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EXERCÍCIO E RECOMENDAÇÕES DIETÉTICAS PARA PRESERVAR A SAÚDE MUSCULOESQUELÉTICA DURANTE A PERDA DE PESO EM ADULTOS COM OBESIDADE: UM GUIA PRÁTICO

Marcelo Rolim Filho,

Ivan de Souza Furquim,

Marcelo Regis Sala,

Tiago Roberto Guilardi.

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1. INTRODUÇÃO

  • A obesidade é um importante problema de saúde pública mundial e apresenta prevalência crescente.

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  • Além dos efeitos metabólicos e cardiovasculares, também prejudica a saúde musculoesquelética.

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  • Pode reduzir o desempenho muscular e aumentar o risco de quedas, fraturas e incapacidade física.

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  • A perda de peso pode melhorar a saúde cardiometabólica, mas também pode causar perda de massa muscular e óssea.

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  • Por isso, é necessário combinar dieta adequada, exercício e estratégias comportamentais.

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2. OBESIDADE E SAÚDE MUSCULOESQUELÉTICA

  • O excesso de peso aumenta a carga mecânica sobre músculos e ossos.

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  • Pessoas com obesidade podem apresentar maior massa muscular e densidade óssea absolutas.

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  • Porém, quando consideramos a relação entre força e peso corporal, a força relativa e o desempenho físico são geralmente piores.

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Assim, o excesso de gordura e a redução da capacidade muscular podem formar um

ciclo de perda de condicionamento físico.

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  • A obesidade também favorece a miosteatose, que é o acúmulo de gordura dentro e ao redor dos músculos.

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  • A miosteatose está relacionada à pior mobilidade, maior risco de quedas e fraturas e maior mortalidade.

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3. OBESIDADE SARCOPÊNICA

A obesidade sarcopênica ocorre quando há obesidade associada à baixa massa e função muscular.

Essa condição aumenta o risco de:

  • quedas;
  • fraturas;
  • doenças cardiovasculares;
  • mortalidade.

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  • Sua frequência aumenta com o envelhecimento.

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  • Muitas pessoas permanecem sem diagnóstico devido à dificuldade de identificar a condição.

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  • A perda de peso pode ser benéfica, mas, sem cuidados adequados, pode aumentar a perda de músculo e osso.

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  • Por isso, idosos precisam de estratégias específicas para preservar a saúde musculoesquelética.

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4. PERDA DE PESO E SAÚDE MUSCULOESQUELÉTICA

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A perda de peso acontece quando o gasto energético supera a ingestão de energia.

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Pode ser obtida principalmente por:

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  • redução da ingestão alimentar;

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  • aumento da atividade física.

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A restrição energética é eficaz para reduzir gordura, mas também pode causar perda de massa muscular e óssea.

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Aproximadamente 10–58% do peso perdido pode corresponder à massa livre de gordura.

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A perda de peso também pode trazer benefícios:

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  • redução da gordura dentro dos músculos;
  • menor sobrecarga nas articulações;
  • melhora cardiovascular e respiratória;
  • melhora do desempenho físico.

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5. ABORDAGENS DE PERDA DE PESO

Existem três principais estratégias:

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  • Dieta;

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  • Exercícios físicos;

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  • Mudanças no estilo de vida.

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5.1 Intervenções comportamentais

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  • Cirurgia bariátrica;

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Pode proporcionar grande e rápida perda de peso.

Porém, pode causar perdas importantes de massa muscular e óssea.

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5.2 Intervenções cirúrgicas

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  • Medicamentos que auxiliam na redução do peso.

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Entre eles estão os miméticos de incretina, como semaglutida e tirzepatida.

Também podem ocorrer perdas de massa magra, sendo necessária atenção à preservação muscular.

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5.3 Intervenções farmacológicas

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Estratégias dietéticas

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Dietas podem variar quanto à quantidade de carboidratos, gorduras, alimentos específicos ou horários das refeições.

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Não existe uma única dieta ideal para todos.

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O principal fator para a perda de peso é a criação de um déficit energético, juntamente com boa adesão a longo prazo.

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6. COMO PRESERVAR A SAÚDE MUSCULOESQUELÉTICA

• Proteína: fundamental para manutenção da massa muscular.

• Cálcio e vitamina D: importantes para a saúde óssea.

• Treinamento de resistência: essencial para manter ou melhorar força e massa muscular.

• Exercício aeróbico: complementa o treinamento, principalmente na aptidão cardiorrespiratória.

• A combinação de dieta e exercício deve ser individualizada.

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7. PRESCRIÇÃO DO TREINAMENTO DE RESISTÊNCIA

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• Considerar: frequência, exercícios, intensidade, volume e descanso.

• Uma abordagem sensata é o treino de corpo inteiro 2–3 vezes por semana.

• Trabalhar os principais grupos musculares.

• Priorizar técnica correta.

• Aplicar especificidade, sobrecarga e progressão de forma individualizada.

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8. MAXIMIZANDO DIETA E EXERCÍCIO

• A adesão é um dos principais fatores para o sucesso.

• A dieta deve ser compatível com a rotina e o contexto social.

• O exercício deve ser orientado por profissionais qualificados.

• O indivíduo deve participar da definição dos próprios objetivos.

• Atividades agradáveis, sociais e educativas podem facilitar a continuidade.

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9. PRONTIDÃO PARA A MUDANÇA

O Modelo Transteórico apresenta cinco estágios:

1. Pré-contemplação → 2. Contemplação → 3. Preparação → 4. Ação → 5. Manutenção.

• As intervenções devem ser adaptadas ao estágio de prontidão.

• A entrevista motivacional ajuda a trabalhar ambivalências e aumentar a motivação.

• A adaptação pode melhorar a adesão e a manutenção dos hábitos.

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10. CONCLUSÃO

• A obesidade prejudica a função física e a independência.

• A perda de peso deve reduzir gordura sem comprometer músculos e ossos.

• Proteína, cálcio e vitamina D ajudam na preservação musculoesquelética.

• O treinamento de resistência deve ser a base do exercício durante a perda de peso.

• Estratégias individualizadas, progressivas e sustentáveis favorecem melhores resultados.

• O objetivo final é preservar funcionalidade, saúde musculoesquelética e qualidade de vida

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