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Introdução

A presente pesquisa busca refletir sobre a educação dos surdos, desde avanços até desafios atuais, levantando questionamentos diversos sobre as legislações vigentes e futuras, além disso aborda o processo de ensino aprendizagem dos alunos surdos e a participação de professores e intérpretes de Libras como mediadores de conhecimento

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Objetivos

Analisar os modelos educacionais utilizados para a educação de surdos e a eficácia de cada um deles, nesse sentido enfatizando a perspectiva bilingue;

Provocar as reflexões da real necessidade do aprendizado do aluno surdo, como também promover debates sobre as políticas adotadas para o ensino da Libras;

Examinar quais métodos de ensino vem sendo aderidos dentro das escolas

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Metodologia

  • Revisão bibliográfica dos teóricos escolhidos para a base desta pesquisa
  • Esta pesquisa possui caráter bibliográfico, desenvolvido por meio de pesquisas feitas na literatura e de análise do discurso apresentado nas redes sociais, buscando destacar aqueles que comprovam o discurso do ódio que é vinculado nas redes sociais.
  • Pesquisas bibliográficas com materiais mais recentes e selecionados para embasar as discussões apresentadas ao longo deste trabalho.

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Introdução

Segundo Rayol (2023), a opinião pública tem um papel fundamental na sociedade democrática, a partir da ampla recepção e transmissão social de todas as possibilidades de ideias e pensamentos. Certo, portanto, que a liberdade de expressão tem um papel fundamental no processo democrático para tomada de decisões políticas a partir do debate de posições antagônicas e eventualmente destrutivas da ordem pressuposta pela maioria.

Devido à quebra de paradigmas proporcionados pela difusão do conhecimento provocados pelos movimentos culturais e políticos dos últimos três séculos, a definição de liberdade já não se encontra mais restrita, ela deixa de ser sinônimo de libertação pessoal e independência em relação a outra pessoa e passa a ser um conjunto de atuações individuais de diferentes gêneros, tipos e particularidades exercidas por um indivíduo (FILHO,2023).

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Análise do Discurso e Liberdade de expressão

Com o advento de formas interativas e sempre mais velozes de tomar a palavra no ciberespaço, passou a circular profusamente o discurso de uma “democracia” digital, segundo o qual todos poderiam falar de tudo com todos. Esse tipo de pensamento é ingênuo e desconsidera justamente que o ciberespaço é também um espaço político e histórico de funcionamento da língua, o que significa um lugar de divisão e dispersão do sentido e do sujeito, que segue produzindo efeitos pelo trabalho da ideologia. É nesse mesmo contexto que surgem as fakes news, fenômeno discursivo que dá a ver ou acoberta a complexidade do que significa estar em Rede (ABRANCHES,2017).

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Análise do Discurso e Liberdade de expressão

Pêcheux (1975) apud Courtine (2022) salienta, que a Análise do Discurso é uma vertente da linguística que se ocupa em estudar o discurso e como tal, evidencia a relação entre língua, discurso e ideologia. Desse modo, a materialidade específica da ideologia é o discurso e a materialidade específica do discurso é a língua, trabalha a relação língua discurso ideologia. Tal relação se complementa como fato de que, como diz, não há discurso sem sujeito e não há sujeito sem ideologia: o indivíduo é interpelado sem sujeito pela ideologia e é assim que a língua faz sentido.

Discurso é toda situação que envolve a comunicação dentro de um determinado contexto e diz respeito a quem fala, para quem se fala e sobre o que se fala.

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Análise do Discurso e Liberdade de expressão

Atualmente, existem várias discussões que pairam sobre a liberdade de expressão e a forma como ela é aplicada no contexto digital pessoas têm se exposto nas redes sociais através do seu direito de liberdade e expressão e, a possibilidade de qualquer indivíduo utilizar dessas informações para prejudicar terceiros com a veiculação de informações errôneas através das plataformas digitais (BRITO,2022).

Diariamente o Facebook recebe cerca de 1 milhão de denúncias de conteúdo de ódio ou ilegal.

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Resultados e discussões

Stein (2018), conceitua o discurso do ódio manifestado através da internet como algo que consiste na manifestação de ideias que incitam à discriminação racial, social ou religiosa em relação a determinados grupos, na maioria das vezes, as minorias. A autora ainda ressalta que esses discursos têm a finalidade deliberada de desqualificar e inferiorizar um grupo de pessoas, cuja dignidade se vê aviltada pelo emissor, surgindo o ódio como forma de expressão do indivíduo por meio da internet.

Com base nesses números cada vez mais crescentes, as plataformas Microsoft, Google, Twitter e Facebook e instagram assinaram no dia 31 de maio de 2016 um documento elaborado pela União Europeia, que traz regras sobre conteúdos racistas, violentos e ilegais nas redes sociais.

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Resultados e discussões

Segundo Ayres (2020), com a ascensão da internet e das mídias digitais, se fortalece um fenômeno denominado de Hate Speech ou Discurso de Ódio, que são ofensas gratuitas com o propósito de humilhar, rebaixar, menosprezar e até mesmo agredir a moral de grupos ou indivíduos. O discurso de ódio é um tipo de violência pautado na intolerância a diferenças culturais, religiosas, étnicas, orientação sexual e posicionamento político, entre outros.

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Resultados e discussões

Atualmente existe um grande debate acerca da linha tênue entre liberdade de expressão e discurso de ódio (BESSA,2016).

O primeiro é fundamental para uma democracia existir, o outro, por sua vez, representa uma fala intolerante e sem empatia, sendo assim, existe a necessidade de se compreender o que caracteriza um discurso de ódio e quão prejudicial ele pode ser para uma sociedade democrática (BESSA, 2016).

Até onde o ser humano é capaz de impor a sua liberdade de expressão, tornando-se um crime de ódio e intorelância?

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Resultados e discussões

Como exemplo, pode-se citar o caso de um pastor, que no ano de 2022 foi preso pela PF no Rio de Janeiro por promover discursos de ódio na internet, acusado de postar vídeos atacando etnias como a do povo judeu e a demais praticantes de outras religiões, chegando a chamar por um holocausto, e por este motivo, o pastor irá responder pelos crimes de incitação e apologia ao nazismo.

As redes sociais como instrumento de troca de informações e comunicação são importantes meios que reproduzem situações reais nos ambientes virtuais. O discurso de ódio que sempre esteve presente na sociedade agora é replicado e amplificado nas redes. Ele caracteriza-se por ofender, discriminar e instigar a violência ou retirada de direitos das minorias sociais.

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Resultados e discussões

De acordo com o levantamento feito pela Safernet, as denúncias de crimes de ódio na internet costumam aumentar em anos de eleição no Brasil. Em 2020, por exemplo, quando houve eleições municipais, foram encaminhadas quase 53 mil denúncias, representando aumento de 105% em relação a 2019. Já em 2021, ano sem eleições no país, o número caiu para 44 mil denúncias. Em 2022, esse número voltou a crescer, somando 74 mil denúncias. O cenário vem sendo observado de forma constante desde 2017 (ARAÚJO,2023).

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Considerações finais

Na formação dessa nova cultura, a internet é um elemento imprescindível, pois permite a experimentação de um tipo de comunicação global, que vem se consolidando como uma estrutura básica mundial.

Portanto tem limites e deve ser responsabilizado quem cometer atos abusivos em suas palavras em seus discursos nas redes sociais, pois somos responsáveis pelo que falamos, assim como entende a análise do discurso.

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Referências

BRASIL. Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002. Dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais – Libras e dá outras providências. Diário Oficial da União. Disponível em: . Acesso em: 01 dez. 2022.

CORCINI, Maura Lopes. Cultura surda e libras.São Leopoldo, RS : Ed. UNISINOS, 2012. 156 p. – (EaD) DAMÁSIO, Mirlene Ferreira Macedo. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Especial. Atendimento Educacional Especializado: Pessoa com surdez. Brasília: MEC/SEESP, 2007

FIGUEIREDO, Francisco José Quaresma de. Aquisição e Aprendizagem de Segunda Língua. In: Revista Signótica 7, Goiânia: Ed.da UFG, Jan – Dez, 1995

GOLDFELD, Márcia. A criança surda: linguagem e cognição numa perspectiva sócio-interacionista. 7ª ed. São Paulo: Plexus Editora, 2002

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OLIVEIRA, Ivone de Lourdes. Dimensão estratégica da comunicação no contexto organizacional contemporâneo: um paradigma de interação comunicacional dialógica. Tese (Doutorado) – UFRJ, Escola de Comunicação, 2002.

QUADROS, R. M. Aquisição de L1 e L2: o contexto da pessoa surda. In: Seminário: Desafios e Possibilidades na Educação Bilíngue para Surdos. Porto Alegre, 1997. Anais. SANTANA, Ana Paula. Surdez e Linguagem; aspectos e implicações neurolinguísticas. São Paulo: Plexus, 2007.

SOARES, M. A. L..A Educação do Aluno Surdo no Brasil. 2. ed. Campinas: Autores Associados LTDA, 2005.