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SUMÁRIO

Lição 1: Duas importantes mulheres na história de um povo

Lição 2: O livro de Rute

Lição 3: Rute e Noemi: Entrelaçadas pelo Amor

Lição 4: O encontro de Rute com Boaz

Lição 5: O casamento de Rute e Boaz: A remição da família

Lição 6: O livro de Ester

Lição 7: A deposição da rainha Vasti e a ascensão de Ester

Lição 8: A resistência de Mardoqueu

Lição 9: A conspiração de Hamã contra os judeus

Lição 10: O plano de livramento e o papel de Ester

Lição 11: A humilhação de Hamã e a honra de Mardoqueu

Lição 12: O banquete de Ester: denúncia e livramento

Lição 13: Ester, a portadora das Boas-Novas

Comentarista: Silas Queiroz

3° TRIMESTRE DE 2024

O Deus que governa o Mundo e cuida da Família — Os ensinamentos divinos nos livros de Rute e Ester para a nossa geração

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Imagine que você enfrenta uma crise na sua família e precisa decidir entre ficar em um lugar confortável ou apoiar alguém que ama em um momento difícil. O que te motivaria a tomar uma decisão que envolve sacrifício e amor?

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LIÇÃO 3

21 DE Julho de 2024

RUTE E NOEMI: ENTRELAÇADAS PELO AMOR

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RUTE E NOEMI: ENTRELAÇADAS PELO AMOR

LIÇÃO 3

21 DE Julho de 2024

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LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Rute 1.6-8; 14-19

Então se levantou ela com as suas noras, e voltou dos campos de Moabe, porquanto na terra de Moabe ouviu que o Senhor tinha visitado o seu povo, dando-lhe pão.

Por isso saiu do lugar onde estivera, e as suas noras com ela. E, indo elas caminhando, para voltarem para a terra de Judá,

Disse Noemi às suas noras: Ide, voltai cada uma à casa de sua mãe; e o Senhor use convosco de benevolência, como vós usastes com os falecidos e comigo.�--------------------------------------------------------

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LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Rute 1.6-8; 14-19

14 Então levantaram a sua voz, e tornaram a chorar; e Orfa beijou a sua sogra, porém Rute se apegou a ela.

15 Por isso disse Noemi: Eis que voltou tua cunhada ao seu povo e aos seus deuses; volta tu também após tua cunhada.

16 Disse, porém, Rute: Não me instes para que te abandone, e deixe de seguir-te; porque aonde quer que tu fores irei eu, e onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus;

17 Onde quer que morreres morrerei eu, e ali serei sepultada. Faça-me assim o Senhor, e outro tanto, se outra coisa que não seja a morte me separar de ti.

18 Vendo Noemi, que de todo estava resolvida a ir com ela, deixou de lhe falar.

19 Assim, pois, foram-se ambas, até que chegaram a Belém; e sucedeu que, entrando elas em Belém, toda a cidade se comoveu por causa delas, e diziam: Não é esta Noemi?

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Já fizemos uma visão panorâmica do livro de Rute. Agora, vamos caminhar por seus capítulos e versículos, focados nos principais personagens da obra: Rute, Noemi e Boaz.

Nesta lição, estudaremos o relacionamento entre Noemi e Rute, duas mulheres unidas por um amor profundo e uma intensa mutualidade. O caráter voluntário da doação pessoal de sogra e nora é um extraordinário exemplo de abnegação e amizade sincera.

INTRODUÇÃO

PALAVRA CHAVE: AMOR

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Noemi é uma figura bíblica do Livro de Rute, que viveu durante o período dos Juízes. Seu nome significa “minha delícia” ou “minha alegria”. Originária de Belém, Noemi se mudou para Moabe com seu marido Elimeleque e seus dois filhos devido a uma fome severa. Infelizmente, após a morte de seu marido e filhos, Noemi ficou viúva e decidiu retornar a Belém, acompanhada por sua leal nora Rute. A história de Noemi destaca temas de perda, lealdade e renovação, culminando na inclusão de Rute na linhagem de Davi e, posteriormente, de Jesus.

A relação entre Noemi e Rute é um exemplo notável de amor familiar e lealdade, com Rute escolhendo ficar ao lado de Noemi e segui-la de volta a Belém. Esta narrativa é uma das poucas na Bíblia que enfatiza a importância das mulheres e suas contribuições significativas, com Noemi desempenhando um papel crucial na vida de Rute, que mais tarde se tornou a bisavó do rei Davi.

A Segunda Protagonista do Livro

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É importante considerar as circunstâncias da vida de Noemi para entender o valor e o significado de seus atos.

Principal provedor da casa, seu marido Elimeleque (no hebraico, “Meu Deus é Rei”) havia morrido. Seus filhos Malom (“doença”) e Quiliom (“definhamento”) casaram-se e tiveram morte prematura, deixando viúvas as moabitas Rute (“amizade”) e Orfa (“pescoço”).

Considerando a expressão que os nomes tinham na Antiguidade, é bastante provável que Malom e Quiliom não tivessem boas condições de saúde desde o nascimento.

A vida de Noemi (“agradável”) tornou-se amarga, como ela mesma diria tempos depois, preferindo ser chamada de Mara (“amargosa”) (Rt 1.20).

1. Uma crise em família.

I. A PROPOSTA DE NOEMI

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Todas as pessoas, inclusive as cristãs, estão sujeitas a dias maus (Ec 7.14). A diferença é como cada uma se comporta em meio às tempestades da vida (Ef 6.13; Mt 7.24-27).

Noemi não escondeu seus sentimentos, mas também não os explorou, com autopiedade ou autocomiseração. Quando soube que Deus havia abençoado o seu povo, “se levantou” com suas noras para voltar a Belém (Rt 1.6,7).

Ela teve uma atitude de liderança, mesmo em meio à tristeza e dor que sentia pela perda do marido e dos filhos. A distância entre os campos de Moabe e Belém era superior a 120 quilômetros.

Idosa, Noemi soube tirar força da fraqueza subindo e descendo das montanhas, em tempos tão remotos (Hb 11.34). Se tivesse se entregado aos seus sentimentos, jamais teria tomado uma decisão tão desafiadora. Os problemas da vida não podem nos paralisar (Pv 24.10).

2. Tirando força da fraqueza.

I. A PROPOSTA DE NOEMI

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Rute e Orfa decidiram prontamente acompanhar a sogra. Mas tão logo começaram a viagem, Noemi decidiu liberá-las, para que voltassem à casa dos pais (Rt 1.7,8; 2.11).

Mesmo de avançada idade, Noemi pensou primeiro em suas noras e no futuro delas. De volta às suas origens, Rute e Orfa poderiam casar novamente e constituírem família (Rt 1.8-13).

Noemi assumiu sua condição pessoal, sem apelar aos sentimentos das noras. Esse tipo de conduta é fundamental para a construção de relacionamentos saudáveis. A manipulação emocional é sutil e costuma se manifestar desde a infância (Pv 20.11). O pecado não escolhe idade. Pessoas emocional e espiritualmente sadias não são manipuladoras.

3. Sem manipulação emocional.

I. A PROPOSTA DE NOEMI

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SINOPSE I

A crise familiar de Noemi traz lições a respeito da perseverança e do bem-estar emocional.

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Orfa amava Noemi, mas seu sentimento e força moral não eram tão fortes quanto os de Rute. Quando a sogra disse pela segunda vez que voltassem para a casa dos pais, Orfa se convenceu de que isso era o melhor para ela. Chorando, abraçou Noemi e voltou para seu povo. Rute, porém, se apegou a Noemi (Rt 1.14).

A firmeza e o altruísmo de Noemi novamente se revelam. Ela insiste para que Rute faça o mesmo que sua cunhada (Rt 1.15). A atitude de Noemi extraiu o que havia no mais íntimo de Rute: uma convicção amorosa por sua sogra, além de uma declaração de fé no Deus de Israel: “[...] aonde quer que tu fores, irei eu e, onde quer que pousares à noite, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus” (Rt 1.16). As verdadeiras amizades resistem às mais intensas provas.

1. Uma amizade provada e aprovada.

II. A CONVICÇÃO AMOROSA DE RUTE

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A convicção amorosa de Rute é mesmo surpreendente. Salomão escreveu que:

“o amigo ama em todos os momentos; é um irmão na adversidade” (Pv 17.17).

Rute estava disposta a enfrentar toda e qualquer dificuldade ao lado da sogra viúva e idosa. As expressões “onde quer que pousares à noite, ali pousarei eu” e “onde quer que morreres, morrerei eu” (Rt 1.16,17) demonstravam o grau de companheirismo e comprometimento da jovem moabita.

E isso não ficou somente em palavras; transformou-se em atitudes concretas por toda a vida.

Nesses dias de tanto individualismo, qual tem sido o nível de nossos relacionamentos?

2. Amizade na adversidade.

II. A CONVICÇÃO AMOROSA DE RUTE

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Chegando a Belém, Rute não ficou parada, envolta em expectativas fantasiosas. Encarando a realidade, prontificou-se a um trabalho humilde e penoso, que era feito por pessoas pobres e necessitadas: ir às plantações e catar espigas que caíam e ficavam no chão durante a colheita, como instituído nos dias de Moisés (Rt 2.2; Lv 19.9,10; 23.22; Dt 24.19).

Na Palavra de Deus, o princípio básico é: os ricos não podem reter para si toda a riqueza, devendo inclusive auxiliar os necessitados (Mt 6.19-21; 1Tm 6.17-19; Tg 5.1-6); mas também não são obrigados a alimentar o ócio dos pobres, que devem ir ao campo e trabalhar duro para garantir o seu sustento, pois, exceto nos casos de incapacidade física ou mental, o mesmo princípio vige até hoje (Gn 3.19; 2Ts 3.10-13). Rute trabalhou — e muito — nos campos de Boaz. Seu esforço impressionou o chefe dos trabalhadores. No fim do dia, recolhia tudo e levava para a sogra (Rt 2.7,17,18). Rute não apenas dizia amar, ela praticava o amor (1Jo 3.18).

3. Um amor prático.

II. A CONVICÇÃO AMOROSA DE RUTE

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SINOPSE II

A convicção amorosa de Rute nos ensina a respeito do amor prático.

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Rute é um exemplo de fé fervorosa. Sua declaração convicta perante Noemi — “o teu Deus é o meu Deus” — demonstra sua profunda devoção ao Deus de Israel, sob cujas asas decidiu se abrigar (Rt 2.12). Seu fervor é demonstrado em suas atitudes. Rute renunciou ao modelo de vida frívolo dos moabitas, e não seguiu caminhos fáceis entre os belemitas (Rt 3.10). Manteve uma vida austera e disciplinada e, assim, alcançou uma excelente reputação: “Toda a cidade do meu povo sabe que és mulher virtuosa” (Rt 3.11).

III. A CONVICÇÃO DA MULHER: “O TEU DEUS É O MEU DEUS”

1. Uma fé fervorosa.

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A fé de Rute foi inspirada na vida e crença de sua sogra. Ao referir-se ao Deus de Noemi, dava testemunho de sua fé. Em todos os tempos, as mulheres mais velhas têm a missão de resistir aos ventos da superficialidade espiritual, sendo piedosas, dedicadas a Deus e à família, a despeito das pressões da sociedade mundana. Somente assim poderão inspirar e ensinar as mais novas (Tt 2.3-5).

III. A CONVICÇÃO DA MULHER: “O TEU DEUS É O MEU DEUS”

2. Uma fé que inspira.

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As Escrituras evidenciam a profunda sensibilidade espiritual da mulher. Um exemplo disso é o fato de terem sido as primeiras a testemunhar e crer na ressurreição de Jesus (Lc 24.1-10; Jo 20.11-18). É de grande valor quando esse extraordinário potencial feminino é reconhecido e floresce sob uma liderança séria, que orienta o trabalho da mulher, evitando que ela seja explorada em sua fé (Fp 4.3; Rm 16.12; Mc 12.38-40; 2Tm 3.6,7).

III. A CONVICÇÃO DA MULHER: “O TEU DEUS É O MEU DEUS”

3. Sensibilidade sob liderança.

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SINOPSE III

A convicção de Rute nos apresenta uma fé fervorosa e que inspira.

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O relacionamento de Noemi e Rute nos ensina quão precioso para Deus é o amor altruísta. Ao pensarem uma na outra e se dedicarem ao cuidado mútuo, ambas foram alcançadas pelo favor divino (Rt 4.13-17).

Em um mundo tão narcisista, o Senhor espera que nos doemos mais uns aos outros. A família é o primeiro ambiente no qual o amor deve ser praticado (1Tm 5.8). O segundo, nossa igreja local.

CONCLUSÃO

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REVISANDO O CONTEÚDO

1. Que atitudes de Noemi revelam seu altruísmo?

2. O que a insistência de Noemi extraiu de Rute?

3. Como se revelou o amor prático de Rute?

Noemi decidiu liberá-las, para que voltassem à casa dos pais (Rt 1.7,8; 2.11). Mesmo de avançada idade, Noemi pensou primeiro em suas noras e no futuro delas.

A atitude de Noemi extraiu o que havia no mais íntimo de Rute: uma convicção amorosa por sua sogra, além de uma declaração de fé no Deus de Israel.

Rute trabalhou (e muito) nos campos de Boaz. Seu esforço impressionou o chefe dos trabalhadores. No fim do dia, recolhia tudo e levava para a sogra (Rt 2.7,17,18). Rute não apenas dizia amar, ela praticava o amor (1Jo 3.18).

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REVISANDO O CONTEÚDO

4. Qual a missão das mulheres mais velhas em relação às mais novas?

5. Qual a importância da liderança em relação à sensibilidade espiritual da mulher?

As mulheres mais velhas têm a missão de resistir aos ventos da superficialidade espiritual, sendo piedosas, dedicadas a Deus e à família, a despeito das pressões da sociedade mundana. Somente assim poderão inspirar e ensinar as mais novas (Tt 2.3-5).

É de grande valor quando esse extraordinário potencial feminino é reconhecido e floresce sob uma liderança séria, que orienta o trabalho da mulher, evitando que ela seja explorada em sua fé (Fp 4.3; Rm 16.12; Mc 12.38-40; 2Tm 3.6,7).

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LIÇÃO 4: O ENCONTRO DE RUTE COM BOAZ

Próxima Aula:

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