Quinhentismo
Profª Gabriela Silveira
Disciplina: Literatura
O Quinhentismo não se trata de uma escola literária nem de literatura produzida por brasileiros. Às vezes, a literatura quinhentista não possuía caráter literário.
Contexto histórico
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Os textos quinhentistas
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Literatura de Informação
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A do Achamento do Brasil (1500)�ou�Carta ao rei D. Manoel
Pero Vaz de Caminha
Nomes importantes para a Literatura de Informação
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A carta de Caminha
A respeito da terra
�“De ponta a ponta é toda�praia... muito chã e muito�formosa. Pelo sertão nos�pareceu, vista do mar,�muito grande; porque a�estender olhos, não podíamos ver senão terra e�arvoredos (...). Até agora�não pudemos saber se há�ouro ou prata nela, ou�outra coisa de metal, ou�ferro; nem lha vimos.”
A respeito das mulheres autóctones
“Andavam entre eles três�ou quatro moças, bem�novinhas e gentis, com�cabelos muito pretos e�compridos pelas costas; e�suas vergonhas, tão altas�e tão cerradinhas e tão�limpas das cabeleiras�que, de as nós muito bem�olharmos, não se envergonhavam.”
Informação da Terra do Brasil (1549)
Manoel de Nóbrega
Nomes importantes para a Literatura de Informação
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O Tratado da Terra do Brasil (1576)
Pero de Magalhães Gândavo
Nomes importantes para a Literatura de Informação
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Literatura de Formação
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“Arte de Gramática da Língua Mais Falada na Costa do Brasil” (1595)
Padre Anchieta
Nomes importantes para a Literatura Jesuítica
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Companhia de Jesus
O caso de Terra Papagalli
O caso de Terra Papagalli
“Pedro Álvares nos pôs a todos no convés e percorreu a fileira mui lentamente, olhando nos olhos de cada um. Quando passou por mim, tive o pensamento de que se ficasse ali nunca mais veria minha adorada. Roguei então ao Todo-Poderoso que me poupasse, pois havia homens muito mais criminosos do que eu e que mereciam, eles sim, perecer entre os selvagens. Cogitei em pedir aos�céus que também fossem poupados meus amigos, como Afonso Ribeiro, João Ramalho, Antonio Rodrigues, Pires Gatão, Jácome Roiz e Lopo de Pina; mas, pensando melhor, podia ser que Deus se confundisse com tantos nomes e salvasse um deles, deixando-me por lá; então pedi que se lembrasse apenas de mim.” �
O caso do Relato do Piloto Anônimo
“Infelizmente, bom conde, aí se acaba meu diário, porque no dia seguinte, quando estava a escrever no convés, passou por mim o próprio Pedro Álvares e tomou a folha e a pena de minhas mãos, dizendo, depois de dar-me um soco no nariz, que aquela era uma viagem mui secreta e aquilo podia servir para que espiões castelhanos descobrissem as novas terras. As páginas que eu já havia�escrito, e que estavam num canto do cavername, guardei-as comigo com muito zelo por todos estes anos, e só agora, enviando-as a vós, é que me aparto delas.” �
Referências
BAHIA, Secretaria de Educação. Universidade Para Todos: módulo I. Salvador: Secretaria da Educação Superintendente de Políticas para Educação Básica, 2016.
Quinhentismo:� Questões
Profª Gabriela Silveira
Disciplina: Literatura
Questão 1
De ponta a ponta, é tudo praia-palma, muito chã e muito formosa. Pelo sertão nos pareceu, vista do mar, muito grande, porque, a estender olhos, não podíamos ver senão terra com arvoredos, que nos parecia muito longa. Nela, até agora, não pudemos saber que haja ouro, nem prata, nem coisa alguma de metal ou ferro; nem lho vimos. Porém a terra em si é de muito bons ares [...]. Porém o melhor fruto que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente.
Carta de Pero Vaz de Caminha. In: MARQUES, A.; BERUTTI, F.; FARIA, R. História moderna através de textos. São Paulo: Contexto, 2001.
Questão 1
A carta de Pero Vaz de Caminha permite entender o projeto colonizador para a nova terra. Nesse trecho, o relato enfatiza o seguinte objetivo:
b) Descrever a cultura local para enaltecer a prosperidade portuguesa.�
c) Transmitir o conhecimento dos indígenas sobre o potencial econômico existente.�
d) Realçar a pobreza dos habitantes nativos para demarcar a superioridade europeia.�
e) Criticar o modo de vida dos povos autóctones para evidenciar a ausência de trabalho.
Questão 2
O Quinhentismo, enquanto manifestação literária, pode ser definido como uma época em que:
I – não se pode falar, ainda, na existência de uma literatura brasileira, pois a cultura portuguesa estabelecia as formas de pensamento e expressão para os escritores na colônia;
II – se pode falar na existência de uma literatura brasileira porque, ao descreverem o Brasil, os textos mostram um forte instinto de nacionalidade, na medida em que todos os escritores eram nativos da
terra;
III – a produção escrita se prende à descrição da terra e do índio ou a textos escritos pelos jesuítas, ou seja, uma produção informativa e doutrinária.�
Está(ão) correta(s):
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas I e III.
d) Apenas II e III.
e) Apenas III.