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ADEILDO

ALVES

ARTE

ELEMENTOS DA ARTE VISUAL:

MODERNISMO BRASILEIRO E VANGUARDAS

21/02/2022

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Composição Visual

Todos os trabalhos de arte visual são composições, e, para compreendê-las, é necessário conhecer os elementos que estruturam a linguagem e os princípios que regem a combinação desses elementos.

A composição é a organização ou arranjo dos elementos da arte visual de acordo com os princípios da arte visual.

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Elementos das artes visuais

Os elementos que estruturam a linguagem visual são chamados de elementos formais. Estes elementos fazem parte de objetos de arte visual, como as imagens, as esculturas, os edifícios e transmitem muitos sentimentos e sensações. Os elementos formais são:

  • Ponto
  • Linha
  • Forma
  • Textura
  • Figura
  • Cor
  • Espaço

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Cor

Nós vemos as cores por causa da luz. Cada coisa neste mundo, quando iluminada, emite ondas que nos fazem ver determinada cor.

Cor - luz

Cor - pigmento

Imagem: Colouring pencils / Michael Maggs /  Creative Commons - Atribuição - Partilha nos Mesmos Termos 3.0 Não Adaptada

Imagem: Where Rainbow Rises / Wing-Chi Poon / Creative Commons - Atribuição - Partilha nos Mesmos Termos 2.5 Genérica

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Nas artes visuais, falaremos das cores pigmento:

As cores primárias - elas são chamadas primárias porque com elas fazemos todas as outras cores.

Y

M

C

Amarelo, Magenta e Ciano

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Cores secundárias - são aquelas que conseguimos com a mistura de duas cores primárias em partes iguais.

=

=

=

Obs.: O preto é mistura de todas as cores e o branco é a ausência de cor, de pigmento.

Imagem: Subtractive Color / SharkD / Domínio Público

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+

=

As cores terciárias, que conseguimos com a mistura das cores secundárias entre si, criam o marrom e seus tons e são as chamadas cores terrosas.

A mistura do preto e do branco cria os mais variados tons de cinza.

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Cores frias e cores quentes

Denominam-se cores quentes aquelas que vão do vermelho ao amarelo; e cores frias, as gradações do azul ao verde.

Imagem: Mapa de cores / Fábio Soldá Barbosa Araujo /  GNU Free Documentation License

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Espaço

O espaço, na linguagem visual, pode ser definido como:

Tridimensional: é o espaço real, onde as obras de arte tridimensionais estão situadas. No espaço tridimensional, as formas têm altura, largura e profundidade. Elas ocupam lugar no espaço. Elas são usadas na arquitetura, nas esculturas e nos objetos utilitários.

Torre de Cristal Francisco Brennand

vista de perto. Recife-PE

Imagem: Esculturas Brennand / Paulo Camelo / GNU Free Documentation License

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Cidade, Cícero Dias

Bidimensional

É a representação do espaço tridimensional em uma superfície bidimensional, como a superfície do papel ou a tela da pintura.

Imagem: Cidade / Cicero Dias / http://poemargens.blogspot.com.br/2009/05/dante-milano.html

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Princípios da linguagem visual

Podemos organizar os elementos da linguagem seguindo alguns princípios. Os artistas visuais utilizam os elementos a fim de criarem um trabalho especial e pessoal, que resulta em expressão.

  • Equilíbrio
  • Ênfase
  • Proporção
  • Movimento

Os princípios da linguagem visual são:

  • Ritmo
  • Padrão
  • Harmonia

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Equilíbrio

O equilíbrio cria uma sensação de estabilidade ao olharmos para uma obra de arte visual.

“O julgamento de Páris” (1635-1637),

de Rubens

Simetria

�Existe um equilíbrio entre o espaço, as formas, as texturas e as cores.

Imagem: The Judgment of Paris / Peter Paul Rubens / Domínio Público

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Assimetria

As formas e cores equilibram-se de maneira informal.

Pierrot tocando violão,

de Juan Gris

Imagem: Pierrot Playing Guitar / Juan Gris / Public Domain

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TENDÊNCIAS DE VANGUARDA QUE INSPIRARAM O MODERNISMO NO BRASIL

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“A Listra Verde (Madame Matisse)

Matisse - 1905

“Dança”

Matisse - 1909

FAUVISMO – França - 1904 a 1908

‘Embriagados pela cor’

Obra: The green line, 1905 / Henri Matisse / Statens Museum for Kunst, Copenhagen

Obra: La Danse / Henri Matisse / State Hermitage Museum of Saint Petesburg, Russia.

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CUBISMO – 1908 a 1914

Pablo Picasso

(1881-1973)

Les Demoiselles d’Avignom (1907)

Imagem: Pablo Picasso. Revista Vea y Lea /

Domínio público

Imagem: Les Demoiselles d’Avignom(1907) / Pablo Picasso /

Acervo do Museum of Modern Art, New York

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EXPRESSIONISMO – Alemanha – 1905 a 1910

A arte passa a expressar os sentimentos e não as imagens do mundo real.

A tendência subjetiva em que se fundamentou muito da arte do século XX começou com Van Gogh, Gauguin e Munch no fim do século XIX. Mas, foi na Alemanha, em 1905, que o expressionismo atingiu a maturidade.

Os mestres desse movimento: Ernest Ludwig Kirchner (1880-1938), Wassily Kandinsky (1866-1944), Paul Klee (1879-1940).

Vinha Vermelha em Arles, 1888, Van Gogh

Autorretrato com halo, 1889, Paul Gauguin

Imagem: Paul Gauguin / The Yorck Project: 10.000 Meisterwerke der Malerei / Domínio público

Obra: Vincent van Gogh /

Domínio Público

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O MODERNISMO BRASILEIRO

Imagem: Cartaz da Semana de Arte Moderna de 1922 / Di Cavalcanti / Acervo do Instituto de Estudos Brasileiros - USP - Arquivo Anita Malfatti / http://www.arquitetonico.ufsc.br/wp-content/uploads/semana-de-arte-moderna-de-1922.jpg

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Antes dos anos 20, são feitas em São Paulo duas exposições de pintura que colocam a arte moderna de um modo concreto para os brasileiros: a de Lasar Segall, em 1913 e a de Anita Malfatti, em 1917.

Imagem: A Família/ Lasar Segall / http://www.febf.uerj.br/pesquisa/semana_22.html

Imagem: A estudante/ Anita Malfatti / Museu de Arte de São Paulo Assis / Copyright - Elizabeth Cecília Malfatti

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Vindo da Alemanha, o pintor Lasar Segall realizou uma exposição em São Paulo e outra em Campinas, ambas recebidas com uma fria polidez.

Desanimado, Segall seguiu de volta à Alemanha, só retornando ao Brasil dez anos depois, quando os ventos sopravam mais a favor.

Imagem: Perfil de Zulmira / Lasar Segall / Museu de arte contemporânea da universidade de São Paulo / Direitos do MAC

Imagem: Os mercadores/ Lasar Segall / http://www.mac.usp.br/mac/templates/projetos/seculoxx/modulo2/modernismo/artistas/segall/obras.htm

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A exposição de Anita Malfatti em 1917, recém chegada dos Estados Unidos e da Europa, foi outro marco para o Modernismo brasileiro. As obras da pintora, então afinadas com as tendências vanguardistas do exterior, chocaram grande parte do público, causando violentas reações da crítica conservadora.

Imagem: A boba/ Anita Mafaltti/ Museu de arte contemporânea da universidade de São Paulo / Copyright - Elizabeth Cecília Malfatti

Imagem: O homem amarelo / Anita Mafaltti / Ilustração do colega Mario de Andrade / Instituto de Estudos Brasileiros da USP/ Copyright - Elizabeth Cecília Malfatti.

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Dessa polêmica, o artigo de Monteiro Lobato para o jornal O Estado de S. Paulo, intitulado: “A propósito da Exposição Malfatti”, publicado na seção “Artes e Artistas” da edição de 20 de dezembro de 1917, foi a reação mais contundente dos espíritos conservadores.

Imagem: Monteiro Lobato/  "Nosso Século" (1980) da Editora Abril / Public Domain

Imagem: O farol / Anita Mafaltti / Col. Chateaubriand Bandeira de Mello / Copyright - Elizabeth Cecília Malfatti.

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No artigo publicado nesse jornal, Monteiro Lobato, preso a princípios estéticos conservadores, afirma que “todas as artes são regidas por princípios imutáveis, leis fundamentais que não dependem do tempo nem da latitude”.

Imagem: Meu irmão Alexandre/ Anita Mafaltti / Copyright - Elizabeth Cecília Malfatti http://www.fapesp.br/publicacoes/anita/apresentacao.html#

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Imagem: Morro Vermelho / Lasar Segall / Museu Lasar Segall / http://www.museusegall.org.br/mlsItem.asp?sSume=2&sItem=125

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Imagem: Retirantes / Candido Portinari / Col. Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand / http://www.proa.org/exhibiciones/pasadas/portinari/salas/id_portinari_retirantes.html

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Imagem: Os operarios/ Tarsila do Amaral / Acervo Artístico-Cultural dos Palácios do Governo do Estado de São Paulo / http://www.revistadehistoria.com.br/secao/em-dia/yes-nos-temos-muito-mais-que-bananas

Imagem: Abaporu / Tarsila do Amaral / Colección Costantini (Buenos Aires, Argentina) / Material protegido por direitos autorais no Brasil até 2043. / http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Abaporu.jpg

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Sobre a Semana de Arte Moderna, é incorreto afirmar:

  1. evento realizado em São Paulo no ano de 1922, tinha como principal objetivo ratificar os padrões estéticos vigentes à época frente às investidas de um grupo de jovens artistas que propunha a renovação radical no campo das artes influenciados pelas vanguardas europeias.
  2. o principal foco de descontentamento com a ordem estética estabelecida estava no campo da literatura (e da poesia, em especial). Exemplares do Futurismo italiano chegavam ao país e começavam a influenciar alguns escritores, como Oswald de Andrade e Guilherme de Almeida.
  3. Alvo de críticas e em parte ignorada, a Semana não foi bem entendida em sua época. Esse evento ocorreu no contexto da República Velha, controlada pelas oligarquias cafeeiras e pela política do café com leite. O capitalismo crescia no Brasil, consolidando a República e a elite paulista, esta totalmente influenciada pelos padrões estéticos europeus mais tradicionais.

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d) Os modernistas não apresentavam um projeto estético em comum, mas entre eles imperava a ideia de que era preciso renovar, dar às artes características genuinamente brasileiras. Para os jovens artistas, era indispensável a ruptura com a tradição clássica para abolir os moldes europeus que ditavam as regras na literatura, nas artes plásticas, na arquitetura, na música etc.

e) A Semana de Arte Moderna de 1922 foi uma consequência do nacionalismo emergente da Primeira Guerra Mundial e também do entusiasmo dos jovens intelectuais brasileiros pelas comemorações do Centenário da Independência do Brasil.

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A Semana de Arte Moderna é considerada como um divisor de águas para a cultura brasileira porque:

  1. propôs a continuação da tradição e o apego à literatura clássica, mas, ao mesmo tempo, deixou-se influenciar pelos movimentos de vanguarda que eclodiam na Europa no início do século XX.
  2. antecipou as renovações artísticas que só se consolidariam a partir da década de 1950 com o Concretismo, corrente literária liderada pelos poetas Décio Pignatari e os irmãos Haroldo e Auguso de Campos.
  3. foi considerada como a primeira manifestação coletiva pública na história cultural de nosso país em favor de um espírito novo e moderno que contrariasse a arte tradicional de teor conservador que predominava no Brasil desde o século XIX.
  4. uniu técnicas literárias de maneira inédita na literatura, mesclando as influências oriundas das vanguardas europeias com o Naturalismo e o Simbolismo, estéticas em voga no século XIX. Essa simbiose temática proporcionou a criação de uma nova linguagem, que em muito lembrava aquela empregada no período Barroco de nossa literatura.

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