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FECCIF25 – IV Feira Estadual de Ciência e Cultura do IFSP – Setembro / Outubro de 2025

RESUMO

INTRODUÇÃO

OBJETIVOS

METODOLOGIA

De resíduo a nova perspectiva para a economia circular: transformando MnO2 em KMnO4 a partir de pilhas zinco-carbono descartadas

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1Instituto Federal de São Paulo, Matão, Brasil – damascenoanaclara41@gmail.com

2Instituto Federal de São Paulo, Matão, Brasil – b.tabolka@aluno.ifsp.edu.br

3Instituto Federal de São Paulo, Matão, Brasil – bielmelitto123@gmail.com

4Instituto Federal de São Paulo, Matão, Brasil - giovana.mendonca@aluno.ifsp.edu.br

5Instituto Federal de São Paulo, Matão, Brasil – laura.prado@aluno.ifsp.edu.br

6Instituto Federal de São Paulo, Matão, Brasil – andreiacecilio@ifsp.edu.br

7Instituto Federal de São Paulo, Matão, Brasil – joaohsromero@ifsp.edu.br

Com os avanços tecnológicos, há uma demanda crescente pelo uso de pilhas, porém as pilhas Zn-C têm um ciclo de vida relativamente curto gerando um grande volume de resíduos, o que agrava a problemática e logística de como descartá-la corretamente, já que em sua composição se encontram metais tóxicos como chumbo, mercúrio e cádmio. Estes metais causam problemas ambientais e podem ser letais para a saúde se, não tiverem o destino adequado. Uma das formas de reutilizar as pilhas que seriam descartadas é extraindo o manganês, presente em pilhas alcalinas e zinco-carbono. Esse manganês presente na pasta eletrolítica como dióxido de manganês (MnO2) pode ser convertido em permanganato de potássio (KMnO4), que possui diversas aplicações nas áreas da química.

Reaproveitar o dióxido de manganês (MnO2) presente na pasta eletrolítica de pilhas Zn-C descartadas e transformá-lo em um produto de valor agregado para a indústria química, o permanganato de potássio (KMnO4). Este último é um excelente agente oxidante, amplamente utilizado na decomposição de matéria orgânica e em diversas aplicações na química analítica

RESULTADOS E DISCUSSÕES

REFERÊNCIAS

CONCLUSÃO

A oxidação do Mn(VI) para Mn(VII) ocorreu em ambas as etapas (2 e 3), entretanto a etapa 3 torna-se mais relevante porque utiliza o ar atmosférico, rico em gás oxigênio (oxidante natural) dispensando a necessidade do uso de outros reagentes, como o H2SO4 e NaHCO3. Estão em andamento, os cálculos de rendimento e a cristalização do KMnO4.

RODRIGUES, A. M.; RODRIGUES, J. S. M. Obtenção de permanganato a partir do dióxido de manganês presente em pilhas zinco-carbono e alcalinas usadas. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento, v. 9, p. 143-155, 2020.

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Para obter o KMnO4 a partir de MnO2 baseou-se nos estudos de Rodrigues, A. M. (2020) e realizou-se duas etapas, descritas abaixo:

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Etapa 1 - Pulverização da pasta (MnO2) e fusão com hidróxido de potássio (KOH) com tratamento térmico em alta temperatura.

Equação 1. Fusão da pasta eletrolítica com KOH (tratamento térmico T = 850 ºC por 6h): Δ

½ O2 (g) + MnO2 (s) + 2KOH (aq) 🡪 K2MnO4 (aq) + H2O (v)

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Etapa 2 – Oxidação do Mn6+ para Mn7+ (K2MnO4 🡪 KMnO4) - Após retirar da mufla e resfriamento, as amostras foram solubilizadas e apresentaram cor esverdeada, Mn estava no estado de oxidação Mn(VI). E, ao serem tratadas com bicarbonato de sódio (NaHCO3) ou ácido sulfúrico (H2SO4), alteraram para coloração púrpura, Mn(VII).

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A contribuição desse trabalho consiste num caminho alternativo para a Etapa 2, que foi denominado de Etapa 3:

Etapa 3 – Oxidação do Mn6+ para Mn7+ (K2MnO4 🡪 KMnO4) sem adição de (NaHCO3) ou ácido sulfúrico (H2SO4) - Após retirar da mufla e resfriamento das amostras, estas foram guardadas por 1 semana e só então, solubilizadas e, apresentaram cor púrpura, indicando a oxidação do Mn para Mn(VII) sem a necessidade de outros reagentes químicos.

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Num espectrofotômetro UV-VIS, construiu-se uma curva de calibração para o KMnO4 em cinco diferentes concentrações: 5 x 10-5, 1 x 10-4, 2 x 10-4, 3 x 10-4 e 4 x 10-4 mol·L-1 medindo a absorbância em 520 nm.

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Figura 2. (A) Curva de calibração para KMnO4. (B) Quadro com as concentrações mol·L-1 de KMnO4 nas amostras.

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Utilizando a lei de Lambert-Beer calculou-se a concentração molar das amostras. Os resultados da Etapa 3 (com tratamento térmico da pasta, mas com oxidação do Mn(VI) para Mn(VII) sem acréscimo de H2SO4 ou NaHCO3) são melhores quando comparados aos da Etapa 2.

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Ana Clara dos Reis Damasceno1, Beatriz Tabolka do Amaral2, Gabriel Melitto Santos3, Giovana Mendonça4, Laura Cristina Prado da Silva5, Andréia Aparecida Cecílio6 (orientadora), João Henrique Saska Romero7 (orientador)

O Brasil descarta 20.000 toneladas de pilhas e baterias, em média, por ano. Desse montante, menos de 5% é reciclado, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Pilhas e Baterias (ABIPLA). A humanidade atingiu, em 24 de julho de 2025, o dia da sobrecarga da Terra e com a finitude de alguns recursos oferecidos pelo planeta, torna-se importante propor caminhos, que possam transformar “o lixo/descarte” em um produto que promova a economia circular. Diante disso, esse trabalho tem como objetivo propor uma rota química para a recuperação de dióxido de manganês (MnO2) em permanganato de potássio (KMnO4) a partir de pilhas zinco-carbono (Zn-C) descartadas. Inicialmente, para a parte experimental e transformação do MnO2 em KMnO4, baseou-se em um trabalho já publicado, este último, utilizou duas etapas (Etapas 1 e 2), porém, o presente trabalho propôs um caminho alternativo (Etapa 3 ao invés da Etapa 2) e que utiliza menor quantidade de reagentes químicos possibilitando uma rota mais sustentável. Dados da curva de calibração e leitura das absorbâncias de todas as amostras indicaram que a Etapa 3 foi mais promissora na quantificação de Mn(VII) quando comparada a Etapa 2. Portanto, os resultados corroboram com pilares da química sustentável: a reutilização e eficiência atômica, para a transformação do MnO2 proveniente de pilhas Zn-C usadas, em um produto mais rentável e com várias perspectivas na área da química, o KMnO4.

Equação da reta: y = 0,894x + 0,027

R2 = 0,999

Absorbância

Concentração mol·L-1

Figura 1. Diagrama de Frost para o manganês e espécies iônicas.

Fonte: Wikipedia, 2025.