PÔSTERES/BANNERS – IX SEF 2025 - ORIENTAÇÕES GERAIS
Abaixo seguem informes e orientações de como construir o PÔSTER/BANNER para ser apresentado no IX SEF 2025:
A IMPRESSÃO do PÔSTER/BANNER é de TOTAL responsabilidade do(s) autor(es).
Padrão/Tamanho 90X120cm
Os PÔSTER/BANNER serão apresentados e avaliados durante o evento, em local e data prevista na programação geral do IX SEF-2025, com a presença de no mínimo (1) um dos autores. Os melhores trabalhos serão premiados, recebendo um certificado.
IX SEF
COMISSÃO ORGANIZADORA
RETOMADA CHIQUITANA: (RE)FORMAÇÃO COMUNITÁRIA EM TERRITÓRIO BRASILEIRO – O DIREITO DE EXISTIR DE POVOS INDÍGENAS TRANSFRONTEIRIÇOS
CLARIANE SIQUEIRA BISPO WOUNNSOSCKY(1), LUCIANE PINHO DE ALMEIDA(2)
(1) Universidade Católica Dom Bosco (2) Universidade Católica Dom Bosco
INTRODUÇÃO
METODOLOGIA
RESULTADOS E DISCUSSÃO
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CONCLUSÃO
A temática indigena, apesar de historicamente invizibilizada, constitui um fenômeno político e existencial que necessita ser observado com enfase em suas caracteristicas sociais, culturais e territoriais. Quando populações indígenas migram para países vizinhos, tornam-se transfronteiriças, e trazem consigo sua identidade cultural, caracterizada por comportamentos, língua materna, vivências e modelos de compreensão mundo específicos de cada etnia, além da ação da retomada de territórios ancestrais em terras brasileiras, não se tratando de deslocamento geográfico, mas de um processo de pertencimento, em que o território demarca também o significado de uma história com expressões cartográficas anteriores as atuais.
Segundo o site Pib Socioambiental [2], os Chiquitanos são: “um conjunto de povos - Samucos, Paikoneka, entre outros - que foi aldeado na Bolívia, em missões jesuítas nos séculos XVII e XVIII.” Quais viviam entre o Chaco Boreal e Selvas Pantanosas, e atualmente estão entre Brasil e Bolívia.
Com isso, pensar na migração indígena, é também reconhecer que retomada territorial não é apenas justiça social, mas também uma proposta de reconstrução de mundo, a qual respeita outras formas de utilizar aquele território (no caso a fronteira), com a formação de vínculos sociais, não pelo poder de dominação, como afirma Gleiser (2016) [3], como parte de uma beleza inesperada, respeitando assim, as várias formas de existência.
A partir do texto, observa-se a necessidade de estratégias que auxiliem a população indígena transfronteiriça em sua retomada, assegurando o direito de existir em seu território, o que também é apontado como sinônimo de saúde, uma vez que é experimentado e mantém os saberes de povos originários sob linhas demarcadas.
Outro ponto que necessita ser pontuado é o fato de Segundo Almeida (2024) [1] sobre saúde na fronteira Brasil-Paraguai amplia essa discussão ao mostrar como as estratégias de cuidado atravessam o conceito de território. Para população indígena, saúde está diretamente relacionada ao território, seus hábitos alimentares tradicionais, das redes comunitárias que se transmitem em diálogos para o bem-viver, e ao se negligenciar essas atuações, fortalecem procedimentos de marginalização. Ainda neste viés, a escassez de políticas publicas quais consigam dialogar entre os países que fazem fronteira e que abarque a população originária transfornteiriça.
O presente trabalho, decorreu de pesquisa bibliográfica, em que se buscou articular pontos relevantes a temática de povos originários transfronteiriços como: a) Terra (território) como Epistemologia: a retomada não é invasão, mas retorno à identidade; b) Narrativas: histórias vivas e a falta de instrumentos jurídicos para povos transfronteiriços; c) Políticas Públicas em consonância ao território – estratégias de enfrentamento à violação de direitos de povos indígenas transfronteiriços;
Para posteriormente discutir a retomada chiquitana em território brasileiro em forma de apresentação de artigo.
[1] Almeida, L. P. (2024) . Saúde na Fronteira Brasil X Paraguai: territorialidades e intersetorialidades nas estratégias de cuidado e educação em saúde. São Paulo/SP; Campo Grande/MS: Pimenta Cultural, UCDB.
[2] Instituto socioambiental (s.d.). Povo Chiquitano. programa Povos Indígenas do Brasil . https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Chiquitano
[3]Gleiser, M. (2016) . A simples beleza do inesperado: um filósofo natural em busca de trufas e do sentido da vida. Rio de Janeiro: Record.