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Vigilância e controle e de Aedes aegypti nos próximos anos

Rodrigo Gurgel Gonçalves

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Diretrizes nacionais de controle da dengue

Controle tradicional

“fumacê”

Imagens: google

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Resposta nos últimos anos no DF

2022: 70 mil casos de dengue, maior número desde 1998.

2024, até 31 jan: ~ 31 mil casos prováveis, 11X maior em relação a 2023.

DF: lugar em incidência no Brasil (até 28 fev: quase 100 mil casos)

O que está acontecendo?

Aumento da temperatura e da intensidade das chuvas

Deficiências de urbanização (e.g. Santa Luzia)

Coleta de lixo inadequada

Fornecimento regular de água inadequado

Incapacidade das ações em identificar e controlar os criadouros

Alcance limitado do “fumacê”

Descontinuidade das ações ao longo do ano

Incorporação tardia das novas tecnologias de controle

Agentes insuficientes

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NOVAS TECNOLOGIAS

  • OMS: necessidade de incorporar novas tecnologias de controle

  • Wolbachia (muita evidência, alto custo)

  • Mosquitos disseminadores (OPAS-Fiocruz AM - expansão)

  • BRI: Borrifação Residual Intradomiciliar

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Mosquitos disseminadores: fundamento

Figura 1. Esquema mostrando o funcionamento da Estação Disseminadora de Larvicida (Fonte:https://cursos.campusvirtual.fiocruz.br/pluginfile.php/1118057/ mod_resource/content/26/index.html#/modulo1-aula3). 

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-66%

Mosquitos disseminadores: evidência científica

2016-2018

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Mosquitos disseminadores na UnB

Prédios COM estações disseminadoras

Prédios SEM estações disseminadoras

=

2019

Ovitrampa

Estação Disseminadora

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Vigilância e controle de Aedes aegypti na Estrutural

Qual o efeito combinado de 3 intervenções (MD-PPF, coleta de lixo e educação em saúde) na densidade de mosquitos na estrutural?

2020-2022

Objetivo

Reduzir a densidade de mosquitos em uma área de alta vulnerabilidade social

Arquivo pessoal

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Vigilância e controle de Aedes aegypti na Estrutural

Casas de madeira, muito lixo, sem coleta de esgoto, ruas não pavimentadas

Saneamento básico e ruas pavimentadas

Densidade de mosquitos/hora

SL: 15,9

SO: 3,1

5 X maior em SL

Removemos quase 5 mil mosquitos em 1 ano

Importância da infraestrutura urbana no controle de mosquitos

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Vigilância e controle de Aedes aegypti na Estrutural

Ae. aegypti

Densidade de mosquitos/hora

Antes da intervenção

Durante a intervenção (estação chuvosa):

~20x maior

~6x maior

Redução na densidade de mosquitos na área de intervenção com EDL

Importância da EDL no controle de mosquitos em uma área sem saneamento

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BRI: Borrifação Residual Intradomiciliar

  • Tecnologia indicada pelo MS

  • Aplicação de inseticida residual nas paredes internas dos imóveis.

  • BRI-Aedes permite superar as limitações do UBV (fumacê)

  • Foco: imóveis especiais (UPAs, UBSs, escolas)

  • Há redução na quantidade de mosquitos nas áreas com BRI

(OPAS, 2019, Samuel et al., 2017, Vázquez-Prokopec et al., 2010; Vázquez-Prokopecet al., 2017)

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Próximos passos no DF

VIGILÂNCIA

      • Manutenção do tradicional LIRAa
      • Incorporar ovitrampas nos locais onde o LIRAa não detectou ou o índice foi baixo

CONTROLE

      • Manutenção do controle tradicional com inseticidas eficazes
      • Uso imediato das estações disseminadoras, BRI e manutenção ao longo do ano nas áreas de maior risco
      • Considerar experiência de projetos no DF: São Sebastião, UnB e Estrutural + expansão do corpo de agentes de vigilância do DF

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Fundamental: governo + mobilização popular

Imagens: google

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Obrigado!!!

@rodrigo_gurgelgoncalves

gurgelrg@hotmail.com