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ABRIL INDÍGENA

Povos Indígenas do Rio Grande do Norte

Caboclos do Assú e Mendonça do Amarelão

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OQUE VOCÊS IMAGINAM:

  • As palavras índio e indígena tem o mesmo significado ?

  • Eles/elas estiveram no “Brasil” desde sempre ?

  • Em que lugar do Brasil vocês acham que os povos originários vivem?

  • como vocês imaginam a aparência de um(a) indígena?

  • Você pode me citar alguma referência indígena, ou povoado, aldeamento que está ou esteve no RN?

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OQUE VOCÊS IMAGINAM:

ÍNDIO VS INDÍGENA?

  • As palavras índio e indígena tem o mesmo significado ?

  • Eles/elas estiveram no “Brasil” desde sempre ?

  • Em que lugar do Brasil vocês acham que os povos originários vivem?

  • como vocês imaginam a aparência de um(a)indígena?

  • Você pode me citar alguma referência indígena, ou povoado, aldeamento que está ou esteve no RN?

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ELES/ELAS ESTIVERAM NO “BRASIL” DESDE SEMPRE ?

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ELES/ELAS ESTIVERAM NO “BRASIL” DESDE SEMPRE ?

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“A cultura histórica sobre os povos originários no Brasil é atravessada por um imaginário que tende a localizá-los dentro de um perímetro geográfico amazônico, na região Norte do país e, com menos expressão, na região Centro-Oeste, mas dificilmente associa esses povos à região Nordeste”. (ANDRADE,2023, p. 64)

INDÍGENAS NA ATUAL REGIÃO DO RN E NA ANTIGA CAPITÂNIA:

“Isso têm alguns motivos, os quais passam, necessariamente, por um projeto político que contou com o empenho de uma tradição historiográfica, responsável por noticiar a extinção dessas populações e declará-las “integradas” ao conjunto da população brasileira, segundo narrativas que atestavam e celebravam a mestiçagem populacional personificada na figura do caboclo”. (ANDRADE,2023, p. 64)

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Os interesses dos portugueses em utilizar a terra próximas ao litoral do Rio Grande do vai se intensificar por volta de 1530, quando nesta época Portugal começa a buscar de forma mais direta a explorações de recursos e de mão de obra em sua colônia na américa. Houve grande resistência da parte dos povos indígenas, que muitas vezes se aliaram entre si, e até mesmo com alguns outros povos europeus que se faziam presente na região, buscando manter relações de comércio, bem como podemos citar os franceses e holandeses, uniram forças algumas vezes contra a coroa portuguesa e a consolidação da capitânia hereditária em definitivo.

“Isso têm alguns motivos, os quais passam, necessariamente, por um projeto político que contou com o empenho de uma tradição historiográfica, responsável por noticiar a extinção dessas populações e declará-las “integradas” ao conjunto da população brasileira, segundo narrativas que atestavam e celebravam a mestiçagem populacional personificada na figura do caboclo”. (ANDRADE,2023, p. 64)

INDÍGENAS NA ATUAL REGIÃO DO RN E NA ANTIGA CAPITÂNIA:

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Os interesses dos portugueses em utilizar a terra próximas ao litoral do Rio Grande do Norte vai se intensificar por volta de 1530, nesta época Portugal começa a buscar de forma mais direta as explorações de recursos e de mão de obra em sua colônia na américa. Houve grande resistência da parte dos povos indígenas, que muitas vezes se aliaram entre si, e até mesmo com alguns outros povos europeus que se faziam presente na região, buscando manter relações de comércio, bem como podemos citar os franceses e holandeses, uniram forças algumas vezes contra a coroa portuguesa e a consolidação da capitânia hereditária em definitivo.

  • Região do Litoral 🡪 Povos Tupi Potiguara
  • Região Interiorana 🡪 Povos Tapuia

“Os portugueses, ao chegarem ao Brasil, dividiram os indígenas entre Tupis (estes que tinham maior conhecimento dos costumes e língua) e os Tapuias, estes que resistiram fortemente aos colonizadores. Há uma precariedade de informações sobre os povos tapuias, havendo dúvidas se eles são ou não da família Jê. No cômputo geral, entende-se como Tapuias aqueles grupos à Tupinização e, por conseguinte, à colonização” (ANDRADE 2023 apud Santos, 2019, p. 64).

O RIO GRANDE DO NORTE ERA ANTES DE TUDO UMA TERRA INDÍGENA

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  • Região do Litoral 🡪 Povos Tupi Potiguara
  • Região Interiorana 🡪 Povos Tapuia

“Os portugueses, ao chegarem ao Brasil, dividiram os indígenas entre Tupis (estes que tinham maior conhecimento dos costumes e língua) e os Tapuias, estes que resistiram fortemente aos colonizadores. Há uma precariedade de informações sobre os povos tapuias, havendo dúvidas se eles são ou não da família Jê. No cômputo geral, entende-se como Tapuias aqueles grupos à Tupinização e, por conseguinte, à colonização” (ANDRADE 2023 apud Santos, 2019, p. 64).

O RIO GRANDE DO NORTE ERA ANTES DE TUDO UMA TERRA INDÍGENA

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Mapa geográfico do Brasil

Mapa geográfico do Rio Grande do Norte

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POTIGUARAS

TAPUIAS

MENDONÇAS DO AMERELÃO

CABOCLOS DO ASSÚ

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‘’O início da Guerra dos Bárbaros, em contexto brasileiro, foi notável pela sua precipitação após a expulsão dos Flamengos do território entre 1655-1657, tendo em média uma duração de 70 anos. Com a partida dos Flamengos, que anteriormente estabeleceram efêmeras alianças com alguns grupos indígenas, a ausência dessa influência estrangeira desencadeou uma reconfiguração nas relações entre os colonizadores e os povos nativos, notadamente os Tapuias. Os primeiros registros desse período pós-expulsão dos Flamengos apontam para um aumento significativo de conflitos e tensões, evidenciando a percepção dos Tapuias de que a partida dos estrangeiros não representava uma retomada de autonomia, mas sim o prenúncio de uma nova fase de desafios. As hostilidades emergiram como resposta às aspirações coloniais que se intensificaram, consolidando a percepção entre os Tapuias de que a ameaça agora residia predominantemente nos colonizadores portugueses.’’ FREIRE, SANTOS, FARIAS , GOMES página 6 2023

GUERRA DOS "BÁRBAROS" E O PROJETO DE APAGAMENTO CULTURAL

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O início da Guerra dos Bárbaros, em contexto brasileiro, foi notável pela sua precipitação após a expulsão dos Flamengos do território entre 1655-1657, tendo em média uma duração de 70 anos. Com a partida dos Flamengos, que anteriormente estabeleceram efêmeras alianças com alguns grupos indígenas, a ausência dessa influência estrangeira desencadeou uma reconfiguração nas relações entre os colonizadores e os povos nativos, notadamente os Tapuias. Os primeiros registros desse período pós-expulsão dos Flamengos apontam para um aumento significativo de conflitos e tensões, evidenciando a percepção dos Tapuias de que a partida dos estrangeiros não representava uma retomada de autonomia, mas sim o prenúncio de uma nova fase de desafios. As hostilidades emergiram como resposta às aspirações coloniais que se intensificaram, consolidando a percepção entre os Tapuias de que a ameaça agora residia predominantemente nos colonizadores portugueses. FREIRE, SANTOS, FARIAS , GOMES página 6 2023

GUERRA DOS "BÁRBAROS" E O PROJETO DE APAGAMENTO CULTURAL

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POTIGUARAS

TAPUIAS

MENDONÇAS DO AMERELÃO

CABOCLOS DO ASSÚ

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Município de Assú

Assú

  • “Realmente num viero de Paraú não, viero mermo foi da Serra. A índia Francisca fugiu quando tocaro fogo na Serra, foi pega na Gruta da Gargantinha por uma pessoa chamada de nome Antônio Francisco, foi levada para trabalhar no cativeiro (fazenda), ele fez dela sua mulher e dos filhos deles que nascero a gente da comunidade.”

  • Possui uma população de aproximadamente 134 pessoas, das quais apenas 113 se autodeclaram indígenas.

  • Vivem em regime de "meia" com os fazendeiros

  • Também desenvolveram o extravismo da palha da carnaúba na produção de utensílios e objetos

  • Lutam pelo reconhecimento como povos indígenas

Comunidade dos Caboclos do Assú

RESISTENCIA, PERMANÊNCIA E LUTA NA ATUALIDADE: CABOCLOS DO ASSÚ

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Município de Assú

Assú

(Fonte: Google Maps

  • ‘’Realmente num viero de Paraú não, viero mermo foi da Serra. A índia Francisca fugiu quando tocaro fogo na Serra, foi pega na Gruta da Gargantinha por uma pessoa chamada de nome Antônio Francisco, foi levada para trabalhar no cativeiro (fazenda), ele fez dela sua mulher e dos filhos deles que nascero a gente da comunidade. Mas “Bolero Velho” é que lembra melhor de toda essa história que nossos avós contavam (ZAMBA, 30.06.2016). De 10 anos para cá que a gente lembra das novidades! Aí, próximo aqui [...] não é aqui na cabeça da senhora não (risos) [...] tinha a Gruta da Gargantinha que nunca foi acabada, ainda hoje existe. Agora hoje não mora ninguém, só mora cobra, raposa, guachinim [...] Isso lá foi criado umas tribos de índios lá! [...] (BOLERO VELHO, 2020). ‘’

RESISTENCIA, PERMANÊNCIA E LUTA NA ATUALIDADE: CABOCLOS DO ASSÚ

A Comunidade dos caboclos do Açu fica localizada na Lagoa do Piató, município do Assú.

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POTIGUARAS

TAPUIAS

MENDONÇAS DO AMARELÃO

CABOCLOS DO ASSÚ

PARAÚ

  • Possui uma população de aproximadamente 134 pessoas, das quais apenas 113 se autodeclaram indígenas.

(Fonte: Google Maps

Comunidade dos Caboclos do Assú

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Município de João Câmara

João câmara

Aldeamento Mendonças do Amarelão

RESISTENCIA, PERMANÊNCIA E LUTA NA ATUALIDADE: MENDONÇAS DO AMARELÃO

  • O Território Mendonça tem 6 aldeias localizadas em dois municípios (João Câmara e Jardim de Angicos)
  • 2.639 pessoas aproximadamente e 843 famílias.
  • O nome Amarelão vem de um antigo ritual praticado pelos antepassados que cultuavam o Sol, eles subiam uma serra de madrugada e esperavam o Sol aparecer, então, desciam-na cantando e tocando as maracas (instrumento de música feito com cabaça) e se referiam ao Sol como “o Amarelão”.
  • A principal atividade econômica é do beneficiamento da castanha do caju.
  • O povo Mendonça não se declara indígena ou potiguara os Mendonça do Amarelão”
  • Assim como os Caboclos do Assú os indígenas Mendonças do Amarelão ainda lutam pelo reconhecimento e pela demarcação de terras

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Município de João Câmara

João câmara

(Fonte: Google Maps

Aldeamento Mendonças do Amarelão

RESISTENCIA, PERMANÊNCIA E LUTA NA ATUALIDADE: MENDONÇAS DO AMARELÃO

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Referencias

  • Disponível em: https://youtu.be/4Qcw8HKFQ5E?si=R9FcmeMjgeSeP7Xk
  • Disponível em: https://atavernadobloch.wordpress.com/2020/12/20/arqueologia-brasileira-a-serra-da-capivara-e-sua-relacao-com-a-chegada-do-homem-na-america/
  • DIAS, Thiago Alves. Populações indígenas e o mito do desaparecimento no Rio grande do Norte. In: ALVEAL, Carmen Margarida Oliveira; COSTA, Bruno Balbino Aires da; BARBOSA, Livia Brenda da Silva. Guia didático de história do Rio Grande do Norte. Mossoró, RN: Edições UERN, 2022. p. 56-60.
  • SOARES, Lenin Campos. As tribos do Rio grande do Norte. Natal das Antigas, 2025. Disponível em: https://www.nataldasantigas.com.br/blog/as-tribos-do-rio-grande-do-norte. Acesso em: 28 mar. 2025.
  • FEDERAÇÃO DOS MUNICÍPIOS DO RIO GRANDE DO NORTE (FEMURN). População indígena do RN cresceu 350% em 10 anos, afirma Censo. 2023. Disponível em: https://www.femurn.org.br/noticia/7088/populacao-indigena-no-rn-cresceu-350-em-10-anos-afirma-censo. Acesso em: 28 mar. 2025.
  • NOVO NOTÍCIAS.Saiba quem são e onde estão os povos indígenas no RN. Novo Notícias, 19 abr. 2023. Disponível em: <https://www.novonoticias.com.br/saiba-quem-sao-e-onde-estao-os-povos-indigenas-no-rn/>. Acesso em: 2 abr. 2025.
  • RIO GRANDE DO NORTE. Projeto RN Sustentável II: Marco Conceitual dos Povos Indígenas. Natal: Governo do Estado do Rio Grande do Norte, 2024. Disponível em: https://www.gonvernocidadao.rn.gov.br. Acesso em: 02 abr2025.
  • SOARES, Lenin Campos. A extinção dos Índios. Natal das antigas, 2019. Disponível em: https://www.nataldasantigas.com.br/blog/a-extincao-dos-indios. Acesso em: 02 abr.2025