EXERCÍCIO E RECOMENDAÇÕES DIETÉTICAS PARA PRESERVAR A SAÚDE MUSCULOESQUELÉTICA DURANTE A PERDA DE PESO EM ADULTOS COM OBESIDADE: UM GUIA PRÁTICO
Marcelo Rolim Filho,
Ivan de Souza Furquim,
Marcelo Regis Sala,
Tiago Roberto Guilardi.
1. INTRODUÇÃO
2. OBESIDADE E SAÚDE MUSCULOESQUELÉTICA
.
Assim, o excesso de gordura e a redução da capacidade muscular podem formar um
ciclo de perda de condicionamento físico.
3. OBESIDADE SARCOPÊNICA
A obesidade sarcopênica ocorre quando há obesidade associada à baixa massa e função muscular.
Essa condição aumenta o risco de:
4. PERDA DE PESO E SAÚDE MUSCULOESQUELÉTICA
A perda de peso acontece quando o gasto energético supera a ingestão de energia.
Pode ser obtida principalmente por:
A restrição energética é eficaz para reduzir gordura, mas também pode causar perda de massa muscular e óssea.
Aproximadamente 10–58% do peso perdido pode corresponder à massa livre de gordura.
.
A perda de peso também pode trazer benefícios:
5. ABORDAGENS DE PERDA DE PESO
Existem três principais estratégias:
5.1 Intervenções comportamentais
Pode proporcionar grande e rápida perda de peso.
Porém, pode causar perdas importantes de massa muscular e óssea.
5.2 Intervenções cirúrgicas
Entre eles estão os miméticos de incretina, como semaglutida e tirzepatida.
Também podem ocorrer perdas de massa magra, sendo necessária atenção à preservação muscular.
5.3 Intervenções farmacológicas
Estratégias dietéticas
Dietas podem variar quanto à quantidade de carboidratos, gorduras, alimentos específicos ou horários das refeições.
Não existe uma única dieta ideal para todos.
O principal fator para a perda de peso é a criação de um déficit energético, juntamente com boa adesão a longo prazo.
6. COMO PRESERVAR A SAÚDE MUSCULOESQUELÉTICA
• Proteína: fundamental para manutenção da massa muscular.
• Cálcio e vitamina D: importantes para a saúde óssea.
• Treinamento de resistência: essencial para manter ou melhorar força e massa muscular.
• Exercício aeróbico: complementa o treinamento, principalmente na aptidão cardiorrespiratória.
• A combinação de dieta e exercício deve ser individualizada.
7. PRESCRIÇÃO DO TREINAMENTO DE RESISTÊNCIA
• Considerar: frequência, exercícios, intensidade, volume e descanso.
• Uma abordagem sensata é o treino de corpo inteiro 2–3 vezes por semana.
• Trabalhar os principais grupos musculares.
• Priorizar técnica correta.
• Aplicar especificidade, sobrecarga e progressão de forma individualizada.
8. MAXIMIZANDO DIETA E EXERCÍCIO
• A adesão é um dos principais fatores para o sucesso.
• A dieta deve ser compatível com a rotina e o contexto social.
• O exercício deve ser orientado por profissionais qualificados.
• O indivíduo deve participar da definição dos próprios objetivos.
• Atividades agradáveis, sociais e educativas podem facilitar a continuidade.
9. PRONTIDÃO PARA A MUDANÇA
O Modelo Transteórico apresenta cinco estágios:
1. Pré-contemplação → 2. Contemplação → 3. Preparação → 4. Ação → 5. Manutenção.
• As intervenções devem ser adaptadas ao estágio de prontidão.
• A entrevista motivacional ajuda a trabalhar ambivalências e aumentar a motivação.
• A adaptação pode melhorar a adesão e a manutenção dos hábitos.
10. CONCLUSÃO
• A obesidade prejudica a função física e a independência.
• A perda de peso deve reduzir gordura sem comprometer músculos e ossos.
• Proteína, cálcio e vitamina D ajudam na preservação musculoesquelética.
• O treinamento de resistência deve ser a base do exercício durante a perda de peso.
• Estratégias individualizadas, progressivas e sustentáveis favorecem melhores resultados.
• O objetivo final é preservar funcionalidade, saúde musculoesquelética e qualidade de vida