Roma torna-se Império
A FIGURA DE AUGUSTO
Gaius Iulius Caesar Octavianus Augustus
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Nascido em 63 A.C
Morto em 14 D.C
Tem Júlio César como seu pai adotivo na ocasião de sua morte em 44 A.C.
Após a morte de César, reivindica o poder, dizendo-se herdeiro do antigo Ditador.
No entanto, haviam mais dois homens que reivindicavam o poder: Marco Antônio e Lépido
Juntamente com os dois, Otaviano forma o “segundo triunvirato”, administração tripla de Roma.
O segundo triunvirato dura até 33 A.C
Segundo Triunvirato e a Divisão da República Romana
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Segundo Triunvirato e Batalha de Áccio
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Batalha de Áccio, de Lorenzo A. Castro, pintada em 1672
A instabilidade política e as disputas entre os três componentes do Triunvirato terminam com a Batalha de Áccio, data que marca o fim da República e o Início do Império.
Otaviano sai vitorioso da batalha, tornando-se o único homem de direção política em Roma, após o suicídio de Marco Antônio e Cleópatra.
Fuga de Marco Antônio e Cleópatra
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Augusto Vitorioso em Áccio
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“Aos 19 anos, por iniciativa pessoal e a própria custa, reuni um exército por meio do qual libertei o Estado de uma facção que o oprimia”
Augusto, Res Gestae.
A volta triunfante de Augusto para Roma
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“Aos que mataram meu pai mandeio-os para o exílio, punindo seu crime com processo legal; tendo eles, posteriormente, movido guerra contra a República, venci-os por duas vezes em combate.”
Augusto, Res Gestae.
Octaviano torna-se Augusto: O principado
27 A.C – Otaviano retorna ao Senado e anuncia o fim dos conflitos internos e a restauração da República.
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Tratou-se de manobra retórica. Milimetricamente planejada com antecedência. Pois a República, todos sabiam, estava completamente arruinada.
Roma tinha uma nova configuração política. Era preciso uma nova forma de administração. Não havia oposição em Roma, Augusto estava sozinho para exercer o poder.
Augusto receoso de ter o mesmo fim que Júlio César
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O assassinato de Júlio César, dentro do Senado. Júlio foi esfaqueado pelos senadores
A soma de seu poder deriva primeiro de todos os vários poderes de ofícios delegados a ele pelo senado e povo, segundo de sua imensa fortuna particular e terceiro de numerosas relações de clientela estabelecidas com indivíduos e grupos por todo o império. Todos juntos formaram a base de sua auctoritas [autoridade], que ele enfatizou como a fundação de suas ações políticas.
Eck, Werner. In: Deborah Lucas Schneider (tradutora); Sarolta A. Takács. The Age of Augustus. Oxford: Blackwell Publishing, 2003
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“
”
Títulos Acumulados por Otaviano
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Aliado a tudo isso, Augusto ainda tinha a potestas de “cônsul” (poder legislativo e militar) e “tribuno”(inviolabilidade e poder de veto)
AUGUSTO PROCUROU AFASTAR-SE DA IMAGEM DE:
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REX (Tarquínio, o Soberbo no fim da monarquia romana em 500 a.C.)
DITADOR (Júlio César)Magistratura Extraordinária.
TIRANO. (pessimus princeps)
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Augusto, o Princeps
27 A.C
Otaviano foi proclamado Princeps, o primeiro dos cidadãos
Recusa ser ditador como Júlio César, de modo a gradativamente estabelecer seu poder por meio do acúmulo de títulos e honores.
Otaviano acumula títulos, é declarado princeps, imperator, pontifex maximus, pater familiae, augusto e divii.
Augusto concentra em si 3 esferas de poder:
Poder Militar
Poder Religioso
Poder Jurídico
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Como resultado, o imperador encontrava-se acima dos governadores provinciais e dos magistrados ordinários. Tinha direito a ditar penas de morte, os cidadãos deviam-lhe obediência, gozava de inviolabilidade pessoal (sacrosanctitas) e podia resgatar qualquer plebeu das mãos dos magistrados, incluindo dos tribunos da plebe (ius intercessio).
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1º Triunvirato
(Pompeu, Crasso e Júlio César)
Ditadura de Júlio César
Assassinato de
Júlio César
2ª Triunvirato
(Otaviano, M. Antônio e Lépido)
Trinfo de Otaviano em Ácio
Constituição do
Principado 27 a.c
Augusto concentra poderes
Diminui o poder do Senado
Reorganiza magistraturas e suas funções
Bonnus Princeps
Pessimus Princeps
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Propaganda Imperial de Augusto
Recuperação das teorias do “bom governante”, nas quais as virtudes encarnadas pelo princeps seriam incorporadas no corpo político.
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RES GESTAE
Os Feitos do Divino Augusto
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Fachada do Museu ARA PACIS, em Roma,
onde uma cópia do texto RES GESTAE foi introduzida.
Não aceitei a ditadura que a mim, presente ou ausente, foi oferecida pelo povo e pelo senado.
RES GESTAE DIVI AUGUSTI, §V
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“
”
“havendo consenso entre o senado e o povo romano de que eu fosse escolhido para curador único das leis e costumes com poder máximo, nenhum cargo que foi concedido contrariamente ao costume dos antepassados eu aceitei.”
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Augusto Legislador e Exemplum
“Promulgadas novas leis de minha autoria, reintroduzi muitos parâmetros ancestrais, que já vinham caindo em desuso em nossa época. E eu mesmo deixei aos pósteros parâmetros a imitar”.
Res Gestae, VIII
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Retomada da Teoria do Bom Governo
A teoria do Bom Governo deposita na pessoa do governante a qualidade da política e faz de suas virtudes privadas, virtudes públicas.
O príncipe (Augusto) encarna a comunidade e a espelha, sendo por ela imitado tanto na virtude quanto no vício.
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Virtudes Cardeais para Platão
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CLIPEUS VIRTUTIS
(Escudo honorífico)
Senatus�Populusque romanus�Imp Caesar divi F Augusto�cos VIII dedit clupeum�virtutis clementiae�iustitiae pietatis erga�Deos patriamque.
27 a.C
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Moeda do ano aprox. 28, encontrada em Éfeso, atual Turquia
Libertatis P [opuli] R [omani] Vindex,
Protector da Liberdade do Povo Romano
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ARA PACIS
Altar e templo dedicado por Augusto à deusa
Pax em 9 a.C, na cidade de Roma.
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Augusto, Primeiro Imperador Romano
63 a.C a 14 d.C