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SOCIOLOGIA
��2ª SÉRIE
�RELATIVISMO CULTURAL
�Aula 13
�
OBJETIVO DA AULA
Compreender o conceito de relativismo cultural, suas características e relevância.
VAMOS REFLETIR?
2 min.
Agora, no seu caderno, escreva: O que significa ter uma posição relativista perante a diversidade cultural?
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No final do século XIX, o antropólogo alemão Franz Boas criticou o evolucionismo social e o etnocentrismo ao estudar a cultura de povos nativos dos Estados Unidos. Assim, elaborou o relativismo que representou uma revolução política no enfrentamento ao racismo e a outros tipos de discriminações relacionadas à gênero, sexualidade, etnia, religião, classe social ou região ao argumentar pelo reconhecimento da diversidade cultural como positiva.
SURGIMENTO DO RELATIVISMO CULTURAL
Franz Boas: Um dos precursores da Antropologia Moderna e “Pai da Antropologia estadunidense”. Rompeu com o Evolucionismo e o Etnocentrismo ao elaborar as bases do Relativismo cultural, seu próprio conceito de Cultura e sua posição antirracista.
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UM NOVO OLHAR SOBRE A CULTURA
As teorias evolucionistas foram criticadas por Franz Boas. O autor foi um dos principais expoentes do conceito de diversidade cultural. Ao contrário dos evolucionistas, Franz Boas tinha como objetivo o estudo “das culturas”, no plural, e não “da Cultura”, no singular.
IDEIAS DE FRANZ BOAS
“Cada cultura representava uma totalidade singular”
“Um costume particular só pode ser explicado se relacionado ao seu contexto cultural”.
“Cada cultura é dotada de um “estilo” particular que se exprime através da língua, crenças, costumes, arte, mas não apenas desta maneira. Este estilo, este “espírito” próprio a cada cultura influi sobre o comportamento dos indivíduos.”
“Cultura era um todo integrado, e não apenas um conjunto desconectado de práticas, hábitos, técnicas e pensamentos.
Posicionamento antropológico que rompe com as classificações hierárquicas do etnocentrismo e do evolucionismo cultural, ao defender que cada cultura deve ser compreendida em seus próprios termos. Nesse sentido, cada manifestação cultural é considerada legítima e possui o direito de se expressar e de existir.
Portanto, entende-se cultura como resultado da experiência cotidiana de determinado agrupamento humano em sua interação constante com outros grupos.
O QUE É RELATIVISMO CULTURAL?
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ATIVIDADE
Atenção, estudante! Reflita e responda: O que é Relativismo cultural?
3 min.
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O conceito de relativismo entende que:
Após o salto na interpretação de culturas, a Antropologia se desenvolveu enquanto ciência.
CARACTERÍSTICAS DO RELATIVISMO CULTURAL
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Desde o começo do século XX, a Antropologia tornou-se fonte de conhecimentos sobre a diferença cultural, desempenhando papel importante na garantia e na defesa dos direitos de diversas populações consideradas “diferentes”, como os povos indígenas. No decorrer do processo de seu desenvolvimento científico, a Antropologia também passou a buscar entender o que acontece no interior das sociedades ocidentais, desenvolvendo a Antropologia urbana. Diferenças internas presentes nas sociedades ocidentais passaram a ser objeto de investigação antropológica, ampliando o diálogo com outras Ciências Sociais.
A ANTROPOLOGIA NO SÉCULO XX
Indígenas Guarani no Paraná. Um dos seus principais conhecimentos refere-se ao xamanismo.
EXEMPLOS DE OBJETOS ANTROPOLÓGICOS
Festa do Fandango, Ilha de Valadares, Paranaguá, Paraná. A cultura caiçara faz parte do patrimônio cultural brasileiro.
Festival Folclórico de Etnias do Paraná. O estado possui uma diversidade étnica e cultural muito rica. Essa imagem refere-se a uma das apresentações deste evento, realizado desde 1959.
Em duplas, com seu colega ao lado, conversem sobre:
ATIVIDADE
05 min.
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Nesta aula conhecemos o conceito de relativismo cultural. Vimos algumas ideias do antropólogo Franz Boas, um de seus expoentes, como a compreensão das particularidades de cada cultura.
RETOMADA
Professor(a), caso tenha alguma sugestão ou elogio para esta aula, acesse:
REFERÊNCIAS
COUCHE, Denys. A noção de cultura em Ciências Sociais. Lisboa, 2004.
MACHADO, Igor José Renó (et all). Sociologia Hoje. São Paulo: Ática, 2015.
SILVA, Afrânio (et all). Sociologia em movimento. São Paulo: Moderna, 2015.