeministaRealizado em Garanhuns, Pernambuco. Em função da ausência de debates coletivos sobre a questão racial, as mulheres negras presentes decidem pela realização de um encontro nacional próprio.
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3/8/1987Manifesto da Mulher Negra Peruana para o dia internacional da mulherAssinado por duas organizações do mulheres negras do Peru - Linha de Ação Feminina do Instituto Afro-peruano e Grupo de Mulheres do Movimento Negro “Francisco Congo” -, este manifesto inspirou os grupos de mulheres negras no Brasil. Segundo Lélia Gonzalez, o manifesto traz um elemento importante para a reflexão sobre a luta das mulheres negras no movimento feminista: a maior facilidade para as mulheres negras se engajarem nos movimentos negros, em comparação aos movimentos de mulheres. Segundo Lélia, "as manifestações muitas vezes foram caracterizadas como antifeministas e “racistas às avessas” (...); daí nosso desencontros e ressentimentos". (Lélia Gonzalez - Por um feminismo Afro-latino-americano, 1998).3
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12/2/198812/4/1988I Encontro Nacional de Mulheres NegrasO Encontro contou com a participação de 450 mulheres negras de todo o país e foi precedido por encontros e seminários nos estados. A realização foi definida durante o IX Encontro Nacional Feminista (Garanhuns, Pernambuco, 1987), como resultado dos debates e críticas levantadas pelas mulheres negras sobre a ausência da questão racial na pauta. No período que se estendeu entre o primeiro e o segundo encontro nacional - realizado em 1991 em Salvador/BA -, o movimento de mulheres negras organizou-se, criando grupos, núcleos e fóruns estaduais. Outro desdobramento importante deste processo aconteceu em 1994, a partir de resolução elaborada durante o II Seminário Nacional de Mulheres Negras - Respostas Organizativas das Mulheres Negras no Fim do Século, foi criada a Articulação Nacional de Mulheres Negras.https://www.youtube.com/watch?v=VLib9atLXW0Vídeo: Acervo CULTNE1
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1988Programa Nacional da Mulher NegraCriado pelo Conselho Nacional dos Direitos da Mulher. Feito em parceria com a Comissão para Assuntos da Mulher Negra do CECF/SCP, realizou, entre outras ações, o Tribunal Winnie Mandela no Rio de Janeiro, um julgamento simbólico da Lei Áurea que apontava efeitos negativos da escravidão para as mulheres negras no Brasil.
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1988Lobby do BatomAtravés do chamado “Lobby do Batom” (organizado por diversas feministas e pelas 26 deputadas federais constituintes), movimentos de mulheres garantem que a Constituição Federal inclua a igualdade formal de direitos entre mulheres e homens no Brasil.http://www.memoriaemovimentossociais.com.br/bancodeimagens/albums/userpics/10063/CNDMF066_.jpgEncontro Nacional Mulher e Constituinte - Encerramento
1986 - local não identificado. Fotógrafo: André Dussek/ Agil Fotojornalismo. http://www.memoriaemovimentossociais.com.br/bancodeimagens/displayimage.php?album=7&pos=34
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1988Luiza Erundina é eleita prefeita de São PauloÉ a primeira vez que uma mulher comanda a maior capital do país.
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5/14/19905/16/1990Planeta Fêmea na ECO-92Em 1992, cerca de 30 mil mulheres contruíram o Planeta Fêmea, no Rio de Janeiro, durante a Eco92, para formular uma agenda de luta das mulheres na luta contra o capitalismo verde. Em 2012, estes debates tiveram outro momento de visibilidade com Cúpula dos Povos, paralela à Conferência Rio+20, onde aconteceu o Território Global das Mulheres. Quer saber mais? Leia a publicação sobre o Planeta Fêmea - http://www.redeh.org.br/biblioteca/publicacoes-conteudo.asp?cod=40 - e a edição do Fêmea especial sobre a Cúpula dos Povos - http://goo.gl/JoUQZd.https://www.youtube.com/watch?v=m-Na3FwmG58Vídeo Planeta Fêmea. Direção: Maria Angelica Lemos e Márcia Meirelles.Realização: Brasileiras/Redeh/Idac. Planeta Fêmea na ECO-921
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1990Dia 28 de setembro é escolhido como Dia pela Descriminalização do Aborto na América Latina e CaribeNo V Encontro Feminista Latino-Americano e do Caribe (Argentina). ncontro teve como tema O Feminismo como movimento transformador: avaliação e perspectiva na América Latina. Cerca de 2.500 mulheres participaram do evento que teve como marco histórico a criação de várias redes latino-americanas voltadas para temas como violência doméstica e sexual, descriminalização do aborto, mulheres negras, saúde mental, entre outros. A passeata de encerramento teve lugar na capital argentina, a cidade de Buenos Aires, e reuniu cerca de 5.000 mulheres. http://www.mulheresemovimentos.com.br/fotos/med/091.jpgClaudia Ferreira. Disponível em: http://www.mulheresemovimentos.com.br/p_encontros.html3
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1990Comissão Nacional sobre a Questão da Mulher Trabalhadora RuralÉ criada no DNTR-CUT (Departamento Nacional de Trabalhadores Rurais) 1
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6/6/1992I Seminário Nacional da Mulher Indígenahttp://www.memoriaemovimentossociais.com.br/bancodeimagens/albums/userpics/10063/CNDMC022.JPGImagens: Banco de Imagens Memória e Movimentos Sociais1
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1993Seminário Nacional Políticas e Direitos Reprodutivos das Mulheres NegrasO seminário contou com a participação de organizações negras, feministas e do meio acadêmico e foi um marco para o movimento de mulheres negras ao destacar, no seu documento final, as posições das mulheres negras referentes às questões da liberdade reprodutiva, o controle das mulheres negras sobre sua própria fecundidade e a exigência de políticas públicas na área da saúde, educação e emprego.1
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1995Encontro das Mulheres Afro Latino-Americana e Caribenha é realizado em Santo Domingo, na República DominicanaNesta ocasião, foi instituído o 25 de julho como Dia da Mulher Afro-latino-americana e Caribenha, data incorporada na agenda política das organizações de mulheres negras brasileiras.3
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1995A Articulação de Mulheres Brasileiras é criadaEntre 1994 e 1995, a Articulação de Mulheres Brasileira mobilizou centenas de brasileiras para redigir um documento reivindicatório para a Conferência de Beijing. Depois da Conferência, a AMB continuou de organizando através dos fóruns de mulheres nos Estados e hoje é um importante movimento de mulheres nacional. Para saber mais: articulacaodemulheres.org.br. http://articulacaodemulheres.org.br/wp-content/themes/amb/images/logo.jpg1
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1995I Encontro Nacional de Mulheres da CONTAGÉ realizado e marca a criação da Comissão Nacional de Mulheres da Contag.1
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1996I ENLAC – Encontro Latino Americano e do Caribe de Trabalhadoras RuraisÉ realizado em Caucaia, Ceará, Brasil.3
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1996I Seminário Nacional de Lésbicas e Bissexuais - SENALEO tema foi: “Visibilidade, Saúde e Organização”. Realizado no Rio de Janeiro, marcou a história da organização das Lésbicas no Brasil como sendo a conquista de um espaço de discussão voltado exclusivamente para as Lésbicas. A partir deste dia, foi instituído o 29 de agosto, Dia Nacional da Visibilidade Lésbica.
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1999Criação das Revistas "Estudos Feministas" e "Cadernos Pagu"
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2000-08-03Marcha Mundial de Mulheres (MMM) e Marcha das MargaridasA Marcha Mundial das Mulheres surgiu em 2000 como uma grande mobilização de mulheres para uma campanha contra a pobreza e a violência no mundo todo, com o tema “2000 razões para marchar contra a pobreza e a violência sexista”. A inspiração para a Marcha foi uma manifestação realizada em 1995, em Quebec, no Canadá, quando 850 mulheres marcharam 200 quilômetros, pedindo, simbolicamente, “Pão e Rosas”. No Brasil, a Marcha se tornou um movimento de mulheres que hoje está presente em quase todas as regiões do país. Em conjunto é realizada a 1ª Marcha das Margaridas.http://vimeo.com/29809192Vídeo: Realização Marcha Mundial das Mulheres1
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2002Conferência Nacional de Mulheres Brasileiras Organizada por 10 redes e articulações de mulheres, mobilizou cerca de 5 mil mulheres e lançou a Plataforma Política Feminista.1
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2002Secretaria de Estados dos Direitos da Mulher é criada Ainda no Governo Fernando Henrique. Em 2003, no Governo Lula, que ganha status de Ministério e se torna Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM).http://www.panoticias.com.br/wp-content/uploads/2012/11/secretaria-de-politicas-para-as-mulheres.jpg1
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2002I Encontro das Mulheres Indígenas da Amazônia BrasileiraEvento ocorrido em Manaus, com participação de 70 lideranças (de 20 organizações e 30 povos indígenas). Seu objetivo geral é o de promover a participação das mulheres indígenas nas diversas instâncias assim como assegurar seus direitos, e também contribuir para o avanço do movimento indígena. Durante o encontro, foi criado o Departamento de Mulheres Indígenas (DMI/Coiab), com o objetivo de defender os seus direitos e interesses nos vários âmbitos de representação, nacional e internacional.1
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2004É instituído o Dia da Visibilidade Transsexual29 de janeiro se tornou o dia da visibilidade trans em 2004, quando ativistas transexuais participaram, no Congresso Nacional, do lançamento da primeira campanha contra a transfobia no país. O Dia tem o objetivo de ressaltar a importância da diversidade e respeito para o Movimento Trans, representado por travestis e transexuais. Para saber mais, acesse http://transfeminismo.comhttp://feminismo.org.br/web/wp-content/uploads/2015/01/visibilidade-trans-menor.jpghttp://feminismo.org.br/29-de-janeiro-dia-da-visibilidade-transsexual/
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2004I Conferência Nacional de Política para as Mulheres É realizada no Brasil e aprova recomendação para a revisão da legislação que pune o aborto.1
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2005X Encontro Feminista Latino Americano ocorre no Brasil, em São Paulo.3
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2006O Parlamento paquistanês aprova mudança na lei islãmica sobre o estuproAntes da mudança, lei exigia que uma mulher estuprada apresentasse como testemunhas quatro homens considerados "bons muçulmanos" ou, caso contrário, enfrentaria acusações de adultério.4
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2006A Lei Maria da Penha é sancionadaUma das mais importantes conquistas do movimento de mulheres, resultado de décadas de luta em torno do tema. http://www.compromissoeatitude.org.br/wp-content/uploads/2012/10/selo-maria_da_penha.jpgCampanha da Marcha das Vadias DF 20121
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2009I Cúpula de Mulheres Indígenas de Abya YalaÉ realizada em Puno, Peru. Mais de 2 mil mulheres estiveram presentes e participaram da atividade que antecedeu a Cúpula Continental de Povos Indígenas.3
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2010-01-01Governo DilmaPrimeira mulher presidenta do Brasil, e convocou nove mulheres para os ministérios, recorde de representação nesse tipo de cargo.2
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20011ª Marcha das Vadias do país acontece em São Paulo.A Marcha das Vadias é um movimento internacional de mulheres criado em abril de 2011 na cidade de Toronto, no Canadá, em resposta ao comentário de um policial que disse que, para evitar estupros em uma universidade, as mulheres deveriam parar de se vestir como “sluts” (vadias, em português). Assim, teve início a SlutWalk, em que mais de 3 mil mulheres canadenses foram às ruas para protestar contra o discurso de culpabilização das vítimas de violência sexual e de qualquer outro tipo de violência contra as mulheres. A partir daí, diversas manifestações semelhantes (SlutWalk, Marcha de las Putas, Marcha das Vadias) ocorreram em mais de 30 cidades, em diversos países – como Costa Rica, Honduras, México, Nicarágua, Suécia, Nova Zelândia, Inglaterra, Israel, Estados Unidos, Argentina e Brasil.Todas essas mulheres marcham por seu direito de ir e vir, seu direito de se relacionar com quem e da forma que desejarem e seu direito de se vestir da maneira que lhes convier sem a ameaça do estupro, sem a responsabilização da vítima e sem sofrer nenhum tipo de humilhação, repressão ou violência. A motivação principal da Marcha das Vadias é a situação, compartilhada por mulheres de todo o mundo, de cerceamento da liberdade e da autonomia, de medo de sofrer violência e da objetificação sexual.Para saber mais: http://blogueirasfeministas.com/tag/marcha-das-vadias/http://marchadasvadiasbr.files.wordpress.com/2012/05/477452_319354771467217_156169641119065_714979_2063647961_o.jpg?w=370&h=1
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