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DESIGUALDADES REGIONAIS E ACESSO A SERVIÇOS BÁSICOS EM MUNICÍPIOS AFETADOS POR COMPLEXOS INDUSTRIAIS E PORTUÁRIOS NO NORDESTE BRASILEIRO

Discente: Beatriz de Jesus Santana

Orientador: José Ricardo de Santana

Coorientador: Marco Antônio Jorge

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São Cristóvão – Sergipe 2026

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Problema de pesquisa

  • Implantação e expansão de complexos industriais e portuários;
  • Dinamização econômica e desenvolvimento regional;
  • Mudanças demográficas e urbanas, ampliação da demanda por infraestrutura.

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Em que medida a implantação e a expansão desses complexos se traduzem em melhorias nas condições de vida dos municípios afetados?

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Objetivos e hipótese

Objetivo geral: analisar o impacto da implantação e expansão de complexos industriais e portuários no Nordeste brasileiro sobre as desigualdades regionais e o acesso a serviços básicos, com ênfase nos indicadores de saneamento e saúde, nos municípios afetados.

Objetivos Especificos:

  • Comparar a evolução dos indicadores dos municípios tratados e de controle;
  • Investigar possíveis efeitos sobre saneamento, saúde e desenvolvimento municipal;
  • Discutir as implicações dos resultados para o desenvolvimento regional.

Hipótese: implantação e expansão de complexos industriais e portuários produzem efeitos sobre os indicadores de saneamento básico, saúde pública e desenvolvimento dos municípios afetados

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Fundamentos teóricos

Furtado

Hirschman

Myrdal

Perroux

Desenvolvimento e heterogeneidade estrutural

Desenvolvimento desequilibrado e encadeamentos

Causalidade circular e cumulativa

Polos de crescimento

O crescimento econômico não garante melhoria generalizada das condições de vida.

Grandes investimentos podem estimular outras atividades econômicas.

Processos econômicos podem reforçar desigualdades territoriais.

Os efeitos de polos produtivos podem se difundir de maneira desigual.

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Evidências empíricas

Ponte (2022)

Souza (2022)

Bartz (2018)

Pareamento e Diferenças

em Diferenças

Controle Sintético

Controle Sintético

Efeitos do empreendimento sobre o desenvolvimento municipal podem não se manifestar imediatamente, apresentando diferenças conforme o indicador

Aumento de internações hospitalares tem relação ao aumento da poluição atmosférica associado às obras e atividades industriais e à pressão sobre a infraestrutura básica de saneamento decorrente da migração populacional.

Os efeitos de grandes empreendimentos podem se manifestar em diferentes dimensões da dinâmica socioeconômica dos municípios

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Complexos industriais e portuários

Complexo Industrial e Portuário do Pecém — CE

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Complexo Industrial Portuário de Suape — PE

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Porto Aratu-Candeias — BA

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Porto do Itaqui — MA

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Análise Causal

Análise Descritiva

Análise Causal

Análise Descritiva

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Localização dos complexos

Pecém — Ceará

São Gonçalo do Amarante e Caucaia

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Suape — Pernambuco

Cabo de Santo Agostinho e Ipojuca

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Metodologia

Diferenças em Diferenças escalonado

Parâmetro de interesse

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Efeito médio do tratamento para a coorte que entrou no ano g, avaliado no período t

Identificação do tratamento

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A interação entre essas duas variáveis identifica os municípios tratados nos períodos posteriores ao tratamento.

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Definição dos tratamentos

Pecém — início das operações em 2002

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Suape — intensificação da expansão em 2007

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Pré-tratamento

Pós-tratamento

Anterior à expansão

Posterior à expansão

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Municípios tratados e controle

Estado

Ceará

Pernambuco

Municipios tratados

Caucaia e São Gonçalo do Amarante

Cabo de Santo Agostinho e Ipojuca

Controle inicial

Controle excluindo municípios limítrofes

182

182

174

177

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Base de dados

Saneamento

básico

Saúde

Desenvolvimento

SNIS

Variaveis dependentes

Cobertura de abastecimento de água e de esgotamento sanitário

Dimensão

Indicadores

Fonte

DATASUS

Internações e óbitos por DRSAI

FIRJAN

Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal

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Base de dados

Variáveis de controle

  • População;
  • Composição etária da população;
  • Taxa de urbanização;
  • PIB municipal per capita;
  • Taxa de distorção idade-série;
  • Número de leitos de internação vinculados ao Sistema Único de Saúde.

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Estimador duplamente robusto

Regressão do resultado

Modela a evolução esperada dos indicadores na ausência do tratamento

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Ponderação pelo escore

de propensão

Ajusta a comparação a partir das características observáveis

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Estimativas de ATT (g,t)

Hipótese de tendências paralelas

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Controle Sintético

Construção da unidade sintética

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A diferença entre a trajetória observada do município tratado e trajetória estimada para sua respectiva unidade sintética ao longo do período posterior ao tratamento

Variáveis preditoras:

PIB per capita; população; composição etária; taxa de urbanização e distorção idade-série

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Resultados esperados

  • Evolução dos indicadores: Identificar mudanças nas trajetórias de saneamento, saúde e desenvolvimento municipal;
  • Ampliar a discussão sobre desigualdades regionais e acesso a serviços básicos, considerando as possíveis implicações para políticas públicas voltadas à melhoria das condições de vida nos municípios afetados.

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Cronograma proposto

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Referências

BARTZ, Maicker Leite. Ensaios sobre impactos socioeconômicos da indústria naval: uma análise para o caso de Rio Grande/RS. 2018. Dissertação (Mestrado em Economia Aplicada) – Universidade Federal do Rio Grande, Rio Grande, 2018.

FURTADO, Celso. Formação econômica do Brasil. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2005.

FURTADO, Celso. O capitalismo global. 2. ed. São Paulo: Paz e Terra, 1998. FURTADO, Celso. Teoria e política do desenvolvimento econômico. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1967.

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HIRSCHMAN, Albert O. The strategy of economic development. New Haven: Yale University Press, 1958.

MYRDAL, Gunnar. Economic theory and under-developed regions. London: G. Duckworth, 1957.

PERROUX, François. O conceito de polos de crescimento. In: SCHWARTZMAN, Jacques (org.). Economia regional: textos escolhidos. Belo Horizonte: Cedeplar, 1977. p. 145–155.

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VEIGA, José Eli da. Desenvolvimento sustentável: o desafio do século XXI. 3. ed. Rio de Janeiro: Garamond, 2008.

ZAGATTO, Bruna; SOUZA, Luiz. A necropolítica ambiental nos quilombos de Ilha de Maré, Bahia, Brasil. Amazônica – Revista de Antropologia, Belém, v. 12, n. 1, p. 253–276, 2020.

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Obrigada!