ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
3º TRIMESTRE 2026
Sermão do Monte
Sermão do Monte
LIÇÃO 09 – A ORAÇÃO DO SENHOR
Texto Áureo:
“Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome.” (Mt. 6.9)
Sermão do Monte��LIÇÃO 09 – A ORAÇÃO DO SENHOR
ESBOÇO
INTRODUÇÃO
I – A ORAÇÃO DO SENHOR: INVOCAÇÃO (Mt. 6.9)
II – A ORAÇÃO DO SENHOR: OS INTERESSES DO REINO (Mt. 6.9-10)
III – A ORAÇÃO DO SENHOR: NECESSIDADE PARTICULARES (Mt. 6.11-15)
CONCLUSÃO
SERMÃO DO MONTE�LIÇÃO 09 – A ORAÇÃO DO SENHOR
Introdução:
Na lição anterior, analisamos o ensino de Cristo sobre a verdadeira piedade, a partir da Sua exortação a que não pratiquemos a caridade, a oração e o jejum visando receber o louvor dos homens, mas, como súditos do reino dos céus, cuja justiça deve exceder a dos escribas e fariseus, almejando ser vistos e recompensados por Deus. E, como ressaltamos naquela oportunidade, no caso particular da oração, a fim de incentivar Seus discípulos a procederem da forma correta, o Senhor Jesus os ensina a orar, orientando-os sobre o que e como poderiam se dirigir a Deus, na certeza de serem ouvidos.
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ESBOÇO
INTRODUÇÃO
I – A ORAÇÃO DO SENHOR: INVOCAÇÃO (Mt. 6.9)
II – A ORAÇÃO DO SENHOR: OS INTERESSES DO REINO (Mt. 6.9-10)
III – A ORAÇÃO DO SENHOR: NECESSIDADE PARTICULARES (Mt. 6.11-15)
CONCLUSÃO
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I – A ORAÇÃO DO SENHOR: INVOCAÇÃO (Mt. 6.9)
1. Consideremos, em primeiro lugar, que, embora encontremos diversas orações nas Escrituras Sagradas, e as longas orações dos escribas e fariseus dos tempos de Cristo fossem conhecidas publicamente, o Senhor entendeu ser necessário ensinar Seus discípulos a orar, e lhes propôs uma oração diferente de qualquer outra até então conhecida. João Batista, antes disso, havia ensinado os seus seguidores a orar – uma oração que certamente contemplava a manifestação iminente do Messias – e agora o Salvador faz o mesmo, mas contemplando principalmente a realidade do reino dos céus, que já havia chegado (cf. Lc 11.1-4). Além disso, não resta dúvida de que, ao invés de limitar nossas palavras em oração a uma fórmula que poderia nos levar a cair no mesmo erro condenado nesse contexto – o de usar de vãs repetições – o Senhor nos propõe aqui um modelo, ou seja, é neste sentido ou com este propósito que deveríamos orar sempre, se desejamos ser ouvidos e respondidos por Deus. De fato, encontraremos, depois disso, tanto Jesus como os discípulos orando diversamente, mas nunca fugindo ao teor das palavras da oração que o Senhor aqui ensinou.
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I – A ORAÇÃO DO SENHOR: INVOCAÇÃO (Mt. 6.6.9)
2. Assim sendo, Jesus nos ensina a iniciar nossas orações com a invocação pela qual expressamos a íntima relação que, como súditos do reino dos céus, mantemos com Deus: “Pai nosso”. Esta primeira cláusula é, de fato, o pressuposto para a oração, pois só pode se dirigir a Deus aquele que o reconhece como Pai e vive conforme a Sua vontade, sendo guiado pelo seu Espírito Santo e confiando na Sua bondade e amor, pelos quais Ele o chamou para a glória reservada especialmente aos Seus filhos (Rm 8.14-17; Gl 4.6; 1 Jo 3.1-3; 5.14-15). Por sua vez, pela expressão “que estás nos céus”, reconhecemos a majestade de Deus – que Ele não é como nós que o invocamos da terra, e que Ele nos ouve e faz todas as coisas conforme a soberania, sabedoria e o poder da Sua vontade (Ec 5.1-2; cf. Sl 115.3).
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I – A ORAÇÃO DO SENHOR: INVOCAÇÃO (Mt. 6.6.9)
3. Notemos ainda, nesta invocação inicial, como Jesus nos ensina a rejeitar todo sentimento egoísta e individualista, quando exprime a oração em termos de nós e nosso, e não de eu e meu. Não apenas quando nos reunimos como igreja é que nos dirigimos a Deus como Pai nosso, mas em nossas orações particulares também, lembrando-nos sempre de nossos irmãos, que participam conosco das mesmas aflições e necessidades, sua existência, assim como a nossa, servindo a um propósito glorioso no reino de Deus (Tg 5.16; 1 Pe 5.8-9).
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ESBOÇO
INTRODUÇÃO
I – A ORAÇÃO DO SENHOR: INVOCAÇÃO (Mt. 6.9)
II – A ORAÇÃO DO SENHOR: OS INTERESSES DO REINO (Mt. 6.10)
III – A ORAÇÃO DO SENHOR: NECESSIDADE PARTICULARES (Mt. 6.11-15)
CONCLUSÃO
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II – A ORAÇÃO DO SENHOR: OS INTERESSES DO REINO (Mt. 6.10)
1. Após a invocação a Deus como nosso Pai celestial, o Salvador nos ensina a apresentarmos nossas petições tendo em vista a prioridade do reino dos céus sobre nossos interesses particulares, ainda que estes sejam legítimos. Das seis petições aqui representadas, as três primeiras estão relacionadas com a glória de Deus, ou seja, visam a glória do nosso Pai celestial, na realização do Seu propósito maior de salvação; ao passo que as três últimas dizem respeito às coisas necessárias à nossa salvação particular. Isto nos ensina que, ao comparecermos diante de Deus, ansiosos para pedirmos aquilo que confiamos que o Pai nos dará conforme a Sua vontade, precisamos reconhecer, em primeiro lugar, que o fim último de todas as coisas é que Deus seja glorificado, ou, em outras palavras, que a Sua bondade, amor, sabedoria e poder sejam reconhecidos, não somente por nós os que O invocamos, mas por todos os homens. É o que significa a primeira petição: “Santificado seja o teu nome”. Ao passo que muitos israelitas profanavam o nome de Deus através da Sua hipocrisia no trato com os mandamentos, o súdito do reino dos céus é aquele que manifesta o Seu verdadeiro interesse na santificação do nome de Deus, glorificando-o através de Suas obras (Rm 2.17-24; cf. Mt 5.16).
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II – A ORAÇÃO DO SENHOR: OS INTERESSES DO REINO (Mt. 6.9-10)
2. Na sequência, as duas petições seguintes ilustram ainda como se deve desejar que o nome de Deus seja santificado. “Venha o teu reino” expressa o anseio pela manifestação cada vez maior e plena do reino dos céus entre nós, a fim de que o poder, a graça e a virtude da presença deste reino sejam conhecidas de todos os homens. Como dissemos, para isto contribuímos ao buscarmos cada um de nós esse reino, priorizando sua justiça e santidade às nossas necessidades materiais, terrenas e passageiras; também quando buscamos a realização da justiça e santificação do próximo; e ainda quando o evangelho – isto é, as boas novas de que este reino é chegado – são anunciadas às nações (cf. Mt 6.33; 24.14). E, além disto, ansiamos pelo dia em que a plenitude deste reino se manifestará em perfeita justiça, com a glorificação dos seus santos cidadãos, na vinda de Cristo (cf. 2 Pe 3.13).
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II – A ORAÇÃO DO SENHOR: OS INTERESSES DO REINO (Mt. 6.9-10)
3. Na terceira petição, “Seja feita a tua vontade, assim na terra como nos céus”, expressamos não apenas a nossa humilde submissão aos desígnios de Deus, sejam aqueles revelados na Escritura, sejam aqueles encobertos aos homens; mas também o nosso desejo de que todas as criaturas na terra reconheçam e se submetam à soberana vontade de Deus, assim como o fazem as criaturas que habitam nos céus, as quais cumprem prontamente as Suas ordens (Sl 103.20). Isto se cumpre agora na medida em que o reino de Deus, expandindo-se através do evangelho, submete os rebeldes e desobedientes ao seu Rei, Jesus Cristo; mas cumprir-se-á plenamente no futuro, no último dia, quando o último inimigo será vencido e toda oposição ao senhorio de Cristo, aniquilada (Fp 2.10-11; 2 Ts 1.8).
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III – A ORAÇÃO DO SENHOR: NECESSIDADES PARTICULARES (Mt. 6.11-15)
1. Uma vez considerados os interesses e a glória de Deus na oração, podemos passar às petições em favor de nossas legítimas necessidades, sejam estas espirituais ou materiais. E a primeira é: “O pão nosso de cada dia nos dá hoje”. Pão aqui se refere não apenas ao alimento, mas a tudo o que é necessário ao nosso sustento físico, e que Deus deseja que apresentemos a Ele em oração, pois é Ele quem nos deu a vida, logo, é Ele quem também nos dará aquilo com que a sustentaremos (cf. Dt 8.11-17; Mt 6.26-30). E consideremos também que, ao nos ensinar a pedir d’Ele o pão cotidiano, Jesus deseja que não confiemos presunçosamente em nossa própria força, mas que reconheçamos nossa dependência de Deus até para as coisas menores desta vida, e assim aprendamos a ser gratos pela porção que Ele nos concede, porque, seja ela grande ou pequena, será sempre suficiente (Fp 4.12).
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III – A ORAÇÃO DO SENHOR: NECESSIDADES PARTICULARES (Mt. 6.11-15)
2. “Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores”. O pecado aqui é apresentado como uma dívida contraída com Deus, que precisa ser quitada a fim de que estejamos em paz com Ele. Mas a forma de quitar está baseada, não no mérito ou compensação por obras humanas, mas sim pela concessão graciosa e misericordiosa do perdão divino (Sl 32.1-2). Por outro lado, Jesus lembra aqui os princípios já ensinados da busca pela reconciliação e da prática do verdadeiro amor ao próximo – ou seja, que a graça verdadeiramente recebida se manifesta em graça demonstrada para com o próximo. É verdade que primeiro somos perdoados por Deus e, depois, ou em razão desse perdão divino, também perdoamos àqueles que nos ofendem; mas o fato é que só podemos ter certeza de que somos perdoados por Deus na medida em que nossa atitude de perdão para com o próximo é verdadeira (Mt 18.23-35; cf. 1 Jo 5.11). Esta atitude é tão importante que a ela Jesus acrescenta uma explicação adicional: “Porque, se perdoardes... Se, porém, não perdoardes”. Em um momento anterior do Sermão, vimos que o ofensor só pode ser aceito por Deus se buscar a reconciliação e o perdão daqueles que foram prejudicados por ele. Agora, o Senhor Jesus revela o dever da parte ofendida: aceitar e perdoar o ofensor arrependido (Mt 18.21-22; Lc 17.3-4).
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III – A ORAÇÃO DO SENHOR: NECESSIDADES PARTICULARES (Mt. 6.11-15)
3. Chegamos então à última petição: “E não nos induzas à tentação, mas livra-nos do mal”. Embora seja verdade que todos estamos sujeitos à tentação, e que é feliz aquele que vence a tentação, não necessariamente aquele que não sofre tentação; aqui sem dúvida o Salvador tem em vista também a concupiscência, isto é, a paixão da carne que engoda e enreda o homem para que cometa o pecado, e assim seja vencido pelo mal (cf. Tg 1.2-3, 12 e 13-15). Deus a ninguém tenta, e não deseja que ninguém sucumba à tentação, mas que a vença, e por isso podemos buscar d’Ele socorro e graça para vencermos a carne, deste modo sendo livrados do mal (Mt 26.41; cf. Jo 17.15; 1 Co 10.13).
Finalmente, Cristo ensina que em nossas orações não deve faltar a adoração ou confissão da glória e grandeza de Deus, que é, como vimos nas petições iniciais, a razão maior de nos dirigirmos a Ele, e o fim de tudo o que Lhe apresentamos em oração.
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ESBOÇO
INTRODUÇÃO
I – A ORAÇÃO DO SENHOR: INVOCAÇÃO (Mt. 6.9)
II – A ORAÇÃO DO SENHOR: OS INTERESSES DO REINO (Mt. 6.9-10)
III – A ORAÇÃO DO SENHOR: NECESSIDADE PARTICULARES (Mt. 6.11-15)
CONCLUSÃO
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Conclusão
A oração é um claro testemunho, público e particular, do nosso relacionamento com Deus, e da nossa confiança na Sua palavra, que nos torna Seus filhos amados. Pela oração aprendemos a ter o reino de Deus como o alvo de nossa vida, submetendo nossos interesses ao Seu supremo propósito e a reconhecendo a Sua glória, poder e majestade como razão e certeza de que nossas orações sempre serão atendidas conforme a Sua vontade.
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ESBOÇO
INTRODUÇÃO
I – A ORAÇÃO DO SENHOR: INVOCAÇÃO (Mt. 6.9)
II – A ORAÇÃO DO SENHOR: OS INTERESSES DO REINO (Mt. 6.9-10)
III – A ORAÇÃO DO SENHOR: NECESSIDADE PARTICULARES (Mt. 6.11-15)
CONCLUSÃO
Texto Áureo:
“Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome.” (Mt. 6.9)
ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
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