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2 | ANÁLISE DA MATRIZ CURRICULAR DE CURSOS DE GRADUAÇÃO - VERIFICAÇÃO DE INTERFACE COM BIM | |||||||||||||||||||||||||
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4 | Esta proposta foi desenvolvida por Érica de Sousa Checcucci no âmbito do trabalho da Célula BIM / UFPE a partir de discussões realizadas em reuniões da Célula e de referências prévias sobre o tema (CHECCUCCI, 2014; RODRIGUES; LIMA, 2017; ANDRADE, 2018) e atualizada em 2026 por ela e pela professora Regina Ruschel. A análise da matriz curricular deve ser realizada por uma equipe multidisciplinar de professores que tenha amplo conhecimento do projeto pedagógico do curso e em BIM. A avaliação deve ser feita a partir da análise da ementa de cada componente curricular. Caso surja alguma dúvida, consultar planos de ensino e/ou docentes responsáveis pelo componente. A interface do componente curricular com BIM será avaliada em 8 categorias diferentes (categorias A até H) e indicada neste sistema de representação. | |||||||||||||||||||||||||
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8 | 1 | Analisar a matriz curricular e verificar como são organizados seus componentes curriculares (ex.: núcleo básico, profissionalizante, núcleo de atividades, ...). Cada núcleo receberá uma cor e três tonalidades (clara, média e escura). | ||||||||||||||||||||||||
9 | 2 | Analisar o módulo de hora-aula do curso e verificar a necessidade de alteração da identificação de CH. No modelo proposto, a CH aumenta de 15/15h (15,30,45,...). Pode ser necessário ajustar de acordo com a característica específica do curso. | ||||||||||||||||||||||||
10 | 3 | Organizar as caixas de análise - uma para cada componente curricular - nos diferentes semestres. A planilha foi criada com Largura de coluna = 1,5 e Altura da Linha = 10. | ||||||||||||||||||||||||
11 | 4 | Identificar os componentes curriculares (colocar os nomes nas caixas). | ||||||||||||||||||||||||
12 | 5 | Pintar toda a caixa com a intensidade CLARA da cor do núcleo de componentes. Exceção é feita na parte superior, onde deve ser identificada a CH do componente, sendo pintado da primeira célula (15h) até a célula que identifica a CH total. | ||||||||||||||||||||||||
13 | 6 | Olhar a ementa da disciplina e verificar se existe interface com BIM. Caso surja alguma dúvida, consultar planos de ensino e/ou docentes responsáveis pelo componente. | ||||||||||||||||||||||||
14 | 7 | Marcar a categoria A: deixar tudo na cor clara ou pintar o nome do componente curricular e a identificação da CH do componente nas intensidades MÉDIA ou ESCURA. Pintar da mesma cor a caixa sem número no canto inferioe esquerdo da célula | ||||||||||||||||||||||||
15 | SIM | Existe interface clara com BIM: as células serão pintadas na intensidade ESCURA da cor do núcleo de componentes | ||||||||||||||||||||||||
16 | TALVEZ | Pode existir interface, a depender do foco que o docente dê ao curso: as células serão pintadas na intensidade MÉDIA da cor do núcleo de componentes | ||||||||||||||||||||||||
17 | NÃO | Se não existir interface, a célula continuará pintada na intensidade CLARA da cor do núcleo de componentes. | ||||||||||||||||||||||||
18 | 8 | Caso não exista interface (cor CLARA), passar ao próximo componente. | ||||||||||||||||||||||||
19 | 9 | Caso exista interface EVIDENTE ou POSSÍVEL (SIM/TALVEZ), analisar as demais categorias. | ||||||||||||||||||||||||
20 | 10 | Categoria B: Conceito. Identificar quais conceitos relacionados ao BIM podem ser trabalhados no componente curricular | ||||||||||||||||||||||||
21 | (1) Ciclo de vida da edificação | A célula relacionada ao conceito (1 a 10) deve ficar na cor CLARA (caso não seja possível trabalhar o conceito na disciplina), ou deve ser pintada na intensidade MÉDIA ou ESCURA (igual a utilizada no nome da disciplina e na CH). Mesmo procedimento será utilizado nas demais categorias. | ||||||||||||||||||||||||
22 | (2) Colaboração entre diferentes profissionais ao longo do ciclo de vida da edificação, alteração de fluxo de trabalho considerando demandas de terceiros | |||||||||||||||||||||||||
23 | (3) Interoperabilidade entre diferentes softwares/ferramentas utilizadas | |||||||||||||||||||||||||
24 | (4) Coordenação de processos, de projetos, de modelos BIM, etc. Envolve a discussão de conceitos relacionados liderança de equipes de trabalho. | |||||||||||||||||||||||||
25 | (5) Modelagem geométrica tridimensional - envolve conceitos iniciais de modelagem geométrica (operações boleanas, sweep, extrusão, entre outros). | |||||||||||||||||||||||||
26 | (6) Modelagem paramétrica - envolve a criação de objetos a partir de parâmetros e variáveis pré-definidas | |||||||||||||||||||||||||
27 | (7) Orientação a objetos - relaciona-se com a modelagem baseada em componentes que representam elementos do mundo real, combinando dados (atributos) e comportamentos. Objetiva a criação de classes, a identificação de relações entre elas (como associações, hierarquia e herança) | |||||||||||||||||||||||||
28 | (8) Semântica do modelo - relaciona-se à modelagem da informação no modelo BIM: inserção e extração da dados que ultrapassam sua geometria, como preço, fabricante,... | |||||||||||||||||||||||||
29 | (9) Visualização do modelo | |||||||||||||||||||||||||
30 | (10) Simulação e análise numérica | |||||||||||||||||||||||||
31 | 11 | Categoria C: Competências BIM possíveis de serem desenvolvidas | ||||||||||||||||||||||||
32 | (1) De gestão - que envolvem habilidades de tomada de decisão relacionadas ao trabalho com o BIM, liderança, planejamento estratégico e gestão organizacional | |||||||||||||||||||||||||
33 | (2) Administrativas - relaciona-se as atividades organizacionais necessárias para atingir e manter os objetivos estratégicos, como gestão de contratos e de recursos humanos | |||||||||||||||||||||||||
34 | (3) Funcionais, que envolvem habilidades gerais não técnicas necessárias para iniciar, gerenciar e entregar projetos | |||||||||||||||||||||||||
35 | (4) Operacionais - habilidades práticas para entregar um projeto ou parte/aspecto dele relacionado aos usos do BIM (ex. autoria de projeto, orçamentação, planejamento de obra, acompanhamento de obra ...). | |||||||||||||||||||||||||
36 | (5) Técnicas - habilidades necessárias para gerar resultados do projeto nas diferentes disciplinas e especialidades (inclui modelagem, documentação e gestão de modelos) | |||||||||||||||||||||||||
37 | (6) De implementação - habilidades para introduzir conceitos, ferramentas e fluxos de trabalho BIM em uma organização, desenvolvimento de componentes, padronização e treinamento de pessoas. | |||||||||||||||||||||||||
38 | 12 | Categoria D: Estágios da implementação BIM que podem ser trabalhados na disciplina | ||||||||||||||||||||||||
39 | (1) Modelagem | |||||||||||||||||||||||||
40 | (2) Colaboração | |||||||||||||||||||||||||
41 | (3) Integração | |||||||||||||||||||||||||
42 | 13 | Categoria E: Potencial de integração da disciplina - desenvolvimento de trabalhos junto com outros cursos ou disciplinas/alunos do mesmo curso no mesmo semestre ou em semestres diferentes | ||||||||||||||||||||||||
43 | (a) alunos de diferentes cursos | |||||||||||||||||||||||||
44 | (b) integração com disciplinas/alunos do mesmo semestre | |||||||||||||||||||||||||
45 | (c) Integração com disciplinas/alunos de outro semestre | |||||||||||||||||||||||||
46 | 14 | Categoria F: ciclo de vida. Avaliar qual etapa do ciclo de vida da edificação pode ser trabalhada no componente curricular | ||||||||||||||||||||||||
47 | (1) Estudo de viabilidade | |||||||||||||||||||||||||
48 | (2) Projetação | |||||||||||||||||||||||||
49 | (3) Planejamento da construção | |||||||||||||||||||||||||
50 | (4) Construção | |||||||||||||||||||||||||
51 | (5) Uso: operação/manutenção | |||||||||||||||||||||||||
52 | (6) Demolição ou requalificação | |||||||||||||||||||||||||
53 | 15 | Categoria G: disciplinas. Avaliar quais disciplinas podem ser trabalhadas no componente curricular. Observar que esta categoria varia para cursos de AU e de EC!!! | ||||||||||||||||||||||||
54 | Categoria G - Arquitetura e Urbanismo | Categoria G - Engenharia Civil | ||||||||||||||||||||||||
55 | (1) Arquitetura da edificação | (1) Arquitetura | ||||||||||||||||||||||||
56 | (2) Sistemas construtivos e estruturais | (2) Estrutura | ||||||||||||||||||||||||
57 | (3) Conforto ambiental | (3) Instalações elétricas | ||||||||||||||||||||||||
58 | (4) Arquitetura de Interiores | (4) Instalações hidráulicas | ||||||||||||||||||||||||
59 | (5) Instalações e equipamentos | (5) Instalações mecânicas | ||||||||||||||||||||||||
60 | (6) Arquitetura da paisagem | (6) Outros | ||||||||||||||||||||||||
61 | (7) Urbanismo e desenho urbano | |||||||||||||||||||||||||
62 | (8) Patrimônio arquitetônico, urbanístico e paisagístico | |||||||||||||||||||||||||
63 | 16 | Categoria H: : Tipo de competência. Verificar se será possível o trabalho/discussão teórica e/ou prática durante o desenvolvimento do componente curricular | ||||||||||||||||||||||||
64 | (1) Conceitual | |||||||||||||||||||||||||
65 | (2) Prática | |||||||||||||||||||||||||
66 | 17 | Após avaliar todos componentes, sistematizar as análises, identificando: | ||||||||||||||||||||||||
67 | Visão geral da matriz curricular: componentes que não possuem ou que possuem interface (posível ou evidente) com BIM em cada núcleo do curso. | |||||||||||||||||||||||||
68 | Componentes com interface possível ou clara com BIM em cada núcleo do curso. | |||||||||||||||||||||||||
69 | Componentes com interface clara com BIM em cada núcleo do curso. | |||||||||||||||||||||||||
70 | Que conceitos sobre BIM podem ser trabalhados e em que componentes curriculares (categoria B) | |||||||||||||||||||||||||
71 | Competências de domínio técnico do execução BIM que podem ser desenvolvidas ao longo do curso (categoria C) | |||||||||||||||||||||||||
72 | Estágios de implementação trabalhados ao longo do curso (categoria D) | |||||||||||||||||||||||||
73 | Potencial de integração do currículo: entre disciplinas de mesmo curso ou com cursos diferentes (categoria E) | |||||||||||||||||||||||||
74 | Etapas do ciclo de vida da edificação que podem ser trabalhadas (categorias F) | |||||||||||||||||||||||||
75 | Disciplinas que podem ser trabalhadas no contexto BIM ao longo do curso (categoria G) | |||||||||||||||||||||||||
76 | Componentes que podem trabalhar questões conceituais x questões práticas relacionadas ao BIM (categoria H) | |||||||||||||||||||||||||
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78 | 18 | Realizar análises globais sobre a matriz curricular vigente no curso | ||||||||||||||||||||||||
79 | Dentro das análises realizadas, identificar o que o curso pode ofertar e o que ele não pode ofertar relacionado com BIM. | |||||||||||||||||||||||||
80 | Identificar componentes que tem possibilidades de aprofundamento em BIM (eletivas, optativas, núcleos de atividades,...) e que estejam num semestre mais avançado do curso e/ou componentes que podem trabalhar lacunas identificadas no curso. | |||||||||||||||||||||||||
81 | Passar a próxima fase do processo de implantação de BIM no curso. | |||||||||||||||||||||||||
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85 | REFERÊNCIAS ANDRADE, 2018. Implementação de BIM no ensino: adequação de matrizes curriculares de cursos de arquitetura através da identificação da permeabilidade de conteúdo. Dissertação (Mestrado acadêmico) – UFJF – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo. 2018. CHECCUCCI, E. S. Ensino-aprendizagem de BIM nos cursos de graduação em Engenharia Civil e o papel da Expressão Gráfica neste contexto. 235 f. il. 2014. Tese (Doutorado em Difusão do Conhecimento) – Faculdade de Educação, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2014. RODRIGUES; LIMA, 2017. Mapeamento de interfaces entre disciplinas de Engenharia Civil e o paradigma BIM. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO, 1.; SIMPÓSIO BRASILEIRO DE GESTÃO E ECONOMIA DA CONSTRUÇÃO, 10., 2017, Ceará, Brasil. Anais... Fortaleza: UFC, 2017. | |||||||||||||||||||||||||
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