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FECCIF24 – III Feira Estadual de Ciência e Cultura do IFSP – de 21 a 26 de Outubro de 2024

A pesquisa explora o uso da Inteligência Artificial (IA) para combater deepfakes, conteúdos manipulados que distorcem a realidade. Foram testadas plataformas que identificam deepfakes, como BioID Playground, Deepware e BrandWell, e desenvolveu um protótipo de reconhecimento facial em Python. A BioID Playground mostrou maior precisão na identificação, enquanto a Deepware apresentou eficácia parcial e a BrandWell foi menos eficiente. O protótipo em Python, usando bibliotecas como OpenCV e face_recognition, identificou rostos e comparou imagens e vídeos em tempo real, embora precise de aprimoramentos.

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RESUMO

INTRODUÇÃO

OBJETIVO

METODOLOGIA

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APLICAÇÕES DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NO COMBATE ÀS FAKE NEWS PRODUZIDAS POR MEIO DE DEEPFAKES

Pedro Santos de Oliveira¹, Maria Paula Xavier da Silva², Gema Galgani Rodrigues Bezerra3 (orientador)

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1Instituto Federal de São Paulo, Guarulhos, Brasil - pedro.oliveira2@aluno.ifsp.edu.br

2Instituto Federal de São Paulo, Guarulhos, Brasil - paula.xavier@aluno.ifsp.edu.br

3Instituto Federal de São Paulo, Guarulhos, Brasil - gemagalgani@ifsp.edu.br

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A pesquisa investiga o uso de Inteligência Artificial (IA) na identificação e combate de fake news produzidas por deepfakes, que são conteúdos audiovisuais manipulados com o intuito de distorcer a realidade. Fake news, definidas como “documentos deliberadamente falsos com o objetivo de manipular os consumidores” (Meneses, 2018, p. 47), têm se proliferado com o avanço das tecnologias digitais, particularmente desde a década de 1990 (Soll, 2016). Com a popularização das redes sociais, a disseminação de fake news tornou-se mais ampla e impactante. Dados do Digital News Report (Levy et al., 2017) e do dfndr lab (Pecsen, 2020) indicam uma crescente dificuldade em distinguir informações verdadeiras de falsas. Os deepfakes, surgidos em 2017 (Hall, 2018), utilizam IA para criar conteúdos audiovisuais falsificados que desafiam a detecção tradicional (Molina & Berenguel, 2022). Este estudo busca responder como a IA pode identificar eficazmente deepfakes e melhorar a confiança nas informações compartilhadas nas redes sociais. A hipótese é que algoritmos de IA podem distinguir deepfakes com maior precisão do que métodos convencionais, e o objetivo é desenvolver uma ferramenta baseada em IA para essa finalidade, propondo estratégias para mitigar o impacto das fake news.

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O objetivo geral da pesquisa consiste em desenvolver uma ferramenta capaz de identificar, por meio de inteligência artificial, fake news produzidas por meio de deepfakes, com o propósito de reverter o impacto nocivo da IA e combater notícias manipuladoras geradas a partir de tecnologias que utilizam inteligência artificial para manipular conteúdos audiovisuais.

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Essa pesquisa partiu de testes feitos em algumas plataformas disponíveis gratuitamente na internet, cuja finalidade é identificar deepfakes. Os testes basearam-se na análise da eficiência desses sites em detectar corretamente conteúdos produzidos e modificados por inteligência artificial. Para isso, foram utilizados cinco vídeos e cinco imagens, criados por meio de deepfakes, que tiveram de passar pela avaliação desses sites. Com a análise dos resultados dos testes, será possível averiguar se as plataformas já existentes na internet, e que são semelhantes àquela objetivada pela pesquisa, são realmente eficazes na identificação de conteúdos fraudados com o uso de inteligência artificial, mais comumente conhecidos como deepfakes.

Além disso, um protótipo capaz de identificar e distinguir traços do rosto humano, começou a ser desenvolvido utilizando a linguagem de programação Python. O protótipo consegue, através de uma imagem real da pessoa, informar se é a mesma pessoa que se apresenta na câmera do computador. Apesar de ainda não ser possível identificar deepfakes, o algoritmo em Python já consegue analisar e fazer a diferenciação entre um rosto humano e outro, o que se mostra como um importante passo inicial para uma futura ferramenta que consiga, eficazmente, identificar deepfakes, combatendo, assim, notícias falsas criadas com o uso dessas tecnologias.

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A pesquisa foi dividida em duas etapas. Na primeira, testaram-se três plataformas de identificação de deepfakes: BioID Playground, Deepware e BrandWell. Foram usados cinco vídeos e cinco imagens deepfake. Os vídeos incluíram: o Vídeo 1, com o ator Morgan Freeman (Diep Niep, 2021); o Vídeo 2, com o empresário Elon Musk (Civic Sentinel, 2022); o Vídeo 3, com o comediante Jerry Seinfeld em “Pulp Fiction” (Desifakes, 2022); o Vídeo 4, com o ator Tom Cruise (Vecanoi, 2021); e o Vídeo 5, com Arnold Schwarzenegger em “O Mágico de Oz” (Brianmonarch, 2023). As imagens foram geradas pelo site This Person Does Not Exist.

A BioID Playground avaliou todos os vídeos e imagens, retornando uma mensagem e uma pontuação de 0 a 1, convertida em porcentagem. A Deepware, usada para vídeos, forneceu mensagens como “Deepfake detectado” ou “Suspeito”, com probabilidade correspondente. A BrandWell focou em imagens, indicando a probabilidade de manipulação.

A BioID Playground foi a mais eficaz, identificando corretamente todos os vídeos, exceto os Vídeos 3 e 5. O Vídeo 1 foi detectado como falso com 99,9% de certeza; o Vídeo 2 com 97,4%; o Vídeo 3 como real com 44,6%; o Vídeo 4 como falso com 86,2%; e o Vídeo 5 como real com 32%. A Deepware acertou no Vídeo 1, no Vídeo 2 e no Vídeo 4, mas classificou o Vídeo 3 como real e o Vídeo 5 como “Suspeito” com 54,5%. A BrandWell falhou em identificar quatro das cinco imagens, com probabilidades variando de 6% a 57%.

Na segunda etapa, desenvolveu-se um protótipo de reconhecimento facial em Python, utilizando bibliotecas como OpenCV, face_recognition e Dlib, capaz de identificar e comparar características faciais em imagens e vídeos em tempo real.

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RESULTADOS E DISCUSSÕES

REFERÊNCIAS

CONCLUSÃO

O protótipo de reconhecimento facial em Python, utilizando bibliotecas como OpenCV e face_recognition, revelou eficiência e custo acessível. Ele poderá, futuramente, identificar deepfakes, por meio da possibilidade de upload de fotos e vídeos e é aplicável em segurança e autenticação

Todas as referências usadas no poster podem ser acessadas por meio do link: https://bit.ly/refs-poster-feccif

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