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Discussão de Casos Clínicos

Radiologia do Abdome

Luis Fernando Freitas de Sousa

R2 de Radiologia e Diagnóstico por Imagem da Escola Paulista de Medicina

Coordenação: Giuseppe D'Ippolito e Daniel Bekhor

https://conferenciaweb.rnp.br/conference/rooms/ddi-abdomen/invite

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Caso Clínico

  • Identificação: S.R.S, feminino, 44 anos.
  • HPMA: diagnóstico recente de CA de ovário, relatando náuseas e vômitos iniciados há cerca de 1 semana, com piora há 2 dias. Refere que episódios de vômitos não têm relação com alimentação, muitas vezes acontecendo em períodos de jejum; conteúdo de coloração amarelo-esverdeada. Nega dor abdominal; relata apenas desconforto abdominal inespecífico, que associa ao volume abdominal aumentado às custas de ascite.
  • AP:
    • Nega doenças crônicas, etilismo e tabagismo.

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Qual o diagnóstico mais provável?

A) Metástase hepática

B) Cisto hepático

C) Carcinomatose peritoneal

D) Distúrbio perfusional

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Qual o diagnóstico mais provável?

A) Metástase hepática

B) Cisto hepático

C) Carcinomatose peritoneal

D) Distúrbio perfusional

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Carcinomatose peritoneal na fissura hepática de Gans

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Fissura hepática de Gans

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Fissura hepática de Gans

  • Sulcos hepáticos acessórios, são uma variantes anatômicas comuns, com a maioria ocorrendo sobre a superfície diafragmática do fígado.

  • Teoría: invaginações formadas por indentações pelo diafragma X alterações do desenvolvimento hepático.

  • Sulcos hepáticos acessórios têm uma incidência de até 30-40% das pessoas e são assintomáticos.

  • Na análise cadavérica, tais sulcos podem ter até 2 cm de tamanho, com potencial para imitar nódulos hepáticos na TC.

Nayak S, Padur A, Kumar N, George B. Accessory Grooves on the Diaphragmatic Surface of the Liver: A Cadaveric Study. J Clin Diagn Res. 2017;11(5):AC05-7. doi:10.7860/JCDR/2017/25230.9880

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Fissura hepática de Gans

  • É um sulco acessório da face visceral, que pode apresentar de 2-5 cm de extensão, se originando no hilo hepático e se direcionado lateralmente ao processo caudado.

Bases anatômicas para o acesso intra-hepático aos pedículos glissonianos durante hepatectomias. ABCD, arq. bras. cir. dig. 28 (2) • Apr-Jun 2015 • https://doi.org/10.1590/S0102-67202015000200011

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Retornando ao nosso caso

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Retornando ao nosso caso

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Estadiamento do câncer ovariano

  • Sistema de estadiamento da Figo, para o câncer de ovário:

  1. Tumor limitado ao ovário.
  2. Tumor envolve um ou ambos os ovários com extensão pélvica ou câncer peritoneal primário (abaixo da borda pélvica).
  3. Tumor envolve um ou ambos os ovários ou tubas uterinas, com disseminação confirmada citológica ou histologicamente para o peritônio fora da pelve e/ou metástase para os linfonodos retroperitoneais.
  4. Metástase à distância, excluindo metástases peritoneais;

Prat J, FIGO Committee on Gynecologic Oncology. Staging classification for cancer of the ovary, fallopian tube, and peritoneum. Int J Gynaecol Obstet. 2014 Jan. 124 (1):1-5.

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O que eu aprendi…

  • Fissura hepática de Gans.

  • Estadiamento do câncer de ovário.

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Referências

  1. Nayak S, Padur A, Kumar N, George B. Accessory Grooves on the Diaphragmatic Surface of the Liver: A Cadaveric Study. J Clin Diagn Res. 2017;11(5):AC05-7. doi:10.7860/JCDR/2017/25230.9880
  2. Prat J, FIGO Committee on Gynecologic Oncology. Staging classification for cancer of the ovary, fallopian tube, and peritoneum. Int J Gynaecol Obstet. 2014 Jan. 124 (1):1-5.
  3. Bases anatômicas para o acesso intra-hepático aos pedículos glissonianos durante hepatectomias. ABCD, arq. bras. cir. dig. 28 (2) • Apr-Jun 2015 • https://doi.org/10.1590/S0102-67202015000200011

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OBRIGADO