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PROCESSO SAÚDE-DOENÇA DOS TRABALHADORES RURAIS – UM OLHAR PARA O MUNICÍPIO DE FRANCISCO DANTAS (RN)

Enf . Emanuella Torquato.

Orientadora: Profa. Dra. Palmyra Sayonara de Góis

Pau dos Ferros/ RN

2025

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Interesse, Justificativa e Relevância;

Interesse: A pesquisa foi motivada por debates acadêmicos sobre saúde do trabalhador e por uma vivência pessoal no meio rural, com foco nos trabalhadores rurais de Francisco Dantas (RN).

Justificativa: A pesquisa busca evidenciar as demandas de saúde da população rural, propondo melhorias que promovam qualidade de vida e eficiência no trabalho, tanto urbano quanto rural.

Relevância: O estudo busca evidenciar a atuação dos serviços de saúde municipais e o nível de conscientização dos trabalhadores rurais, propondo ações integradas e políticas públicas eficazes que promovam cuidado, prevenção e melhoria das condições de saúde e segurança desses trabalhadores.

(Gaudioso, C. E. et al. 2019)

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Objetivos

Objetivo geral: Caracterizar o perfil saúde-doença dos trabalhadores rurais no município de Francisco Dantas (RN).

Objetivos específicos;

  • Avaliar as necessidades de saúde referidas;
  • Caracterizar o atendimento prestado na APS aos trabalhadores rurais;
  • Identificar os AT e aposentadorias por motivo de adoecimento.

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Resultados e Discussões

(Vedana, 2020)

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Resultados e Discussões

  • Maior concentração de trabalhadores rurais aos 45 anos (5,93%);
  • Idades variam de 18 a 84 anos, mostrando várias gerações na atividade;
  • Diversidade etária indica continuidade
  • Políticas de saúde devem atender jovens e idosos com necessidades específicas;

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Resultados e Discussões

  • Não houve autodeclaração de indígenas, amarelos ou outras etnias;

(Buainain et al., 2014)

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Resultados e Discussões

  • Agricultura familiar é base produtiva importante;
  • Trabalho rural envolve divisão de tarefas entre membros da família;
  • Estabilidade familiar oferece apoio emocional e financeiro;

(Buainain et al., 2014)

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Resultados e Discussões

  • 37,29% dos trabalhadores rurais são analfabetos, dificultando compreensão de riscos e direitos;
  • Baixa escolaridade aumenta vulnerabilidade a agrotóxicos e uso inadequado de ferramentas;

(Travassini, 2015)

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Resultados e Discussões

  • Deslocamento a centros urbanos gera custos e perda de tempo;
  • Ampliação da Atenção Básica e unidades móveis são essenciais para reduzir desigualdades.

(Bousquat et al., 2023)

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Resultados e Discussões

  • 25,42% dos trabalhadores rurais fumam; 6,78% consomem álcool;
  • 66,95% não responderam, possivelmente por tabu ou receio;

(Bousquat et al., 2023)

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Resultados e Discussões

  • 75,43% das famílias vivem com até dois salários mínimos, indicando vulnerabilidade econômica;
  • Baixa renda limita acesso a saúde, educação e moradia;
  • Perpetua ciclos de desigualdade no meio rural;
  • Políticas públicas inclusivas são essenciais para melhorar renda e qualidade de vida.

(Oliveira, 2011)

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Resultados e Discussões

  • 51,70% dos trabalhadores rurais estão aposentados por idade;
  • 40,68% continuam trabalhando na agricultura, muitas vezes por necessidade;
  • Falta de alternativas de sustento no meio rural;
  • Limitações do sistema previdenciário e ausência de políticas para transição digna à aposentadoria;

(Oliveira, 2011)

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Resultados e Discussões

  • 51,70% dos trabalhadores rurais estão aposentados por idade;
  • 40,68% continuam na agricultura por necessidade financeira;
  • Falta de alternativas de sustento e limitações no sistema previdenciário rural;
  • Muitos trabalham para complementar a renda após aposentadoria;

(Araújo et al., 2022)

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Considerações finais

  • Saúde-doença dos rurais analisada sob diferentes enfoques;
  • Agravos frequentes: doenças físicas e mentais;
  • Acesso à saúde é precário e historicamente negligenciado;
  • Baixa escolaridade compromete prevenção;
  • Cultura camponesa é aliada na promoção da saúde;
  • Enfermagem atua com ética e sensibilidade na atenção básica.

Objetivos alcançados:

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Considerações finais

  • Aprofundamento teórico: limitado pela escassez de referências atualizadas sobre a saúde de trabalhadores rurais no semiárido nordestino;
  • Resistência à participação: de alguns trabalhadores, motivada por medo, insegurança ou falta de familiaridade com o meio científico, impactou a diversidade dos dados coletados.

Limitações;

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Considerações finais

  • Inspira novos estudos mais amplos e aprofundados;
  • Sugere ampliação metodológica e maior aproximação entre academia e comunidades rurais;
  • Defende o fortalecimento de políticas públicas intersetoriais voltadas à agricultura familiar;
  • Propõe maior aprofundamento nas pesquisas para sensibilizar as autoridades locais e contribuir efetivamente para a promoção do agricultor rural.

Contribuições;

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REFERÊNCIAS

ALCÂNTARA, R. M. Programas educativos para superar barreiras culturais no uso de EPIs por agricultores. Educação & Sociedade, Campinas, v. 38, n. 139, p. 607-622, 2017.

BITTENCOURT, I. S.; VILELA, A. B. A.; NUNES, E. C. D. A. Políticas públicas de saúde no Brasil: evolução histórica. Enfermagem Brasil, v. 10, n. 2, p. 131-136, 2011. Disponível em: https://portalatlanticaeditora.com.br/index.php/enfermagembrasil/article/view/3851. Acesso em: 13 set. 2023.

BRASIL. Ministério da Economia. Histórico da Previdência Social no Brasil. Disponível em: https://www.gov.br/economia/pt-br. Acesso em: 6 jan. 2025.

BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 2.866, de 2 de dezembro de 2011. Institui a Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo e da Floresta. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 5 dez. 2011. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2011/prt2866_02_12_2011.html. Acesso em: 25 maio 2025.

BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2016.

LOPES, M. A.; CONTINI, E. Agricultura, sustentabilidade e tecnologia. Agroanalysis, Especial EMBRAPA, p. 27-34, fev. 2012. Disponível em: http://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/agroanalysis/article/viewFile/24791/23560. Acesso em: 18 abr. 2025.

GAUDIOSO, C. E. et al. Saúde do trabalhador rural: uma revisão bibliográfica. Revista Ciências do Trabalho, n. 16, p. 1–15, 2019. Disponível em: https://rct.dieese.org.br/index.php/rct/article/view/166. Acesso em: 11 maio 2025.

GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2009.

MUNARETTO, L. F.; CORRÊA, H. L.; CARNEIRO DA CUNHA, J. A. A study on the characteristics of the Delphi method and focus group as techniques to obtain data in exploratory research. Revista de Administração da UFSM, v. 6, n. 1, p. 9–24, 2013.

VEDANA, R. Empoderamento feminino na agricultura: um estudo de caso na Lar Cooperativa Agroindustrial (Paraná). 2020. 92 f. Dissertação (Pós-Graduação em Economia) – Centro de Ciências Sociais Aplicadas.

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REFERÊNCIAS

TRAVESSINI, D. M. Educação do Campo ou Educação Rural? Os conceitos e a prática a partir de São Miguel do Iguaçu, PR. 2015. Monografia (Bacharelado em Desenvolvimento Rural e Segurança Alimentar) – Universidade Federal da Integração Latino-Americana, Foz do Iguaçu.

BOUSQUAT, A. et al. Atenção Primária à Saúde em Municípios Rurais Remotos no Brasil. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2023.

OLIVEIRA, Maria Helena Barros de. Saúde do trabalhador rural: desafios e perspectivas. São Paulo: Hucitec, 2011.

FIDELIS, S. T. S.; TORRES, T. L.; BENDASSOLLI, P. F. Biografias laborais de pessoas encarceradas: entre o crime e o trabalho. Revista Subjetividades, v. 20, n. 3, p. 1-14, 2020.

MEDEIROS, F. E. de et al. Riscos ocupacionais na agricultura brasileira. 2018.

SILVA, D. R.; SOUZA, E. C.; LIMA, J. P. Barreiras para a adoção de equipamentos de proteção individual no setor agrícola. Revista Brasileira de Saúde Ocupacional, v. 42, e15, 2017.

SOUZA, M. C.; PEREIRA, D. L. As necessidades de saúde dos trabalhadores rurais: uma análise crítica. Revista Brasileira de Saúde Rural, 2022.

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