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POLÍTICA E ESTRATÉGIA

EMBASAMENTO

MÉTODO

INTERPRETAÇÃO DA QUESTÃO

ORDENAÇÃO DO RACIOCÍNIO

CAPACIDADE DE SÍNTESE

EXPRESSÃO ESCRITA

OBJETIVIDADE – COERÊNCIA

COESÃO – CLAREZA

CORREÇÃO GRAMATICAL

CONCURSO DE ADMISSÃO À ECEME

CONDIÇÕES DE SUCESSO

INSTRUMENTOS BÁSICOS

CONDICIONAMENTO

HISTÓRIA

PLADIS

UD – OBJ ESP.

GEOGRAFIA

PLADIS

UD – OBJ ESP.

INTERDISCIPLINARIDADE COMPREENSÃO - ANÁLISE

CONDICIONAMENTOS

REDAÇÃO DO PARÁGRAFO

ESQUEMATIZAÇÃO DA QUESTÃO

CONCEITUAÇÕES

CONHECIMENTO

(IDÉIAS)

PROVA

1ª Q

2ª Q

PROVA

1ª Q

2ª Q

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CEPREP 2010

CLUBE MILITAR – EsAO

HISTÓRIA

UD VII IMPERIALISMO E NEO-COLONIALISMO NO SÉCULO XIX

 

Orientador Cel Darzan Neto da Silva

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1. O NACIONALISMO NA EUROPA E AS UNIFICAÇÕES TARDIAS: ALEMANHA E ITÁLIA

2. O IMPERIALISMO EUROPEU

3. A RESISTÊNCIA À DOMINAÇÃO

 

4. O IMPERIALISMO DOS EUA

 

5. O IMPÉRIO JAPONÊS

Cel DARZAN Neto da Silva

VII UD HISTÓRIA

IMPERIALISMO E NEO-COLONIALISMO NO SÉCULO XIX

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História – UD VII

IMPERIALISMO E NEO-COLONIALISMO NO SÉCULO XIX

1. O NACIONALISMO NA EUROPA E AS UNIFICAÇÕES TARDIAS

Originário da Revolução Francesa e das expressões políticas e sociais

que marcaram o final da Idade Moderna e o início da Idade

Contemporânea, o conceito de nacionalismo ganhou grande

importância na Europa, a partir do século XIX e, principalmente, durante

o século XX.

A estrutura liberal burguesa que rompeu com o absolutismo e com o

sentimento de pertencer a um rei, fez nascer a figura do cidadão em

substituição ao súdito da idade média.

Criou-se o sentimento de pertencimento a uma terra, a um povo e a

um Estado.

A Era Napoleônica e as batalhas travadas pelo exército francês

também refletiram sobre este sentimento emergente.

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História – UD VII

IMPERIALISMO E NEO-COLONIALISMO NO SÉCULO XIX

1. O NACIONALISMO NA EUROPA E AS UNIFICAÇÕES TARDIAS

Os povos se uniram em torno da idéia de nação e estado para

Resistir às invasões estrangeiras.

As deliberações do Congresso de Viena (1815), que na

reorganização europeia fragmentou nações, como o caso da

Alemanha, que ficou divida em 39 regiões, e a Itália em sete.

Ideias liberais e democráticas, fortalecidos pelo sentimento de

soberania, circulavam na Europa, promovendo embates nesse

período de transição.

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História – UD VII

IMPERIALISMO E NEO-COLONIALISMO NO SÉCULO XIX

1. O NACIONALISMO NA EUROPA E AS UNIFICAÇÕES TARDIAS

Povos de mesma língua, cultura e costumes estavam divididos pela

nova configuração territorial europeia.

Insatisfeitos com essasituação, muitos povos buscaram se

reunificar, apoiados num mesmo sentimento de pertencimento a uma

única nação, promovendo movimentos revolucionários de forte

expressão como a “Primavera dos Povos”, de origem húngara,

contra a dominação austríaca.

As unificações italiana e alemã, ocorridas no início da Idade

Moderna, são consideradas tardias, quando comparadas com os

processos de unificação de outras nações europeias.

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História – UD VII

IMPERIALISMO E NEO-COLONIALISMO NO SÉCULO XIX

1. O NACIONALISMO NA EUROPA E AS UNIFICAÇÕES TARDIAS

A necessidade de a burguesia criar um mercado para expandir sua

economia foi um dos fatores motivacionais relevantes para essa classe

se tornar fundamental no processo de transformação político

econômica ocorrido.

Do outro lado do jogo político, os monarquistas pretendiam retomar o

poder, retornando aos privilégios que tinham durante o Antigo Regime.

Por sua vez, as classes populares ansiavam por melhores condições

sociais, embora o papel que viria a ser desempenhado por elas seria

mais de massa de manobra do que como poder decisivo nas

transformações políticas.

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História – UD VII

IMPERIALISMO E NEO-COLONIALISMO NO SÉCULO XIX

1. O NACIONALISMO NA EUROPA E AS UNIFICAÇÕES TARDIAS

Itália

• A configuração político-territorial da Itália, no início de século XIX,

sofreu grande intervenção por parte das medidas firmadas pelo

Congresso de Viena, de 1814-1815. Com os acordos consolidados, a

atual região da Itália ficou dividida em oito estados independentes,

sendo que alguns deles eram controlados pela Áustria.

• Nesse mesmo período de retorno da soberania monárquica,

movimentos nacionalistas afloraram em diferentes partes da Itália. Ao

mesmo tempo, as motivações e projetos desses grupos nacionalistas

eram bastante variados.

• Esses projetos envolviam trabalhadores urbanos e rurais,

alcançando até mesmo a burguesia nacional.

• O Risorgimento (Ressurreição), designação do período) manifestou

se em ideais que passaram por tendências republicanas e, até

mesmo, monárquicas.

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História – UD VII

1. O NACIONALISMO NA EUROPA E AS UNIFICAÇÕES TARDIAS

Itália

• Uma dessas manifestações nacionalistas foi a Carbonária

(sociedade secreta revolucionária). A ação desta sociedade se deu ao

sul da Itália, sob a liderança do comunista Filippo Buonarotti.

• Lutando contra a ação dos governos absolutistas, o carbonarismo

foi um dos mais importantes movimentos nacionalistas, de base

popular, da Itália.

• Em 1831, Giuseppe Mazzini liderou outro movimento republicano,

representado pela criação da Jovem Itália. Mesmo não obtendo

sucesso, o nacionalismo italiano ainda teve forças para avivar suas

tendências políticas.

• No ano de 1847, ocorreu uma série de manifestações

antimonárquicas, que varreram a região Norte.

• No Reino da Lombardia, consolidou-se um dos maiores avanços

democráticos, quando o rei foi obrigado a instituir um Poder

Legislativo, eleito pelos cidadãos.

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História – UD VII

1. O NACIONALISMO NA EUROPA E AS UNIFICAÇÕES TARDIAS

Itália

• Mesmo com a agitação dessas revoltas, a presença austríaca e o

poder monárquico das regiões autônomas conseguiram resistir à

crescente tendência republicana.

• Somente com o interesse da burguesia industrial, do norte da Itália,

politicamente patrocinada pelo primeiro-ministro piemontês, Camilo

Benso di Cavour, o processo de unificação começou a ter maior

sustentação.

• Angariando o apoio militar e político dos Estados vizinhos e do

imperador francês Napoleão III, em 1859 a guerra contra a Áustria teve

seu início.

• Temendo a deflagração de movimentos de tendência socialista e

republicana, o Governo francês retirou seu apoio ao movimento de

unificação.

• Ainda assim, Camilo di Cavour conseguiu unificar uma considerável

porção dos reinos do Norte.

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1. O NACIONALISMO NA EUROPA E AS UNIFICAÇÕES TARDIAS

Itália

• Nesse mesmo período, ao Sul, Giuseppe Garibaldi liderou

Movimentos contra as monarquias sulistas.

Para não enfraquecer o ideal de unificação, Garibaldi decidiu

abandonar a causa unificadora, por não concordar com

as ideias defendidas pelos representantes do Norte.

• Os monarquistas do Norte controlaram a unificação,

estabelecendo como rei, Vítor Emanuel II.

• No ano de 1861, o Reino da Itália era composto por grande parte

do seu atual território.

• Entre 1866 e 1870, após uma série de conflitos, as cidades de

Veneza e Roma foram finalmente anexadas ao novo governo.

• A unificação da Itália teve seu fim no ano de 1929, quando após

anos de resistência da autoridade papal, foi assinado o Tratado de

Latrão (tratado político, reconhecendo a total soberania da Santa Sé

no estado da Cidade do Vaticano), completando, assim, a formação

da nação italiana,

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História – UD VII

IMPERIALISMO E NEO-COLONIALISMO NO SÉCULO XIX

1. O NACIONALISMO NA EUROPA E AS UNIFICAÇÕES TARDIAS: Alemanha

♦ Depois da queda de Napoleão (1815), o processo de reorganização

das monarquias europeias deu origem à formação da Confederação

Alemã.

♦ Tal confederação consistia em uma região formada por 38 Estados

independentes, comprometidos a defender a soberania das

monarquias dos Estados confederados.

♦ Dentro desse aglomerado de monarquias, Áustria e Prússia

sobressaiam-se, como as mais influentes nações da Confederação.

♦ Os austríacos tinham seu desenvolvimento econômico sustentado

pelo forte setor agrícola.

♦ A Prússia via no processo de unificação política dos estados

confederados um importante passo para o desenvolvimento

econômico daquela região.

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História – UD VII

IMPERIALISMO E NEO-COLONIALISMO NO SÉCULO XIX

1. O NACIONALISMO NA EUROPA E AS UNIFICAÇÕES TARDIAS: Unificação da Alemanha

♦ Buscando efetivar seu interesse, a Prússia criou uma zona

aduaneira, chamada de “Zollverein”, que aboliu as taxas

Alfandegárias entre as monarquias envolvidas no acordo.

♦ Alheia a esse processo de industrialização e unificação, a Áustria

Foi excluída do acordo.

♦ Prestigiado com o cargo de primeiro-ministro da Prússia, o

chanceler Otto Von Bismarck tomou a missão de promover o

Processo de unificação alemã.

♦ Em 1864, entrou em guerra contra a Dinamarca e assim

Conquistou territórios perdidos durante o Congresso de Viena.

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IMPERIALISMO E NEO-COLONIALISMO NO SÉCULO XIX

1.O NACIONALISMO NA EUROPA E AS UNIFICAÇÕES TARDIAS:

Alemanha

♦ No ano de 1866, Bismarck entrou em conflito com a Áustria e,

durante a Guerra das Sete Semanas, conseguiu dar um importante

passo para a unificação, com a criação da Confederação Alemã do

Norte.

♦ Com isso, a Prússia passou a deter maior influência política entre

os estados germânicos, isolando a Áustria.

♦ Com o desgaste político entre a França e a Prússia, o governo de

Bismarck tinha em mãos a última manobra que consolidou o triunfo

unificador.

♦ Com a vitória na Guerra Franco-Prussiana, em 1870, a Prússia

conseguiu unificar a Alemanha.

♦ O rei Guilherme I foi coroado como Kaiser (imperador) da Alemanha

e considerado o líder do II Reich Alemão.

♦ Conquistando, na mesma guerra, as regiões da Alsácia e da Lorena,

ricas produtoras de minério.

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IMPERIALISMO E NEO-COLONIALISMO NO SÉCULO XIX

1. O NACIONALISMO NA EUROPA

AS UNIFICAÇÕES TARDIAS da Alemanha e da Itália

O processo de unificação da Alemanha, junto com o italiano, simbolizou um período de acirramento das disputas entre as economias europeias.

A partir do estabelecimento dessas novas potências econômicas, observou-se o surgimento de uma tensão política, gerada pelas disputas imperialistas, responsáveis pela montagem do delicado cenário preparatório da

Primeira e da Segunda Guerras Mundiais.

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História – UD VII

IMPERIALISMO E NEO-COLONIALISMO NO SÉCULO XIX

2. O IMPERIALISMO EUROPEU

• A Conferência de Berlim (1884-1885): a partilha da África

No fim do século XIX e início do século XX, com a expansão do capitalismo industrial, o neocolonialismo teve início no continente africano.

O aparecimento de novas potências concorrentes, como a Alemanha, a Bélgica e a Itália.

A partir de 1880, a competição entre as metrópoles, pelo domínio dos territórios africanos, intensificou-se.

Conferência de Berlim (1884), que instituiu normas para sua ocupação, que ainda não havia sido colonizada.

No início da I Guerra Mundial, 90% das terras africanas já estavam sob domínio europeu.

A partilha foi feita de maneira arbitrária, não respeitando as características étnicas e culturais de cada povo, o que contribuiu para o acirramento dos conflitos atuais no continente africano.

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História – UD VII

IMPERIALISMO E NEO-COLONIALISMO NO SÉCULO XIX

2. O IMPERIALISMO EUROPEU

• A Conferência de Berlim (1884-1885): a partilha da África

A justificativa para a intervenção imperialista foi o avanço da civilização ocidental.

O ocidente, representado pelos fortes, levaria ao oriente (os atrasados e fracos) a civilidade, o avanço.

Buscou-se na cientificidade da época justificativas para as ações de partilha da África.

Os neocolonialistas e imperialistas fizeram emergir o conceito racial e de superioridade étnica dos brancos sobre os negros, criando a necessidade de se colonizar o continente africano, considerando que ele estava fadado ao desaparecimento em função da teoria da “seleção natural”.

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História – UD VII 2. O IMPERIALISMO EUROPEU

• A Conferência de Berlim (1884-1885): a partilha da África

• Após a partilha, ocorreram movimentos de resistência.

• Muitas manifestações foram reprimidas, com violência,

• A colonização, à medida que representou a ocidentalização do mundo africano, suprimiu as estruturas tradicionais locais e deixou um vazio cultural de difícil reversão.

• O processo de independência das colônias europeias, do continente africano, só teve início a partir do final da II Guerra.

• A divisão territorial não levou em consideração as questões étnicas.

• As fronteiras artificiais, construídas pelos europeus, dividiram grupos de mesma etnia e mesmos traços culturais e linguísticos.

• Os europeus, inclusive, se valeram das rivalidades étnicas entre grupos de uma mesma colônia para efetivar a dominação, apoiando-se ora em um grupo, ora em outro, de acordo com a conveniência conjuntural.

As consequências decorrentes dessa nova configuração territorial foram muitas, e perduram até os dias atuais.

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História – UD VII

IMPERIALISMO E NEO-COLONIALISMO NO SÉCULO XIX

2. O IMPERIALISMO EUROPEU - A divisão da Ásia

O continente asiático, desde a Idade Média, tem sido alvo de cobiça por parte dos comerciantes europeus.

O estabelecimento da Rota da Seda, aliado ao comércio das especiarias, incrementou essa relação.

Com investimentos em ferrovias, as grandes potências abriram o mercado asiático para o ocidente e, no século XIX, finalmente os países europeus passaram do simples comércio praticado nos portos à política de zonas de influência, dando início à partilha do Oriente.

Os ingleses conquistaram a Índia em 1757.

A partir deste momento, foi desencadeada uma grande evolução na colonização e exploração da região, viabilizadas por intermédio da Companhia Inglesa das Índias Orientais.

Em 1849, a coroa britânica assumiu o controle político de quase todo o subcontinente indiano.

Em 1858, ocorreu a Revolta dos Cipaios, com os nativos que serviam nas tropas coloniais inglesas.

Com a derrota da rebelião, a Índia foi definitivamente integrada ao Império Britânico.

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História – UD VII IMPERIALISMO E NEO-COLONIALISMO Sec XIX

2. O IMPERIALISMO EUROPEU

A divisão da Ásia: China

Na China, a Guerra do Ópio (1840-1842) permitiu a conquista de Hong-Kong, Xangai e Nanquim, por parte da Inglaterra.

Uma associação secreta, a Sociedade dos Boxers, com apoio do governo chinês, reagiu a tal invasão, promovendo atentados contra os estrangeiros.

As potências europeias, face ao enfrentamento iminente, organizaram uma expedição conjunta, dando início à Guerra dos Boxers, que encerrou com domínio sobre o território da China.

Dentro do processo de repartição do continente asiático, outras ações podem ser destacadas: a posse francesa da Indochina (1884), a conquista alemã da península chinesa de Shantung – atual Shandong (1897) e a ocupação japonesa da Coreia (1910).

Em 1898, após a Guerra Hispano-Americana, os Estados Unidos estabeleceram um protetorado no Havaí e ocuparam Pearl Harbour, e anexaram a ilha de Guam e as Filipinas.

Em 1914, às vésperas da I Guerra Mundial, 60% das terras e 65 % da população do mundo dependia da Europa. Suas potências tinham anexado 90% da África, 99% da Oceania e 56% da Ásia.

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História – UD VII

IMPERIALISMO E NEO-COLONIALISMO NO SÉCULO XIX

3. A RESISTÊNCIA À DOMINAÇÃO Guerra do Ópio (1840-1842)

• A Companhia Britânica das Índias Orientais mantinha intenso comércio com os chineses, comprando chá e vendendo o ópio trazido da Índia.

• A droga representava metade das exportações inglesas para a China.

•Em 1839, o governo imperial chinês tentou deter sua importação ilegal e mandou queimar, na cidade de Cantão, 20 mil caixas apreendidas de traficantes ingleses.

I Guerra do Ópio

• O Reino Unido enviou uma frota de guerra, em 1840, ocupando Xangai. Rendidos pelo poderio naval britânico, em 1842.

•Os chineses aceitam o Tratado de Nanquim, segundo o qual a China foi forçada a pagar indenização, abrir cinco portos para o comércio e ceder Hong Kong aos britânicos.

II Guerra do Ópio

• Em 1856, o Reino Unido, auxiliado pela França, aproveitou o incidente com um barco, em Cantão, para iniciar a II Guerra do Ópio,

• Em 1860, britânicos e franceses ocuparam Pequim.

• Derrotada, a China foi obrigada a fazer novas concessões

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História – UD VII

3. A RESISTÊNCIA À DOMINAÇÃO

Revolta dos Cipaios (Índia, 1857)

 • Em 1857, foi um período prolongado de levantes armados e rebeliões, na Índia setentrional e central, contra a ocupação britânica daquela porção do subcontinente.

 • Pequenos incidentes por descontentamento, em janeiro, envolvendo incêndios criminosos em acantonamentos, foram os precursores da rebelião.

 • Posteriormente, uma revolta em grande escala ocorreu em maio, tornando-se uma guerra aberta nas regiões afetadas.

 • O conflito causou o fim da administraçao da Companhia Britânica das Índias Orientais e o início do governo direto de grande parte do território indiano pela coroa britânica (Raj Britânico).

 • Nos noventa anos seguintes, embora alguns estados (chamados coletivamente de "estados principescos“ mantivessem uma independência nominal e continuassem a ser governados pelos respectivos marajás, rajás, nababos.

 • Alguns, dentre os modernos indianos, consideram a Revolta dos Cipaios, o primeiro movimento de independência de seu país.

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História – UD VII

3. A RESISTÊNCIA À DOMINAÇÃO

Rebelião dos Boxers (China, 1900)

• O Levante, Rebelião ou Guerra dos Boxers* (1899-1900), chamado também de Movimento Yijetuan, foi um movimento popular antiocidental e anticristão na China.

• A rebelião começou na província de Shandong e teve suas raízes na pobreza rural e no desemprego, cuja culpa foi atribuída às importações do Ocidente.

• O incidente teve início quando os boxers atacaram algumas missões e estabelecimentos estrangeiros, cortaram linhas telefônicas e vias férreas, progredindo em direção ao Oeste.

• Os missionários, chineses e cristãos, além daqueles que possuíam bens estrangeiros, também foram atacados.

• O movimento foi apoiado pela imperatriz Cixi (Tseu-Hi) e alguns governadores de províncias.

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História – UD VII

3. A RESISTÊNCIA À DOMINAÇÃO

Rebelião dos Boxers (China, 1900)

• Nacionais que se opunham ao domínio e influência estrangeira, acreditando que seria possível combater essas forças através do treino adequado do boxe chinês (Kung Fu).

• Em 17 de Junho de 1900, os boxers cercaram as delegações diplomáticas estrangeiras, em Beijing, por dois meses.

• No auge da revolta, em agosto de 1900, tinham sido mortos mais de 230 estrangeiros e milhares de chineses cristãos.

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História – UD VII

3. A RESISTÊNCIA À DOMINAÇÃO

Rebelião dos Boxers (China, 1900)

• Para sufocar a rebelião, organizou-se uma força internacional, composta de 20 mil soldados russos, americanos, britânicos, franceses, japoneses e alemães.

• Esse contingente foi enviado para ocupar a sede imperial, onde penetrou em 14 de agosto de 1900, ocupando e saqueando a capital Cixi.

• As forças estrangeiras lançaram ataques punitivos na região de Beijing e negociaram pesadas reparações no Protocolo Boxer (1901).

A monarquia salvou-se, aceitando a liquidação das sociedades secretas, o pagamento de uma indenização de guerra e a proibição de importação de armas.

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História – UD VII

3. A RESISTÊNCIA À DOMINAÇÃO

Guerra dos Bôers (1898-1902)

• A Guerra Bôer foi o confronto entre o Reino Unido e os fundadores (bôeres) das repúblicas independentes de Transvaal e Orange, no Nordeste da África do Sul.

• O conflito, que durou até 31 de maio de 1902, iniciou-se com a tentativa da Coroa britânica de anexar as duas repúblicas, ricas em jazidas de diamante, ouro e ferro.

Os bôeres, que ocupavam a região desde 1830, lutaram para preservar sua independência.

• Os ingleses viram nesse nacionalismo um risco à dominação do Reino Unido no Sul da África.

• No princípio, a supremacia foi dos bôeres, que invadiram a colônia do Cabo, sitiaram cidades importantes e anexaram territórios ingleses.

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História – UD VII

3. A RESISTÊNCIA À DOMINAÇÃO

Guerra dos Bôers (1898-1902)

• Em 1902, ocorreu a contraofensiva inglesa.

• A superioridade britânica em homens e armamentos derrotou os bôeres.

• As tropas inglesas devastaram e queimaram as propriedades, ao longo da guerra.

• Os bôeres capturados (homens, mulheres e crianças) foram colocados em campos de confinamento, onde morreram cerca de 20 mil pessoas.

• As notícias sobre o tratamento desumano dado pelos ingleses aos prisioneiros intensificaram a imagem negativa do Reino Unido perante a opinião internacional.

• Com a Paz de Vereeniging (31 de maio de 1902), as repúblicas foram incorporadas ao Reino Unido e, em 1910, juntaram-se às colônias do Cabo e de Natal para constituir a União Sul-Africana.

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História – UD VII

IMPERIALISMO E NEO-COLONIALISMO NO SÉCULO XIX

4. O IMPERIALISMO DOS EUA

♦ O fenômeno imperialista do século XIX esteve diretamente associado à nova fase do capitalismo e só foi praticado pelos países fortemente industrializados.

♦ Como os EUA foi o primeiro país fora do continente europeu a industrializar-se, fez parte desse movimento imperialista, com algumas restrições decorrentes da linha filosófica liberal da formação da nação norte-americana.

♦ No caso norte-americano, o imperialismo foi justificado a partir da “Doutrina Monroe”, que surgiu como reação à Santa Aliança.

A Doutrina, pouco considerada pelas potências imperialistas europeias e até mesmo pelos demais países da América, ganhou dimensão com o crescimento político e militar dos EUA.

♦ No final do século XIX (1898), os EUA começaram a demonstrar forte interesse pelo Golfo do México, devido à sua proximidade com o istmo do Panamá, faixa de terra que liga a América do Norte à América do Sul e com potencial para a conexão entre os oceanos Atlântico e Pacífico.

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História – UD VII 4 - O IMPERIALISMO DOS EUA

Os EUA tinham também interesse por Cuba, pois era uma forte produtora mundial de açúcar, o que significava um bom investimento para o capital norte-americano.

A partir de 1895, os EUA passaram a apoiar, abertamente, os processos de independência de Cuba e das Filipinas, em relação à Espanha.

Esse apoio acabou por gerar um conflito, que ficou conhecido com Guerra Hispano-Americana (1898).

Como resultado do conflito, as Filipinas e Porto Rico foram anexados aos EUA e Cuba tornou-se protetorado norte-americano, ficando obrigada a incluir em sua Constituição, a Emenda Platt, que dava direito de intervenção no país, por parte dos EUA, e também permitiu a instalação de uma base naval, norte-americana, em Guantánamo.

Na América do Sul, os EUA implementaram uma política de domínio informal, exercendo influência na região pela pressão política e de dominação econômica.

As demais potências capitalistas e imperialistas não questionaram a “Doutrina Monroe”, pois a América não estava em sua zona de interesse.

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História – UD VII

IMPERIALISMO E NEO-COLONIALISMO NO SÉCULO XIX

 

5. O IMPÉRIO JAPONÊS - A Restauração Meiji (1898)

A partir de 1868, o Japão enfrentou uma das mais radicais mudanças sociais e políticas de sua história: a Restauração Meiji.

Para entender melhor essa “revolução”, é importante lembrar que a sociedade japonesa, na metade do séculoXIX, ainda se organizava de uma forma muito próxima ao sistema feudal.

Havia a figura do imperador, mas o poder estava, na realidade, nas mãos do Xogum, que era o chefe militar supremo.

O imperador tinha um poder apenas simbólico.

Existiam na sociedade japonesa:

- Daimios, grandes proprietários de terras, detentores de grande parte da riqueza;

- Samurais, vassalos dos daimios, que representavam a força militar do reino.

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5. O IMPÉRIO JAPONÊS - A Restauração Meiji (1898)

Principais causas da Restauração.

A decadência do regime de poder dos xoguns, que enfrentava uma crise financeira e fiscal, dificultando sua permanência, acentuou-se com a pressão norteamericana para que o país se abrisse ao comércio e à cultura ocidental.

Alguns daimios estavam em conflito por busca de maiores poderes na esfera política.

Essas questões fizeram com que os daimios, dos feudos de Satsuma e Choshu, passassem a apoiar a ideia de reforçar o poder do imperador, num processo de centralização administrativa, política e militar.

O Japão superando seu período feudal e voltando a ter um imperador forte, controlador e presente nas questões da vida japonesa. Esse processo foi denominado de Restauração Meiji.

O sucesso da Restauração Meiji é fundamental para as transformações que viriam a colocar no Japão como a primeira potência econômica e militar nãoocidental, e também como a primeira nação, fora do eixo Europa-EUA, a derrotar um exército ocidental, no caso o russo, em 1905, na Guerra Russo-Japonesa.

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5. O IMPÉRIO JAPONÊS

Guerra sino-japonesa (1894-1895)

A Guerra Sino-Japonesa foi um conflito entre o Japão e a China, que perdurou entre 1894 e 1895, pelo controle da Coreia.

As forças militares japonesas derrotaram completamente o Exército e a Marinha chinesas.

Em 1874, o Japão enviou tropas contra Taiwan, a fim de testar o poder militar dos chineses.

Por pressão do Reino Unido, houve a retirada dos contingentes japoneses.

Os japoneses, no ano de 1879, anexaram as ilhas Ryukyu, sob protesto chinês.

O propósito japonês era, com a conquista da Coreia, garantir o controle de uma importante posição estratégica e das grandes reservas minerais de carvão e ferro coreanos.

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5. O IMPÉRIO JAPONÊS - Guerra Russo-Japonesa (1894-1895

♦ A Guerra Russo-japonesa foi uma conflito entre o Império do Japão e o Império Russo, nos anos de 1904 e 1905, pela disputa dos territórios da Coreia e da Manchúria.

♦ O Japão era um país de tradições militares, apesar de enfrentar severa crise econômica.

♦ Com navios menores, mas com grande mobilidade e poder de fogo muito superior aos pesados e antigos navios russos, a marinha japonesa impôs uma derrota humilhante aos russos.

♦ Esta guerra marcou o reconhecimento do Japão como potência imperialista, enquanto a derrota russa, por sua vez, patenteou a fraqueza do regime czarista e iniciou a sua queda, concretizada na Revolução de 1917.

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5. O IMPÉRIO JAPONÊS - Guerra Russo-Japonesa (1894-1895

♦ ♦ Durante os embates, o regime do Czar Nicolau II, da Rússia, foi abalado por uma série de revoltas (1905), envolvendo operários, camponeses, marinheiros (revolta no couraçado Potemkin) e soldados do exército.

♦ Greves e protestos contra o regime absolutista do czar explodiram em diversas regiões da Rússia.

♦ Os líderes socialistas procuraram organizar os trabalhadores em conselhos (os sovietes), nos quais se debatiam as decisões políticas a serem tomadas.

♦ Esta guerra marcou o reconhecimento do Japão como potência imperialista, enquanto a derrota russa, por sua vez, patenteou a fraqueza do regime czarista e iniciou a sua queda, concretizada na Revolução de 1917.

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Fato Histórico

Sociais

Econômicos

Fisiográficos

Políticos

Militares

Fatores Estruturais

Ciência

e

Tecnologia

ANTECEDENTES

CAUSAS

CONSEQUÊNCIAS

REPERCUSSÕES