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CURSO LIVRE �CURATIVOS

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FERIDAS E CURATIVOS

O mercado oferece muita diversidade de produtos e tecnologia para coberturas e tratamentos das lesões, contudo, o profissional da Enfermagem é responsável pela avaliação e indicação do tratamento mais adequado para cada tipo de lesão. Este profissional precisa ter domínio nos conhecimentos de anatomia e fisiologia da pele, visão holística de fatores que interferem na cicatrização e nas medidas de prevenção das lesões cutâneas.

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ANATOMIA E FISIOLOGIA DA PELE

A pele representa 15% do peso corpóreo formando revestimento e dando proteção contra agentes nocivos. É um órgão em perfeita sintonia com o resto do organismo, refletindo no estado de saúde.

FUNÇÕES

  • Proteção das estruturas internas
  • Termorregulação
  • Proteção imunológica
  • Percepção
  • Secreção
  • Síntese de vitaminas

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ANATOMIA E FISIOLOGIA DA PELE

ESTRUTURAS

  • EPIDERME – É a camada mais externa da pele, constituídas por células epiteliais e células de Langerhans (defesa imunológica).

  • DERME – Localizada entre a epiderme e o tecido subcutâneo, com função de flexibilidade, elasticidade e resistência. Constituída por: Vasos sanguíneos, terminações nervosas, vasos linfáticos, folículo piloso, glândulas sudoríparas, glândulas sebáceas, mucopolissacarídeos, fibras colágenas, fibras elásticas e reticulares.

  • TECIDO SUBCUTÂNEO – Tecido celular subcutâneo, porção mais profunda da pele e fornece proteção contra traumas. Faz o isolamento térmico e facilita a mobilidade da pele em relação às estruturas adjacentes. Sendo formada por: Tecido adiposo, depósito nutritivo de reserva

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ANATOMIA E FISIOLOGIA DA PELE

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FERIDAS

Qualquer lesão que provoque a descontinuidade do tecido corpóreo, impedindo suas funções básicas, podendo ser intencional (cirúrgicas) ou acidental (traumas).

 

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CLASSIFICACAO DAS FERIDAS

CLASSIFICAÇÃO QUANTO ÀS CAUSAS:

Feridas Cirúrgicas: são provocadas intencionalmente e se dividem em:

  • Incisa: onde não há perda de tecido e as bordas são geralmente fechadas por sutura;
  • Por excisão: onde há remoção de uma área de pele, ex: área doadora de enxerto.
  • Por Cirurgia e procedimentos terapêutico-diagnósticos (cateterismo cardíaco, punção de subclávia, biópsia, etc.)

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CLASSIFICACAO DAS FERIDAS

Feridas Traumáticas: são aquelas provocadas acidentalmente por agentes:

  • Mecânico (contenção, perfuração, corte);
  • Químico (por iodo, cosméticos, ácido sulfúrico, etc.);
  • Físico (frio, calor, radiação).

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CLASSIFICACAO DAS FERIDAS

CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO CONTEÚDO MICROBIANO:

  • Limpa: condições assépticas sem microorganismo;
  • Limpas – contaminadas: lesão inferior a 6 horas entre o trauma e o atendimento, sem contaminação significativa;
  • Contaminadas: lesão ocorrida com tempo maior que 6 horas (trauma e atendimento) sem sinal de infecção;
  • Infectadas: presença de agente infeccioso no local e lesão com evidência de intensa reação inflamatória e destruição de tecidos podendo haver pus.

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CLASSIFICACAO DAS FERIDAS

CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO TIPO DE CICATRIZAÇÃO:

 

  • Feridas de cicatrização de primeira intenção: não há perda de tecidos, as bordas da pele ficam justapostas. Este é o objetivo das feridas fechadas cirurgicamente com requisitos de assepsia e sutura das bordas.

  • Feridas de cicatrização por segunda intenção: houve perda de tecidos e as bordas da pele ficam distantes. A cicatrização é mais Le nta do que primeira intenção.

  • Feridas de cicatrização por terceira intenção: é corrigida cirurgicamente após a formação de tecido de granulação, a fim de que apresente melhores resultados funcionais e estéticos.

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CLASSIFICACAO DAS FERIDAS

CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO GRAU DE ABERTURA:

  • Ferida aberta: tem as bordas da pele afastadas;
  • Ferida fechada: tem as bordas justapostas.

CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO TEMPO DE DURAÇÃO:

  • Feridas agudas: são as feridas recentes;
  • Feridas crônicas: tem um tempo de cicatrização maior que o esperado devido a sua etiologia. Por exemplo, os pontos epiteliais de uma ferida cirúrgica podem ser retirados com 7 a 10 dias após o procedimento, pois nesse período espera-se ter ocorrido o reparo da lesão, que aguarda apenas a fase de maturação. No caso da ferida não apresentar a fase de regeneração na época esperada, havendo um retardo, a ferida é encarada como crônica.

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FISIOLOGIA DA CICATRIZAÇÃO

CICATRIZAÇÃO

Conjunto de processos complexos, interdependentes, cuja finalidade é restaurar os tecidos lesados. A cicatrização da ferida é otimizada em ambiente úmido, isto porque a síntese do colágeno e a formação do tecido de granulação são melhoradas, ocorrendo com maior rapidez a recomposição epitelial e, além disso, não há formação de crostas e escaras. A re-epitelização em feridas expostas ocorre em 6 a7 dias, enquanto em feridas úmidas ela é mais rápida, totalizando 04 dias. Uma vez que a migração celular acontece em meio úmido as células epidérmicas no primeiro caso, necessitam tuneilizar a crosta formada, secretando colagenase, para atingir a umidade.

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FASES DA CICATRIZAÇÃO

Fase Inflamatória

Reação local não específica a danos teciduais ou invasões por microrganismos. Seu início é imediato e a duração é 3 a 5 dias. É o processo que ocorre no organismo como defesa à lesão tecidual que envolve reações neurológicas, vasculares e celulares que destroem ou barram o agente lesivo e substituem as células mortas ou danificadas, por células sadias. São sinais de inflamação: rubor, calor, edema e dor.

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FASES DA CICATRIZAÇÃO

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FASES DA CICATRIZAÇÃO

Fase de exsudação ou fase de limpeza

Inicia-se imediatamente após o aparecimento da ferida. Em termos clínicos estamos diante de um local com inflamação que conduz a um pronunciado exsudato.

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FASES DA CICATRIZAÇÃO

Fase de Revascularização (Granulação ou Proliferação)

São geradas novas células e forma-se o tecido de granulação (uma espécie de tecido temporário para o preenchimento da ferida).

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FASES DA CICATRIZAÇÃO

Fase de Reparação – Epitelização

Fase de cobertura da ferida pelas células epiteliais

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FASES DA CICATRIZAÇÃO

Maturação

leva um ano nas feridas fechadas e mais nas feridas abertas. Nessa fase diminui a vascularização, o colágeno se reorganiza, o tecido de cicatrização se remodela e fica igual ao normal. A cicatriz assume a forma de uma linha fina e branca. Aumenta a força de distensão local.

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FATORES QUE AFETAM A CICATRIZAÇÃO:

  • Idade : nos extremos de idade o funcionamento do sistema imunológico está alterado, ora por imaturidade, ora por declínio de função;
  • Uso de substâncias impróprias para limpeza da ferida : algumas soluções são irritantes e citotóxicas;
  • Uso de substâncias impróprias para anti-sepsia : algumas substâncias são lesivas aos fibroblastos;
  • Compressão exagerada na oclusão ou na limpeza mecânica da lesão : pode promover necrose dos tecidos;
  • Constituição/ peso em relação à altura: na obesidade temos o aumento da espessura do tecido subcutâneo (adiposo), o qual é pobremente vascularizado;
  • Estado de nutrição (alimentação e hidratação) : para reconstrução tecidual é necessário aporte de nutrientes, especialmente as proteínas;
  • Diabete : além da diminuição da resposta imunológica, os novos capilares podem ser lesados devido a hiperglicemia;
  • Uso de drogas : esteróides, imunossupressores, citotóxicos;
  • Tabagismo : a nicotina altera o funcionamento do sistema imunológico, as substâncias liberadas pelo cigarro (ou similar) são citotóxicas, além disso, causam vasoconstricção, favorecem aterosclerose e hipóxia tecidual, haja vista a diminuição da capacidade de perfusão alveolar;
  • Infecção : a presença de mcrorganismos prolonga a fase inflamatória e a lesão tecidual.

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FATORES DE RISCO PARA INFECÇÃO

  • Gerais: idade, nutrição mobilidade, estado mental, incontinência, saúde geral, higiene geral;
  • Locais: edema, isquemia, lesões de pele, corpos estranhos;
  • Drogas: citotóxicos, esteróides, antibióticos;
  • Procedimentos invasivos: cateterização, cirurgia, intubação;
  • Doenças: carcinoma ( leucemia, anemia aplásica), anemia grave, diabete, doença hepática, doença renal, AIDS;
  • Duração da internação pré operatória : sabe-se que em 48 horas de exposição ambiental ocorre a colonização do paciente pela flora nosocomial, que é especialmente patogênica e antibiótico resistente;
  • Ocupação de leitos : quanto maior a taxa de ocupação das enfermarias, maior será o volume de microrganismos circulantes, os quais provém das pessoas que estão no ambiente.
  • Tricotomia : a raspagem mecânica dos pelos cria micro-áreas de lesão que servem de porta de entrada para microorganismos. Recomenda-se que em alguns casos os pelos sejam apenas aparados (parto normal ) ou, ao realizá-la, que se execute o procedimento o mais próximo possível do ato cirúrgico;
  • Não lavagem das mãos por parte da equipe de saúde antes e após manipular cada paciente.

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PRINCÍPIOS BÁSICOS PARA AVALIAÇÃO DE FERIDAS

A avaliação das feridas direciona o planejamento dos cuidados de enfermagem, implementa a terapia tópica além de proporcionar dados para monitorar a trajetória da cicatrização das feridas.

Devemos observar:

Localização anatômica

  • Tamanho: cm2/ diâmetro;
  • Profundidade: cm;
  • Tipo / quantidade de tecido: granulação, epitelização, desvitalizado e necrose;
  • Bordas: aderida, perfundida, macerada, descolada, fibrótica, hiperqueratose;
  • Pele peri-ulceral: edema, coloração, temperatura, endurecimento, flutuação, crêptação, descamação;
  • Exsudato: quantidade, aspecto, odor.

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PRINCÍPIOS BÁSICOS PARA AVALIAÇÃO DE FERIDAS

Profundidade:

  • Escolha a profundidade e a espessura mais apropriada para a ferida usando essas descrições adicionais:
  • Dano tecidual sem solução de continuidade na superfície da ferida;
  • Superficial, abrasão, bolha ou cratera rasa. Plana/nivelada com a superfície da pele, e / ou elevado acima da mesma (ex. hiperplasia);
  • Cratera profunda com ou sem descolamento de tecidos adjacentes;
  • Sem possibilidade de visualização das camadas de tecidos devido à presença de necrose;
  • Comprometimento de estruturas de suporte tais como tendão, cápsula de articulação.

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PRINCÍPIOS BÁSICOS PARA AVALIAÇÃO DE FERIDAS

Tipo de Tecido:

  • Tecido Necrosado: escolha o tipo de tecido necrosado predominantemente na ferida de acordo com a cor, a consistência e a aderência.
  • Necrose branca/cinza: Pode aparecer antes da ferida abrir, a superfície da pele está branca ou cinza;
  • Esfacelo amarelo, não aderido: Fino, substância mucinosa, espalhado por todo o leito da ferida; facilmente separado do tecido da ferida;
  • Esfacelo amarelo, frouxamente aderido: Espesso, viscoso, pedaços de fragmentos, aderido ao leito da ferida;
  • Tecido preto, macio e aderido: Tecido saturado de umidade; firmemente aderido ao leito da ferida;
  • Tecido preto / duro, firmemente aderido: Tecido firme e duro, fortemente aderido ao leito e às bordas da ferida (como uma crosta dura / casca de ferida).

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PRINCÍPIOS BÁSICOS PARA AVALIAÇÃO DE FERIDAS

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PRINCÍPIOS BÁSICOS PARA AVALIAÇÃO DE FERIDAS

Tecido de Granulação

tecido de granulação é o crescimento de pequenos vasos sangüíneos e de tecido conectivo para preencher feridas de espessura total. O tecido é saudável quando é brilhante, vermelho vivo, lustroso e granular com aparência aveludada. Quando o suprimento vascular é pobre, o tecido apresenta-se de coloração rosa pálido ou esbranquiçado para o vermelho opaco.

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PRINCÍPIOS BÁSICOS PARA AVALIAÇÃO DE FERIDAS

Exsudato

  • Algumas coberturas interagem com a drenagem da ferida produzindo um gel ou um liquido que pode confundir a avaliação. Antes de fazer a avaliação do tipo de exsudato, limpe cuidadosamente a ferida com soro fisiológico ou água. Escolha o tipo de exsudato predominante na ferida de acordo com a cor e a consistência.

Tipo de Exsudato:

  • Sanguinolento: Fino, vermelho brilhante;
  • Serosanguinolento : Fino, aguado, de vermelho pálido para róseo;
  • Seroso: Fino. Aguado, claro;
  • Purulento: Fino ou espesso, de marrom opaco para amarelo;
  • Purulento pútrido: Espesso, de amarelo opaco para verde, com forte odor.

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PRINCÍPIOS BÁSICOS PARA AVALIAÇÃO DE FERIDAS

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PRINCÍPIOS BÁSICOS PARA AVALIAÇÃO DE FERIDAS

Bordas:

  • Indistinta, difusa: Não há possibilidade de distinguir claramente o contorno da ferida;
  • Aderida: Plana / nivelada com o leito da ferida, sem presença de paredes;
  • Não-aderida: Presença de paredes; o leito da ferida é mais profundo que as bordas;
  • Enrolada para baixo, espessada / grossa: De macia para firme e flexível ao toque;
  • Hiperqueratose: Formação de tecido caloso ao redor da ferida e até as bordas
  • Fibrótica, com cicatriz: Dura, rígida ao toque.

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PRINCÍPIOS BÁSICOS PARA AVALIAÇÃO DE FERIDAS

  • Cor da Pele ao Redor da Ferida: a partir da borda avalie quatro cm de pele ao redor da ferida. As pessoas de pele escura apresentam colorações “vermelho brilhante” e “vermelho escuro” como um escurecimento normal da pele ou roxo, e conforme a cicatrização vai ocorrendo o novo epitélio apresenta coloração róseo e poderá nunca vir a escurecer.

 

  • Edema de Tecido Periférico: a partir da borda avalie 04 cm de tecidos ao redor da ferida. A pele edemaciada sem formação de sulco apresenta-se brilhante e esticada. Para identificar o edema com formação de sulco/depressão/escavação comprima firmemente o local com um dedo durante cindo segundos; ao ser aliviada a pressão exercida os tecidos não retornam a posição prévia e aparece um sulco/escavação. Crepitação é o acumulo de ar ou gás nos tecidos. Determinar a distancia do edema além da ferida.

  • Endurecimento do Tecido Periférico: a partir da borda avalie 04 cm de tecidos ao redor da ferida. O endurecimento é reconhecido pela firmeza anormal dos tecidos periféricos. Avalie beliscando cuidadosamente os tecidos. O endurecimento resulta em uma inabilidade de se pinçar os tecidos. Determinar a porcentagem de área envolvida.

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PRINCÍPIOS BÁSICOS PARA AVALIAÇÃO DE FERIDAS

Estágio:

Classificação baseada no comprometimento tecidual e se dividem em 4 estágios de acordo com a sua profundidade:

  • Estágio 1: não há perda tecidual, ocorre comprometimento apenas da epiderme, com presença de eritema em pele intacta;

  • Estágio 2: perda de tecido envolvendo a epiderme, a derme ou ambas (a úlcera é superficial e apresenta-se clinicamente como uma abrasão ou úlcera rasa);

  • Estágio 3: perda total da pele, com necrose de tecido substancial, sem comprometimento da fáscia muscular (a ferida apresenta-se clinicamente como úlcera profunda);

  • Estágio 4: ocorre destruição extensa de tecido, necrose tissular ou lesão de osso, músculo ou estruturas de suporte.

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�ULCERA POR PRESSÃO ESTÁGIO I

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ULCERA POR PRESSÃO ESTÁGIO II

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ULCERA POR PRESSÃO ESTÁGIO III

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ULCERA POR PRESSÃO ESTÁGIO IV

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PRINCÍPIOS BÁSICOS PARA REALIZAÇÃO DE CURATIVOS

DEFINIÇÃO DE CURATIVO

  • É um meio terapêutico que consiste na limpeza e aplicação de uma cobertura estéril em uma ferida, quando necessário, com a finalidade de promover a rápida cicatrização e prevenir a contaminação ou infecção.

Objetivos:

  • Auxiliar o organismo a promover a cicatrização;
  • Eliminar os fatores desfavoráveis que retardam a cicatrização da lesão;
  • Diminuir infecções cruzadas, através de técnicas e procedimentos adequados;

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PRINCÍPIOS BÁSICOS PARA REALIZAÇÃO DE CURATIVOS

Finalidades:

  • Limpar a ferida;
  • Promover a cicatrização, eliminando fatores que possam retardá-la.
  • Tratar e prevenir infecções;
  • Prevenir contaminação exógena;
  • Remover corpos estranhos;
  • Proteger a ferida contra traumas mecânicos;
  • Promover hemostasia;
  • Fazer desbridamento mecânico e remover tecidos necróticos;
  • Reduzir edemas;
  • Drenar e/ou absorver secreções e exsudatos inflamatórios;
  • Diminuir odor;
  • Manter a umidade da ferida;
  • Fornecer isolamento térmico;
  • Dar conforto psicológico ao paciente;
  • Diminuir a intensidade da dor;
  • Limitar a movimentação em torno da ferida.

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PRINCÍPIOS BÁSICOS PARA REALIZAÇÃO DE CURATIVOS

Categorias:

  • Curativos primários: colocados diretamente sobre a ferida
  • Curativos secundários: colocados sobre o curativo primário.

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Tipos de Curativos

O Tipo de curativo a ser realizado varia de acordo com a natureza, a localização e o tamanho da ferida. Em alguns casos é necessária uma compressão, em outros lavagem exaustiva com solução fisiológica e outros exigem imobilização com ataduras. Nos curativos em orifícios de drenagem de fístulas entéricas a proteção da pele sã em torno da lesão é o objetivo principal.

  • Curativo semi-oclusivo: Este tipo de curativo é absorvente ,e comumente utilizado em feridas cirúrgicas, drenos, feridas exsudativas, absorvendo o exsudato e isolando o da pele adjacente saudável.

  • Curativo oclusivo: não permite a entrada de ar ou fluídos, atua como barreira mecânica, impede a perda de fluídos, promove isolamento térmico, veda a ferida, a fim de impedir enfisema, e formação de crosta.

  • Curativo compressivo: Utilizado para reduzir o fluxo sangüíneo, promover a estase e ajudar na aproximação das extremidades da lesão.

  • Curativos abertos: São realizados em ferimentos que não há necessidade de serem ocluídos. Feridas cirúrgicas limpas após 24 horas, cortes pequenos, suturas, escoriações, etc são exemplos deste tipo de curativo.

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Tipos de Curativos

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Técnica de Curativo

Normas Gerais

 

  • Lavar as mãos antes e após cada curativo, mesmo que seja em um mesmo paciente;
  • Verificar data de esterilização nos pacotes utilizados para o curativo (validade usual 7 dias);
  • Expor a ferida e o material o mínimo de tempo possível;
  • Utilizar sempre material esterilizado;
  • Se as gazes estiverem aderidas na ferida, umedecê-las antes de retirá-las;
  • Não falar e não tossir sobre a ferida e ao manusear material estéril;
  • Considerar contaminado qualquer material que toque sobre locais não esterilizados;
  • Utilizar luvas estéreis em todos os curativos;

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Técnica de Curativo

  • Se houver mais de uma ferida, iniciar pela menos contaminada; Nunca abrir e trocar curativo de ferida limpa ao mesmo tempo em que troca de ferida contaminada;
  • Quando uma mesma pessoa for trocar vários curativos no mesmo paciente, deve iniciar pelos de incisão limpa e fechada, seguindo-se de ferida aberta não infectada, drenos e por último as colostomias e fístulas em geral;
  • Ao aplicar ataduras, fazê-lo no sentido da circulação venosa, como membro apoiado, tendo o cuidado de não apertar em demasia.
  • Os curativos devem ser realizados no leito com toda técnica asséptica;
  • Nunca colocar o material sobre a cama do paciente e sim sobre a mesa auxiliar, ou carrinho de curativo. O mesmo deve sofrer desinfecção após cada uso;
  • Todo curativo deve ser realizado com a seguinte paramentação: luva, máscara e óculos.
  • Em caso de curativos de grande porte e curativos infectados (escaras infectadas com áreas extensas, lesões em membros inferiores, e ferida cirúrgica infectada) usar também o capote como paramentação;
  • Quando o curativo for oclusivo deve-se anotar no esparadrapo a data, a hora e o nome de quem realizou o curativo.

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Técnica de Curativo

A evolução do curativo, bem como os materiais gastos deverão ser anotados ao término de cada curativo, evitando assim erros e esquecimentos de anotações;

  • Se houver mais de um curativo em um mesmo paciente anotar as informações separadas para cada um deles citando a localização do mesmo.

Lembre-se de:

  • Evitar falar no momento da realização do procedimento e orientar o paciente para que faça o mesmo;
  • Fazer a limpeza com jatos de SF 0,9% sempre que a lesão estiver com tecido de granulação vermelho vivo (para evitar o atrito da gaze);
  • A troca do curativo será prescrita de acordo com a avaliação diária da ferida;
  • Proceder a desinfecção da bandeja, carrinho, ou mesa auxiliar após a execução de cada curativo, com solução de álcool a 70%;
  • Manter o Soro Fisiológico 0,9 % dentro do frasco de origem
  • Desprezar o restante em caso de sobra;

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ÚLCERA POR PRESSÃO

Lesão ocasionada pela interrupção do fornecimento de sangue para a área, causada por fatores externos: pressão, cisalhamento ou fricção.

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TRATAMENTO DAS ÚLCERAS DE PRESSÃO

ÚLCERAS POR PRESSÃO ESTÁGIO I OU II

  • Medidas preventivas
  • Placas de hidrocolóide ou AGE

ÚLCERAS POR PRESSÃO ESTÁGIO III OU IV

  • Tratar conforme a apresentação da lesão
  • Associar medidas preventivas

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MEDIDAS PREVENTIVAS PARA ÚLCERA POR PRESSÃO

  • A pele deverá ser limpa no momento que se sujar. Evite água quente e use um sabão suave para não causar irritação ou ressecamento da pele. A pele seca deve ser tratada com cremes hidratantes de uso comum.
  • Evite massagens nas regiões de proeminências ósseas se observar avermelhamento, manchas roxas ou bolhas pois isto indica o início da escara e a massagem vai causar mais danos.
  • Se a pessoa não tem controle da urina use fraldas descartáveis ou absorventes e troque a roupa assim que possível. O uso de pomadas como hipoglós também ajuda a formar uma barreira contra a umidade.
  • O uso de um posicionamento adequado e uso de técnicas corretas para transferência da cama para cadeira e mudança de decúbito podem diminuir as feridas causadas por fricção. A pessoa precisa ser erguida ao ser movimentada e nunca arrastada contra o colchão.
  • As pessoas que não estão se alimentando bem precisam receber uma complementação alimentar para que não fique com deficiências que podem levar a pele a ficar mais frágil. Consulte um profissional sobre o uso de suplementos como sustacal, sustagem etc.
  • A mudança de posição ou decúbito deve ser feita pelo menos a cada duas horas se não houver contra-indicações relacionadas às condições gerais do paciente. Um horário por escrito deve ser feito para evitar esquecimentos.
  • Travesseiros ou almofadas de espuma devem ser usadas para manter as proeminências ósseas (como os joelhos) longe de contato direto um com o outro. Os calcanhares

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MEDIDAS PREVENTIVAS PARA ÚLCERA POR PRESSÃO

  • devem ser mantidos levantados da cama usando um travesseiro debaixo da panturrilha ou barriga da perna.
  • Quando a pessoa ficar na posição lateral deve-se evitar a posição diretamente sobre o trocanter do fêmur.
  • A cabeceira da cama não deve ficar muito tempo na posição elevada para não aumentar a pressão nas nádegas, o que leva ao desenvolvimento da úlcera de pressão.
  • Se a pessoa ficar sentada em cadeira de rodas ou poltrona use uma almofada de ar, água ou gel mas nunca use aquelas almofadas que tem um orifício no meio ( roda d´água) pois elas favorecem o aumento da pressão e a presença da ferida.
  • Use aparelhos como o trapézio, ou o forro da cama para movimentar (ao invés de puxar ou arrastar) a pessoa que não consegue ajudar durante a transferência ou nas mudanças de posição.

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MEDIDAS PREVENTIVAS PARA ÚLCERA POR PRESSÃO

  • Use um colchão especial que reduz a pressão como colchão de ar ou colchão d’água. O colchão caixa de ovo aumenta o conforto mas não reduz a pressão. Para a pessoa que já tem a úlcera o adequado é o colchão de Ar ou água.
  • Evite que a pessoa fique sentada ininterruptamente em qualquer cadeira ou cadeira de rodas. Os indivíduos que são capazes, devem ser ensinados a levantar o seu peso a cada quinze minutos, aqueles que não conseguem devem ser levantados por outra pessoa ou levados de volta para a cama.
  • Diariamente deve-se examinar a pele da pessoa que pode ter escaras para observar. Se apresentar início de problema não deixar a pessoa sentar ou deitar encima da região afetada e procurar descobrir a causa do problema para que não agrave.
  • Para tratamento da úlcera é preciso uma avaliação do profissional do estágio da ferida porém em todos os casos lave somente com soro fisiológico ou água, não use sabão, sabonete, álcool, mertiolate, mercúrio cromo , iodo (povidine). Não deixe a pessoa deitada ou sentada encima da ferida, veja se as medidas de prevenção citadas acima estão sendo colocadas em prática.

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MEDIDAS PREVENTIVAS PARA ÚLCERA POR PRESSÃO

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ULCERA DIABÉTICA

Devido ao comprometimento do sistema nervoso periférico, ocorre perda da sensibilidade protetora. Pressões freqüentes nos pés insensíveis ocasionam processos lesivos outros fatores colaboram para o desenvolvimento de úlceras: Insuficiência Vascular, alterações tegumentares e ortopédicas.

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ULCERA DIABÉTICA

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TRATAMENTO

PROBLEMAS MAIS COMUNS:

  • Bolhas/Calos
  • Infecção por micose Interdigital
  • Pequenas infecções nas unhas
  • Unhas encravadas
  • Pequenos ferimentos
  • Fissuras

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ÚLCERA VENOSA

Lesões decorrentes de insuficiência venosa crônica

 

AVALIAÇÃO

  • Origem Primária: varizes, dormência, cãimbras, edema vespertino, gestações, sensações de peso, varicorragia e tromboflebites.
  • Origem Secundária (Trombótica): Pesquisar edema pós-parto, pós-operatório, fraturas, tabagismo, anticoncepcional e pacientes acamados.

TRATAMENTO

  • Repouso
  • Elevação dos MMII
  • Fisioterapia
  • Compressão elástica
  • Cirúrgico

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ÚLCERA VENOSA

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ÚLCERAS ARTERIAIS

Lesão isquêmica ocasionada pela insuficiência arterial, comumente ocasionada pela aterosclerose.

 

AVALIAÇÃO

  • Buscar fatores de risco (tabagismo, DM, HAS, Hiperlipidemia e doença coronariana)
  • Claudicação
  • Dor em repouso
  • Impotência
  • Diminuição do pulso
  • Palidez do pé
  • Cianose
  • Pés frios
  • Atrofia Muscular

TRATAMENTO

  • Reduzir fatores de risco
  • Melhorara a circulação colateral

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ÚLCERAS ARTERIAIS

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PRODUTOS/COBERTURAS

A seleção correta da cobertura da ferida auxilia no processo de cicatrização, reduz a dor, promove conforto ao paciente e recuperação do tecido lesado. Os produtos mais utilizados e padronizados para o tratamento de feridas estão descritos a seguir, acompanhados de sua composição, ação, indicação, contra-indicação e freqüência de troca do curativo.

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HIDROGEL

Composição: Água 77,7% + propilenoglicol 20% + carboximetilcelulose 2,3%

Ação

  • Mantém o meio úmido
  • Promove desbridamento autolítico
  • Estimula a cicatrização

Indicação

  • Remoção de crostas e tecidos desvitalizados de feridas abertas
  • Contra-indicação
  • Pele íntegra
  • Ferida operatória fechada
  • Feridas muito exsudativas

Freqüência da troca

  • Uma vez por dia
  • A cobertura secundária, conforme saturação

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HIDROGEL

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ALGINATO DE CÁLCIO

Composição; Fibras de tecido, derivado de algas marinhas, compostas por ácido gulurônico e manurônico com íons de Ca e Na incorporados às fibras

Ação

  • Auxilia o desbridamento
  • Tem alta capacidade de absorção
  • Forma um gel que mantém o meio úmido
  • Induz à hemostasia

Indicação

  • Feridas abertas, sangrantes, altamente exsudativas, com ou sem infecção

Contraindicação

  • Feridas superficiais
  • Feridas pouco exsudativas

Frequência de troca

  • A cada 48/72 horas
  • A cobertura, conforme saturação

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ALGINATO DE CÁLCIO

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Ácido Graxo Essencial (AGE)

Composição: Triglicerídios de cadeia média, compostos por óleo vegetal cuja composição: ácido linoléico, ácido caprílico, vitamina A e lecitina de soja.

Mecanismo de Ação

  • Promove a quimiotaxia e angiogênese, mantém o meio úmido e acelera o processo de granulação tecidual. A aplicação em pele íntegra tem grande absorção, forma uma película protetora na pele, previne escoriações devido à alta capacidade de hidratação e proporciona nutrição celular local.

Indicação

  • Lesões abertas (com ou sem infecção), Deiscência de sutura, Profilaxia de úlceras de pressão.
  • Contra-indicação
  • não relatada

 

Aplicação

  • Pode ser associado com qualquer outro tipo de cobertura/produto.
  • Nos casos de feridas cavitária, preencher local com gaze embebida em AGE.

Periodicidade da troca

  • A cada 24 horas.

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Ácido Graxo Essencial (AGE)

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KOLAGENASE

Composição:Pomada enzimática composta por clostridiopeptidase e enzimas proteolíticas.

Mecanismo de ação

  • Degrada o colágeno nativo da ferida.

Indicações

  • Feridas com tecido desvitalizado.

 

Contra-indicações

  • Feridas com cicatrização por 1° intenção; usuários sensíveis ao produto.

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KOLAGENASE

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HIDROCOLÓIDE

Composição:Curativo composto de gelatina, pectina e carboximetilcelulose sódica.

Mecanismo de ação

  • Estimulam a angiogênese (devido hipóxia no leito da ferida), absorvem pequena quantidade de exsudato, mantém a umidade, proporcionam alívio da dor, mantém a temperatura em torno de 37°C, ideal para o crescimento celular, promovem o desbridamento autolítico.

Indicações

  • Placa: feridas rasas, com o mínimo ou sem exsudato; queimaduras superficiais, prevenção ou tratamento de úlceras de pressão não infectadas.
  • Pasta: feridas profundas e cavitárias, com o mínimo de exsudato com ou sem tecido desvitalizado.

Contra-indicações

  • Placa: feridas infectadas, com tecido desvitalizado e altamente exsudativas; queimaduras de 3° grau.
  • Pasta: não relatado na literatura.

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HIDROCOLÓIDE

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CREME DE SULFADIAZINA DE PRATA

Composição: Sulfadiazina de prata micronizada a 1%.  

Mecanismo de ação

  • Atua contra uma grande variedade de microorganismos, como: bactérias gram-negativas e positivas, fungos, vírus e protozoários. O uso indiscriminado da sulfadiazina de prata causa citotoxicidade e pode levar à resistência microbiana. Raramente as bactérias são eliminadas pelos antibióticos tópicos, devido à proteção da capa fibrinosa na superfície ulcerada e algumas espécies bacterianas são capazes de produzir um “biofilm” protetor que dificulta a ação do antibiótico. Tecidos desvitalizados ou necróticos, espaços mortos, coleções serosas e sanguíneas também bloqueiam a ação dos antibióticos. Tais fatos permitem afirmar que antibioticoterapia sistêmica é a mais adequada para tratar feridas infectadas

Indicações

  • Priorizado para tratamento de queimaduras.

Contra-indicações

  • Presença de hipersensibilidade aos componentes; disfunção renal ou hepática, leucopenia transitória, raríssimos casos de hiposmolaridade, raríssimos episódios de aumento da sensibilidade à luz solar. Mulheres grávidas, crianças menores de dois meses de idade e recém-nascido prematuro, devido ao risco de Kernicterus, causado pelo bilirrubinemia.

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CREME DE SULFADIAZINA DE PRATA

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VAC

Essa técnica inovadora consiste na aplicação de uma pressão negativa (vácuo) através de uma espuma de poliuretano, que é ajustada ao tamanho e à profundidade da ferida no paciente. A ferida é então coberta por um filme ligado a um aparelho que controla a graduação e também a frequência do vácuo. Dessa forma, o processo de cicatrização é acelerado e a lesão é curada em um menor espaço de tempo.

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BOTA DE UNNA

Promove a compressão no membro aumentando o retorno venoso e melhora drenagem linfática. Mantém meio úmido para cicatrização sendo indicado em úlceras venosas e edema linfático de membros inferiores, recomendada a pacientes que deambulam. A troca da bota de unna pode ser feita a cada 7 dias e prevê capacitação do profissional para colocação do material.

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CARVÃO ATIVADO COM PRATA

tem ação bactericida absorve exsudato neutralizador de odor e está indicado em feridas de moderado a muito exsudato, superficiais ou profundas, infectadas ou não, com o sem tecido necrótico,Deve ser trocada sempre que estiver saturado, e sua permanência máxima é de até 7 dias. Importante ressaltar que esta placa não pode ser cortada, caso a ferida seja menor que o tamanho da placa , as bordas devem ser protegidas.

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PAPAÍNA

Possui ação bactericida e desbridamento químico, ação anti-inflamatória diminui edema local. Deve ser usado com critério conforme apresentação,2% – tecido de granulação  4% granulação e secreção purulenta 6% Necrose de liquefação 8%– necrose de liquefação + necrose de coagulação 10%- necrose de coagulação. Deve ser trocado duas vezes ao dia ou conforme saturação do curativo.

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OBRIGADO!