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ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL

3º TRIMESTRE 2026

Sermão do Monte

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Sermão do Monte

LIÇÃO 03 – A JUSTIÇA PERFEITA DO REINO

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Texto Áureo:

Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus.(Mt. 5.20)

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Sermão do Monte�LIÇÃO 03 – A JUSTIÇA PERFEITA DO REINO

ESBOÇO

INTRODUÇÃO

I – CRISTO CUMPRIU A JUSTIÇA DO REINO (Mt. 5.17-18)

II – OS DISCÍPULOS DE JESUS CUMPREM A JUSTIÇA DO REINO (Mt. 5.5.19)

III – A JUSTIÇA DO REINO É UMA JUSTIÇA PERFEITA (Mt. 5.20)

CONCLUSÃO

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Introdução:

Após declarar qual é o caráter e a felicidade daqueles que hão de herdar o reino dos céus, o Senhor Jesus notificou aos Seus discípulos que eles mesmos são esses indivíduos mui felizes e abençoados. Em razão disso, eles são como sal para Deus e luz para a humanidade, e as virtudes dessa nova natureza, divina e espiritual, devem ser expressas através de boas obras que glorifiquem a Deus diante dos homens. Na sequência, Cristo explicará que este Seu ensino não está em desacordo com a Lei de Deus, como alguns poderiam pensar; tampouco acrescenta a ela qualquer inovação; mas antes essas verdades reveladas pelo Mestre estão em harmonia com ela, levando os homens a rejeitarem toda falsa justiça e a buscarem a verdadeira justiça – a perfeita justiça do reino dos céus.

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ESBOÇO

Introdução

I – CRISTO CUMPRIU A JUSTIÇA DO REINO (Mt. 5.17-18)

II – OS DISCÍPULOS DE CRISTO CUMPREM A JUSTIÇA DO REINO (Mt. 5.19)

III – A JUSTIÇA DO REINO É UMA JUSTIÇA PERFEITA (Mt. 5.20)

Conclusão

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I – CRISTO CUMPRIU A JUSTIÇA DO REINO (Mt. 5.17-18)

1.Jesus conhecia os pensamentos tanto dos Seus discípulos como da multidão, e por isso não é sem motivo que Ele passou a advertir Seus ouvintes a que não considerassem Seus ensinamentos contrários às Escrituras, de um modo geral, nem os valores do reino dos céus, por Ele proclamados, em desacordo com os preceitos divinos exarados na Lei, em particular. Sabemos que o ministério de Cristo foi impiedosamente questionado e criticado pelos escribas e fariseus, que procuravam razões para acusar o Mestre, especialmente de transgredir a Lei de Moisés ou de ser contrário às instituições mosaicas, como o Templo. Mais tarde, esse tipo de acusação também seria falsamente imputado até aos Seus discípulos, como Estêvão e Paulo.

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I – CRISTO CUMPRIU A JUSTIÇA DO REINO (Mt. 5.17-18)

2. A fim de remover qualquer suspeita e demonstrar a perfeita harmonia entre as boas novas do reino e o verdadeiro propósito das Escrituras Sagradas, o próprio Jesus se identifica como aquele que veio Ele mesmo para cumprir tudo o que Deus havia dito no passado e que estava escrito “na Lei e nos profetas”. Ora, o que os israelitas ignoravam era que o propósito das Escrituras era prepara-los para o Messias, Cristo, em quem todas as coisas se cumpririam, e pelo qual alcançariam verdadeira justiça e a vida eterna (cf. Jo 5.39-40; Rm 10.1-4; Gl 3.22-25). Jesus não apenas cumpriu as demandas da Lei prestando obediência pessoal e perfeita a todas elas, mas também cumpriu a Lei em lugar do Seu povo, oferecendo-se a Si mesmo como oferta pelos pecados, em consonância com o cerimonial levítico (cf. Gl 4.4-5; Jo 1.29; 1 Co 5.7). Ao fazer isto, e no modo como cumpriu todas estas coisas, também realizou perfeitamente as previsões proféticas a respeito do Messias servo, sofredor e salvador – muitas das quais previsões os judeus daquele tempo não compreendiam como deveriam se cumprir (Lc 24.27, 44).

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I – CRISTO CUMPRIU A JUSTIÇA DO REINO (Mt. 5.17-18)

3. Mas notemos ainda que Cristo não apenas afirmou não ter vindo para ab-rogar a Lei e os profetas, isto é, para substitui-los por algo novo, ou aboli-los; nem que veio para somente Ele cumprir as Escrituras; mas afirmou também a validade da palavra de Deus para todos os homens até o fim dos tempos: “até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei sem que tudo seja cumprido” (v. 18). Esta maravilhosa declaração da imutabilidade e autoridade das Escrituras foi demonstrada por Cristo ao longo do Seu ministério, pois é nelas que o Mestre se respaldava, seja para argumentar com os contradizentes, seja para declarar aos Seus discípulos a mesma justiça de Deus sobre a qual Moisés e os profetas haviam escrito antes, embora abreviadamente (cf. Is 42.1-4).

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ESBOÇO

Introdução

I – CRISTO CUMPRIU A JUSTIÇA DO REINO (Mt. 5.17-18)

II – OS DISCÍPULOS DE CRISTO CUMPREM A JUSTIÇA DO REINO (Mt. 5.19)

III – A JUSTIÇA DO REINO É UMA JUSTIÇA PERFEITA (Mt. 5.20)

Conclusão

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II – OS DISCÍPULOS DE CRISTO CUMPREM A JUSTIÇA DO REINO (Mt. 5.19)

1. Uma vez afirmado o estrito compromisso de Cristo com a Lei e os profetas, a consequência disto é que as boas novas do reino não isentavam Seus discípulos das reivindicações da lei divina. Assim, o Salvador reafirmou aqui o ensino de que o discípulo não pode ser diferente do Mestre, e explicou como o verdadeiro súdito do reino dos céus não apenas está igualmente comprometido com o cumprimento de todos os mandamentos, mas somente ele pode cumpri-los com o verdadeiro espírito de amor e obediência, que não poderia ser achado em qualquer mestre da lei, senão naquele fizesse parte desse reino (cf. Mt 12.28-34).

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II – OS DISCÍPULOS DE CRISTO CUMPREM A JUSTIÇA DO REINO (Mt. 5.19)

2.a Podemos perceber então que as palavras: “qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens”, aludem especialmente aos escribas e fariseus, que eram aqueles que ensinavam a Lei ao povo. Eles eram reputados como homens piedosos justamente por serem mestres da lei, mas, através de interpretações elaboradas e sutilezas de linguagem, diferenciavam os mandamentos de Deus em menores e maiores, como se uns fossem mais dignos de serem obedecidos do que outros. Assim, não apenas quebrantavam os mandamentos a pretexto de observarem outros que consideravam mais importantes – como se a Lei de Deus comportasse contradição – mas ensinavam outros a fazer o mesmo (Mt 15.1-6; Mt 23.23).

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II – OS DISCÍPULOS DE CRISTO CUMPREM A JUSTIÇA DO REINO (Mt. 5.19)

2.b Contudo, nenhuma ordem ou preceito divino é pequeno, nem insignificante; todos são igualmente importantes e jamais se contradizem, mas se complementam, revelando diferentes aspectos da justiça divina. É por isso que a violação de um único mandamento compromete a obediência a todos os demais, pois, mais do que uma simples violação, é uma ofensa ao único Deus, que é autor de todos os mandamentos (Tg 2.10-11). Portanto, não há lugar no reino dos céus para essa atitude de desprezo pelos mandamentos de Deus, a pretexto de que uns sejam mais importantes do que outros – o verdadeiro cidadão dos céus e súdito do reino messiânico é aquele que mantém compromisso integral e irrestrito com a justiça de Deus expressa nos mandamentos, submetendo não apenas o exterior, naquilo que convém, mas o interior, a consciência, às demandas divinas (Sl 51.6).

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II – OS DISCÍPULOS DE CRISTO CUMPREM A JUSTIÇA DO REINO (Mt. 5.19)

3. O que Jesus quis dizer com esta comparação, de que aquele que apenas ensina os mandamentos, mas não os cumpre, será chamado o menor, e aquele que os ensina e os cumpre será chamado o maior no reino dos céus, vai de encontro ao conceito dos escribas e fariseus, de que teriam uma posição de destaque no reino messiânico simplesmente porque ensinavam o povo. Haviam, de fato, se esquecido completamente do exemplo de seu antecessor, Esdras (cf. Ed 7.10). Mas, atenção, porque ser menor aqui não significa que, apesar de ensinarem e não obedecerem, ainda seriam salvos; apenas que, ao invés de honrados, como poderiam presumir, seriam desonrados por terem desonrado os mandamentos de Deus, como o próprio Jesus depois ilustrará em diversas parábolas, onde aqueles que pareciam estar destinados ao reino de Deus seriam eventualmente desmascarados em sua iniquidade e lançados para fora, nas trevas exteriores (cf. Lc 12.45-48; 14.7-11).

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ESBOÇO

Introdução

I – CRISTO CUMPRIU A JUSTIÇA DO REINO (Mt. 5.17-18)

II – OS DISCÍPULOS DE CRISTO CUMPREM A JUSTIÇA DO REINO (Mt. 5.19)

III – A JUSTIÇA DO REINO É UMA JUSTIÇA PERFEITA (Mt. 5.20)

Conclusão

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III – A JUSTIÇA DO REINO É UMA JUSTIÇA PERFEITA (Mt. 5.20)

1.a A justiça dos escribas e fariseus, que consistia em uma obediência seletiva aos mandamentos, tal como eles os interpretavam e os distinguiam entre maiores e menores, e assim ensinavam o povo a viver hipocritamente, nada mais era que uma forma de justiça própria, onde o que importa é o aplauso e louvor dos homens, e não a aprovação de Deus (cf. Lc 16.14-18). Para deixar mais claro o sentido daquilo que havia dito, que aquele que assim procede será considerado o menor no reino dos céus, Jesus agora afirma categoricamente que o tal não entrará no reino dos céus, pois aquele que busca estabelecer a sua própria justiça – como fizeram os escribas e fariseus, e, seguindo o exemplo destes, os israelitas em geral – não pode alcançar a justiça do reino, que é estabelecida mediante a fé (cf. Rm 10.2-4; Gl 2.16).

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III – A JUSTIÇA DO REINO É UMA JUSTIÇA PERFEITA (Mt. 5.20)

1.b Como vimos na primeira lição, a boa nova do reino, pregada primeiramente por João, depois confirmada pelo próprio Senhor, é: “Arrependei-vos”, e isto porque todos pecaram – ou seja, ninguém há que viva perfeitamente nos termos da justiça de Deus. Todo aquele que deseja entrar no reino de Deus precisa então se arrepender dos seus pecados e crer em Deus, que pode perdoa-lo e justifica-lo independentemente das suas obras (Lc 18.10-14; Rm 4.4-8). Esta é a justiça que excede a dos escribas e fariseus, não apenas porque se trata de uma obediência sincera e totalmente comprometida com a Lei de Deus por parte dos súditos do reino, mas porque é a obediência perfeita de Cristo Jesus que, como já vimos, veio para cumprir a lei e os profetas e assegurar o perdão e a justificação daqueles que creem (cf. Rm 3.21-24).

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III – A JUSTIÇA DO REINO É UMA JUSTIÇA PERFEITA (Mt. 5.20)

2. Por outro lado, aquele que pertence ao reino de Deus também obedece, pessoal e particularmente, aos mandamentos, e nisto sua justiça também excede à dos escribas e fariseus, pois não se trata mais de uma adesão exterior que vai se interiorizando pelo costume, mas de uma obra que começa interiormente – uma renovação espiritual que nos torna bem-aventurados por participarmos da natureza divina de Cristo e assim nos impele ao cumprimento das Escrituras, assim como Ele as cumpriu. É a justiça daquele que obedece não mais pela imposição do mandamento, mas por amar a Deus e desejar agradá-lo (cf. Jo 14.15, 21; 1 Jo 5.3-5; Jr 31.31-33).

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I – CRISTO CUMPRIU A JUSTIÇA DO REINO (Mt. 5.17-18)

II – OS DISCÍPULOS DE CRISTO CUMPREM A JUSTIÇA DO REINO (Mt. 5.19)

III – A JUSTIÇA DO REINO É UMA JUSTIÇA PERFEITA (Mt. 5.20)

Conclusão

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Conclusão

A justiça do reino dos céus não é genérica, superficial, nem subjetiva. Também não é religiosidade morta, manifestada apenas para obter o louvor dos homens. Ela é tão superior e suficiente em comparação a qualquer outra que não apenas supre tudo aquilo de que o homem precisa para ser aceito diante de Deus, mas por ela o súdito do reino é constrangido a viver de acordo com os seus elevados padrões, visando agradar sempre àquele que o justificou, e não a si mesmo ou aos outros homens.

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Introdução

I – CRISTO CUMPRIU A JUSTIÇA DO REINO (Mt. 5.17-18)

II – OS DISCÍPULOS DE CRISTO CUMPREM A JUSTIÇA DO REINO (Mt. 5.19)

III – A JUSTIÇA DO REINO É UMA JUSTIÇA PERFEITA (Mt. 5.20)

Conclusão

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Texto Áureo:

Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus.(Mt. 5.20)

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