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Recepção

PROGRAMAÇÃO -

Acolhimento – DU

08:30 - 10h

Intervalo

10h40 - 11h00

10h30 - 12h

Intervalo - Almoço

12h - 13h30

13h30 - 15h30

Estratégias e manejo de estudantes com TEA

Atribuições do Projeto Ensino Colaborativo

Intervalo 15h30 –15h45

Roda de conversa

08h – 08:30

15h45 - 16h45

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Desenho Universal para Aprendizagem – DUA: estratégias e manejo com estudantes com TEA e as atribuições do Projeto Ensino Colaborativo.

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NOSSAS FORMADORAS

Tania Regina Martins Resende

Maria Aurecy Pinheiro Chagas

Graduada em Letras  e Pedagogia. Pós-graduada em Educação Inclusiva e Deficiência Mental; Emprego Apoiado e Transtorno do Espectro Autista. Profissional em Artes Cênicas. Docente e formadora escolas particulares e  APAE de São Paulo. Professora concursada da SEDUC/SP desde 2016; Atuou como Técnica em Educação Especial no CAPE/SEDUC-SP. Atualmente, exerce a função de Formadora da equipe de Educação Especial na EFAPE.

Graduada em Pedagogia com habilitação em Deficiência Visual. Mestre em Educação. Atuou como professora de Sala de Recursos de DV - rede estadual SP; integrou equipe técnica do CAPE/Seduc/SP. Membro da Comissão Brasileira de Estudo e Pesquisa do Soroban (MEC) e da Comissão Brasileira do Braille.  Formadora da equipe de Educação Especial na EFAPE/SP.

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Porque estamos aqui?

Apresentar os princípios do DUA e sua aplicação no contexto escolar, reconhecendo-o como estratégia pedagógica fundamental para atender à diversidade dos estudantes;

Dialogar sobre as características do TEA no contexto educacional e as estratégias práticas de mediação que favoreçam a comunicação, a interação social, a autorregulação emocional e a participação do estudante nas atividades escolares.

Apoiar na compreensão das atribuições do professor especializado no âmbito do Projeto Ensino Colaborativo, nas ações articuladas com o professor regente, visando à inclusão, ao pertencimento e à aprendizagem de todos os estudantes.

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ACOLHIMENTO

O EU e o OUTRO

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Perceber o outro exige tempo, presença e intenção.

30 min

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ACOLHIMENTO

Acolher é mais do que receber — é abrir espaço no coração para que o outro se sinta visto, valorizado e pertencente.

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Pra começar

Desenho Universal para Aprendizagem – DUA:

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Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA)

DESENHO

    • Múltiplas formas/caminho/desenhos para o ensino.

UNIVERSAL

    • Acesso ao currículo comum por TODOS.

APREDIZAGEM

    • Baseado na Neurociência: 3 redes cerebrais para o aprendizado.

DUA: Abordagem educacional baseada na neurociência que busca garantir que todos os estudantes, independentemente de suas habilidades, origens ou estilos de aprendizagem, tenham acesso equitativo ao conhecimento.

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Desenho Universal para a Aprendizagem - DUA

REDES AFETIVAS

O porquê da aprendizagem .

REDES DE RECONHECIMENTO

O quê da Aprendizagem

REDES DE ESTRATÉGICAS

O como da aprendizagem

Como engajar e motivar os estudantes.

Como desafiá-los e mantê-los interessados.

Como categorizar o que vemos, ouvimos e lemos. Identificar letras, palavras ou um estilo do autor são tarefas de reconhecimento.

Planejamento e execução de tarefas. Como organizar e expressar ideias. Escrever um ensaio ou resolver um problema de matemática.

Diferenciar as maneiras de expressar o que os estudantes sabem.

Apresentar informações e conteúdos de diferentes maneiras.

Estimular por meio dos interesses e motivação para a aprendizagem.

FONTE: Zerbato e Mendes, 2018

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Os princípios orientadores do DUA

Os princípios do DUA assumem objetivos e estratégias para uma proposta didática de ensino que visa satisfazer as necessidades de aprendizagem de um maior número de estudantes.

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Os princípios orientadores do DUA

Ao invés de planejar duas aulas diferentes, uma para o estudante elegível e outra para a turma, o DUA propõe um único plano de aula que seja acessível a todos:

O que muda são os meios que cada estudante chegará ao conhecimento.

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Os princípios orientadores do DUA

Ao contrário, podemos apresentar duas ou mais atividades variadas para o grupo, de acordo com os perfis dos subgrupos da classe, considerando, obviamente, os objetivos da aprendizagem. (MEYER, ROSE, GORDON, 2014).

De acordo com o Princípio da Representação, devemos abandonar a ideia de que a mesma atividade é suficiente para toda a turma.

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Os princípios orientadores do DUA

Com o DUA, podemos estimular o/a estudante à ponto dele/a se desenvolver enquanto especialista da sua própria aprendizagem, passando a entender as principais estratégias que pode utilizar para apreender melhor um conteúdo, resolver uma atividade, manter o interesse na tarefa (MEYER, ROSE, GORDON, 2014).

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Para implementar o ensino a partir do DUA

PAEE-

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Estrutura

3.1 Organização dos grupos

  • Pequenos grupos (7 a 8 pessoas)

DUA - Mão na Massa

30 min.

3.2 Apresentação de CASOS

Exemplos:

  • aluno com TEA que não participa;
  • aluno com dificuldade de comunicação;
  • aluno com resistência a atividades.

3.3 Desafio dos grupos

Cada grupo deve:

✔ Identificar barreiras;�✔ Propor estratégias com base no DUA;

�✔ Pensar:

  • Engajamento;
  • Representação;
  • ação/expressão.

3.4 Troca entre grupos

  • Um grupo complementa o outro
  • Ampliação de estratégias

Objetivo

  • Aplicar DUA na prática;
  • Desenvolver raciocínio pedagógico;
  • Trabalhar colaboração entre pares.

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INTERVALO

15 min

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Foco no conteúdo

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DESCRIÇÃO DE IMAGEM:

Descrição de imagem:

Quando você pensa em um estudante com TEA, qual foi a primeira imagem ou ideia que veio à sua mente?

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Descrição de Imagem

Fita multicolorida disposta sobre fundo azul‑claro, formando curvas contínuas semelhantes ao símbolo do infinito.

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DESCRIÇÃO DE IMAGEM:

Descrição de imagem:

Quantas dessas ideias são baseadas em experiências reais… e quantas são construções sociais?

Descrição de Imagem

lustração silhueta de uma pessoa em perfil, no centro da imagem, preenchida por peças de quebra‑cabeça multicoloridas. Ao fundo, aparecem várias outras silhuetas humanas sobrepostas, em tons claros e suaves.

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Na prática do AEE

Que tal explorar caminhos possíveis para essa prática?

Como superar os mitos no cotidiano escolar e na atuação colaborativa?

Como transformar o conhecimento sobre o TEA em ação pedagógica?

Descrição de Imagem:

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LEMBRETE!!

TEA – Mitos, estereótipos e implicações no AEE

AS PESSOAS COM TEA SÃO ANTISSOCIAIS, VIVEM NO SEU PRÓPRIO MUNDO E GOSTAM DE FICAR SOZINHOS.

AS PESSOAS COM TEA TÊM AUSÊNCIA DE SENTIMENTOS.

TODA PESSOA COM TEA TÊM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL.

TODAS AS PESSOAS COM TEA POSSUEM MENTES BRILHANTES, SÃO “GÊNIOS”.

TODAS AS PESSOAS COM TEA TÊM TRANSTORNOS MENTAIS.

OS AUTISTAS SÂO AGRESSIVOS.

Mitos produzem práticas pedagógicas limitadas. Conhecimento gera intervenção qualificada.

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O Transtorno do Espectro Autista-TEA, segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V, 2014), é caracterizado como um transtorno do neurodesenvolvimento, que afeta de forma persistente a comunicação e a interação social do indivíduo, associado a padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades.

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a comunicação

Transtorno do Espectro Autista -TEA

Condição do neurodesenvolvimento que afeta de forma persistente:

a interação social

Associado a padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades.

TEA – Características e Níveis de Suporte

o processamento sensorial

Essas características não aparecem da mesma forma — nem com a mesma intensidade — em todos os estudantes.

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LEMBRETE!!

TEA – Características e Níveis de Suporte

IMPORTANTE:

não olhar para o nível de apoio como um rótulo, mas como uma indicação de quanto suporte esse estudante precisa para participar e aprender.

TRÊS NÍVEIS DE SUPORTE DSM-5

NÍVEL 1 REQUER APOIO

NÍVEL 2 – REQUER APOIO SUBSTANCIAL

NÍVEL 3 – REQUER APOIO MUITO SUBSTANCIAL

  • lidam com dificuldades com normas sociais;
  • apresentam comportamentos inflexíveis e dificuldade de interação social.
  • comportamento social atípico e rigidez cognitiva;
  • dificuldades na conversação (linguagem), e em lidar com mudanças ;
  • hiperfoco.
  • déficit severo de comunicação;
  • resposta mínima a interações;
  • comportamentos repetitivos;
  • incidência maior de comorbidades.
  • Em que situações ele precisa de ajuda?

  • Que tipo de apoio funciona melhor?

  • Qual a intensidade desse apoio?

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LEMBRETE!!

Pessoas com autismo podem ser muito diferentes entre si, mesmo que apresentem

características comuns ao quadro de TEA.

Descrição de Imagem:

Quadro ilustrado com impressões digitais coloridas.

A compreensão sobre o Transtorno do Espectro Autista –TEA, não pode ser reduzido a rótulos ou generalizações.

A compreensão sobre o Transtorno do Espectro Autista -TEA

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Potencialidades são portas de entrada para a aprendizagem.

FOCO NAS POTENCIALIDADES

Antes de planejar, identificar:

    • Interesses;
    • Habilidades já desenvolvidas;
    • Situações de engajamento.

Sair do foco nas limitações.

Usar potencialidades como ponto de partida.

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Descrição de Imagem:

Da superação do mito à prática do AEE

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LEMBRETE!

Estratégias:

    • Rotinas estruturadas;
    • Antecipação de atividades;
    • Clareza nas transições.

Promove:

Redução de ansiedade e aumento da autonomia.

ORGANIZAÇÃO DO AMBIENTE E DA ROTINA

AMBIENTES PREVISÍVEIS FAVORECEM A APRENDIZAGEM

Organização gera segurança ampliando as possibilidades de aprendizagem.

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  • Evitar generalizações sobre o TEA;
  • Não subestimar o estudante;
  • Não superestimar com base em estereótipos;
  • Prática baseada em evidências, não em mitos.

REVISÃO DE EXPECTATIVAS PEDAGÓGICAS

Construindo um AEE mais inclusivo

  • Superar mitos exige ação intencional;
  • Pequenas mudanças geram grandes impactos;
  • O AEE como espaço de potencialização da aprendizagem.

Práticas pedagógicas qualificadas começam com um olhar mais atento ao estudante.

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Planejar no AEE é:�observar, interpretar e ajustar os apoios continuamente.

Existe um estudante que aprende, se comunica e participa de forma singular,

O nível de suporte não define o aluno.�Ele orienta o nosso planejamento.

NÃO EXISTE UM ÚNICO JEITO DE SER AUTISTA.

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Compreender o aluno e identificar barreiras

Não observamos apenas as características.

Analisamos como elas impactam a participação e aprendizagem.

OBSERVAR, INVESTIGAR

COMUNICAÇÃO (como se expressa e compreende)

INTERAÇÃO

(como participa com o outro)

ORGANIZAÇÃO

(como lida com rotinas e mudanças)

PROCESSAMENTO SENSORIAL

(como responde ao ambiente)

Descrição de Imagem

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Ilustração de um menino no centro, com as mãos nos ouvidos, cercado por símbolos que representam excesso de estímulos..

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LEMBRETE!!

O que são barreiras, na prática?

De acordo com Carvalho (2004) e Booth & Ainscow (2011):

Variam conforme a atividade e o ambiente.

Surgem na relação entre o estudante e o contexto.

Não estão no diagnóstico.

Instrução oral longa

barreira de comunicação

Atividade sem estrutura

barreira de organização

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EX.

Ilustração com crianças interagindo. Peças de quebra‑cabeça, uma grande lupa destacando uma criança e a palavra “autismo”, representando diversidade e inclusão.

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DESCRIÇÃO DE IMAGEM:

Descrição de imagem:

@gettyimages

Descrição de Imagem

Barreiras à Aprendizagem

Quando o(a) estudante não aprende, estamos olhando primeiro para as suas dificuldades… ou para as barreiras produzidas no contexto escolar?

Menina sentada isolada, com as mãos nos ouvidos, enquanto outras crianças aparecem ao fundo, em círculo, interagindo com um adulto em uma sala de aula.

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LEMBRETE!!

Analisar para intervir

Onde está a barreira?

O que o contexto está exigindo?

Que apoio pode tornar a participação possível?

CONTRIBUIÇÂO DO DUA

De acordo com CAST (2018), o Desenho Universal para Aprendizagem (DUA), propõe a eliminação de barreiras, por meio da oferta de:

  • múltiplas formas de ação e expressão (como o estudante responde);
  • múltiplas formas de representação (como o conteúdo é apresentado);
  • múltiplas formas de engajamento (como o estudante se envolve).

ISSO AMPLIA O ACESSO DE ESTUDANTES COM TEA, RESPEITANDO SUAS FORMAS DE APRENDER.

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DESCRIÇÃO DE IMAGEM:

Descrição de imagem:

Descrição de Imagem

1º ) Mulher em frente a prateleiras com livros, segurando pastas coloridas junto ao corpo.

Compreendendo o comportamento dos estudantes com TEA

Pensando no estudante com TEA que você acompanha: quando ele se recusa, se desorganiza ou evita uma atividade, é interpretado como comportamento inadequado ou como uma possível forma de comunicação?

O que esse comportamento pode estar tentando nos dizer sobre as barreiras presentes no contexto escolar?

2º) Criança sentada com as mãos tapando os ouvidos, folha com desenho sobre a mesa. Outras crianças ao fundo.

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Pode ser uma forma de comunicação diante de demandas, dificuldades ou sobrecargas.

Não deve ser visto apenas como inadequado.

Comportamento do estudante com TEA: um novo olhar para a mediação

Comportamento do estudante com TEA

Também expressa o nível de autorregulação do estudante.

PRIZANT, Barry M.; FIELDS-MEYER, Tom (2015) – em “Seres humanos à sua maneira”, defendem que o comportamento no autismo deve ser compreendido como uma forma de comunicação, que pode nos orientar a intervenções mais empáticas e eficazes.

Schwartzman (2011) – destaca a importância de intervenções estruturadas e individualizadas.

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Resposta do estudante indica necessidade de apoio.

DO COMPORTAMENTO À COMPREENSÃO

Prizant (2015), nos lembra:

Comportamento comunica algo;

Dificuldade não é ausência de capacidade;

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Envolve três dimensões interligadas:

Comportamento e Autorregulação no TEA

A autorregulação refere-se à capacidade de monitorar, controlar e ajustar emoções, atenção e comportamento diante das demandas do ambiente.

comportamental (controle de ações e respostas)

cognitiva (atenção, memória, controle inibitório)

emocional (manejo das emoções)

– autorregulação como base para aprendizagem, autonomia e adaptação.

Base teórica:

NeuroSaber (Brites,

2018/2026)

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Autorregulação no TEA

No TEA, dificuldades de autorregulação podem se manifestar como:

  • Impulsividade;
  • evasão de tarefas;
  • crises ou desorganização;
  • dificuldade em manter-se em atividades ou lidar com mudanças.

Fatores que impactam a autorregulação no TEA:

  • sobrecarga sensorial;
  • na comunicação;
  • mudanças inesperadas
  • demandas sociais complexas.

A desregulação não é apenas um comportamento a ser contido, mas um indicativo de que: o estudante ainda não desenvolveu estratégias suficientes ou o contexto não está acessível/regulador.

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Encaminhamento prático:

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AUTORREGULAÇÃO:

  • ensinar estratégias como pausa, escolha, pedir ajuda;

  • uso de recursos visuais (semáforo, cartões de emoção, combinados)

  • modelagem e prática guiada.

Mulher mostrando cartões com expressões suais enquanto um menino aponta para um deles, em atividade de identificação de símbolos.

Essas habilidades precisam ser ensinadas de forma explícita, estruturada e intencional no AEE.

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Encaminhamento prático:

Generalização:

  • variar materiais e contextos no AEE;

  • simular situações do cotidiano escolar;

  • orientar o uso das habilidades em outros ambientes (ex.: sala comum, recreio);

  • reduzir gradualmente os apoios.

É na mediação intencional do professor que o estudante amplia suas possibilidades de participação e aprendizagem.

Mulher montando torres com blocos coloridos sobre uma mesa com um menino, em atividade de construção conjunta.

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Como atuação do professor especializado do AEE (sala de recursos) e do Projeto Ensino Colaborativo poderão contribuir nesse processo?

Apoiar os professores regentes na construção de estratégias acessíveis.

Orientar a escola quanto a organização do ambiente e atuar na mediação;

Identificar e atuar para reduzir barreiras à participação;

A intervenção eficaz: não é reativa, mas preventiva e intencional.

Nesse caso, promove:

                • Engajamento
                • Autorregulação
                • Previsibilidade
                • Participação.

TEA – Ensino de Habilidades Sociais e Funcionais no AEE

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TEA – Ensino de Habilidades Sociais e Funcionais no AEE

QUEM NOS RESPALDA

Essas habilidades precisam ser ensinadas de forma explícita, estruturada e intencional.

Vygotsky (1991)

– a aprendizagem ocorre mediada pela interação

e pela intencionalidade pedagógica.

VYGOTSKY, Lev S. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. São Paulo: Martins Fontes, 1991.

Del Prette & Del Prette (2017) - destacam que habilidades sociais são aprendidas e podem ser ensinadas em contextos estruturados.

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https://www.schwartzman.com.br/downloads-gratuitos

TEA – Ensino de Habilidades Sociais e Funcionais no AEE

QUEM NOS RESPALDA

Essas habilidades precisam ser ensinadas de forma explícita, estruturada e intencional.

Schwartzman (2011) – destaca a importância de intervenções estruturadas e individualizadas no TEA.

DSM-5-TR (APA, 2022) – aponta déficits persistentes na comunicação social como característica do TEA, reforçando a necessidade de intervenção.

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INTERVALO PARA ALMOÇO

1h30

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Foco no conteúdo

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PROJETO ENSINO COLABORATIVO

PLANEJAMENTO CONJUNTO

Artigo 19

As aulas do Projeto Ensino Colaborativo instituído pelo artigo 12, do Decreto nº 67.635/2023, se desenvolvem como forma de Atendimento Educacional Especializado – AEE expandido e serão efetivadas em cada Escola onde houver matrícula de estudante elegível aos serviços da Educação Especial.

De acordo com a Resolução Seduc nº 129/2025, o PROJETO ENSINO COLABORATIVO propõe:

PARCERIA PEDAGÓGICA

COR-

RESPONSABILIDADE

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Resolução SEDUC 129/2025

PROJETO ENSINO COLABORATIVO

c) proporcionar suporte e acompanhamento pedagógico aos estudantes elegíveis aos serviços da Educação Especial, constituindo-se como uma estratégia pedagógica para eliminação de barreiras, visando ao fomento da cultura e das práticas inclusivas em todas as escolas da rede pública estadual.

§ 1º – As aulas do Projeto Ensino Colaborativo têm como finalidade:

a) integrar práticas do Atendimento Educacional Especializado - AEE ao cotidiano da turma, fortalecendo a participação, aprendizagem e autonomia dos estudantes elegíveis aos serviços da Educação Especial;

b) institucionalizar processos (Estudo de Caso, Plano de Atendimento Educacional Especializado –PAEE e Plano Educacional Individualizado – PEI), alinhando entendimento, ações e responsabilidades de cada agente escolar, trio gestor, docentes e familiares e/ou responsáveis;

Artigo 19

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EIXOS DO PROJETO ENSINO COLABORATIVO

I – articulação, colaboração contínua entre os professores, ... orientações relacionadas a práticas inclusivas;

II – identificação, aperfeiçoamento e acompanhamento dos apoios, recursos e serviços necessários à inclusão...;

IV – formação continuada aos docentes da escola, implementação de práticas pedagógicas inclusivas;

VI – tempos e espaços dedicados ao planejamento e à reflexão visando a melhoria contínua das práticas pedagógicas e o fortalecimento da cultura inclusiva.

III – garantia de permanência de todos os estudantes, no mesmo espaço físico, assegurando acessibilidade e TA;

V – promoção de diálogo com a comunidade escolar, assegurando esclarecimentos acerca da cultura inclusiva;

- ATRIBUIÇÕES

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§ 2º – Para promover a cultura inclusiva nos espaços escolares, o Professor Especializado do Projeto Ensino Colaborativo deverá apoiar a equipe gestora, os professores regentes de classes e turmas, professores dos componentes curriculares e os demais profissionais da escola, com o objetivo de assegurar aos estudantes elegíveis aos serviços da Educação Especial todo apoio adequado ao seu desenvolvimento integral e autônomo, sempre que possível.

Espaço reservado para

suas anotações

Descrição imagem: Duas mãos posicionadas na parte superior, formando um contorno semelhante a um telhado. Entre as mãos, há uma figura em forma de casa composta por várias ilustrações coloridas de pessoas estilizadas, com diferentes formatos de cabelo e roupas.

PROJETO ENSINO COLABORATIVO

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Atribuições do professor especializado

APOIO AO ESTUDANTE

APOIO AO PLANEJAMENTO

PROMOÇÃO DA ACESSIBILIDADE

FOMENTO CULTURA INCLUSIVA

Como montar e articular esse grande quebra cabeça?

APOIO AO PROFESSOR REGENTE

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Vamos juntos?

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A articulação entre o Professor Especializado – AEE Sala de Recursos, do Projeto Ensino Colaborativo e os Professores Regentes atua como elemento central para um processo de inclusão dos estudantes elegíveis: ​

  • na organização da rotina escolar;​

  • na promoção da acessibilidade curricular;​

  • na orientação para escolha e aplicação de metodologias inclusivas, garantindo adaptações (quando necessário), recursos e tempos alinhados às necessidades de cada estudante.

ARTICULAÇÃO ENTRE PROFESSORES

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Fomento a Cultura Inclusiva

 Descrição de Imagem: Duas pessoas sentadas, uma com a mão sobre um livro aberto e um balão contendo ponto de interrogação, a outra pessoa de pé segurando uma folha de papel, apontando para o livro e acima dela um balão com linhas representando um texto.

Artigo 20 . V – promoção de diálogo e esclarecimentos à comunidade escolar, assegurando esclarecimentos necessários acerca da cultura inclusiva, seus apoios, recursos e serviços destinados aos estudantes elegíveis da Educação Especial;

Espaço reservado para o �intérprete de LIBRAS �(conteúdo textual ou que �precise ser visualizado por �completo não pode invadir �esta área)

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Ampliando o olhar

DUA

TEA

COLABORATIVO

Estimula a pensar acessibilidade antes, já no planejamento.

ENVOLVE TODOS.

Atuação em parceria envolve o outro, outros.

NINGUÉM FAZ SOZINHO.

Compreender comportamento

faz diferença para AUTORREGULAÇÃO, COMUNICAÇÃO, PARTICIPAÇÃO.

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Educação é um processo para o qual convergem inúmeras variáveis, inclusive a motivação de cada um de nós, somada a crença de que somos agentes de mudança, de que a educação é, também, um ato político, do qual somos coparticipantes em busca do exercício da cidadania de todos os nossos alunos. (Carvalho, 2013)

Educação Inclusiva

Descrição de imagem: Pessoas ilustradas vistas de cima, formando círculos concêntricos enquanto dão as mãos. Todas estão posicionadas sobre um fundo azul com formas circulares suaves. As roupas são coloridas e variadas, com padrões como listras e xadrez.

em:

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REFERÊNCIAS

  • BRASIL. Lei Federal nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Diário Oficial da União, Brasília, DF, 07 jul. 2015. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm Acesso em: 10Abril 2026.

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Encerramento

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PARA SABER MAIS!

SCHWARTZMAN, José Salomão.Autismo infantil. São Paulo: Memnon, 2011. Disponível em: https://www.schwartzman.com.br/downloads-gratuitos Acesso em: 08Abril2026.

PRIZANT, Barry M.; FIELDS-MEYER, Tom. Seres humanos à sua maneira: um novo olhar sobre o autismo. Tradução de Cristina Cavalcanti. São Paulo: Memnon, 2015.

BRITES, Luciana. Como lidar com mentes a mil por hora: entenda melhor o cérebro das crianças e adolescentes e desenvolva estratégias para lidar com dificuldades de atenção, aprendizagem e comportamento. São Paulo: Gente, 2018.

NEUROSABER. Autorregulação no TEA: entenda o que é e como funciona. Disponível em: https://neurosaber.com.br. Acesso em: 10 abr. 2026.

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Para saber mais!

Livro com linguagem acessível e trazendo um panorama histórico sobre o tema até os tempos atuais.

PARA SABER MAIS!

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FICA A DICA!

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Quando os ventos de mudança sopram, umas pessoas levantam barreiras, outras constroem moinhos de vento”.

Erico Verissimo

Obrigada pela participação!

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OBRIGADA