LUIZ ROMERO
LITERATURA
ROMANTISMO BRASILEIRO
POESIA
24/02/2022
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ARTE: RAPHAEL DAVID
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INTRODUÇÃO AOS ESTUDOS DO ROMANTISMO
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AS ORIGENS DO ROMANTISMO
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CARACTERÍSTICAS E COMENTÁRIOS:
Pintura de Antoine-Jean Gros (1771-1835)
Moça com livro Almeida Júnior
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1. CONTEXTO SOCIAL / POLÍTICO / ECONÔMICO
ASCENSÃO
DA
BURGUESIA
REVOLUÇÃO
FRANCESA (1789)
IMPLANTAÇÃO
DEFINITIVA
DO CAPITALISMO
– Livre concorrência
– 1ª Revolução Industrial
– Liberalismo econômico, filosófico,
social
– Democratização da arte e da vida
política
– Criação de escolas
– Alfabetização geral
– Desenvolvimento da imprensa
ROMANTISMO (Arte da burguesia em ascensão)
INTRODUÇÃO AO ROMANTISMO
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ROMANTISMO BRASILEIRO
VIGÊNCIA HISTÓRICA
Arte identificada com a Independência política (1822)
Nacionalismo Ufanista
• Regionalismo
• Culto à natureza
• Procura de uma língua brasileira
1836 – Suspiros poéticos e saudades, de Gonçalves de Magalhães.
1871 – Morte do último poeta romântico de valor: Castro Alves.
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GERAÇÃO | DENOMINAÇÃO | COMPONENTES | MODELOS POÉTICOS | TEMAS |
1.ª | Nacionalista/ Indianista | • Gonçalves de Magalhães • Gonçalves Dias | Chateaubriand e Lamartine | – O ÍNDIO / A NATUREZA – A SAUDADE DA PÁTRIA – A RELIGIOSIDADE – O AMOR IMPOSSÍVEL |
2.ª | Byroniana / Subjetivista / Ultra-Romantismo | • Álvares de Azevedo / Casimiro de Abreu /Fagundes Varela / Junqueira Freire | Byron e Mussett | – A DÚVIDA / O TÉDIO / – A MORTE / A INFÂNCIA – O MEDO DO AMOR – O SOFRIMENTO /ORGIA – SATANISMO |
3.ª | Liberal / Social / Condoreira |
| Vitor Hugo | – DEFESA DE CAUSAS HUMANITÁRIAS – DENÚNCIA DA ESCRAVIDÃO – AMOR ERÓTICO |
ROMANTISMO – POESIA
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POESIA DO ROMANTISMO
1823 - 1864
1831 - 1852
1847 - 1871
PRIMEIRA GERAÇÃO
SEGUNDA GERAÇÃO
TERCEIRA GERAÇÃO
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Canção do exílio
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar –sozinho, à noite–
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
(Gonçalves dias – Portugal,1843)
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02. Gonçalves Dias consolidou o romantismo no Brasil. Sua "'Canção do exílio" pode ser considerada tipicamente romântica porque
a) apoia-se nos cânones formais da poesia clássica greco-romana; emprega figuras de ornamento, até com certo exagero.
b) exalta terra natal; é nostálgica e saudosista; o tema é tratado de modo sentimental e emotivo..
c) utiliza-se do verso livre, como ideal de liberdade criativa; erudita; glorifica o canto dos pássaros e a vida selvagem.
d) poesia e música se confundem, como artifício simbólico; a natureza e o tema bucólico são tratados com objetividade.
e) refere-se à vida com descrença e tristeza; utiliza-se do exílio como o meio adequado de referir-se à evasão da realidade.
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O poema I-Juca-Pirama (Últimos Cantos – 1851) é composto de dez cantos e narra história de um jovem índio guerreiro (I-juca-pirama – “aquele que vai morrer”, da nação Tupi – tribo Timbira), que caiu prisioneiro de outra tribo (Aimoré). Tendo de cuidar do pai velho e cego, ele se humilha diante de seus inimigos, pedindo-lhes que o deixem ir para cuidar do velho pai. Ao tomar conhecimento do ocorrido, o velho guerreiro se sente destroçado em seus sentimentos de orgulho de índio valente e lança a maldição sobre o filho.
Tu choraste em presença da morte?
Na presença de estranhos choraste?
Não descende o cobarde do forte;
Pois choraste, meu filho não és!
Possas tu, descendente maldito
De uma tribo de nobres guerreiros,
Implorando cruéis forasteiros,
Seres presa de vis Aimorés.
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Possas tu, isolado na terra,
Sem arrimo e sem pátria vagando,
Rejeitado da morte na guerra,
Rejeitado dos homens na paz,
Ser das gentes o espetro execrado;
Não encontres amor nas mulheres,
Teus amigos, se amigos tiveres,
Tenham alma inconstante e falaz!
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LEMBRANÇA DE MORRER
Quando em meu peito rebentar-se a fibra,
Que o espírito enlaça à dor vivente,
Não derramem por mim nem uma lágrima
em pálpebra demente.
E nem desfolhem na matéria impura
A flor do vale que adormece ao vento:
Não quero que uma nota de alegria
Se cale por meu triste passamento.
Eu deixo a vida como deixa o tédio
Do deserto, o poento caminheiro
– Como as horas de um longo pesadelo
Que se desfaz ao dobre de um sineiro;
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02. Na terceira estrofe, há uma inversão de perspectivas dos conceito de vida e de morte. O poeta compara a vida a um longo pesadelo – imagem usualmente concebida para a morte. Aqui se torna claro que o eu lírico concebe a vida como um sofrimento, para o qual só uma saída: a morte – uma das principais características do ultrarromantismo:
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O Navio Negreiro – 1ª
‘Stamos em pleno mar...doudo no espaço
Brinca o luar – dourada borboleta –
E as vagas após ele correm...cansam
Como turbas de infantes inquieta.
‘Stamos em pleno mar... Do firmamento
Os astros saltam como espumas de ouro...
O mar em troca acende as ardentias,
– Constelações do líquido tesouro.
‘Stamos em pleno mar... Dois infinitos
Ali se estreitam num abraço insano
Azuis, dourados, plácidos, sublimes...
Qual dos dous é o céu? Qual o oceano?...
“Navio Negreiro”, de Rugendas, 1830
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01. Nessa primeira parte do poema, o cenário apresenta-se equilibrado e harmonioso. Que elementos da natureza compõem o cenário?
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02. Pelas estrofes do famoso poema O Navio Negreiro nota-se que o eu lírico manifesta a linguagem pontuada de eloquência. É a poesia como instrumento de uma causa, que define a função do poeta como a função da denúncia. É a poesia do artista que não quer mais fugir da vida e do mundo, mas sim lutar para modificá-los. Tentando sensibilizar setores da sociedade com relação a valores como a liberdade e justiça. Essa geração recebeu a denominação de
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Navio negreiro – 4ª
Era um sonho dantesco... o tombadilho
Que das luzernas avermelha o brilho,
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros... estalar do açoite...
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar...
Negras mulheres, suspendendo às tetas
Magras crianças, cujas bocas pretas
Rega o sangue das mães:
Outras, moças... mas nuas, espantadas,
No turbilhão de espectros arrastadas,
Em ânsia e mágoa vãs!
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Leia o texto que segue e responda à questão proposta.
Palmares! A ti meu grito!
A ti, barca de granito,
Que no soçobro infinito
Abriste a vela ao trovão,
E provocaste a rajada,
Solta a flâmula agitada
Aos uivos da marujada,
Nas ondas da escravidão.
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01. Da estrofe do poema “Saudação a Palmares”, de Castro Alves, reflete um posicionamento típico