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FATORES PSICOLÓGICOS RELEVANTES NO ESPORTE E NO EXERCÍCIO FÍSICO: ESTRESS, ANSIEDADE, BURNOUT E LESÃO

Prof.Esp.Dioney Pinheiro

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Estresse

Segundo Loures et al. (2002), em uma situação de estresse, o organismo humano redistribui suas fontes de energia, antecipando uma agressão iminente.

Esse mecanismo de adaptação é vantajoso se realmente houver perigo iminente. Entretanto, se esse estado persistir por muito tempo, o dano será inevitável.

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Estresse

Atualmente, o estresse atinge cerca de 90% da população global. Esse quadro está associado ao desenvolvimento de uma série de doenças, como câncer, depressão, diabetes e principalmente a hipertensão.

No Brasil, por exemplo, 132 mil infartos são causados pelo estresse do dia a dia, conforme dados do Ministério da Saúde (OMS, 2020), fatores certamente afetados pela pandemia e isolamento mundial.

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Estresse

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Estresse

O que ele é?

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O termo estresse é entendido como um desequilíbrio substancial entre a demanda e a capacidade de resposta. Ou também como a quebra da homeostase, que é o equilíbrio estável do organismo humano em relação ao meio ambiente, e sabendo-se que essa estabilidade modifica-se por qualquer alteração ambiental, isto é, para cada estímulo há uma resposta (WEINECK, 1999)

Estímulos que são débeis, não acarretam consequências. Estímulos médios apenas excitam. Estímulos médios para fortes provocam adaptações. Estímulos muito fortes podem causar danos (lesões e burnout).

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Para tanto, é importante definirmos o termo ativação, visto que relaciona-se diretamente. Segundo Weinberg e Gould (2017), ativação é uma combinação de atividades fisiológicas e psicológicas e está relacionado à intensidade da motivação naquele momento. Essa intensidade varia de “nem um pouco excitado” à “completamente excitado” (estado frenético). 

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Segundo Lipp e Malagris (2001) o estresse pode ser definido em três classificações:

  • Estresse positivo (eustresse)
  • Estresse negativo (distresse)
  • Estresse ideal.

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Estágio 1 – Demanda ambiental: relação física e psicológica. Existe algum tipo de demanda imposta para o aluno/atleta, podendo ser física ou psicológica, como demonstrar um movimento na frente dos colegas.

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Estágio 2 – Percepção da demanda: intensidade (ou grau) da percepção da demanda psicológica ou física. A percepção, entendimento, forma de lidar, não é igual entre as pessoas. Esse aspecto levará em consideração o nível traço de ansiedade e estado, as pessoas com níveis mais elevados de ansiedade percebem, em geral, mais situações como desfavoráveis (ameaçadoras) do que as aquelas com níveis mais baixos de ansiedade.

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Estágio 3 – Resposta de estresse: relacionado à ativação física ou psicológica, resultando no estado de ansiedade. Se a percepção, por exemplo, gera sentimento de ameaça, a resposta será aumento do estado de ansiedade (cognitiva e somática).

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Estágio 4 – Consequências comportamentais: o resultado ou desempenho das ações. O comportamento real sob o estresse. Esse estágio realimenta-se no primeiro, ou seja, o resultado pode ter um determinado impacto situacional, e este gerar mais desequilíbrio e mais estresse, tornando-se um ciclo contínuo.

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Ansiedade

O que ela é? Será que pode ser útil?

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Ansiedade

ansiedade, segundo Weinberg e Gould (2017), é entendida como um estado emocional negativo, caracterizando-se como nervosismo extremo, preocupação e apreensão. Embora seja percebida como negativa, não se relaciona com desagradável, ou com desempenho de forma negativa, está relacionada à ativação ou excitação do corpo.

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Ansiedade

Para Cheng Hardy e Markland (2009), em situações esportivas, a ansiedade relaciona-se com um estado psicológico desagradável em reação ao estresse percebido do desempenho de uma tarefa que está sob pressão, ocasionando nervosismo no atleta.

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Ansiedade

Spielberg (1966) afirma que é um sentimento subjetivo de tensão e apreensão, conscientemente percebido, acompanhado por ou associado com a ativação ou a excitação do sistema nervoso autônomo.

Para Cheng, Hardy e Markland (2009), existe um controle percebido ou componente que regula o grau que a pessoa acredita ter os recursos e a capacidade de enfrentar os desafios.

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Para Smith et. al (2006), o traço de ansiedade possui três componentes: somático, cognitivo e ruptura da concentração.

O traço ansiedade somático relaciona-se ao grau que uma pessoa costuma perceber sintomas físicos aumentados, como tensão muscular.

O traço de ansiedade cognitivo indica a intensidade em que existe a preocupação ou uma pessoa tem autodúvidas.

A ruptura de concentração tem relação com o grau de concentração interrompida durante um momento/evento, como uma partida de esporte.

De uma forma geral, o traço de ansiedade é uma disposição comportamental de perceber como ameaçadoras situações que objetivamente podem não ser perigosas e responder a elas com um estado de ansiedade desproporcional ao necessitado.

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Burnout

O que ela é? Será que pode ser útil?

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Burnout

O que ela é? Será que pode ser útil?

É necessário compreender os termos de burnout e treinamento excessivo, pois comumente são utilizados como sinônimos, ou confundem-se.

Para tanto, por treinamento excessivo entenderemos como um manejo da variável de repouso dentro de uma periodização de treinamento, ou seja, um ciclo curto de treinamento com exposição dos alunos/atletas a cargas excessivas (próximas às cargas máximas). Dessa forma, um treinamento excessivo para um indivíduo pode ser mais leve para outro.

Segundo Kentta (2001), o treinamento excessivo pode ser considerado como um processo que se desenvolve com o passar do tempo, podendo ser “positivo”, de manutenção ou negativo (burnout). 

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Burnout

O que ela é? Será que pode ser útil?

Para o burnout ainda não existe uma definição universal, mas Gould e Whitley (2009) definiram como: um afastamento físico, emocional e social de uma atividade anteriormente agradável, caracterizado por uma exaustão emocional e física.

Ocorre em consequência de estresse extremo e crônico. Uma vez que um atleta/aluno passa pelo burnout, geralmente, acontece um afastamento do esporte/exercício e a possível desistência/abandono do esporte relaciona-se com exaustão psicológica e emocional, baixa autoestima e outros transtornos como depressão.

Treinamento excessivo e burnout são de natureza física e psicológica e, por vezes, alguns sintomas são comuns, como fadiga física, esgotamento mental, apatia e perturbação do sono (WEINBERG, GOULD, 2017).

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Burnout

O que ela é? Será que pode ser útil?

O treinamento excessivo negativo leva primeiro à estafa e, se mantido por muito tempo sem repouso adequado, em um estado mais grave de burnout.

A estafa, segundo a American Medical Association (1966), é “um estado fisiológico de treinamento excessivo que se manifesta como prontidão esportiva deteriorada”, sendo entendida como um resultado ou a consequência de um treinamento excessivo em que o atleta/aluno não consegue mais alcançar os resultados, podendo ter uma redução de 5% ou mais quando estafado (WEINBERG, GOULD, 2017) durante ou após um período de treinamento excessivo, não apresentando melhora.

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Lesão

O que ela é?

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O termo lesão refere-se a um trauma corporal resultando na incapacidade física e inibição temporária da função motora (às vezes permanente).

Segundo Weinberg e Gould (2017) a lesão é entendida como multifacetada, relacionando o participante e a dor de modo:

a dor ou lesão necessitar de atenção mental;

a dor ou a lesão envolver alguma perda de função ou alteração da função, as quais afetam de forma direta as capacidade de atuação;

a pessoa que está lesionada precisa decidir se inicia ou continua a participação enquanto está com dor ou lesão.

Os autores, ainda trazem que uma linha tênue separa a lesão do desconforto, sendo que o segundo não necessariamente limita a ação (sem prejuízo de movimento).

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Nesse sentido, as respostas emocionais passam pelos cincos estágios da resposta de pesar (HARDY, CRACE, 1990):

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 Segundo Bianco, Malo e Orlick (1999) a recuperação da lesão seguirá essas etapas:

  1. fase de lesão ou doença: auxiliar o aluno/atleta com a revolta emocional;

  • fase de reabilitação e recuperação: auxiliar a manter a motivação e a adesão aos procedimentos e protocolos de reabilitação;

  • fase de retorno à atividade total: só será completa quando o aluno/atleta conseguir voltar ao esporte na sua totalidade.

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TAKE AT HOME

ANSIEDADE E ESTRESS NÃO NECESSÁRIAMENTE SÃO RUINS, MAS EXISTE UM NÍVEL IDEAL PARA ESTAR EM ESTADO DE ATIVAÇÃO

TREINAMENTO EXCESSÍVO NÃO CARACTERIZA BURNOUT

EXISTE UM CUIDADO PSICOLÓGICO PARA COM O ATLETA LESEIONADO