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FILOSOFIA

3ª SÉRIE

Noções de Thomas Kuhn e de Feyerabend

AULA 10

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  • Compreender a ideia de paradigma e revolução científica em Kuhn.

  • Conhecer a posição de Feyerabend a respeito da ciência.

Objetivos

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ALGUMAS VEZES OUVIMOS ALGUÉM DIZER QUE ISSO OU AQUILO É CIENTIFICAMENTE COMPROVADO!

MAS, O QUE ISSO QUER DIZER?

O QUE A CIÊNCIA AFINAL?

Fonte imagem: https://caldeiradigital.wordpress.com/2014/02/25/o-que-e-ciencia/

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O filósofo da ciência Thomas Samuel Kuhn propôs a noção de que a ciência é historicamente orientada em sua obra “A estrutura das Revoluções Científicas”, de 1962. Ele causou um grande impacto na história da filosofia da ciência afirmando que a ciência é produto de um contexto histórico, social e político.

Thomas Samuel Kuhn (1922- 1996) foi um físico, historiador e filósofo da ciência estadunidense. Influenciou a forma como vemos a história da ciência e filosofia da ciência, tornando-se um marco no estudo do processo que leva ao desenvolvimento científico.

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Thomas Kuhn, defende que a ciência progride guiada pela tradição intelectual e pela visão de mundo assumida pela comunidade científica, a qual fornece problemas e soluções exemplares para a pesquisa futura.

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Kuhn investigou os mecanismos internos das ciências e entendeu que ela evolui por meio de paradigmas.  Para Kuhn, os “paradigmas são as realizações científicas universalmente reconhecidas que, durante algum tempo, fornecem problemas e soluções modelares para uma comunidade de praticantes de uma ciência” (Kuhn, 1991)

PARADIGMAS!

http://www.ibamendes.com/2010/11/historia-da-ciencia-e-seus-paradigmas.html

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Kuhn ao definir o paradigma afirma que: “Com tal termo quero indicar conquistas científicas universalmente reconhecidas, as quais, por certo período, fornecem um modelo de problemas e soluções aceitáveis para aqueles que praticam certo campo de investigação.”

PARADIGMAS!

https://www2.ufmg.br/var/storage/proex/images/media/images/hc-ufmg/60233-1-por-BR/HC-UFMG_large.jpg

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De tempos em tempos o modelo paradigmático muda.

Revolução Científica

A ciência progride pela tradição.

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Kuhn distingue três momentos para a ciência:

1º Pré-Paradigmático

Problemas originados no cotidiano pedem explicações que ainda não apresentaram consenso.

2º A ciência normal

O consenso sobre a solução de determinado problema é alcançado, gerando acumulação de descobertas.

3º O momento de Crise

Quando o paradigma é questionado, pois já não resolve mais o problema, processo que pode levar a uma Revolução Científica.

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Thomas Kuhn, se opôs ao positivismo que originou uma ciência rígida e mecânica, e buscou identificar, em cada momento histórico, dificuldades enfrentadas por teorias tradicionalmente aceitas.

“Uma nova verdade científica não triunfa porque os que se opunham a ela veem a luz e saem convencidos, mas porque eles acabam morrendo e surge uma nova geração mais familiarizada com ela”. Thomas Kuhn.

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Paul Karl Feyerabend (1924 – 1994)

  • Questionou a racionalidade científica
  • Abandonou o empirismo
  • Criticou os positivistas
  • Denominado “anarquista epistemológico”
  • Contra o método

Posições filosóficas:

Feyerabend foi um filósofo da ciência austríaco, conhecido por sua visão anarquista da ciência e pela rejeição da existência de regras metodológicas universais.

http://editoraunesp.com.br/blog/homenagem-a-paul-feyerabend

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Paul Karl Feyerabend (1924 – 1994)

  • A ciência é uma atividade metodologicamente anárquica e é apenas um dos modos de vida possíveis.

  • Há vários fatores que determinam o desenvolvimento científico, desde a metafísica até a política e a economia.

Posições filosóficas:

http://reflexionesdesdeanarres.blogspot.com/2016/02/el-anarquismo-epistemologico.html

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Paul Karl Feyerabend (1924 – 1994)

  • A ciência, assim como a religião, foi imposta pela cultura ocidental de forma unilateral.

  • Basta imaginar, por exemplo, quantos projetos existem que teoricamente são viáveis, do ponto de vista científico, como carros à água, hidrogênio, etc., mas que são engavetados ou não se tornam uma realidade em razão de interesses de grupos econômicos.

Posições filosóficas:

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Posições:

  • Para o filósofo, a escolha pela ciência é estética, subjetiva, isto é, depende de uma aceitação que ainda só é aderida massivamente por ter sido imposta como modo de vida superior.

  • A ciência, enquanto conhecimento, não deveria distinguir-se da não ciência, ou seja, da metafísica, do mito, da poesia, etc., já que não há universalidade metodológica, o que decorre em um pluralismo teórico, no qual as formas de vida e pensamento possam coexistir democraticamente.

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ATIVIDADE - MÃO NA MASSA

Com base no que foi estudado na aula, em duplas, elaborem um quadro-resumo comparativo entre os dois autores estudados: Thomas Samuel Kuhn e Paul Karl Feyerabend, apresentando quais são as suas principais ideias e as diferenças nas concepções filosóficas a respeito da ciência.

Thomas Kuhn

Feyerabend

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RETOMANDO

  • Thomas Kuhn defende que de tempos em tempos o modelo paradigmático muda e há uma revolução científica.

  • Para Feyerabend a ciência é uma atividade metodologicamente anárquica e é apenas um dos modos de vida possíveis. Há vários fatores que determinam o desenvolvimento científico, desde a metafísica até a política e a economia.

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