1 of 20

ADEILDO

ALVES

ARTE

MÚSICA

MODERNA

NO BRASIL

14/03/2022

2 of 20

2

Música Popular Brasileira, conhecida como MPB, surgiu durante a Ditadura Militar no Brasil, na década de 60, e como uma nova opção de estilo musical, logo após a Bossa Nova. A MPB reflete a reunião de ritmos e movimentos musicais já presentes no país, trazendo um novo conceito de “música nacional”.

3 of 20

A Música Popular Brasileira apareceu no cenário musical brasileiro logo após a explosão da Bossa Nova. Ela era vista pelos artistas como uma nova alternativa para a música brasileira, com um conceito de “música nacional”, mas seguindo alguns estilos tradicionais desse cenário. 

�Apesar do nome amplo, a Música Popular Brasileira não diz respeito a qualquer estilo musical presente no Brasil. Ela se refere a um estilo musical, sendo, portanto, diferente do rock, do pop, do reggae, por exemplo. 

�Desde o século XX, o termo já era utilizado, mesmo sem fazer referência a grupos musicais ou artistas específicos. Ele só apareceu como referência a um gênero específico da música alguns anos depois, quando aconteceu o declínio da Bossa Nova, que até então dominava o cenário musical da época. 

3

4 of 20

4

A Música Popular Brasileira surgiu com novos compositores e intérpretes, além de um novo ritmo, algo que não era samba, não era bossa nova, mas mantinha características como a suavidade e o regionalismo já presente nesses ritmos. 

Os maiores impulsionadores desse novo ritmo foram os festivais de música que faziam grande sucesso na televisão. Nesse momento, surgiram artistas como Elis Regina, Milton Nascimento, Chico Buarque, Edu Lobo, entre outros. A MPB ficou conhecida no país como “a música da universidade”, por ter o seu maior público entre intelectuais e estudantes. 

�Um dos marcos do início do sucesso da MPB foi a interpretação de “Arrastão”, música de Vinicius de Moraes e Edu Lobo, por Elis Regina, no I Festival de Música Popular Brasileira, da TV Excelsior, em 1965. “Disparada”, de Geraldo Vandré e “A banda”, de Chico Buarque também são consideradas músicas essências nesse processo de transição da Bossa Nova para a MPB.

5 of 20

choro, popularmente chamado de chorinho, é um gênero de música popular e instrumental brasileira, que surgiu no Rio de Janeiro em meados do século XIX.

O choro pode ser considerado como a primeira música urbana tipicamente brasileira e ao longo dos anos se transformou em um dos gêneros mais prestigiados da música popular nacional, reconhecido em excelência e requinte. Tem como origens estilísticas o lundu, ritmo de inspiração africana à base de percussão, com gêneros europeus. A composição instrumental dos primeiros grupos de choro era baseada na trinca flauta, violão e cavaquinho - a esse núcleo inicial do choro também se chamava pau e corda, por serem de ébano as flautas usadas -, mas com o desenvolvimento do gênero, outros instrumentos de corda e sopro foram incorporados.

5

6 of 20

O Lundu

O lundu tem uma proveniência adversa. Sabe-se que deriva da musicalidade dos negros de Angola e do Congo, que levaram para o Brasil a sua tradicional dança da umbigada (semba, em quimbundo). No século XIX, o português Alfredo de Morais Sarmento descreveu uma dança “essencialmente lasciva”, capaz de reproduzir os “instinctos brutaes” dos povos africanos. Segundo o viajante: “Em Loanda [...], o batuque consiste também n’um circulo formado pelos dançadores, indo para o meio um preto ou preta que depois de executar vários passos, vai dar uma embigada, a que chamam semba, na pessoa que escolhe, a qual vai para o meio do circulo, substitui-lo”. (SARMENTO, 1880, p. 127).

6

7 of 20

É certo que essa dança a qual Sarmento se refere, de nome “batuque”, foi a mesma que chegou ao Brasil com os negros escravizados. No Brasil, aliás, “batuque” se tornou um termo genérico para denominar todas as manifestações dos negros e com toda a certeza é dessa manifestação que se originaram muitas outras práticas dos negros, inclusive o que depois foi chamado de “lundu”. Mas, o poeta Tomás Antônio Gonzaga, que viveu não somente em Minas Gerais, mas também na Bahia, durante sua juventude, chega a mencionar tanto o batuque quanto o lundu no mesmo poema, dando a ideia de formas diferenciadas (GONZAGA, 2013, p. 500):

7

8 of 20

A modinha está nas mais profundas raízes da música brasileira, responsável pelo lirismo romântico de nossas canções e pela docilidade, suavidade e amorosidade que encontramos em nossa música. Sempre, entretanto, a modinha transitou entre o erudito e o popular, ora tendendo para este, ora para aquele lado, e, em outros momentos, unindo esses dois polos em uma mesma canção.

A modinha nasce popular, em Portugal, originada no meio rural, inicialmente configurando a chamada moda portuguesa e logo chegando aos meios urbanos junto com aqueles que migravam do campo para as cidades, durante o século XVII. Segundo Rui Vieira Nery, “Na maioria dos países o acréscimo de população das cidades provinha em boa parte de um afluxo crescente de sectores do campesinato, e os novos citadinos mantinham ainda alguns traços culturais característicos dessa sua origem rural.”. Desta forma, nos meios citadinos, a moda portuguesa dá seus primeiros passos à erudição, assumindo formas das canções literárias, da canzone italiana e das suítes, fugas e sonatas dos músicos alemães.

Modinha: entre o erudito e o popular

8

9 of 20

Chiquinha Gonzaga

Chiquinha Gonzaga (1847-1935) foi uma compositora, pianista e regente brasileira, a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil, combinando o popular com o erudito. Autora da primeira marchinha de carnaval "Ó Abre Alas".

Francisca Edwiges Neves Gonzaga, conhecida como Chiquinha Gonzaga, nasceu no Rio de Janeiro no dia 17 de outubro de 1847. Era filha de José Basileu Alves Gonzaga, primeiro-tenente, de família ilustre do Império, e Rosa Maria Neves Lima, mestiça, filha de uma escrava, uma relação rejeitada pela família de Basileu.

Chiquinha recebeu a mesma educação dada às crianças burguesas da época. Estudou português, cálculo, francês e religião, com o Cônego Trindade, amigo da família. Desde criança mostrou interesse pela música. Foi aluna do Maestro Lobo. Com 11 anos estreou como compositora com uma cantiga de Natal, intitulada “Canção dos Pastores”

9

10 of 20

Ernesto Nazareth

Ernesto Nazareth (1863-1934) foi um pianista e compositor brasileiro. Sua música que se situa entre a erudita e a popular, teve importante papel na cultura do país nos séculos XIX e XX. Desenvolveu um gênero peculiar, entre a valsa e o choro, que chamava de "tango brasileiro".

Ernesto Júlio de Nazareth nasceu no Rio de Janeiro, no dia 20 de março de 1863. Seu pai, Vasco Lourenço da Silva Nazareth era um despachante aduaneiro e sua mãe, Carolina Augusta da Cunha Nazareth era dona de casa e pianista amadora.

Com 3 anos de idade, Ernesto começou a despertar interesse pela música, ao ouvir sua mãe executando peças de Chopin, Beethoven, entre outros compositores.

Aprendeu com sua mãe as primeiras noções do instrumento. Em 1874, após a morte da mãe, passou a receber aulas com Eduardo Rodrigues de Andrade Madeira, amigo da família, e com Charles Lucien Lambert, famoso professor norte-americano radicado no Rio de Janeiro.

10

11 of 20

Pixinguinha

Pixinguinha (1897-1973) foi um músico brasileiro, autor da música "Carinhoso", em parceria com João de Barro. Foi arranjador, instrumentista e compositor, um dos maiores representantes do "choro" brasileiro.

Alfredo da Rocha Viana Filho, conhecido como Pixinguinha, nasceu na Piedade, Rio de Janeiro, no dia 23 de abril de 1897. Era filho do flautista e funcionário do Departamento Geral dos Telégrafos, Alfredo da Rocha Viana e de Raimunda Viana.

Ainda em 1911, Pixinguinha compôs sua primeira música, o chorinho “Lata de Leite”. Entusiasmado com o progresso do filho, seu pai importou da Itália uma flauta especial, surgindo assim mais um músico na família.

Levado pelo irmão China, que tocava violão, Pixinguinha foi contratado para o conjunto da “Concha”, casa de chope da Lapa. Logo ganhou fama na vida noturna carioca. Tocou ainda no Ponto, no ABC e no Cassino.

Pixinguinha foi convidado pelo violonista Artur Nascimento para tocar com a orquestra do Maestro Paulino no Teatro Rio Branco. No teste, mostrou perfeita harmonia com a orquestra e logo garantiu seu lugar. Estreou tocando na peça “Chegou Neves”, com o melhor elenco da época.

11

12 of 20

Luiz Gonzaga

Cantor. Compositor. Sanfoneiro. Conhecido como o Rei do Baião. Sua mãe Ana Batista, conhecida como Santana, era descendente, embora não totalmente reconhecida, dos Alencar, fundadores da cidade de Exu. Seu pai, Januário, era lavrador e reconhecido sanfoneiro na região. 

Em 1940, no Rio de Janeiro, depois de algum tempo tocando em bares no Mangue e, em seguida, na Lapa, começou a freqüentar os programas de calouros "Calouros em desfile" de Ary Barroso na Rádio Tupi e "Papel carbono" de Renato Murce, na Rádio Clube. O sucesso nos programas de calouros entretanto não chegava e Gonzaga continuou a apresentar-se nos bares do Mangue e da Lapa. No Bar Cidade Nova, no Mangue, conheceu um grupo de estudantes cearenses que lhe pediu para tocar alguma coisa nordestina, o que ele até então não fizera, tentando adaptar-se ao modo de vida carioca e escondendo suas raizes nordestinas. Preparou então as músicas "Pé de serra", uma polca mais tarde gravada com o título de "Xamego", e "Vira e mexe", música de sua terra natal.

12

13 of 20

13

14 of 20

samba é considerado por muitos críticos de música popular, artistas, historiadores e cientistas sociais como o mais original dos gêneros musicais brasileiros ou o gênero musical tipicamente brasileiro. A despeito da centralidade ou não do samba como gênero musical nacional, sua origem (ou a história de sua origem) nos traz o registro de uma imensa mistura de ritmos e tradições que atravessam a história do país.

14

15 of 20

O samba originou-se dos antigos batuques trazidos pelos africanos que vieram como escravos para o Brasil. Esses batuques estavam geralmente associados a elementos religiosos que instituíam entre os negros uma espécie de comunicação ritual através da música e da dança, da percussão e dos movimentos do corpo. Os ritmos do batuque aos poucos foram incorporando elementos de outros tipos de música, sobretudo no cenário do Rio de Janeiro do século XIX.

15

16 of 20

A partir do século XIX, a cidade do Rio de Janeiro, que se tornara a capital do Império, também passou a comportar uma leva de negros vindos de outras regiões do país, sobretudo da Bahia. Foi nesse contexto que nasceram os aglomerados em torno das religiões iorubás na região central da cidade, principalmente na região da Praça Onze, onde atuavam mães e pais de santo. Foi nessa ambiência que as primeiras rodas de samba apareceram, misturando-se os elementos do batuque africano com a polca e o maxixe.

A palavra samba remete, propriamente, à diversão e à festa. Porém, como o tempo, ela passou a significar a batalha entre especialistas no gênero, a batalha entre quem improvisava melhor os versos na roda de samba. Um dos seguimentos do samba carioca, o partido alto, caracterizou-se por isso. Como disse o pesquisador Marco Alvito em referência à história da palavra:

16

17 of 20

17

18 of 20

01. A dança urbana surgida por volta de 1870, reconhecida como a primeira grande contribuição das camadas populares do Rio de Janeiro à música do Brasil, que misturou elementos do lundu, da polca e da habanera e influenciou outros gêneros populares brasileiros — identificada em alguns casos como tango brasileiro, denomina-se

  1. samba.
  2. choro.
  3. frevo.
  4. marcha.
  5. maracatu

18

19 of 20

02. Entre os principais artistas da Jovem Guarda estão alguns que, a posteriori, tornaram-se ícones da música popular brasileira. Dentre eles, destacam-se:

a) Caetano Veloso, Chico Buarque e Milton Nascimento

b) Nara Leão, Elis Regina e Wanderleia

c) Xuxa Meneguel, Sérgio Mallandro e João Gordo.

d) Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Jerry Adriani.

e) Nelson Cavaquinho, Cartola e Noel Rosa.

19

20 of 20