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Sistemas de Classificação

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Para quê classificar os seres vivos?

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Sistemática e Taxonomia

Sistemática

Ramo da biologia que estuda a diversidade biológica, ou biodiversidade.

Taxonomia

Ramo da sistemática que se ocupada classificação dos seres vivos e da nomenclatura.

 Lynx pardinus

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Sistemática e Taxonomia

Número de espécies classificadas, a nível mundial, de acordo

com o site www.catalogueoflife.org (dados de 16/01/2022).

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Para quê classificar os seres vivos?

  • Organização do estudo.
  • Estabelecimento de diferenças/semelhanças.
  • Estabelecimento de relações evolutivas.

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Como classificar os seres vivos?

Classificação biológica

Prática

Racional

Horizontal

ou estática

Artificial

Natural

Vertical

ou dinâmica

Filogenéticas, Filéticas ou evolutivas

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Como classificar?

Predadores

Presas

Classificações Práticos

  • Não se baseiam em caraterísticas intrínsecas dos seres vivos, mas sim na sua utilidade para o Homem.
  • Embora mais primitivas, subsistem até hoje.

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Como classificar?

Classificações Racionais

  • Baseadas em caraterísticas dos seres vivos

Aristóteles

Seres Vivos

Animais

Anaima

(animais sem sangue vermelho)

Enaima

(animais com sangue vermelho)

Plantas

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Sistemas Racionais - Artificial

Sistemas de classificação como o de Aristóteles baseava-se num pequeno número de caraterísticas.

Aristóteles

Por originarem grupos que incluem seres vivos muito diferentes entre sí, dizem-se artificiais.

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Sistemas Racionais - Naturais

  • A classificação dos seres vivos teve um impulso significativo no séc. XVIII, com a obra do botânico Carl Von Linne (1707- 1778).

Lineu

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Sistemas Racionais - Naturais

Lineu

  • Lineu utiliza em simultâneo o maior número possível de caracteres, originando grupos compostos por seres vivos mais semelhantes entre si.

Sistemas de classificação naturais.

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Sistemas Fenéticos ou Horizontais

  • Atualmente usam-se sistemas baseados em caraterísticas dos seres vivos diretamente observáveis – fenótipos.
  • A classificação dos seres vivos resulta da aplicação estatística da presença ou ausência de um conjunto alargado de caracteres e ficou conhecida como taxonomia numérica ou fenética.

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Sistemas Fenéticos ou Horizontais

  • Atualmente usam-se sistemas baseados em caraterísticas dos seres vivos diretamente observáveis – fenótipos.
  • A classificação dos seres vivos resulta da aplicação estatística da presença ou ausência de um conjunto alargado de caracteres e ficou conhecida como taxonomia numérica ou fenética.

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Sistemas Fenéticos ou Horizontais

No entanto, nem todas as semelhanças entre seres vivos correspondem a proximidades evolutivas. Alguns seres apresentam semelhanças anatómicas em resultado de convergência adaptativa – Estruturas Análogas.

  • Estas classificações não têm em conta o factor tempo nem a história evolutiva dos seres vivos – horizontais.

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Sistemas Filogenéticos ou Verticais

  • Mais do que a semelhança morfológica entre os organismos, privilegia a sua história evolutiva.
  • As caraterísticas presentes em mais organismos são mais antigas.
  • As semelhanças entre indivíduos do mesmo grupo traduzem relações de parentesco.
  • Um cladograma representa sempre uma hipótese de filogenia entre os seres vivos.

Caraterísticas Plesiomórficas

Caraterísticas presentes em todos os seres de um grupo, onde se deduz que esta estaria presente no ancestral comum.

(exemplo glândulas mamárias)

Caraterísticas Apomórficas

Caraterísticas presentes em apenas alguns animais do grupo, pelo que não estariam presentes no ancestral do grupo.

(exemplo placenta)

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Sistemas Filogenéticos ou Verticais

  • Com a cladística, tornou-se evidente que nem todos os grupos/taxa anteriormente definidos refletiam uma classificação verdadeiramente filogenética, verificando-se três situações diferentes:

Grupo monofilético ou clado

contém um ancestral comum e todos os seus descendentes.

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Sistemas Filogenéticos ou Verticais

  • Com a cladística, tornou-se evidente que nem todos os grupos/taxa anteriormente definidos refletiam uma classificação verdadeiramente filogenética, verificando-se três situações diferentes:

Grupo parafilético

contém um ancestral comum e alguns dos seus descendentes, mas não todos.

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Sistemas Filogenéticos ou Verticais

  • Com a cladística, tornou-se evidente que nem todos os grupos/taxa anteriormente definidos refletiam uma classificação verdadeiramente filogenética, verificando-se três situações diferentes:

Grupo polifilético

engloba grupos pertencentes a várias linhas evolutivas e não incluiu o seu ancestral comum.

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Taxonomia

John Ray (1627–1705)

  • Um dos primeiros a propor uma definição biológica rigorosa para o conceito de espécie, baseada na reprodução e descendência comum.
  • Descreveu mais de 18.000 espécies diferentes.
  • Rejeitou sistemas de classificação artificiais baseados num único traço, defendendo uma abordagem baseada na morfologia total (forma e estrutura completa)

Abelha, Bee, abeja, abeille, ape, albină, abella, abba

Apis, pubescens, thorace subgriseo, abdomine fusco, pedibus, posticis glabris utrinque margine ciliatis.

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Taxonomia

Carl von Linné (1707-1778)

  • "pai da taxonomia moderna" - formalizou o sistema moderno de nomenclatura e classificação biológica.
  • Propôs as normas de nomenclatura binominal.
  • Criou um sistema hierárquico de categorias taxonómicas (taxa) progressivamente mais específicas para agrupar os seres vivos com base em semelhanças anatómicas

Abelha, Bee, abeja, abeille, ape, albină, abella, abba

 Apis mellifera

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Taxonomia

 Apis mellifera

  • O nome da espécie escreve-se com duas palavras, sendo a primeira um substantivo escrito com inicial maiúscula e correspondente ao nome do género a que a espécie pertence; a segunda palavra, escrita com inicial minúscula, designa-se por epíteto ou restritivo específico nomenclatura binominal

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Taxonomia

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Taxonomia

  • O nome da subespécie escreve-se colocando à frente do nome da espécie um terceiro termo designado por epíteto ou restritivo subespecífico, escrito com inicial minúscula – nomenclatura trinominal.
  • Os restritivo específico e restritivo subespecífico não têm qualquer significado quando estão isolados;

género

restritivo específico

restritivo subespecífico

Espécie

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Taxonomia

  • O sistema de classificação de Lineu estabelece uma hierarquia de categorias taxonómicas, nas quais os seres vivos são agrupados em taxa (singular taxon) unidades de classificação.
  • Todos os taxa superiores à espécie têm nomenclatura uninominal, sendo constituída por um substantivo com inicial maiúscula.

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Taxonomia

  • Em zoologia, o nome da família é construído �a partir do nome do género mais representativo acrescentando o sufixo «idae».

(ex.: na classificação do lobo, o género é Canis e a família é Canidae)

  • Em botânica, o taxon família é substituído por divisão, é construído a partir do nome do género mais representativo acrescentando o sufixo «aceae».

  • (ex.: na classificação da roseira, o género é Rosa �e a família é Rosaceae)

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Critérios usados na classificação de seres vivos

Anatomia Comparada

Morfológicos

Simetria Corporal

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Critérios usados na classificação de seres vivos

Modo de nutrição

Ingestão

Absorção

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Critérios usados na classificação de seres vivos

Embriologicos

Paleontológicos

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Critérios usados na classificação de seres vivos

Cariótipo

Bioquímicos

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Critérios usados na classificação de seres vivos

Estrutural

Etológicos

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