CIDADES CRIATIVAS, INTELIGENTES E SUSTENTÁVEIS — UNISINOS · 2026/2
SÃO JOSÉ 2036
Do quintal à rede
Como pequenas iniciativas de agricultura urbana podem transformar um território em dez anos
Sapucaia do Sul — RS | 2026 → 2036
Autor: Fábio Wlademir Rodrigues Da Silva�R.A. 1982628�fabiosilva12@edu.unisinos.br��
O PONTO DE PARTIDA
E se uma horta fosse mais do que uma horta?
Alimentos
Biodiversidade
Consciência ambiental
Aproveitamento de resíduos
Conhecimento
Relações
Inovação
Pertencimento
A pergunta deste projeto
Como transformar pequenas iniciativas já existentes no bairro São José em uma rede capaz de produzir um futuro mais criativo, inteligente e sustentável?
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NÃO COMEÇAMOS DO ZERO
Sementes que já existem no território
Fábio
Horta suspensa em espaço reduzido, com estrutura vertical e compartilhamento de excedentes com vizinhos.
Sr. Adão
Espaço residencial em preparação para receber uma nova horta suspensa — o território que está nascendo.
Gerson e colaboradores
Potencial de articulação entre moradores, base para a futura rede territorial.
Não começamos do zero. Começamos de algo que já existe — e imaginamos até onde essa lógica pode chegar em dez anos.
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A CARTOGRAFIA EM CAMPO
O que já foi registrado no território
Visitas, conversas e fotografias reais feitas nos quintais do São José e de bairros vizinhos — a base empírica desta cartografia.
Sr. Augusto
Lomba da Palmeira
Cláudia
Piratini
Fábio
São José
Sr. Adão
São José (em preparação)
Fotografias cedidas pelos retratados para fins acadêmicos.
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ETAPA 1 · CARTOGRAFIA
O mapa que não mostra apenas ruas
Inspirada em Deleuze e Guattari, a cartografia sensível não representa o território — ela se envolve com ele. É um mapa vivo, em construção, que registra fluxos, relações e afetos: aquilo que é visível e também aquilo que é invisível.
Fluxos
Pessoas, alimentos, resíduos, água, informação.
Relações
Vizinhança, colaboração, troca de saberes.
Afetos
Pertencimento, memória, cuidado.
Potências
Espaços, habilidades, equipamentos, iniciativas.
“Cartografar é se envolver com o espaço, mais do que apenas representá-lo.”
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CARTOGRAFIA SENSÍVEL
Dois territórios no mesmo bairro
O QUE É VISÍVEL
O São José que podemos fotografar
Residências e apartamentos
Áreas verdes e ruas
Comércio local
Hortas já existentes
Materiais descartados
Equipamentos e escolas
O QUE É INVISÍVEL
O território das capacidades
Sementes
Ferramentas
Conhecimento técnico
Espaço disponível
Equipamento reaproveitável
Tempo e disposição para colaborar
Isoladamente: recursos dispersos. Conectados: infraestrutura comunitária.
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CARTOGRAFIA SENSÍVEL
Três territórios sobrepostos no bairro
Território físico
Casas, ruas, prédios, terrenos e equipamentos.
Território social
Pessoas, vizinhos, colaboradores, conhecimentos e relações.
Território digital
Dados, comunicação, sensores, mapas, inteligência artificial e participação.
São José 2036 é a conexão desses três territórios.
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MULTIPLICANDO A LÓGICA
E se pudéssemos multiplicar essa lógica?
Quintais
Sacadas de apartamento
Janelas e corredores
Pátios
Escolas
Condomínios
Não propomos ocupar a cidade com grandes plantações.�Propomos verticalizar a produção onde o espaço é limitado.
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TECNOLOGIA SOCIAL
Horta suspensa modular
Uma tecnologia social simples, construída com materiais reaproveitados e adaptável a qualquer espaço pequeno.
MATERIAIS
Garrafas PET
Madeira reaproveitada
Pallets
Tubos e canos
Estruturas metálicas recuperadas
APLICAÇÕES
Sacadas de apartamentos
Pequenos quintais
Muros
Varandas
Espaços coletivos
Onde não existe terreno disponível, podemos criar espaço produtivo vertical.
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ETAPA 2 · CENÁRIO FUTURO
SÃO JOSÉ 2036
Um território que aprende, produz e se reinventa
O território hoje: a horta suspensa de Fábio (acima) e o quintal do Sr. Adão em preparação (ao lado) — as sementes reais que inspiram o cenário de 2036.
Em 2036, o São José possui uma rede de pequenas infraestruturas distribuídas: hortas suspensas, quintais produtivos, sacadas verdes, compostagem, captação de chuva, energia limpa, tecnologia reaproveitada, inteligência artificial, cultura, economia local e participação — tudo convivendo no mesmo território.
Um bairro inteligente não é aquele que possui mais tecnologia — é aquele que utiliza melhor seus recursos.
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CENÁRIO FUTURO
Um dia em São José, 2036
7h30
A água
O sistema identifica solo úmido e reduz a irrigação automaticamente.
10h00
A produção
Uma moradora registra na plataforma a disponibilidade de hortaliças.
14h00
O conhecimento
Uma oficina ensina crianças a construir hortas com materiais reutilizados.
17h00
A circularidade
Resíduos orgânicos seguem para a compostagem comunitária.
19h00
A cultura
Moradores se encontram em uma atividade cultural no território.
Um bairro inteligente não é aquele que possui mais tecnologia. É aquele que utiliza melhor seus recursos.
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VISÃO GERAL
O sistema São José 2036: tudo conectado
Sustentabilidade
• Hortas
• Água
• Compostagem
• Energia
Inteligência
• Sensores
• Dados
• IA
• Tecnologia
Criatividade
• Cultura
• Arte
• Educação
• Economia
PARTICIPAÇÃO
COMUNIDADE E TERRITÓRIO
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ETAPA 3 · MACROAÇÃO 01
Rede São José de Hortas
Conectar quem já produz com quem quer começar
Une Fábio, Sr. Adão, Gerson e novos colaboradores
Compartilhamento de sementes e mudas
Empréstimo de ferramentas e materiais
Troca de conhecimento e tecnologias
Distribuição de excedentes de produção
ESTRUTURA
Horta
↓
Rede
↓
Território
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ETAPA 3 · MACROAÇÃO 02
Programa Sacada Produtiva
Agricultura urbana mesmo sem quintal
Módulo PET — materiais recicláveis
Módulo vertical — para paredes e muros
Módulo varanda — para apartamentos
Módulo inteligente — com sensores de umidade
OBJETIVO
Democratizar a agricultura urbana mesmo onde não existe quintal.
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ETAPA 3 · MACROAÇÃO 03
São José Circular
“Isso ainda pode ser utilizado?”
Resíduo orgânico → compostagem
Garrafa PET → horta suspensa
Madeira → estrutura
Eletrônicos → componentes recuperados
Água da chuva → irrigação
Conhecimento → oficina
CONCEITO
O resíduo de uma atividade pode ser o recurso de outra.
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ETAPA 3 · MACROAÇÃO 04
Água Inteligente
Cada gota com uma função
Chuva
Captação
Reservatório
Sensores
Irrigação
Sensores monitoram nível do reservatório, umidade do solo e temperatura, prevenindo desperdício e antecipando manutenção.
Meta conceitual: cada litro utilizado deve cumprir uma função.
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ETAPA 3 · MACROAÇÃO 05
Laboratório de Tecnologia Circular
Do descarte à inteligência
Computador
descartado
Recuperação de
componentes
Servidor
comunitário
IA + dados +
aplicações
EXPERIÊNCIA REAL DO PROJETO
Fábio já mantém uma inteligência artificial em funcionamento em um computador montado com peças retiradas do lixo — a prova concreta de que sustentabilidade e tecnologia não são opostos.
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ETAPA 3 · MACROAÇÃO 06
Plataforma São José 2036
O território, também no bolso
Mapa das hortas e espaços produtivos
Monitoramento de água e resíduos
Agenda de eventos e oficinas
Registro de produção e voluntariado
Indicadores públicos do território
O CIDADÃO PODE
Ver
> Participar
> Registrar
> Propor
> Colaborar
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ETAPA 3 · MACROAÇÃO 07
Cultura que Planta
O território também precisa cultivar imaginação
Murais, música e literatura nas hortas
Gastronomia e fotografia comunitária
Festival São José Verde
Feira de Trocas
Mostra de Tecnologia Circular
PRINCÍPIO
Uma cidade criativa não produz somente coisas. Produz significado.
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ETAPA 3 · MACROAÇÃO 08
Escola Territorial de Saberes
Conhecimento que circula entre vizinhos
Cultivo, eletrônica e programação
Compostagem, culinária e arte
Oficinas abertas entre moradores
De “professor → aluno” para “morador ↔ morador”
RESULTADO
Uma comunidade que aprende continuamente, em todas as direções.
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UM CUIDADO NECESSÁRIO
Tecnologia também pode proteger — com responsabilidade
Iluminação inteligente
Sensores e alertas
Comunicação comunitária
Identificação de falhas e riscos
A proposta não é transformar o bairro em um espaço de vigilância permanente.
É desenvolver segurança com responsabilidade, transparência e respeito à privacidade.
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DA IDEIA À CONSOLIDAÇÃO
Roadmap 2026 → 2036
2026–2027
Semente
• Cartografia e registro
• Conexão entre iniciativas
• Primeiras experimentações
2028–2030
Crescimento
• Novas hortas e hortas em apartamentos
• Oficinas e compostagem
• Captação de água
2031–2033
Conexão
• Plataforma digital e sensores
• Laboratório tecnológico
• Economia local e cultura
2034–2036
Rede consolidada
• Território conectado
• Indicadores e participação ampliada
• Sustentabilidade econômica e ambiental
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COMO SABEREMOS SE FUNCIONOU
Indicadores de sucesso
Ambientais
Hortas implantadas, água reaproveitada, resíduos compostados
Sociais
Participantes, oficinas, ações comunitárias
Tecnológicos
Equipamentos recuperados, sensores instalados, dados monitorados
Culturais
Eventos, oficinas, iniciativas criativas
Econômicos
Produção local, feiras, recursos movimentados no território
O projeto não deve ser medido apenas pelo número de hortas.
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QUEM CONSTRÓI O SÃO JOSÉ 2036
Uma governança compartilhada
Comunidade
Inicia, participa e decide.
Escolas e universidades
Produzem conhecimento e formação.
Empresas
Fornecem tecnologia, materiais e apoio.
Poder público
Contribui com infraestrutura e políticas públicas.
Organizações
Conectam recursos e iniciativas.
A transformação não depende de um único ator — ela acontece quando diferentes capacidades conseguem cooperar.
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O QUE TORNA O PROJETO...
Criativo, inteligente e sustentável
Criativo
Está na conexão entre coisas que normalmente aparecem separadas: PET + horta, computador descartado + IA, resíduo + compostagem.
Inteligente
Não é quantidade de tecnologia — é capacidade de observar, compreender, decidir, agir e aprender coletivamente.
Sustentável
Trabalha com ciclos entre ambiente, sociedade, economia e tecnologia, sem descartar antes de perguntar se pode voltar ao sistema.
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DO PEQUENO AO TERRITÓRIO
A escala da transformação
1 quintal
2 hortas
10 espaços
Dezenas de iniciativas
Uma rede
Um território
A escala não está no tamanho inicial.
Está na capacidade de conexão.
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SÃO JOSÉ 2036
Do quintal à rede
Uma cidade criativa imagina.
Uma cidade sustentável cuida.
Uma cidade inteligente aprende.
Uma comunidade transforma.
Talvez o futuro da cidade não esteja em construir algo completamente novo. Talvez esteja em descobrir o potencial daquilo que já temos.
Fábio Wlademir — Cidades Criativas, Inteligentes e Sustentáveis — UNISINOS · 2026