FÍSICA I
CAPÍTULO 2 – CINEMÁTICA DO MOVIMENTO RETILÍNEO
(parte 2)
FIS01066
Aula 003
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CAPÍTULO 2 – CINEMÁTICA DO MOVIMENTO RETILÍNEO
2.6 – Velocidade instantânea e velocidade escalar:
Muitas vezes não estamos interessado na média durante um intervalo, mas sim no valor em um determinado instante dentro do intervalo
Reduzir Δt ao redor de tx
Δt → 0
Δttot
tx
tx
tx
tx
tx
A velocidade instantânea no instante tx é definida como o valor limite da velocidade média quando Δt → 0 ao redor de tx
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CAPÍTULO 2 – CINEMÁTICA DO MOVIMENTO RETILÍNEO
Definição de derivada de x em relação à t
A velocidade instantânea no instante tx nos dá a taxa de variação da posição em função do tempo naquele instante tx
A velocidade escalar é definida como o módulo da velocidade instantânea
A velocidade instantânea no ponto P é a tangente da curva x(t) naquele ponto
Exemplo: vamos calcular a derivada da função:
Mas sabemos
Exemplo: vamos calcular a derivada da função:
Assim
Regra para derivada de termos de polinômios:
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Exemplo 2.2
CAPÍTULO 2 – CINEMÁTICA DO MOVIMENTO RETILÍNEO
A posição de uma partícula é dada por:
onde x é dado em metros e t em segundos.
a) Qual a velocidade instantânea em t = 2,00 s? Ela é constante ou varia para outros instantes?
A derivada de uma soma é igual à soma das derivadas dos termos individuais
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CAPÍTULO 2 – CINEMÁTICA DO MOVIMENTO RETILÍNEO
Rta: Se t = 2,00 s, então
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b) Compare as velocidades médias nos intervalos listados abaixo com a velocidade instantânea em t = 2 s (ponto médio dos intervalos). Esboce o gráfico x vs t para o movimento.
I. Δt1 de 0 a 4 s
II. Δt2 de 0,5 a 3,5 s
III. Δt3 de 1,5 a 2,5 s
t (s) | x (m) |
0,000 | 2,00 |
0,500 | 2,00 |
1,00 | 2,06 |
1,50 | 2,46 |
2,00 | 3,24 |
2,50 | 4,51 |
3,00 | 6,38 |
3,50 | 9,00 |
4,00 | 12,32 |
Δt → 0
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CAPÍTULO 2 – CINEMÁTICA DO MOVIMENTO RETILÍNEO
x (m)
t (s)
1
2
3
4
0,5
1,5
2,5
3,5
8
10
12
4
6
2
0
Δt1
Δt2
Δt3
A velocidade instantânea é igual à declividade da reta tangente à curva x vs. t no ponto correspondente àquele instante
t = 2,00 s
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CAPÍTULO 2 – CINEMÁTICA DO MOVIMENTO RETILÍNEO
A velocidade instantânea pode ser positiva ou negativa grandeza Vetorial
x
t
x
t
v é positiva
v é negativa
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Exemplo: variação da derivada de uma função matemática
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Unidade:
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2.7 – Aceleração média e aceleração instantânea:
Aceleração é a medida da rapidez com a qual a velocidade de uma partícula é alterada.
A aceleração média é dada pela razão entre a variação da velocidade de uma partícula e o tempo gasto durante tal variação, desde um instante inicial ti até um instante final tf
Unidade: m/s2
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CAPÍTULO 2 – CINEMÁTICA DO MOVIMENTO RETILÍNEO
A aceleração instantânea no instante tx é definida como o valor limite da aceleração média quando Δt → 0 ao redor de tx
A aceleração instantânea no instante tx nos dá a taxa de variação da velocidade em função do tempo naquele instante tx
A aceleração instantânea pode ser positiva ou negativa grandeza Vetorial
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Exemplo 2.3 (H.R., 8ª ed, ex. 2.2)
Um elevador, inicialmente em repouso, desloca-se para cima e depois pára. O gráfico x vs. t correspondente ao seu movimento é apresentado abaixo.
5
10
15
20
25
0
x (m)
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
t (s)
A
B
C
D
(3;4)
(8;24)
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a) Construa o gráfico v vs. t a partir do gráfico x vs. t
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5
10
15
20
25
0
x (m)
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
t (s)
1
2
3
4
0
v (m/s)
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
t (s)
A velocidade instantânea é igual à declividade da reta tangente à curva x vs. t no ponto correspondente àquele instante
A
A
B
B
C
C
ΔxB-C
ΔtB-C
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b) Que informação relativa à posição é possível se extrair do gráfico v vs. t ?
1
2
3
4
0
v (m/s)
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
t (s)
Área
A1
A2
A3
Áreatotal = 26 m = Δxtotal
É possível calcular a variação da posição (deslocamento)
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c) Construa o gráfico a vs. t a partir do gráfico v vs. t
1
2
3
4
0
v (m/s)
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
t (s)
- 4
- 2
2
4
0
a (m/s2)
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
t (s)
A aceleração instantânea é igual à declividade da reta tangente à curva v vs. t no ponto correspondente àquele instante
Δv
Δt
Δv
Δt
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d) Esboce como um passageiro se sentiria dentro do elevador, para cada trecho do percurso.
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- 4
- 2
2
4
0
a (m/s2)
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
t (s)
O corpo humano é muito sensível à aceleração, mas não à velocidade
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Cel. J. P. Stapp é acelerado a uma velocidade alta e depois freado
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Exemplo 2.4
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A equação do movimento de uma partícula é dada por
, onde x é dado em m e t em s.
a) Determine v e a para essa partícula
b) A v será nula em algum instante durante o movimento?
-50
x
(m)
0
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c) Descreva em detalhe o movimento da partícula
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- Inicialmente (t = 0 s) a partícula se encontra na posição x0 = 4 m, de onde parte com velocidade inicial v0 = - 27 m/s e aceleração nula. Portanto, a partícula inicia seu movimento movendo-se na direção negativa do referencial
4
v0
- Entre t = 0 e t = 3 s a partícula se move com velocidade negativa variável, se deslocando portanto para a esquerda. Mas nesse intervalo a aceleração cresce positivamente, fazendo com que a velocidade diminua em módulo. Em t = 3 s a velocidade atinge módulo zero (é nula) e a aceleração é positiva, o que indica que a partícula passará a se mover para a direita. A posição onde a inversão do movimento ocorre é x = -50 m.
x
(m)
0
4
v
a
v
a
V = 0 m/s
a
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CAPÍTULO 2 – CINEMÁTICA DO MOVIMENTO RETILÍNEO
- A partir de t = 3 s a partícula passa a se mover para a direita, indefinitivamente, com velocidade e aceleração positivas, continuamente aumentando em módulo. Por exemplo, em t = 5 s a partícula estará em x = -6 m, com v = 48 m/s e a = 30 m/s2.
x
(m)
0
-6
v
a
Lembrete:
Se uma partícula está “freando”, isso NÃO quer dizer que sua aceleração tem que ser negativa. Da mesma forma, se a partícula está “acelerando” isso NÃO implica que o sinal da aceleração tem que ser positivo.
Quando a e v têm sinais opostos, |v| diminui 🡪 partícula “freando”
Quando a e v têm o mesmo sinal, |v| aumenta 🡪 partícula “acelerando”
Até a próxima aula ...