LEVANTAMENTO DOS NÍVEIS PLUVIOMÉTRICOS NAS BACIAS DOS RIOS MAXIXE E BOA VISTA, SERTÃO DE ALAGOAS
MARCO ANTONIO DINIZ DO NASCIMENTO; UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS; marco.diniz00@gmail.com
I SIMPÓSIO NORTE-NORDESTE
DE ESTUDOS GEOGRAFICOS
SOBRE BACIAS HIDROGRAFICAS
ALVARO DOS SANTOS; UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS; alvaro.santos@igdema.ufal.br
KLEYTHON MONTEIRO ; UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS ; kleython.monteiro@igdema.ufal.br
LAIS SUSANA DE SOUZA GOIS ; UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS; laisgois15@gmail.com
INTRODUÇÃO
Fonte: Autor 2026
Compreender a influência de fatores pluviométricos de alta intensidade em curto espaço de tempo se há influência com períodos de fenômenos ENOS.
analizar o levantamento pluviométrico dos ultimos 30 anos das bacias estudadas e verificar a periodicidade de períodos mais chuvosos.
OBJETIVOS
Objetivo 1:
Objetivo 2:
Objetivo 3:
Avaliar a relação entre os períodos de chuvas intensas e alta pluviometria em curto espaço de tempo com a influência de cheias nas bacias.
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
A análise busca compreender os indices pluviométricos das bacias hidrográfica dos Rios Boa Vista e Maxixe, através da soma e média dos dados. No primeiro momento através de leituras foi utilizado o padrão variação sazonal da precipitação pluvial exerce forte influência sobre as condições ambientais, muitos pesquisadores vêm desenvolvendo estudos com base no número de dias chuvosos (Brunettia et al., 2001).
Para analisar os dados pluviométricos utilizou-se para obtenção dos resultados a somatória total dos dias chuvosos.
Para análise média dos meses de precipitações para um período relativamente longo, obteve-se as médias aritméticas de acordo com Galvani (2004). Este é o procedimento mais simples e comum passível de ser aplicado a um conjunto de dados.
As áreas de estudo das bacias hidrográficas Riacho do Maxixe e Rio Boa Vista (Figura 01), estão localizadas no Semiárido, Região Geográfica Imediata de Delmiro Gouveia, que incluem os municípios de Delmiro Gouveia, Piranhas, Pariconha e Água Branca, no Alto Sertão do Estado de Alagoas. Compreende uma área de 1.761,116 km² e população estimada de 103.506 habitantes. Para a pesquisa, foram utilizadas iOs dados brutos de precipitação dos anos de 1996 - 2026, obtidos a partir das estações pluviométricas disponibilizadas pela Agência Nacional de Águas – ANA, através da plataforma HIDROWEB, acessado através do portal https://www.snirh.gov.br/hidroweb/apresentacao e pelo portal do Instituto Nacional de Meteorologia – INMET https://portal.inmet.gov.br/dadoshistoricos.
METODOLOGIA
Fonte: Autoral, 2026.
Figura 1. Localização das Bacias Rio do Maxixe e Rio Boa Vista.
Fonte: Autoral, 2026.
A obtenção dos dados pluviométricos teve como base as estações pluviométricas instaladas nos respectivos municípios em que estão inseridas as bacias dos rios estudados.
Tabela 01: Identificação das estações pluviométricas localizadas nos municípios de Piranhas e Delmiro Gouveia.
Estação Código Latitude Longitude |
Piranhas 00937023 -9.607716 -7.763705 Delmiro Gouveia 00937013 -9.120332 -7.891362 |
DESENVOLVIMENTO
P= A+B+C |
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Fonte: Autoral, 2026.
Graficos 1-2. Representação da sinuosidade da soma pluviométrica dos municípios de Delmiro Gouveia e Piranhas .
Fonte: Autoral, 2026.
Graficos 3-4. Representação da sinuosidade da média pluviométrica dos municípios de Delmiro Gouveia e Pirranhas.
Analisando os resultados dos gráficos acima, para pluviometria relacionada a bacia do Rio Maxixe, verifica-se que há uma variação da distribuição de chuvas com períodos anuais de intensidades pluviométricas que intercalam em média de três a sete anos. Destacam-se os anos 2000, 2005, 2011, 2014, 2021 e 2026 que apresentam pluviometria anual acima de 300 mm, com ênfase nos meses de janeiro, fevereiro, março e abril, como os meses mais chuvosos.
No entanto, a dinâmica pluviométrica relacionada a bacia do Rio Boa Vistas em Piranhas-AL, nota-se que a maior concentração das precipitações, ocorrem nos anos de 2005, 2024 e 2026, que apresenta pluviometria acima de 300 mm, os demais anos apresentam pluviometria anual abaixo em torno de 200 mm ano. Comparando com dados pluviométricos da bacia do Rio Maxixe, observa-se que o padrão de distribuição de chuvas não segue uma escala periódica de elevadas chuvas por período, mas há uma similaridade quando aos meses mais chuvosos de janeiro a abril.
Comparando com o gráfico dos fenômenos ENOS (Gráfico 05) indicam um predomínio da anormalidade climática El Niño e La Niña. Comparando os resultados de somas e médias pluviométricas observa-se uma correlação dos ENOS durante o período considerado de maior ocorrência de chuvas nos meses de janeiro a abril.
Essa correlação de anomalia dos ENOS, tendem a influenciar direta ou indiretamente na dinâmica de eventos naturais na região das bacias do Rio do Maxixe e Rio Boa Vista. Essas alterações na dinâmica das chuvas, principalmente as de altas intensidades, acabam acarretando na sobrecarga das águas das bacias, ocasionando danos e prejuízos as estruturas urbanas.
Gráfico 5: Evolução atual dos ENOS desde os anos de 1975 ao período atual.
Fonte: INMET.
Fonte: INMET, 2026.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O estudo aponta que há uma dinâmica de ocorrência de intensidade de chuvas na região do semiárido, em que esses eventos influenciam diretamente nas calhas das bacias hidrográficas dos Rios Maxixe e Boa Vista, elevando as águas, principalmente de afluentes intermitentes e que há uma tendência da intensidade de chuvas na região com os fenômenos ENOS, que eleva em um determinado período a ocorrência de alta pluviometria e inundações na região, ou seja, em eventos extremos de ENOS é que ocorrem mais inundações, bem como de maiores magnitudes.
Com isso, concluímos que os períodos de maior intensidade de chuvas na região que vão de janeiro a abril, pode consistir num fator desencadeante de inundação, ou seja, embora as chuvas sejam irregulares sobre uma determinada bacia, a ocorrência de valores extremos de precipitação em determinado ponto pode desencadear uma inundação em bacias hidrográficas do semiárido.
REFERENCIAS
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