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A imagem apresenta diferentes ambientes e formas de trabalho, escritório, gestão, serviços, indústria, limpeza urbana, agricultura e atividade portuária. Essa diversidade mostra que as organizações podem assumir diferentes configurações, mas todas são constituídas por pessoas e dependem do trabalho humano.

É nesse sentido que utilizamos a expressão dignidade nas organizações: ela se refere à maneira como as pessoas são reconhecidas, respeitadas e tratadas no contexto do trabalho. Independentemente da profissão, da posição hierárquica, da aparência ou do ambiente em que atuam, todas possuem o mesmo valor humano e devem encontrar condições que preservem sua dignidade.

Portanto, o foco desta apresentação está na dignidade dentro das organizações, vivenciada pelas pessoas nas relações, nas práticas, nas decisões e nas condições concretas de trabalho.

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​

  • Dignidade do trabalhador no trabalho e do trabalho

(Aguado et al., 2017; Blustein & Allan, 2025; Bal, 2017; Hodson, 2001; Bolton, 2007; Margolis, 1997; Pirson, 2019; Pirson et al., 2019; Sayer 2007).

​

  • Aspectos humanísticos nas organizações envolvendo a dignidade

(Pirson et al., 2023, Pirson, 2019 )

A discussão sobre dignidade nas organizações é um tema recente e tem se concentrado nos aspectos relacionados ao ambiente interno:

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Margolis (1997)

A dignidade como

responsabilidade

organizacional

Por que as organizações devem preocupar-se com a dignidade humana e como podem respeitá-la e promovê-la?

DIGNIDADE

Valor essencial da pessoa

Capacidade de orientar as próprias ações

RESPEITAR

Reconhecer o valor inerente da pessoa e não restringir indevidamente sua capacidade de agir.

PROMOVER

Criar condições que ampliem autonomia, aprendizagem e desenvolvimento.

A dignidade passa de princípio filosófico a questão observável da vida organizacional.

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Condições organizacionais dignificantes

As práticas internas podem proteger e fortalecer a capacidade de agir

AUTONOMIA NO TRABALHO

Liberdade responsável para orientar e realizar a própria atividade.

RESPEITO ÀS CONTRIBUIÇÕES

Reconhecimento dos conhecimentos, esforços e capacidades de cada pessoa.

APRENDER E CRESCER

Oportunidades reais de desenvolvimento pessoal e profissional.

Condições dignificantes fortalecem a capacidade das pessoas de orientar suas ações e podem gerar resultados para indivíduos e organizações.

Modelo de Dignidade Organizacional - Margolis

Margolis (1997)

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Hodson: os trabalhadores atuam para preservar o autorrespeito, o sentido e o orgulho no trabalho

AMEAÇAS À DIGNIDADE

• Má gestão e abuso

​

• Sobrecarga e exploração

​

• Restrições à autonomia

​

• Contradições do envolvimento dos empregados

PROTEÇÃO DA DIGNIDADE

• Resistência aos ataques

​

• Cidadania organizacional

​

• Construção de sistemas independentes de significado

​

• Relações sociais e solidariedade

RESULTADO INDIVIDUAL

Autoestima, autorrespeito e capacidade de agir.

EXPERIÊNCIA DO TRABALHO

Sentido, orgulho e reconhecimento pelos outros.

Dignidade no trabalho: proteção e ameaças

Fonte: Adaptado de Hodson (2004, pp. 3–5, 17–21). Obra original publicada em 2001.

Hodson (2004)

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Bolton: condições objetivas e experiências subjetivas formam dimensões complementares

FATORES OBJETIVOS

Segurança

Recompensa justa

Igualdade, voz e bem-estar

FATORES SUBJETIVOS

Autonomia

Significado

Respeito

DIGNIDADE

A dignidade depende da atividade realizada e das estruturas, práticas e condições oferecidas pela organização.

DIGNIDADE NA ATIVIDADE

Dignity na atividade do trabalho

​

Trabalho significativo, autonomia responsável, estima social e respeito.

DIGNIDADE NAS CONDIÇÕES

Dignidade nas condições de trabalho

​

Igualdade, voz, segurança, saúde, estabilidade e recompensa justa.

Dimensões da dignidade no trabalho

Fonte: Bolton (2007, pp. 8–9).

Bolton (2007)

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Sayer: dignidade no trabalho em perspectiva ampla

A dignidade depende das relações, do reconhecimento e das condições concretas de trabalho

DIGNIDADE RELACIONAL

• Autonomia não significa independência absoluta.

​

• As pessoas são vulneráveis e dependem do tratamento recebido.

​

• Respeitar significa reconhecer o trabalhador como pessoa e não apenas como recurso.

​

• A dignidade depende do autorrespeito e do reconhecimento dos outros.

CONFIANÇA E VOZ

• A confiança reconhece competência e responsabilidade.

​

• Vigilância e controle excessivos comunicam desconfiança.

​

• Ter dignidade envolve ser ouvido e levado a sério.

​

• O trabalhador precisa poder discordar e admitir erros sem humilhação.

DESIGUALDADE E CONDIÇÕES

• Hierarquias e desigualdades limitam autonomia e reconhecimento.

​

• Classe, gênero e raça influenciam quem recebe respeito.

​

• Declarações de respeito não bastam.

​

• Segurança, remuneração e condições justas sustentam materialmente a dignidade.

Dignidade = autonomia reconhecida + confiança + voz + justiça material

Fonte: Adaptado de Sayer (2007, pp. 565–578).

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Bal: teoria da dignidade no local de trabalho

A dignidade deixa de ser apenas atributo individual e passa a orientar relações, responsabilidades e o próprio trabalho

KANT

Valor intrínseco das pessoas

Autonomia relacional

Dever de respeitar o outro

DAOISMO

Tudo possui valor intrínseco

Humanos, natureza e recursos

Responsabilidade ecológica

DIGNIDADE DO LOCAL DE TRABALHO

O local de trabalho possui valor intrínseco e inviolável.

​

A dignidade manifesta-se nas ações, comunicações e interações.

​

As pessoas exercem sua agência por meio de direitos, deveres e responsabilidades.

O EU

Pessoa que age e assume deveres.

O OUTRO

Pessoa ou grupo que possui direitos.

O AMBIENTE

Local de trabalho, natureza e recursos.

Direitos definem como devemos ser tratados; deveres orientam como devemos agir

Fonte: Adaptado de Bal (2017).

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Dignificar: um processo contínuo

A organização avança da prevenção de violações para a promoção ativa da dignidade

1. PREVENIR

Evitar abusos e condições desumanas.

​

Não causar nem apoiar violações diretas ou indiretas.

2. RESPEITAR

Reconhecer o valor intrínseco das pessoas, das relações e dos recursos.

​

Não tratar como simples instrumentos.

3. PROTEGER

Criar estruturas, cultura e normas que reduzam a possibilidade de violação.

​

Assegurar expressão e participação.

4. PROMOVER

Agir para ampliar e restaurar a dignidade.

​

Criar trabalho com significado e valor social.

DIGNIFICAR

Prática permanente de prevenir violações, respeitar, proteger e promover a dignidade. O processo nunca termina e seu significado é negociado no contexto social, histórico e cultural.

Fonte: Adaptado de Bal (2017).

Bal (2017)

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Blustein e Allan: uma abordagem crítica da dignidade no trabalho

O modelo retoma Bal e amplia a análise para estruturas sociais, poder e justiça social

O QUE COMPÕE A DIGNIDADE

Valor inerente e valor conquistado

​

Autonomia e capacidade de agir

​

Diversidade reconhecida

​

Condições de trabalho humanas

​

Liberdade de organização e resistência

​

Contribuição, significado e realização

A ligação com Bal (2017)

Bal oferece a base ética e relacional: dignidade envolve direitos, deveres e responsabilidades perante o outro e o ambiente. Blustein e Allan citam Bal e declaram que pretendem ampliar essa contribuição.

A ampliação crítica

O acesso à dignidade depende das condições de trabalho, das relações e também do contexto social, político e econômico. Poder, opressão e desigualdade explicam por que alguns grupos enfrentam mais violações do que outros.

O trabalho pode ser dignificado quando instituições e pessoas reconhecem o valor de quem trabalha

Fonte: Adaptado de Blustein e Allan (2024, pp. 1–7).

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Fonte: Adaptado de Blustein e Allan (2024, Figura 1, pp. 5–14).

Modelo crítico da dignidade no trabalho - Blustein e Allan

Contextos e relações condicionam a dignidade, enquanto a resistência responde às violações

CONTEXTOS E CONDIÇÕES

Contexto social

Neoliberalismo

Políticas antissindicais

Proteção social limitada

Poder e opressão

Marginalização

Desigualdade econômica

Segregação ocupacional

Condições de trabalho

Precarização

Práticas de gestão

Sobrecarga de funções

Ambiente relacional

Assédio e humilhação

Reconhecimento

Relações de poder

DIGNIDADE

NO TRABALHO

RESISTÊNCIA

Consciência crítica

Ação individual e coletiva

RESULTADOS

Necessidades humanas

Autodeterminação

Saúde e bem-estar

Menos estresse e burnout

Satisfação e engajamento

Desempenho

A dignidade resulta da interação entre estruturas, condições de trabalho, relações e capacidade de resistência

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Contribuição e agenda de pesquisa

A dignidade passa a ser investigada como experiência psicológica, relacional e estrutural

O QUE OS AUTORES ACRESCENTAM

Integram indivíduo, relações, organização e sociedade

​

Explicam como desigualdades e identidades sociais condicionam a dignidade

​

Incluem a resistência individual e coletiva no modelo

​

Organizam antecedentes e resultados sustentados por evidências

​

Apresentam a dignidade como direito humano e questão de justiça social

AGENDA DE PESQUISA

Teoria

Relações com trabalho decente, significativo e teorias de carreira

Experiência

Cultura, classe, raça, gênero, identidades e interseccionalidade

Relações

Padrões que protegem ou violam a dignidade no trabalho

Contexto

Políticas públicas, proteção trabalhista e fatores econômicos

Métodos

Escalas adequadas a diferentes culturas e métodos integrados

Intervenções

Ações para trabalhadores, gestores, organizações e governos

A principal contribuição é conectar a experiência individual às estruturas que distribuem poder, proteção e oportunidades

Fonte: Adaptado de Blustein e Allan (2024, pp. 14–17).

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Pirson: dignidade como fundamento da gestão humanista

A teoria da administração precisa reconhecer aquilo que possui valor intrínseco e não pode ser reduzido a preço

O PARADIGMA ECONOMICISTA

Eficiência, utilidade e criação de riqueza

Pessoas compreendidas predominantemente por seu valor instrumental

O que não possui preço tende a ficar fora da lógica dominante de decisão

Dignidade como valor intrínseco

Dignidade representa aquilo que possui valor em si mesmo e não pode ser tratado apenas segundo uma lógica de troca.

DIGNIDADE INCONDICIONAL

Inerente e universal.��Deve ser protegida.

DIGNIDADE CONDICIONAL

Relaciona-se ao desenvolvimento das capacidades humanas.��Deve ser promovida.

A administração precisa reconhecer que as pessoas possuem valor intrínseco e não podem ser reduzidas ao seu valor econômico

Fonte: Adaptado de Pirson (2017).

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Fonte: Adaptado de Pirson (2017).

Pirson: seis arquétipos de teoria da administração

O cruzamento entre a finalidade da gestão e o tratamento da dignidade produz seis concepções de administração

2 finalidades da gestão

×

3 formas de tratar a dignidade

=

6 arquétipos de teoria da administração

FINALIDADE ↓�DIGNIDADE →

INDIFERENÇA

PROTEÇÃO

PROMOÇÃO

CRIAÇÃO DE RIQUEZA

A1 · ECONOMISM

Economicismo

A2 · BOUNDED ECONOMISM

Economicismo limitado

A3 · ENLIGHTENED ECONOMISM

Economicismo esclarecido

CRIAÇÃO DE BEM-ESTAR

A4 · PATERNALISM

Paternalismo

A5 · BOUNDED HUMANISM

Humanismo limitado

A6 · HUMANISM

Humanismo

Pirson mostra que não basta apenas proteger ou promover a dignidade: também importa para qual finalidade a gestão está orientada.

HUMANISMO = promoção da dignidade + criação de bem-estar

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Fonte: Adaptado de Pirson et al. (2023).

Pirson et al.: da teoria à mensuração da dignidade

Em 2023, a dignidade passa de fundamento teórico a construto empiricamente mensurável

DA TEORIA À ESCALA

Dignidade é tratada como um construto latente.

A escala combina trabalhos anteriores de Hicks e Pirson.

Objetivo: avaliar como a dignidade humana é honrada, protegida e promovida no contexto organizacional.

ESCALA DE DIGNIDADE — 24 ITENS

INDIVIDUAL · 4 itens

Experiência pessoal de valor intrínseco

GERENCIAL · 10 itens

Quanto a liderança honra a dignidade

ORGANIZACIONAL · 10 itens

Quanto o contexto organizacional honra a dignidade

UM LIMITE IMPORTANTE

Apesar do termo “dignidade organizacional”, o foco permanece na dignidade da pessoa dentro da organização.

A escala não avalia a dignidade atribuída à própria organização por stakeholders externos.

Essa distinção abre espaço para investigar a organização como objeto da atribuição de dignidade.

Pirson et al. mensuram como a organização protege a dignidade das pessoas — não a dignidade atribuída à própria organização

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Aguado, Retolaza e Alcañiz: dignidade no nível da firma

Os autores procuram transformar a dignidade humana em referência moral para a estratégia, as operações e as decisões da organização

O PROBLEMA

• Distanciamento entre os objetivos da firma e os interesses da sociedade��• Predomínio da maximização do lucro na teoria neoclássica da firma��• Perda de legitimidade social das empresas

A PROPOSTA

Colocar a dignidade humana e o bem-estar social no centro da atividade econômica e oferecer uma orientação moral operacional para a firma.

BASES TEÓRICAS

Contratualismo → ISCT�Dignidade humana → princípio moral�Maslow + Herzberg → operacionalização�Stakeholder Theory → ampliação dos sujeitos alcançados

O MOVIMENTO DO MODELO

Princípios universais

Normas organizacionais

Práticas e decisões

Desenvolvimento das pessoas

A dignidade humana passa de princípio abstrato a referência para orientar a atuação concreta da firma

Fonte: Aguado, Retolaza e Alcañiz (2017), pp. 81–83, 92–93.

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Da dignidade universal às normas da organização

A ISCT conecta princípios morais universais às normas construídas em comunidades e organizações específicas

BASE TEÓRICA: ISCT

Donaldson & Dunfee

A Integrative Social Contracts Theory combina duas exigências:

UNIVERSALIDADE

princípios morais que ultrapassam comunidades particulares

ADAPTAÇÃO

espaço para normas legítimas em contextos sociais específicos

DIGNIDADE HUMANA

critério moral superior

HIPERNORMAS

princípios morais universais

MACROCONTRATOS / MACRONORMAS

nível global

MICROCONTRATOS / MICRONORMAS

comunidades específicas

DECISÕES E PRÁTICAS DA FIRMA

aplicação concreta

A POSIÇÃO DA DIGNIDADE

Os autores admitem duas leituras:

1. Dignidade como uma hipernorma.��2. Formulação mais forte: dignidade como princípio superior às hipernormas e critério de validade para micro e macronormas.

Exemplo de hipernormas: princípios do UN Global Compact.

Para serem legítimas, as normas da organização devem permanecer compatíveis com a dignidade humana

Fonte: Aguado, Retolaza e Alcañiz (2017), Fig. 5.1 e pp. 86–88, 92–93; baseado em Donaldson & Dunfee.

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Maslow e Herzberg: da dignidade abstrata à prática na firma

A hierarquia de necessidades organiza os níveis de dignidade; a teoria motivação–higiene ajuda a interpretar sua progressão

AS BASES DO MODELO

MASLOW

Os autores utilizam a hierarquia de necessidades para traduzir o princípio abstrato da dignidade em níveis que podem orientar sua observação e mensuração na firma.

HERZBERG

A teoria motivação–higiene é usada para diferenciar firmas que se limitam às necessidades fisiológicas e de segurança daquelas preocupadas também com necessidades sociais, estima e autorrealização.

A dignidade envolve, portanto, corrigir déficits e favorecer desenvolvimento.

1

Necessidades fisiológicas

2

Segurança

3

Necessidades sociais

4

Estima

5

Autorrealização

MANTER AS CONDIÇÕES DE DIGNIDADE

MELHORAR A DIGNIDADE

CORRIGIR AS CONDIÇÕES DE DIGNIDADE

Correspondência da Fig. 5.2 de Aguado et al.

1–2: corrigir as condições de dignidade • 3–4: melhorar a dignidade • 5: manter as condições de dignidade

Fonte: Aguado, Retolaza e Alcañiz (2017), Fig. 5.2 e pp. 88–90; Maslow et al. (1970); Herzberg (1966).

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Dignidade no nível da firma: dos empregados aos stakeholders

A ampliação ocorre dentro do modelo da firma: o foco permanece nos efeitos da organização sobre a dignidade das pessoas que com ela interagem

O QUE É AMPLIADO?

O ponto de partida são as condições oferecidas aos empregados.

Os autores então ampliam a análise para o conjunto de pessoas afetadas pelas ações e omissões da firma.

É nesse sentido que recorrem à Stakeholder Theory: todas as pessoas que interagem com a firma merecem ser tratadas com dignidade.

Portanto, o nível de análise continua sendo a FIRMA.

NO MODELO DE AGUADO ET AL.

FIRMA

ações, omissões e condições

DIGNIDADE HUMANA

empregados + demais pessoas que interagem / são afetadas

O QUE NÃO MUDA?

O objeto moral continua sendo a DIGNIDADE HUMANA.

A organização é o nível no qual se examinam normas, práticas e efeitos sobre as pessoas.

O capítulo não transforma a própria firma em portadora de uma dignidade percebida pelos stakeholders.

Essa seria uma mudança posterior no objeto do construto.

Aguado et al. levam a dignidade humana ao nível da firma; não propõem ainda a dignidade da própria organização

Fonte: Aguado, Retolaza e Alcañiz (2017), pp. 89–93; Freeman (1984).

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Aguado et al.: um modelo normativo com orientação operacional

A proposta combina referência moral universal, adaptação ao contexto e instrumentos para orientar a atuação concreta da firma

1 CARÁTER NORMATIVO

A dignidade humana funciona como referência moral para orientar como a firma deve formular normas, tomar decisões e conduzir suas práticas.

As micro e macronormas precisam ser compatíveis com a dignidade para obter legitimidade moral.

2 CARÁTER INTEGRATIVO

A ISCT combina princípios morais universais com normas desenvolvidas em comunidades e situações específicas.

O modelo procura aproximar a dimensão normativa da realidade concreta das organizações.

3 ORIENTAÇÃO OPERACIONAL

Maslow permite traduzir a dignidade em níveis relacionados às condições oferecidas pela firma; Herzberg reforça a distinção entre condições básicas e desenvolvimento positivo.

Proposta normativa com indicação de operacionalização

DIGNIDADE HUMANA

→

ISCT

→

MASLOW + HERZBERG

→

NORMAS, DECISÕES E PRÁTICAS

Normativo na referência moral • integrativo na construção das normas • operacional na aplicação ao nível da firma

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Referências

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Bolton, S. (Ed.). (2007). Dimensions of dignity at work. Routledge.

Aguado, R., Retolaza, J.L., Alcañiz, L. (2017). Dignity at the Level of the Firm: Beyond the Stakeholder Approach. In: Kostera, M., Pirson, M. (eds) Dignity and the Organization. Humanism in Business Series. Palgrave Macmillan, London. https://doi.org/10.1057/978-1-137-55562-5_5

Blustein, D. L., & Allan, B. A. (2025). Dignity at work: A critical conceptual framework and research agenda. Journal of Career Assessment, 33(3), 489-509. https://doi.org/10.1177/10690727241283685

Bal, M. (2017). Towards a Theory of Workplace Dignity. In: Dignity in the Workplace. Humanism in Business Series. Palgrave Macmillan, Cham. https://doi.org/10.1007/978-3-319-55245-3_3

Hodson, R. (2001). Dignity at work. Cambridge University Press.

Pirson, M. (2019). A humanistic perspective for management theory: Protecting dignity and promoting well-being. Journal of Business Ethics, 159(1), 39-57. https://doi.org/10.1007/s10551-017-3755-4

Pirson, M., Piedmont, R. L., Nagy, N., & Hicks, D. (2023). Establishing a dignity scale-measuring intrinsic value within social contexts. Humanistic Management Journal, 8(1), 97-112. https://doi.org/10.1007/s41463-023-00147-7

Margolis, J. D. (1997). Dignity in the balance: Philosophical and practical dimensions of promoting ethics in organizations [Unpublished doctoral dissertation]. Harvard University.

Sayer, A. (2007). Dignity at work: Broadening the agenda. Organization, 14(4), 565-581. https://doi.org/10.1177/1350508407078053

Aguado, R., & Eizaguirre, A. (2020). Virtuous Cycles in Humanistic Management. Contributions to Management Science. https://doi.org/10.1007/978-3-030-29426-7

Sugestão de Leitura

Kostera, M., & Pirson, M. (2017). Introduction to dignity and organization. In M. Kostera & M. Pirson (Eds.), Dignity and the organization (pp. 1–9). Palgrave Macmillan.