CURSO LIVRE �CURATIVOS
FERIDAS E CURATIVOS
O mercado oferece muita diversidade de produtos e tecnologia para coberturas e tratamentos das lesões, contudo, o profissional da Enfermagem é responsável pela avaliação e indicação do tratamento mais adequado para cada tipo de lesão. Este profissional precisa ter domínio nos conhecimentos de anatomia e fisiologia da pele, visão holística de fatores que interferem na cicatrização e nas medidas de prevenção das lesões cutâneas.
ANATOMIA E FISIOLOGIA DA PELE
A pele representa 15% do peso corpóreo formando revestimento e dando proteção contra agentes nocivos. É um órgão em perfeita sintonia com o resto do organismo, refletindo no estado de saúde.
FUNÇÕES
ANATOMIA E FISIOLOGIA DA PELE
ESTRUTURAS
ANATOMIA E FISIOLOGIA DA PELE
FERIDAS
Qualquer lesão que provoque a descontinuidade do tecido corpóreo, impedindo suas funções básicas, podendo ser intencional (cirúrgicas) ou acidental (traumas).
CLASSIFICACAO DAS FERIDAS�
CLASSIFICAÇÃO QUANTO ÀS CAUSAS:
Feridas Cirúrgicas: são provocadas intencionalmente e se dividem em:
CLASSIFICACAO DAS FERIDAS
Feridas Traumáticas: são aquelas provocadas acidentalmente por agentes:
CLASSIFICACAO DAS FERIDAS
CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO CONTEÚDO MICROBIANO:
CLASSIFICACAO DAS FERIDAS
CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO TIPO DE CICATRIZAÇÃO:
CLASSIFICACAO DAS FERIDAS
CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO GRAU DE ABERTURA:
CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO TEMPO DE DURAÇÃO:
FISIOLOGIA DA CICATRIZAÇÃO
CICATRIZAÇÃO
Conjunto de processos complexos, interdependentes, cuja finalidade é restaurar os tecidos lesados. A cicatrização da ferida é otimizada em ambiente úmido, isto porque a síntese do colágeno e a formação do tecido de granulação são melhoradas, ocorrendo com maior rapidez a recomposição epitelial e, além disso, não há formação de crostas e escaras. A re-epitelização em feridas expostas ocorre em 6 a7 dias, enquanto em feridas úmidas ela é mais rápida, totalizando 04 dias. Uma vez que a migração celular acontece em meio úmido as células epidérmicas no primeiro caso, necessitam tuneilizar a crosta formada, secretando colagenase, para atingir a umidade.
FASES DA CICATRIZAÇÃO
Fase Inflamatória
Reação local não específica a danos teciduais ou invasões por microrganismos. Seu início é imediato e a duração é 3 a 5 dias. É o processo que ocorre no organismo como defesa à lesão tecidual que envolve reações neurológicas, vasculares e celulares que destroem ou barram o agente lesivo e substituem as células mortas ou danificadas, por células sadias. São sinais de inflamação: rubor, calor, edema e dor.
FASES DA CICATRIZAÇÃO
FASES DA CICATRIZAÇÃO
Fase de exsudação ou fase de limpeza
Inicia-se imediatamente após o aparecimento da ferida. Em termos clínicos estamos diante de um local com inflamação que conduz a um pronunciado exsudato.
FASES DA CICATRIZAÇÃO
Fase de Revascularização (Granulação ou Proliferação)
São geradas novas células e forma-se o tecido de granulação (uma espécie de tecido temporário para o preenchimento da ferida).
FASES DA CICATRIZAÇÃO
Fase de Reparação – Epitelização
Fase de cobertura da ferida pelas células epiteliais
FASES DA CICATRIZAÇÃO
Maturação
leva um ano nas feridas fechadas e mais nas feridas abertas. Nessa fase diminui a vascularização, o colágeno se reorganiza, o tecido de cicatrização se remodela e fica igual ao normal. A cicatriz assume a forma de uma linha fina e branca. Aumenta a força de distensão local.
FATORES QUE AFETAM A CICATRIZAÇÃO: �
FATORES DE RISCO PARA INFECÇÃO �
PRINCÍPIOS BÁSICOS PARA AVALIAÇÃO DE FERIDAS
A avaliação das feridas direciona o planejamento dos cuidados de enfermagem, implementa a terapia tópica além de proporcionar dados para monitorar a trajetória da cicatrização das feridas.
Devemos observar:
Localização anatômica
PRINCÍPIOS BÁSICOS PARA AVALIAÇÃO DE FERIDAS
Profundidade:
PRINCÍPIOS BÁSICOS PARA AVALIAÇÃO DE FERIDAS
Tipo de Tecido:
PRINCÍPIOS BÁSICOS PARA AVALIAÇÃO DE FERIDAS
PRINCÍPIOS BÁSICOS PARA AVALIAÇÃO DE FERIDAS
Tecido de Granulação
tecido de granulação é o crescimento de pequenos vasos sangüíneos e de tecido conectivo para preencher feridas de espessura total. O tecido é saudável quando é brilhante, vermelho vivo, lustroso e granular com aparência aveludada. Quando o suprimento vascular é pobre, o tecido apresenta-se de coloração rosa pálido ou esbranquiçado para o vermelho opaco.
PRINCÍPIOS BÁSICOS PARA AVALIAÇÃO DE FERIDAS
Exsudato
Tipo de Exsudato:
PRINCÍPIOS BÁSICOS PARA AVALIAÇÃO DE FERIDAS
PRINCÍPIOS BÁSICOS PARA AVALIAÇÃO DE FERIDAS
Bordas:
PRINCÍPIOS BÁSICOS PARA AVALIAÇÃO DE FERIDAS
PRINCÍPIOS BÁSICOS PARA AVALIAÇÃO DE FERIDAS
Estágio:
Classificação baseada no comprometimento tecidual e se dividem em 4 estágios de acordo com a sua profundidade:
�ULCERA POR PRESSÃO ESTÁGIO I
ULCERA POR PRESSÃO ESTÁGIO II
ULCERA POR PRESSÃO ESTÁGIO III
ULCERA POR PRESSÃO ESTÁGIO IV
PRINCÍPIOS BÁSICOS PARA REALIZAÇÃO DE CURATIVOS
DEFINIÇÃO DE CURATIVO
Objetivos:
PRINCÍPIOS BÁSICOS PARA REALIZAÇÃO DE CURATIVOS
Finalidades:
PRINCÍPIOS BÁSICOS PARA REALIZAÇÃO DE CURATIVOS
Categorias:
Tipos de Curativos
O Tipo de curativo a ser realizado varia de acordo com a natureza, a localização e o tamanho da ferida. Em alguns casos é necessária uma compressão, em outros lavagem exaustiva com solução fisiológica e outros exigem imobilização com ataduras. Nos curativos em orifícios de drenagem de fístulas entéricas a proteção da pele sã em torno da lesão é o objetivo principal.
Tipos de Curativos
Técnica de Curativo
Normas Gerais
Técnica de Curativo
Técnica de Curativo
A evolução do curativo, bem como os materiais gastos deverão ser anotados ao término de cada curativo, evitando assim erros e esquecimentos de anotações;
Lembre-se de:
ÚLCERA POR PRESSÃO
Lesão ocasionada pela interrupção do fornecimento de sangue para a área, causada por fatores externos: pressão, cisalhamento ou fricção.
TRATAMENTO DAS ÚLCERAS DE PRESSÃO
ÚLCERAS POR PRESSÃO ESTÁGIO I OU II
ÚLCERAS POR PRESSÃO ESTÁGIO III OU IV
MEDIDAS PREVENTIVAS PARA ÚLCERA POR PRESSÃO
MEDIDAS PREVENTIVAS PARA ÚLCERA POR PRESSÃO
MEDIDAS PREVENTIVAS PARA ÚLCERA POR PRESSÃO
MEDIDAS PREVENTIVAS PARA ÚLCERA POR PRESSÃO
ULCERA DIABÉTICA
Devido ao comprometimento do sistema nervoso periférico, ocorre perda da sensibilidade protetora. Pressões freqüentes nos pés insensíveis ocasionam processos lesivos outros fatores colaboram para o desenvolvimento de úlceras: Insuficiência Vascular, alterações tegumentares e ortopédicas.
ULCERA DIABÉTICA
TRATAMENTO
PROBLEMAS MAIS COMUNS:
ÚLCERA VENOSA
Lesões decorrentes de insuficiência venosa crônica
AVALIAÇÃO
TRATAMENTO
ÚLCERA VENOSA
ÚLCERAS ARTERIAIS
Lesão isquêmica ocasionada pela insuficiência arterial, comumente ocasionada pela aterosclerose.
AVALIAÇÃO
TRATAMENTO
ÚLCERAS ARTERIAIS
PRODUTOS/COBERTURAS
A seleção correta da cobertura da ferida auxilia no processo de cicatrização, reduz a dor, promove conforto ao paciente e recuperação do tecido lesado. Os produtos mais utilizados e padronizados para o tratamento de feridas estão descritos a seguir, acompanhados de sua composição, ação, indicação, contra-indicação e freqüência de troca do curativo.
HIDROGEL
Composição: Água 77,7% + propilenoglicol 20% + carboximetilcelulose 2,3%
Ação
Indicação
Freqüência da troca
HIDROGEL
ALGINATO DE CÁLCIO
Composição; Fibras de tecido, derivado de algas marinhas, compostas por ácido gulurônico e manurônico com íons de Ca e Na incorporados às fibras
Ação
Indicação
Contraindicação
Frequência de troca
ALGINATO DE CÁLCIO
Ácido Graxo Essencial (AGE)
Composição: Triglicerídios de cadeia média, compostos por óleo vegetal cuja composição: ácido linoléico, ácido caprílico, vitamina A e lecitina de soja.
Mecanismo de Ação
Indicação
Aplicação
Periodicidade da troca
Ácido Graxo Essencial (AGE)
KOLAGENASE
Composição:Pomada enzimática composta por clostridiopeptidase e enzimas proteolíticas.
Mecanismo de ação
Indicações
Contra-indicações
KOLAGENASE
HIDROCOLÓIDE
Composição:Curativo composto de gelatina, pectina e carboximetilcelulose sódica.
Mecanismo de ação
Indicações
Contra-indicações
HIDROCOLÓIDE
CREME DE SULFADIAZINA DE PRATA
Composição: Sulfadiazina de prata micronizada a 1%.
Mecanismo de ação
Indicações
Contra-indicações
CREME DE SULFADIAZINA DE PRATA
VAC
Essa técnica inovadora consiste na aplicação de uma pressão negativa (vácuo) através de uma espuma de poliuretano, que é ajustada ao tamanho e à profundidade da ferida no paciente. A ferida é então coberta por um filme ligado a um aparelho que controla a graduação e também a frequência do vácuo. Dessa forma, o processo de cicatrização é acelerado e a lesão é curada em um menor espaço de tempo.
BOTA DE UNNA
Promove a compressão no membro aumentando o retorno venoso e melhora drenagem linfática. Mantém meio úmido para cicatrização sendo indicado em úlceras venosas e edema linfático de membros inferiores, recomendada a pacientes que deambulam. A troca da bota de unna pode ser feita a cada 7 dias e prevê capacitação do profissional para colocação do material.
CARVÃO ATIVADO COM PRATA
tem ação bactericida absorve exsudato neutralizador de odor e está indicado em feridas de moderado a muito exsudato, superficiais ou profundas, infectadas ou não, com o sem tecido necrótico,Deve ser trocada sempre que estiver saturado, e sua permanência máxima é de até 7 dias. Importante ressaltar que esta placa não pode ser cortada, caso a ferida seja menor que o tamanho da placa , as bordas devem ser protegidas.
PAPAÍNA
Possui ação bactericida e desbridamento químico, ação anti-inflamatória diminui edema local. Deve ser usado com critério conforme apresentação,2% – tecido de granulação 4% – granulação e secreção purulenta 6% – Necrose de liquefação 8%– necrose de liquefação + necrose de coagulação 10%- necrose de coagulação. Deve ser trocado duas vezes ao dia ou conforme saturação do curativo.
OBRIGADO!