FECCIF25 – IV Feira Estadual de Ciência e Cultura do IFSP – Setembro / Outubro de 2025
Este trabalho aborda a problemática da contaminação por metais pesados nas águas do Rio Guaió, um corpo hídrico localizado em área densamente urbanizada e industrializada na Região Metropolitana de São Paulo. A presença de elementos como Cádmio (Cd), Chumbo (Pb), Cobre (Cu) e Zinco (Zn) em ecossistemas aquáticos representa um risco significativo tanto para o ecossistema aquático quanto para a saúde pública, devido à sua toxicidade e capacidade de bioacumulação. O objetivo geral deste estudo é analisar a concentração destes metais em amostras de água coletadas em pontos estratégicos do Rio Guaió, no trecho correspondente ao município de Suzano-SP. Para tanto, foram realizadas coletas de água seguindo protocolos padronizados. As concentrações dos metais selecionados foram determinadas utilizando a titulação por complexometria EDTA. Os resultados obtidos foram comparados com os limites estabelecidos pela Resolução CONAMA nº 357/2005 para águas doces Classe 2, visando avaliar o nível de contaminação e o enquadramento do rio.
RESUMO
INTRODUÇÃO
OBJETIVOS
METODOLOGIA
Análise da concentração de Cádmio, Chumbo, Cobre e Zinco nas Águas do Rio Guaió
Enzo Sona ,Gabriel Ferreira, Kely Ferreira (orientador)
Instituto Federal de São Paulo, Suzano, Brasil - enzo.soares2k2@gmail.com
Instituto Federal de São Paulo, Suzano, Brasil - gabriel.leite1@aluno.ifsp.edu.br
Instituto Federal de São Paulo, Suzano, Brasil – kelyfs@ifsp.edu.br5
Instituto Federal de São Paulo, Suzano, Brasil – prsouza@ifsp.edu.br
Este estudo pretende analisar diferentes pontos do Rio Guaió, visando descobrir a concentração de metais pesados, quais são e seus impactos ao meio ambiente a fim de conscientizar a população e realizar conclusões acerca dos resultados alcançados.
RESULTADOS E DISCUSSÕES
REFERÊNCIAS
CONCLUSÃO
A contaminação de corpos d’água por metais pesados pode ser atenuada por meio da utilização de políticas direcionadas a este fim, bem como divulgação ao público de seus direitos; perigos e causas do contato com a água contaminada. Ademais a realização deste estudo visa contribuir com a comunidade científica de forma a auxiliar como base de dados na criação de despoluentes, para que futuramente, estes sejam mais específicos e eficazes na eliminação dos metais pesados citados acima.
REZENDE, M. O. O. et al. Efeitos ecotoxicológicos de metais pesados em organismos aquáticos. Ambiente & Água - An Interdisciplinary Journal of Applied Science, v. 12, n. 1, p. 1-15, 2017.
ROCHA, Adriano. Metais Pesados na Saúde Pública. 2009. 63 f. Tese (Licenciatura em Ciências da Nutrição) - Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação, Universidade do Porto, Porto, 2009.Acesso em: 04 jun. 2025.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA (UFJF). Aula 9 - Titulação por Complexação. Juiz de Fora: UFJF, [2018?].
LOUREIRO, S.; FERREIRA, A. L. G.; GONÇALVES, A. M. M. Metais pesados: fontes, impactos e remediação. Revista de Ciência Elementar, v. 8, n. 2, p. 1-15, 2020.
A poluição de um rio por metais pesados representa um sério risco ambiental e de saúde pública, uma vez que esses elementos, como chumbo, mercúrio, cádmio e zinco são tóxicos e acumulam-se ao longo do tempo nos sedimentos e no ecossistema aquático. Origem de atividades industriais, esgoto urbano e descarte irregular de resíduos, os metais pesados contaminam as águas, afetando a fauna, flora e as comunidades humanas dependentes desses recursos. Mesmo em baixas concentrações, podem causar doenças graves e prejudicar o ecossistema, tornando urgente o monitoramento, controle e remediação desses poluentes em áreas afetadas.
Espera-se que os resultados do projeto ofereçam dados técnicos e laboratoriais precisos sobre a concentração de metais pesados presentes nas águas do Rio Guaió. Além disso, serão levantados dados biológicos para identificar as consequências dessas substâncias tóxicas no ecossistema local, incluindo os impactos para a fauna e flora aquáticas. O projeto tem potencial para inovação ao desenvolver metodologias de monitoramento e análise que podem ser replicadas em outras áreas urbanas afetadas por contaminação hídrica. Por meio de técnicas de laboratório e novas abordagens para análise de sedimentos e ecossistemas, a pesquisa contribuirá para a criação de protocolos que poderão ser aplicados em estudos futuros, incluindo o uso de tecnologias de baixo custo para facilitar o monitoramento constante. Dado que a contaminação dos afluentes do Rio Tietê, incluindo o Guaió, ainda não está completamente mapeada, os dados gerados por este estudo preencherão lacunas significativas de conhecimento e poderão fomentar novos projetos de remediação e monitoramento de recursos hídricos. A divulgação das informações obtidas será feita buscando conscientizar a população e estimular a participação pública na defesa da qualidade dos recursos hídricos e na proteção ambiental. Assim, o projeto contribui não apenas para a ciência, mas também para o engajamento social e a criação de soluções sustentáveis e inovadoras para a gestão da poluição hídrica.
As amostras de água superficial serão coletadas seguindo as recomendações do Guia Nacional de Coleta e Preservação de Amostras e procedimentos da CETESB. Serão utilizados frascos de polietileno de alta densidade. Em cada ponto, serão coletadas 3 amostras. Para a análise de metais, as amostras serão preservadas imediatamente após a coleta. As amostras serão acondicionadas em caixas térmicas com gelo e transportadas ao laboratório do Instituto Federal Campus Suzano em até 24 horas, onde serão armazenadas sob refrigeração (aproximadamente 4°C) até o momento das análises. Para realização das análises será utilizado o método de titulação por EDTA, um dos agentes quelantes mais versáteis e amplamente utilizados em análises químicas ambientais, para obtenção dos resultados quanto a concentração dos metais pesados