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Determinismo e liberdade na ação humana

Filosofia 10º ano

Professor José Missa

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O problema do livre-arbítrio

  • O livre-arbítrio designa a nossa capacidade para decidir (arbitrar entre) as nossas ações e realizá-las, de modo livre.

  • Opõe-se ao livre-arbítrio a posição do determinismo, a qual defende que todos os acontecimentos, decisões e ações humanas, são determinados previamente e não são livres.

  • O problema do livre-arbítrio é portanto o de cogitar se somos livres ou não e até que ponto temos ou não liberdade nas nossas ações.

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Determinismo

  • O determinismo é a posição que defende que tudo está determinado, por isso não existe liberdade à partida.

  • Baseia-se na noção de causa e efeito, ou seja, tudo o que acontece é um efeito de uma causa anterior, que por sua vez foi o efeito de outra causa anterior, sucessivamente.

  • O Universo tem leis naturais, as quais regem tudo o que acontece e determinam assim tudo o que pode acontecer, num encadeamento infinito de causas e efeitos sucessivos.

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Indeterminismo

  • O indeterminismo é a posição contrária ao determinismo, defendendo que nem tudo é determinado pelas leis da Natureza e que os efeitos não são em si inevitáveis com determinadas causas.

  • Esta visão defende que o futuro depende, em parte, do acaso, e que por isso há acontecimentos aleatórios.

  • A física quântica veio dar força a esta posição, destronando ao nível atómico a determinação com a probabilidade.

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Compatibilismo e incompatibilismo

  • Relativamente ao problema do determinismo/livre-arbítrio temos duas posições: a relativa, o compatibilismo; e a absoluta, o incompatibilismo.

  • Compatibilismo: determinismo e livre-arbítrio são compatíveis, ou seja, existe determinação mas também existe liberdade.

  • Incompatibilismo: determinismo e livre-arbítrio excluem-se mutuamente, ou seja, é impossível haver liberdade num universo determinista e vice-versa.

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Determinismo radical

  • Posição incompatibilista que defende o determinismo como única verdade para o problema do livre-arbítrio.

  • Dilema de Hume: Ou o mundo é determinista ou é indeterminista./Se no mundo é determinista então não temos livre-arbítrio./ Mas se o mundo é indeterminista, também não temos livre-arbítrio./Logo, não temos livre-arbítrio.

  • A maior consequência do determinismo radical é a desresponsabilização moral. Se não temos escolha, não temos responsabilidade nos nossos atos.

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Libertismo

  • Posição incompatibilista que defende o livre-arbítrio como única verdade para o problema do livre-arbítrio. Nesta posição temos sempre poder de decisão sobre as nossas ações.

  • Argumento do dualismo mente-corpo: se o corpo está sujeito ao determinismo e às leis da Natureza, a mente não, e é na mente que estão as nossas intenções, desejos e decisões. Logo temos livre-arbítrio.

  • Objeção dualista: Se a mente tem efeitos sobre o corpo e o corpo sobre a mente, então determinam-se mutuamente e, estando o corpo determinado, não existe livre-arbítrio.

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Determinismo moderado (compatibilismo)

  • Esta é a posição compatibilista que concilia o livre-arbítrio com o determinismo. Admite que há determinismo mas, dentro desse determinismo, existe também o livre-arbítrio.

  • Argumento: Mesmo o determinismo sendo verdadeiro, por vezes podemos agir de outra forma, logo, o livre-arbítrio existe.

  • o novo compatibilismo, surgido no século XX, desenvolveu o princípio das possibilidades alternativas, baseado no poder de escolha que por vezes temos.

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Existe ou não Liberdade?

Fig.1“Uma certa ideia de liberdade” Magritte