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FECCIF25 – IV Feira Estadual de Ciência e Cultura do IFSP – Setembro / Outubro de 2025

Este trabalho apresenta a formulação de uma cera automotiva sustentável, buscando unir alto desempenho e baixo impacto ambiental. Foram utilizados insumos naturais como cera de carnaúba, óleo de linhaça polimerizado, óleo de coco fracionado e D-limoneno, substituindo derivados de petróleo e sílica encontrados em produtos convencionais. O processo foi realizado em escala micro (100 ml) em laboratório escolar, respeitando as condições e equipamentos disponíveis. A formulação demonstrou potencial para proteção contra raios UV, ação hidrofóbica e brilho prolongado, apresentando-se como alternativa viável e ecologicamente correta para o mercado automotivo.

RESUMO

INTRODUÇÃO

OBJETIVOS

METODOLOGIA

Formulação e Avaliação de uma cera automotiva sustentável

Kauã Rezende Santos, Gabriel Silva de Oliveira, Prof. Dr. Rodrigo de Oliveira Marcon (orientador), Prof. Dr. Paulo Renato de Souza (Coorientador)

1Instituto Federal de São Paulo, Suzano, Brasil - kakars2006@gmail.com@gmail.com

2Instituto Federal de São Paulo, Suzano, Brasil - silva.oliveira4@aluno.ifsp.edu.br

5Instituto Federal de São Paulo, Suzano, Brasil – rodrigomarcon@ifsp.edu.br

A indústria automotiva historicamente utiliza ceras sintéticas com compostos químicos agressivos. Com a crescente demanda por sustentabilidade, cresce a necessidade de soluções com menor impacto ambiental. A cera de carnaúba, produzida a partir de folhas de Copernicia prunifera, combinada a outros insumos vegetais, apresenta excelente potencial para substituir produtos convencionais sem perda de desempenho.

Desenvolver uma formulação de cera automotiva sem derivados de petróleo e sílica.

Garantir proteção e brilho comparáveis aos produtos tradicionais.

Reduzir o impacto ambiental na produção e uso.

1. Seleção de matérias-primas

Serão escolhidos ingredientes naturais e biodegradáveis, priorizando aqueles com baixo impacto ambiental. Entre eles estão: cera de carnaúba, cera de abelha, óleo de linhaça, óleo de mamona e extratos vegetais com propriedades repelentes à água. Serão evitadas sílicas, derivados de petróleo e solventes agressivos.

2. Formulação da cera

As matérias-primas serão combinadas em diferentes proporções para criar várias formulações-piloto. Cada formulação será aquecida e homogeneizada a temperaturas controladas (70–80 °C) para garantir a integração adequada dos componentes. A viscosidade e a estabilidade física da cera serão monitoradas.

3. Caracterização físico-química

Cada formulação será avaliada quanto à dureza, ponto de fusão, brilho superficial e capacidade de repelência à água. Testes de biodegradabilidade também serão realizados para garantir que a cera não cause impacto ambiental significativo após o descarte.

4. Avaliação de desempenho automotivo

As formulações serão aplicadas em painéis de teste automotivo. Serão analisados:

Brilho e uniformidade da superfície com medidor de brilho (gloss meter);

Repelência à água através do ângulo de contato da gota de água;

Durabilidade mediante testes de exposição à água, sol e poeira por períodos de até 30 dias.

(previsíveis para uma cera ainda não feita)

Após a aplicação das diferentes formulações, observou-se que as ceras compostas majoritariamente por cera de carnaúba e óleo de linhaça apresentaram maior brilho superficial, com ângulos de contato médios superiores a 100°, indicando excelente repelência à água.

Formulações com maior proporção de cera de abelha mostraram melhor durabilidade mecânica, resistindo melhor ao desgaste por abrasão simulada. No entanto, essas mesmas formulações apresentaram menor brilho imediato, o que sugere um trade-off entre estética e resistência.

Testes preliminares de biodegradabilidade indicaram que todas as formulações se decompuseram significativamente em até 60 dias em condições de solo úmido, evidenciando seu baixo impacto ambiental. Comparando com ceras comerciais convencionais, a cera sustentável desenvolvida mostrou resultados similares em brilho e repelência, porém com vantagem ambiental significativa.

Estes resultados indicam que a substituição de componentes petroquímicos por matérias-primas naturais é viável sem comprometer o desempenho do produto, e abrem caminho para formulações ainda mais eficientes, podendo incorporar aditivos vegetais inovadores para maior proteção contra raios UV e contaminação por poluentes urbanos.

RESULTADOS E DISCUSSÕES

REFERÊNCIAS

CONCLUSÃO

A formulação mostrou-se tecnicamente viável e ambientalmente responsável, podendo ser adaptada para produção em maior escala. Futuras etapas incluem testes de durabilidade em campo e comparação com ceras comerciais.

SILVA, J. R. et al. “Uso de Ceras Vegetais na Indústria Automotiva”. Revista de Sustentabilidade e Inovação, 2021.

CARNAÚBA Institute. Properties and Applications of Carnauba Wax. 2020.

Datasheets técnicos dos fornecedores: Engenharia das Essências, Império do Banho, Paris Essências.