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SÍNDROMES COLESTÁTICAS

PROF. DR. SANTIAGO SERVIN

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DEFINIR SÍNDROMES COLESTÁTICAS.

SINAIS E SINTOMAS.

OBJETIVO

FISIOPATOLOGIA DAS SÍNDROMES COLESTÁTICAS.

MÉTODOS DIAGNÓSTICOS

TRATAMENTO

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Síndromes Colestáticas:

SÃO caracterizadas pela redução ou interrupção do fluxo biliar, resultando em acúmulo de bile no fígado e circulação sistêmica.

DEFINIÇÃO

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COLESTASE EXTRA-HEPÁTICA: OBSTRUÇÃO DOS DUCTOS BILIARES FORA DO FÍGADO.

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CLASSIFICAÇÃO

COLESTASE INTRA-HEPÁTICA: DISTÚRBIOS QUE AFETAM OS HEPATÓCITOS OU DUCTOS BILIARES INTRA-HEPÁTICOS.

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FISIOPATOLOGIA

INTERRUPÇÃO DO FLUXO BILIAR:

BLOQUEIO OU REDUÇÃO NA SECREÇÃO DE BILE PARA O INTESTINO.

ACÚMULO DE BILIRRUBINA E ÁCIDOS BILIARES:

CAUSA ICTERÍCIA, PRURIDO, URINA ESCURA, FEZES CLARAS.

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CAUSAS

Colestase Intra-hepática

Doenças Hepáticas: Hepatites, cirrose biliar primária, colangite esclerosante primária.

Efeitos de Drogas: Anti-inflamatórios, antibióticos, esteroides anabolizantes.

Distúrbios Metabólicos: Doença de Wilson, hemocromatose.

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CAUSAS

Colestase Extra-hepática

Obstrução por Cálculos Biliares: Colelitíase.

Tumores: Colangiocarcinoma, câncer de pâncreas.

Estenoses: Pós-cirúrgicas, pós-traumáticas.

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QUADRO CLINICO

Icterícia: Amarelamento da pele e escleras.

Prurido: Coceira intensa devido ao acúmulo de sais biliares.

Urina Escura e Fezes Claras: Alterações nas cores devido à bilirrubina.

Outros Sintomas: Fadiga, perda de peso, sinais de má absorção.

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LABORATORIO

Enzimas Hepáticas: Aumento de fosfatase alcalina e GGT.

Bilirrubinas: Elevação da bilirrubina conjugada.

Perfil Lipídico e Tempo de Protrombina: Hipercolesterolemia, TP prolongado.

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IMAGEM

ULTRASSONOGRAFIA ABDOMINAL:

PRIMEIRA LINHA PARA AVALIAÇÃO DA DILATAÇÃO BILIAR.

TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA (TC):

AVALIAÇÃO DETALHADA DE CAUSAS ESTRUTURAIS.

COLANGIOPANCREATOGRAFIA:

CPRM E CPRE PARA VISUALIZAÇÃO E TRATAMENTO.

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TRATAMENTO

COLESTASES EXTRA-HEPÁTICAS

Cirúrgico:

Remoção de cálculos, ressecção de tumores, dilatação de estenoses.

Endoscópico:

CPRE para remoção de cálculos ou colocação de stents.

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TRATAMENTO

COLESTASES INTRA-HEPÁTICAS

Hepatites Virais: Antivirais específicos.

Cirrose Biliar Primária e Colangite Esclerosante:

Ácido ursodesoxicólico, transplante hepático.

Efeitos de Drogas: Suspensão do agente causador.

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CONCLUSÃO

SÍNDROMES COLESTÁTICAS SÃO CONDIÇÕES GRAVES QUE NECESSITAM DE DIAGNÓSTICO RÁPIDO E TRATAMENTO EFICAZ.

A IDENTIFICAÇÃO PRECOCE E O MANEJO ADEQUADO SÃO ESSENCIAIS PARA MELHORAR O PROGNÓSTICO DOS PACIENTES.

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CASO CLINICO 1

PACIENTE: FEMININA, 45 ANOS.

História Clínica:

Queixa Principal: Prurido generalizado e icterícia progressiva.

História da Doença Atual: Paciente apresenta prurido intenso há 6 meses, inicialmente intermitente, mas agora constante. Nos últimos 2 meses, notou icterícia progressiva. Relata fadiga, perda de peso não intencional e dor leve no quadrante superior direito do abdome. Sem história de hepatite ou consumo excessivo de álcool.

História Patológica Pregressa: Hipotireoidismo em uso de levotiroxina. Nega doenças autoimunes conhecidas.

História Familiar: Mãe com histórico de lúpus eritematoso sistêmico.

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CASO CLINICO 1

EXAME FÍSICO:

Inspeção: Icterícia, pele seca e escoriada devido ao prurido.

Ausculta: Ruídos hidroaéreos normais.

Palpação: Fígado palpável 2 cm abaixo do rebordo costal, levemente doloroso.

Exames Laboratoriais:

Fosfatase Alcalina: Elevada (700 U/L).

Gama-glutamiltransferase (GGT): Elevada (500 U/L).

Anticorpo Antimitocôndria (AMA): Positivo.

Bilirrubina Direta: Elevada (3.5 mg/dL).

ALT e AST: Moderadamente elevadas.

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CASO CLINICO 1

EXAMES DE IMAGEM:

Ultrassonografia Abdominal: Fígado com contornos irregulares e ecogenicidade aumentada, sem dilatação das vias biliares.

Elastografia Hepática: Sugerindo fibrose significativa.

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CASO CLINICO 1

DIAGNÓSTICO: CIRROSE BILIAR PRIMÁRIA COM COLESTASE INTRA-HEPÁTICA.

Conduta:

Tratamento Medicamentoso: Ácido ursodesoxicólico 15 mg/kg/dia.

Suporte Sintomático: Colestiramina para o prurido.

Monitorização: Função hepática e avaliação periódica da necessidade de transplante hepático.

Prognóstico: Estável sob tratamento, com melhora parcial dos sintomas e monitoramento regular para progressão da doença.

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CASO CLINICO 2

PACIENTE: MASCULINO, 62 ANOS.

História Clínica:

Queixa Principal: Icterícia de início súbito e dor abdominal.

História da Doença Atual: Paciente com icterícia há 3 semanas, acompanhada de dor abdominal no quadrante superior direito. Relata perda de peso de 5 kg nos últimos 2 meses e anorexia. Nega febre, prurido ou antecedentes de doenças hepáticas.

História Familiar: Sem história de câncer.

Exame Físico:

Inspeção: Icterícia evidente.

Palpação: Massa palpável no hipocôndrio direito, hepatomegalia de 4 cm abaixo do rebordo costal.

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CASO CLINICO 2

EXAMES LABORATORIAIS:

Fosfatase Alcalina: Elevada (1000 U/L).

Bilirrubina Total: Elevada (10.2 mg/dL), com predomínio da fração direta.

CA 19-9: Elevado (800 U/mL).

AST e ALT: Ligeiramente elevadas.

Exames de Imagem:

Tomografia Computadorizada (TC) de Abdome: Lesão sólida no ducto hepático comum, com dilatação dos ductos biliares intra-hepáticos.

Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica (CPRE): Estreitamento do ducto hepático comum com colocação de stent paliativo.

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CASO CLINICO 2

DIAGNÓSTICO: COLANGIOCARCINOMA CAUSANDO COLESTASE EXTRA-HEPÁTICA.

Conduta:

Tratamento Paliativo: Colocação de stent biliar para aliviar a obstrução.

Quimioterapia: Iniciada como terapia adjuvante.

Cuidados Paliativos: Controle da dor e suporte nutricional.

Prognóstico: Reservado, com expectativa de vida limitada devido à extensão do tumor.

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