PROPRIEDADES DA BIOMASSA MICELIAL SECA DE PLEUROTUS OSTREATOROSEUS PRODUZIDA EM ESTADO SEMISSÓLIDO
VICENTE, SARAH DE OLIVEIRA1*; TAKAYAMA, LARISSA AKEMI FERNANDES 2; DE SOUZA, CRISTINA GIATTI MARQUES 3
1Departamento de Bioquímica, Universidade Estadual de Maringá, Paraná, Brasil
2Departamento de Bioquímica, Universidade Estadual de Maringá, Paraná, Brasil
3Departamento de Bioquímica, Universidade Estadual de Maringá, Paraná, Brasil
2-08
A farinha de aveia, fubá e goma xantana (GX) serviram de controle para as análises, exceto para a adsorção do corante. A capacidade de intumescimento (g/g) do micélio foi de 13,04 ± 0,099, já a da aveia foi de 5,33 ± 0,50, do fubá 5,9 ± 0,53 e da GX de 3,887 ± 0,68. Analisando a propriedade de solubilidade em água, (razão entre o peso do micélio solúvel em água e o peso do micélio seco (%)), obteve-se o resultado de 38 ± 1,2, da aveia foi de 0%, do fubá de 4,80 % e da GX de 1,93 %. A capacidade de ligação à gordura (quantidade de óleo de soja ligado a 1 g de amostra seca), do micélio foi de 4,94 ± 0,067, aveia 0,48 ± 0,05, fubá 0,38 ± 0,05 e GX 0,07 ± 0,01. A atividade e estabilidade emulsificante (1 grama de biomassa misturada em óleo, centrifugada, pesada, aquecida a 80ºC, centrifugada e pesada), do micélio resultou em 45,77 ± 4,0% e 48,6 ± 2,5% respectivamente, já as demais matrizes não apresentaram nem atividade, nem estabilidade emulsificante. O micélio foi avaliado também quanto a capacidade de adsorção a um corante alimentício e foi capaz de adsorver 65,6 ± 3,6% do corante N129 (vermelho allura). A quantidade de compostos fenólicos encontrada no extrato aquoso do micélio a 1mg/mL foi de 25μg/mL de EAG, porém a atividade antioxidante sobre o radical DPPH foi baixa, com 23,75%.
Com os dados acima é possível concluir que a biomassa de P. ostreatoroseus apresenta alta capacidade de intumescimento, solubilidade em água e ligação a gordura quando comparada aos controles. Isso se deve pela alta quantidade de fibras presentes e outras propriedades do micélio. Ela também apresentou boa adsorção ao corante, sendo um indicativo de potencial uso para tratamentos diversos. Sua capacidade antioxidante foi baixa, porém outros estudos também apresentaram este resultado.
Os basidiomicetos são um grupo de fungos que possuem como estrutura reprodutiva um corpo de frutificação ou basidioma, conhecido como cogumelo. Muitos são utilizados na culinária, na cultura asiática são usados também na medicina alternativa, e vem crescendo os estudos buscando em seus bioativos, moléculas com efeitos antioxidantes, antitumorais, antimicrobianos e antivirais além das suas propriedades nutricionais. O gênero Pleurotus é o segundo principal grupo de cogumelos comestíveis cultivados no mundo, compreendendo mais de 40 espécies. Os cogumelos comestíveis deste gênero, apresentam alto teor protéico, aminoácidos essenciais, vitaminas e minerais, boa proporção de ácidos graxos insaturados e fibras. A busca pela utilização de matrizes naturais e nutritivas na composição de alimentos está em foco, portanto, estudar as propriedades físico-químicas e antioxidantes do micélio ou basidioma de cogumelos é importante para a aplicabilidade dos fungos com esse interesse. P. ostreatoroseus é uma espécie nativa do Brasil e consumida em algumas regiões do país atraindo consumidores pelo sabor especial e coloração salmão e dados acerca de suas propriedades ainda são escassos
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O objetivo deste trabalho foi cultivar o fungo P. ostreatoroseus em meio semissólido, usando resíduo da agroindústria, produzir biomassa e avaliar algumas propriedades de seu micélio visando sua aplicação em alimentos tornando-os mais nutritivos ou funcionais.
Capacidade de intumescimento: Kusumayanti et al., (2015);
Solubilidade em água: Kusumayanti et al., (2015);
Capacidade de ligação a gordura: Lin e Humbert (1974);
Atividade de estabilidade emulsificante: Yasumatsu et al. (1972);
Adsorção do corante N19: Takeda, Kiriyama (1979).
INTRODUÇÃO
Fungo: P. ostreatoroseus CCB 016 da Coleção de culturas do Instituto de Botânica de São Paulo, disponível no LBM;
Manutenção: Cultivo em ágar extrato de malte e farelo de trigo, ambos a 2% (p/v) a 28°C/10
INTRODUÇÃO
RESULTADOS
OBJETIVOS
METODOLOGIA
AGRADECIMENTOS
CONCLUSÃO