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EDUCAÇÃO FÍSICA ADAPTADA

PROFº ESP. ALEF LUCENA

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Qual a nomenclatura correta para designar essa população?

    • Doença mental? 
    • Retardo mental? 
    • Deficiência mental? 
    • Deficiência intelectual?

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Deficiência intelectual

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    • Condição que gera um funcionamento intelectual abaixo da média, associado a um comprometimento significativo de pelo menos dois dos comportamentos adaptativos manifestados até os 18 anos.

Comportamentos adaptativos: 

    • comunicação; 
    • autocuidado; 
    • relacionamento familiar e habilidades sociais; 
    • habilidades acadêmicas, no lazer e no trabalho;
    • autonomia na locomoção; 
    • saúde; 
    • segurança.

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    •  Pode ser realizada sob vários aspectos que levam em conta a funcionalidade e autonomia da pessoa.

Quanto ao desempenho no teste de QI:

    • Limítrofe (QI de 70 a 90) 
    • Leve (QI de 55 a 70) 
    • Moderada (QI de 35 a 55) 
    • Severa (QI de 20 a 35) 
    • Profunda (QI abaixo de 20)

Classificação da deficiência intelectual

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Quanto à necessidade de auxílio 

    • Intermitente: necessidade rara de apoio.

    • Limitado: necessidade de apoio intensivo, por tempo limitado, apenas em algumas tarefas do comportamento adaptativo. 

    • Extenso: necessidade diária de apoio na maior parte das capacidades adaptativas. 

    • Generalizado: necessidade de apoio constante e intenso em todas as tarefas (ou na maior parte) do comportamento adaptativo.

Classificação da deficiência intelectual

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Quanto à capacidade de aprendizagem 

    • Educável: ajuste social e boa capacidade de aprendizagem em ritmo mais lento. Não apresenta alterações motoras importantes. 

    • Treinável: possibilidade mais restrita de aprendizagem, necessidade de programas sistematizados e trabalhos condicionados. Alterações nas capacidades coordenativas são notórias. 

    • Dependente: a aprendizagem é muito comprometida e há necessidade de auxílio constante nas tarefas do comportamento adaptativo. A aprendizagem de habilidades motoras é extremamente limitada.

Classificação da deficiência intelectual

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    •  Através de apoio sistematizado, o aluno com deficiência intelectual pode ser capaz de alcançar características de autonomia observadas em outro nível. 

    • Importante: essas classificações podem ser consideradas flutuantes ou transitórias. 

    • 80% dos casos de deficiência intelectual são considerados leves, ou seja, a maior parte desses alunos são educáveis.

Classificação da deficiência intelectual

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Dificuldade em raciocínios lógicos e abstratos 

    • Estratégias sistematizada de ensino. 
    • Oferecer referências concretas. 
    • Informações claras e poucas informações por vez. 
    • É comum o atraso no desenvolvimento deste aluno em relação à sua idade cronológica. 
    • Dificuldade de concentração por tempo prolongado e atenção seletiva. 
    • Dificuldade de comunicação e vocabulário reduzido, o que pode causar dificuldade para o aluno se expressar.

Classificação da deficiência intelectual

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    •  Ocorre um atraso no desenvolvimento motor: importância da estimulação precoce.

Normalmente são percebidos distúrbios de: 

    • equilíbrio; 
    • coordenação motora; 
    • tempo de reação e agilidade; 
    • ritmo; 
    • controle de força. 
    • Dificuldade de desenvolver algumas capacidades e habilidades motoras.

Características físico-motoras da deficiência intelectual

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    •  Um perfil mais ansioso, inquieto e impulsivo geralmente é característico dessa população. 

    • O comportamento desafiador pode estar presente e envolve agressividade e comportamentos indesejáveis socialmente na tentativa de conseguir o que desejam, evitar os deveres ou chamar a atenção. 

    • Existe a tendência de que esse comportamento seja repetido caso a pessoa com deficiência perceba que obteve sucesso em seus desejos.

Características psicossociais da deficiência intelectual

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    •  Síndrome do X-Frágil. 

    • Síndrome de Angelman. 

    • Síndrome do Cri du chat. 

    • Síndrome de Prader-Willi. 

    • Síndrome de Down.

Condições sindrômicas

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    •  É causada por um acidente cromossômico que gera alterações no desenvolvimento global do indivíduo por interferir na capacidade cognitiva e motora. 

    • Ao invés de dois cromossomos no par 21, existem três cromossomos: Trissomia do 21. 

    • Detecção após a 11ª semana de gestação. 

    • Risco aumentado em gestantes acima de 35 anos e em idades paternas acima de 55 anos.

Síndrome de Down

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    •  Língua protusa e dentes pequenos. 

    • Nariz pequeno e achatado. 

    • Olhos puxados (prega epicantal). 

    • Nuca reta e pescoço curto. 

    • Baixa estatura.

Características físico-motoras na Síndrome de Down

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    •  Cabelo fino e falho e pele ressecada. 

    • Dedos dos pés curtos e com espaço aumentado entre o 1º e 2º dedo. 

    • Prega única na palma das mãos.

Características físico-motoras na Síndrome de Down

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    • Reflexos neurológicos mais lentos. 
    • Hipotonia muscular. 
    • Hipermobilidade articular. 
    • Instabilidade atlanto-axial: risco de lesões graves. 
    • Alterações no sistema imunológico. 
    • Cardiopatia congênita. 
    • Tendência à obesidade. 
    • A expectativa de vida aumentou de 35 anos em 1991 para 55 anos no ano 2000.

Características físico-motoras na Síndrome de Down

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    • O déficit da capacidade cognitiva interfere na aquisição de habilidades motoras. 
    • O atraso no desenvolvimento pode ocorrer tanto num nível neuropsicomotor como na aprendizagem.
    • Movimentos mais lentos, com baixa eficiência mecânica e sequência imprópria. 
    • A prática sistematizada é fundamental para que o aluno adquira confiança na tarefa e consequentemente atinja os padrões motores desejados. 
    • Normalmente, a demonstração é mais eficiente do que a instrução verbal.

Atividade física

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    •  Informações verbais claras e diretas. 

    • Recursos como mudança no tom de voz e uso de gestos e expressões corporais podem contribuir para chamar a atenção para a informação fornecida. 

    • O reforço positivo é fundamental para a aprendizagem da habilidade motora. 

    • A motivação e a satisfação favorecem o aprendizado e a continuidade da prática da atividade física.

Atividade física

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    •  Para alunos com deficiência mais severa, o trabalho de condicionamento é primordial – uma prática repetitiva e sistematizada para condicionar o aluno a realizar a habilidade.

    • Atividades mais procuradas: natação, hidroginástica, atividades recreativas, modalidades pré-desportivas, judô (e outras lutas), musculação e atividades rítmicas. 

    • Independentemente da atividade escolhida, devem ser priorizados o desenvolvimento global do aluno e as capacidades físicas.

Atividade física

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    • Para alunos com Síndrome de Down é indispensável solicitar o atestado de um cardiologista e de um ortopedista. 

    • Em caso de instabilidade atlanto-axial: cuidado com atividades de impacto na região da cabeça e pescoço e atividades de hiperextensão ou amplitude exagerada do pescoço. 

    • Em caso de hipermobilidade articular: contraindicadas as atividades com amplitude articular exagerada para evitar danos à articulação.

Atividade física

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    •  Nos casos de hipotonia muscular, é indicado o trabalho priorizando o fortalecimento e a resistência muscular.

Para favorecer o processo de ensino-aprendizagem: 

    • priorizar uma rotina na aula; 
    • progredir lentamente nas atividades.

Introduzir atividade novas no início da aula: 

    • dificuldade de manutenção de atenção; 
    • basear as novas experiências em movimentos previamente aprendidos.

Orientações gerais

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    •  É o termo utilizado para se referir a um conjunto de condições neurodesenvolvimentais que englobam o transtorno autista,
    • Síndrome de Asperger e outros transtornos globais do desenvolvimento. 
    • Apresentam características comportamentais complexas e heterogêneas. 
    • Afetam o desenvolvimento global do indivíduo por interferir na comunicação, na interação social e no uso da imaginação. 
    • O diagnóstico geralmente é feito por observação do desenvolvimento e do comportamento do indivíduo.

Transtornos do Espectro Autista (TEA)

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    • Alterações de coordenação motora. 

    • Alteração no desenvolvimento motor, caracterizado por movimentos fundamentais precários e incoordenados.

    • A aprendizagem motora pode ser dificultada por alguns fatores:  pela presença de movimentos estereotipados ou repetitivos;  pela resistência em experimentar situações novas;  pela falta de interesse.

Características físico-motoras do TEA

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    • Alterações de coordenação motora. 

    • Alteração no desenvolvimento motor, caracterizado por movimentos fundamentais precários e incoordenados.

A aprendizagem motora pode ser dificultada por alguns fatores:

    • pela presença de movimentos estereotipados ou repetitivos; 
    • pela resistência em experimentar situações novas; 
    • pela falta de interesse.

Características físico-motoras do TEA

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    • Parece não ter consciência da existência de outras pessoas. 
    • Dificuldade na comunicação verbal e não verbal. 
    • Expressão corporal e fisionômica pobres. 
    • Presença de ecolalia. 
    • Indica necessidades por gestos. 
    • Não mantém contato visual. 
    • Age como surdo.

Características psicossociais do TEA

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    • Não aceita bem o contato físico. 
    • Não tem medo de perigos reais. 
    • Insiste na manutenção de rotinas. 
    • Dificuldade de interação social. 
    • Aparentemente não consegue demonstrar emoções nem compartilhar sentimentos. 
    • Prefere atividades isoladas e solitárias.

Características psicossociais do TEA

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    • Uso da imaginação e da capacidade criativa típicas da infância parecem prejudicadas.
    • Interesses são peculiares e podem se manifestar de maneira bastante variada: atraso significativo ou desenvolvimento brilhante de habilidades.
    • Em alguns casos, podem tornar-se agressivos com as pessoas ao seu redor, autoagredir-se ou gritar.
    • Diminuir os estímulos visuais e auditivos pode minimizar essas crises.

Características psicossociais do TEA

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    • A atividade física pode contribuir para que as relações (aluno-ambiente, aluno-material, aluno-aluno, aluno-professor) ocorram de forma lúdica e prazerosa. 
    • Manter uma rotina durante as atividades (horário de início e término, na dinâmica e nos participantes desta aula). 
    • Natação: fascinação por água e sem grande necessidade de interação. 
    • Atividades rítmicas e com trampolim. 
    • Movimentos repetitivos geram conforto.

Atividade física

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    •  A atividade física tem sido relacionada à melhor adaptação social e à redução dos movimentos estereotipados e repetitivos e do comportamento agressivo. 

    • A aprendizagem espontânea dificilmente será alcançada, por esse motivo, o professor deve ser sempre o mediador dessa aprendizagem: encontrar a melhor forma de se relacionar com o aluno.

Atividade física

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    •  Autismo severo: aulas individualizadas. 
    • Mesmo para autistas leves, as aulas devem ser pensadas para pequenos grupos. 
    • Evitar ambientes ruidosos. 
    • Evitar mudanças na rotina da aula. 
    • Caso seja necessário tocar no aluno, avisá-lo e explicar para ele o que fará. 
    • A presença de um tutor pode contribuir para uma adaptação mais efetiva.  Rotina = confiança no professor = potencialização do processo de ensino-aprendizagem.

Atividade física