1 of 43

Interpretação de análises microbiológicas de água, matéria-prima e produtos de origem animal

Prof. Dr. Eduardo Figueiredo

UFMT - CENTROLAB

2 of 43

OBJETIVO

  • Interpretar laudos microbiológicos de água e produtos de origem animal.
  • Aplicar padrões microbiológicos nacionais com ênfase em pequenos negócios
  • Converter resultados em decisão fiscal fundamentada.
  • Relacionar resultados com falhas de processo, higiene, água, cadeia fria e autocontroles.

3 of 43

Programação

  • 0 – 30 min: fundamentos teóricos.
  • 30–55 min: exercícios práticos de interpretação.
  • 55–60 min: síntese de decisão fiscal.
  • Material complementar: apostila - estudos dirigidos para rotina de inspeção ???

4 of 43

Base normativa essencial

  • RDC ANVISA nº 724/2022: aplicação dos padrões microbiológicos.
  • IN ANVISA nº 161/2022: listas de padrões.
  • IN ANVISA nº 313/2024: alterações para carnes e produtos cárneos.
  • Portaria GM/MS nº 888/2021: água potável.
  • RIISPOA Decreto nº 9.013/2017
  • Decreto MT nº 290/2007: contexto de inspeção.

5 of 43

O laudo como evidência fiscal

O laudo não fala sozinho!

Interpretação exige: produto, lote, categoria legal, método, unidade analítica, plano de amostragem, temperatura, histórico e risco.

Pergunta-chave: Qual conduta fiscal é tecnicamente justificada?

6 of 43

Roteiro fiscal de leitura do laudo

Etapa

Pergunta fiscal

Exemplos de evidências

1. Identificar o produto

O produto foi descrito corretamente?

Queijo Minas frescal, queijo maturado, frango inteiro congelado, pescado defumado.

2. Definir a categoria regulatória

Qual categoria da IN 161/2022/IN 313/2024 se aplica?

Consultar o padrão adotado pelo SI

3. Conferir lote e rastreabilidade

O laudo corresponde ao lote fiscalizado?

Número de lote, data de fabricação, validade, quantidade produzida.

4. Conferir unidade analítica

O resultado está em g, mL, 25 g, 100 mL, UFC/g ou NMP/g?

Salmonella/25 g; E. coli/g; coliformes/100 mL.

5. Avaliar plano amostral

O resultado representa o lote?

n, c, m, M; amostra indicativa ou representativa.

6. Interpretar risco

É perigo direto ou indicador de falha?

Salmonella: perigo direto; E. coli: indicador higiênico-sanitário.

7. Definir conduta

Qual ação fiscal é proporcional e fundamentada?

Retenção, recolhimento, correção, reinspeção, plano de ação.

7 of 43

Como interpretar n, c, m e M

Símbolo

Significado

Como aplicar

n

Número de unidades amostrais analisadas

Ex.: n = 5 significa avaliar cinco unidades do lote.

c

Número máximo de unidades toleradas entre m e M

Se c = 2, no máximo duas unidades podem estar entre m e M.

m

Limite que separa resultado satisfatório de intermediário

Resultados até m são satisfatórios para aquele parâmetro.

M

Limite máximo

Qualquer unidade acima de M torna o lote insatisfatório.

Ausência/Presença

Critério qualitativo, comum em patógenos

Em c = 0, uma unidade positiva reprova o lote.

8 of 43

Significado sanitário dos principais microrganismos

Grupo

Exemplos

Interpretação fiscal

Patógenos

Salmonella spp.; Salmonella Enteritidis; Salmonella Typhimurium; Listeria monocytogenes; STEC

Perigo direto à saúde pública; geralmente exige ação imediata sobre lote e processo.

Indicadores de higiene/processo

E. coli; Enterobacteriaceae; estafilococos coagulase positiva

Sugerem falhas de higiene, manipulação, processo, água, matéria-prima ou conservação.

Deteriorantes/estabilidade

Bolores, leveduras, aeróbios mesófilos, psicrotróficos

Relacionados à vida útil, deterioração, estabilidade e condições de armazenamento.

Esporulados/toxigênicos

Clostridium perfringens; Bacillus cereus

Podem indicar falha de tratamento térmico, resfriamento lento ou abuso de temperatura.

9 of 43

Plano de duas e três classes

Duas classes:

presença/ausência ou limite único. Ex.: Salmonella spp. ou Listeria monocytogenes /25 g, c = 0.

Três classes:

até “m” satisfatório; entre “m e M” tolerado até c; acima de M insatisfatório.

Erro frequente em fiscalização�Não se deve aprovar um lote porque 'a maioria' das unidades foi satisfatória quando o plano é c = 0 ou quando uma unidade excede M.

10 of 43

Decisão fiscal: do resultado à ação�

  • SATISFATÓRIO = Liberar lote
  • ACEITÁVEL = Liberar lote – reinspeção com previsão de nova coleta e intensificação de auto controles
  • INSATISFATÓRIO = retenção do lote, recolhimento com destino adequado, interdição

QUAL AÇÃO FISCAL É PROPORCIONAL E FUNDAMENTADA?

11 of 43

CERTIFICADO DE ANALISES

12 of 43

Exercício 1 – Agua em Laticínio

Durante fiscalização em laticínio registrado no serviço de inspeção municipal, o fiscal coleta água em ponto de uso na sala de fabricação de queijo.

Parâmetro

Resultado

Coliformes totais

Presença em 100 mL

Escherichia coli

Ausência em 100 mL

Cloro residual livre

0,05 mg/L

13 of 43

Padrão microbiológico agua

Parâmetro

Unidade analítica

Padrão esperado

Escherichia coli

100 mL

Ausência

Coliformes totais — saída do tratamento

100 mL

Ausência

Coliformes totais — sistema de distribuição/pontos de consumo

100 mL

Ausência como regra; resultado positivo exige ações corretivas e recoleta

Bactérias heterotróficas

UFC/mL

Valor de referência operacional: até 500 UFC/mL

Cloro residual livre

mg/L

Mínimo de 0,2 mg/L em toda a extensão do sistema de distribuição, reservatórios, rede e pontos de consumo

Portaria GM/MS 888/2021

14 of 43

Roteiro fiscal de leitura do laudo

Etapa

Exemplos de evidências

1. Identificar o produto

Agua de abastecimento

2. Definir a categoria regulatória

Anexo XX da Portaria de Consolidação GM/MS nº 5/2017, alterado pela Portaria GM/MS nº 888/2021.

3. Conferir lote e rastreabilidade

Número de lote, data de fabricação, validade, quantidade produzida.

4. Conferir unidade analítica

Coliformes totais 100 mL; E. coli/g; Cloro residual livre mg/L

5. Avaliar plano amostral

amostra indicativa

6. Interpretar risco

???

7. Definir conduta

????

Decisão fiscal sugerida: Exigir ação corretiva imediata no sistema de abastecimento. Verificar reservatórios, cloração, registros, rede interna, pontos mortos, gelo, água usada na lavagem de utensílios e superfícies e produtos elaborados no período.

Indica falha no sistema de potabilidade, cloração insuficiente, reservatório contaminado, rede interna comprometida ou formação de biofilme.

15 of 43

Exercício 2 — Queijo Minas frescal�

Lote de queijo Minas frescal, refrigerado, pronto para consumo. Considerar queijo com umidade igual ou superior a 46%.

Parâmetro

U1

U2

U3

U4

U5

Salmonella spp./25 g

Aus.

Aus.

Aus.

Aus.

Aus.

E. coli/g

8,0×10¹

1,5×10²

2,0×10²

9,0×10¹

1,2×10²

Estafilococos coagulase positiva/g

8,0×10¹

2,0×10²

3,5×10²

7,0×10¹

1,5×10²

Enterotoxinas estafilocócicas

Aus.

Aus.

Aus.

Aus.

Aus.

16 of 43

Padrão microbiológico queijo minas frescal

Microrganismo

n

c

m

M

Salmonella spp./25 g

5

0

Ausência

E. coli/g

5

1

10²

10³

Estafilococos coagulase positiva/g

5

2

10²

10³

Enterotoxinas estafilocócicas

5

0

Ausência

Portaria ANVISA IN 161 / 2022

17 of 43

Roteiro fiscal de leitura do laudo

Etapa

Exemplos de evidências

1. Identificar o produto

Queijo com umidade igual ou superior a 46%

2. Definir a categoria regulatória

Portaria ANVISA IN 161 / 2022

3. Conferir lote e rastreabilidade

Número de lote, data de fabricação, validade, quantidade produzida.

4. Conferir unidade analítica

UFC/g, Pres ou. Aus.

5. Avaliar plano amostral

Sim, amostragem representativa

6. Interpretar risco

7. Definir conduta

????

Decisão fiscal sugerida: Lote insatisfatório - Reter o lote. Investigar origem e qualidade do leite, pasteurização, tempo/temperatura, água, salmoura, formas, panos, dessoradores, bancadas, manipuladores, refrigeração e transporte.

E. coli: 3 unidades > 10² UFC/g; c permitido = 1. Estafilococos: 3 unidades > 10² UFC/g; c permitido = 2. Lote insatisfatório

18 of 43

Exercício 3 — Queijo maturado

Queijo maturado, umidade abaixo de 46%, produzido em agroindústria de pequeno porte.

Parâmetro

U1

U2

U3

U4

U5

Salmonella spp./25 g

Aus.

Aus.

Aus.

Aus.

Aus.

E. coli/g

<10

2,0×10¹

4,0×10¹

1,5×10²

8,0×10¹

Estafilococos coagulase positiva/g

5,0×10¹

8,0×10¹

1,2×10²

9,0×10¹

7,0×10¹

Enterotoxinas estafilocócicas

Aus.

Aus.

Aus.

Aus.

Aus.

19 of 43

Padrão microbiológico queijo maturado

Microrganismo

n

c

m

M

Salmonella spp./25 g

5

0

Ausência

E. coli/g

5

1

10

10²

Estafilococos coagulase positiva/g

5

2

10²

10³

Enterotoxinas estafilocócicas

5

0

Ausência

Portaria ANVISA IN 161 / 2022

20 of 43

Roteiro fiscal de leitura do laudo

Etapa

Exemplos de evidências

1. Identificar o produto

Queijo com umidade inferior a 46%

2. Definir a categoria regulatória

Portaria ANVISA IN 161 / 2022

3. Conferir lote e rastreabilidade

Número de lote, data de fabricação, validade, quantidade produzida.

4. Conferir unidade analítica

UFC/g, Pres ou. Aus.

5. Avaliar plano amostral

Sim, amostragem representativa

6. Interpretar risco

7. Definir conduta

????

Decisão fiscal sugerida: Reter o lote. Verificar leite, mastite, pasteurização quando aplicável, maturação, temperatura/umidade da câmara, prateleiras, água, manipulação, controle de pragas e autocontroles.

Mensagem didática�Em plano de três classes, qualquer unidade acima de M reprova o lote.

E. coli: uma unidade = 1,5 × 10² UFC/g; M = 10². Lote insatisfatório

21 of 43

Exercício 4 — Embutido defumado cozido

Produto cárneo cozido, curado e defumado, pronto para consumo. Exemplo: linguiça calabresa defumada.

Parâmetro

U1

U2

U3

U4

U5

Salmonella spp./25 g

Aus.

Aus.

Aus.

Aus.

Aus.

Clostridium perfringens/g

8,0×10¹

1,5×10²

2,0×10²

9,0×10¹

7,0×10¹

Estafilococos coagulase positiva/g

6,0×10¹

1,2×10²

7,0×10¹

8,0×10¹

9,0×10¹

E. coli/g

<10

<10

1,5×10¹

<10

<10

22 of 43

Padrão microbiológico embutido defumado

Portaria ANVISA IN 161 / 2022

Microrganismo

n

c

m

M

Salmonella spp./25 g

10

0

Ausência

Clostridium perfringens/g

5

1

10²

10³

Estafilococos coagulase positiva/g

5

1

10²

10³

E. coli/g

5

2

<10

10²

23 of 43

Roteiro fiscal de leitura do laudo

Etapa

Exemplos de evidências

1. Identificar o produto

Produto cárneo cozido curado ou não, defumados ou não

2. Definir a categoria regulatória

Portaria ANVISA IN 161 / 2022

3. Conferir lote e rastreabilidade

Número de lote, data de fabricação, validade, quantidade produzida.

4. Conferir unidade analítica

UFC/g, Pres ou. Aus.

5. Avaliar plano amostral

Sim, amostragem representativa

6. Interpretar risco

7. Definir conduta

????

Decisão fiscal sugerida: Reter o lote. Verificar cozimento, validação térmica, resfriamento pós-cocção, tempo em temperatura de risco, armazenamento refrigerado, embalagem, manipulação pós-processo e registros.

Mensagem didática�C. perfringens em produto cozido geralmente aponta falha de resfriamento ou abuso de temperatura .

Clostridium perfringens: duas unidades > 10² UFC/g; c permitido = 1. Lote insatisfatório

24 of 43

Exercício 5 — hambúrguer bovino congelado

Lote de hambúrguer bovino cru congelado, produzido em estabelecimento sob inspeção.

Parâmetro

U1

U2

U3

U4

U5

Salmonella spp./25 g

Aus.

Aus.

Aus.

Aus.

Aus.

E. coli/g

40

80

1,2×10²

80

60

Estafilococos coagulase positiva/g

70

90

1,5×10²

1,5×10²

1,0×104

25 of 43

Padrão microbiológico hambúrguer bovino congelado

Portaria ANVISA IN 161 / 2022

Microrganismo

n

c

m

M

Salmonella spp./25 g

5

0

Ausência

Aerobios mesofilos

5

3

105

106

Estafilococos coagulase positiva/g

5

2

10²

104

E. coli/g

5

2

10

10²

26 of 43

Roteiro fiscal de leitura do laudo

Etapa

Exemplos de evidências

1. Identificar o produto

Produto cárneos crus moldados

2. Definir a categoria regulatória

Portaria ANVISA IN 161 / 2022

3. Conferir lote e rastreabilidade

Número de lote, data de fabricação, validade, quantidade produzida.

4. Conferir unidade analítica

UFC/g, Pres ou. Aus.

5. Avaliar plano amostral

Sim, amostragem representativa

6. Interpretar risco

7. Definir conduta

????

Decisão fiscal sugerida: Reter lote, verificar distribuição e avaliar recolhimento se já comercializado. Investigar matéria-prima, moagem, temperatura da massa, higienização do moedor e moldadora, manipuladores e contaminação cruzada.

Mensagem didática�Congelameneto não elimina bactéria .

Estafilococos 3 amostras entre os limites “m e M”.

Lote insatisfatório

27 of 43

Exercício 6 — Tambaqui resfriado

Lote de tambaqui eviscerado resfriado, comercializado para preparo térmico

Parâmetro

U1

U2

U3

U4

U5

Salmonella spp./25 g

Aus.

Aus.

Aus.

Aus.

Aus.

E. coli/g

35

70

6,0×10²

40

90

Estafilococos coagulase positiva/g

60

80

90

70

50

28 of 43

Microrganismo

n

c

m

M

Salmonella spp./25 g

5

0

Ausência

E. coli/g

5

2

50

5×10²

Estafilococos coagulase positiva/g

5

2

10²

10³

Portaria ANVISA IN 161 / 2022

Padrão microbiológico peixe fresco

29 of 43

Roteiro fiscal de leitura do laudo

Etapa

Exemplos de evidências

1. Identificar o produto

a) Peixe cru não temperado fresco

2. Definir a categoria regulatória

ANVISA IN 161 / 2022

3. Conferir lote e rastreabilidade

Número de lote, data de fabricação, validade, quantidade produzida.

4. Conferir unidade analítica

UFC/g, Pres ou. Aus.

5. Avaliar plano amostral

Sim, amostragem representativa

6. Interpretar risco

????

7. Definir conduta

????

Mensagem didática�Em pescado nativo, E. coli acima de M sugere falha higiênico-sanitária importante.

Reter o lote. Verificar origem do pescado, água de cultivo quando aplicável, qualidade da água e do gelo, evisceração, lavagem da cavidade abdominal, caixas, bancadas, facas, manipuladores, temperatura de recebimento, conservação e transporte.

E. coli: uma unidade = 6,0 × 10² UFC/g; M = 5 × 10².

c

30 of 43

Exercício 7 — Pintado para consumo cru

Filé de pintado resfriado, comercializado para consumo cru, tipo sashimi

Parâmetro

U1

U2

U3

U4

U5

Salmonella spp./25 g

Aus.

Aus.

Pres.

Aus.

Aus.

E. coli/g

<10

15

25

8

12

Estafilococos coagulase positiva/g

40

60

80

70

50

Listeria monocytogenes/g

<10

<10

<10

<10

<10

31 of 43

Microrganismo

n

c

m

M

Salmonella spp./25 g

5

0

Ausência

E. coli/g

5

2

10

10²

Estafilococos coagulase positiva/g

5

2

10²

10³

Portaria ANVISA IN 161 / 2022

Padrão microbiológico peixe fresco consumido cru

32 of 43

Roteiro fiscal de leitura do laudo

Etapa

Exemplos de evidências

1. Identificar o produto

a) Peixe cru não temperado fresco consumido cru

2. Definir a categoria regulatória

ANVISA IN 161 / 2022

3. Conferir lote e rastreabilidade

Número de lote, data de fabricação, validade, quantidade produzida.

4. Conferir unidade analítica

UFC/g, Pres ou. Aus.

5. Avaliar plano amostral

Sim, amostragem representativa

6. Interpretar risco

????

7. Definir conduta

????

Mensagem didática�Em pescado nativo, E. coli acima de M sugere falha higiênico-sanitária importante.

Reter o lote. Verificar origem do pescado, fluxograma de processamento: lavagem com agua hiperclorada 5 ppm - evisceração, lavagem da cavidade abdominal, contaminação cruzada.

Salmonella spp.: presença em uma unidade.

E. coli: três unidades > 10 UFC/g; c permitido = 2

Lote insatisfatório

33 of 43

Exercício 8 — Frango inteiro congelado

Frango inteiro cru congelado, embalado, destinado ao preparo térmico pelo consumidor.

Parâmetro

U1

U2

U3

U4

U5

Salmonella Enteritidis/25 g

Aus.

Aus.

Aus.

Pres.

Aus.

Salmonella Typhimurium/25 g

Aus.

Aus.

Aus.

Aus.

Aus.

E. coli/g

2,0×10²

6,0×10²

8,0×10²

4,0×10²

7,0×10²

34 of 43

ANVISA IN 161 / 2022

Padrão microbiológico frango inteiro congelado

Microrganismo

n

c

m

M

Salmonella Enteritidis/25 g

5

0

Ausência

Salmonella Typhimurium/25 g

5

0

Ausência

E. coli/g

5

3

5×10²

5×10³

35 of 43

Roteiro fiscal de leitura do laudo

Etapa

Exemplos de evidências

1. Identificar o produto

a) Carne de aves crua não temperada congelada

2. Definir a categoria regulatória

ANVISA IN 161 / 2022

3. Conferir lote e rastreabilidade

Número de lote, data de fabricação, validade, quantidade produzida.

4. Conferir unidade analítica

UFC/g, Pres ou. Aus.

5. Avaliar plano amostral

Sim, amostragem representativa

6. Interpretar risco

????

7. Definir conduta

????

Mensagem didática�Frango congelado cru não é estéril; congelamento não elimina Salmonella.

Reter o lote e avaliar recolhimento caso distribuído. Investigar origem das aves, abate, escaldagem, depenagem, evisceração, lavagem, pré-resfriamento, chiller, água/gelo, contaminação cruzada, congelamento e histórico de Salmonella.

Salmonella Enteritidis/25 g: presença em uma unidade. ; E. coli no limite aceitável do plano

Lote insatisfatório

36 of 43

Exercício 9 — Mel

Casa de mel ou entreposto. Lote de mel floral envasado.

Parâmetro

Resultado

Bolores e leveduras

3,0 × 10² UFC/g

Coliformes totais

Ausência

E. coli

Ausência

Salmonella spp./25 g

Ausência

Umidade

21,5%

Fermentação visível

Ausente

37 of 43

Produto

Parâmetro

Padrão RTIQ

Mel destinado ao consumo humano direto

Umidade

Máximo de 20 g/100 g

Padrão físico-químico do mel — umidade

Padrão físico-químico do mel

RTIQ - Instrução Normativa MAPA nº 11, de 20 de outubro de 2000.

38 of 43

Roteiro fiscal de leitura do laudo

Etapa

Exemplos de evidências

1. Identificar o produto

a) Mel

2. Definir a categoria regulatória

IN MAPA nº 11, de 20 de outubro de 2000

3. Conferir lote e rastreabilidade

Número de lote, data de fabricação, validade, quantidade produzida.

4. Conferir unidade analítica

UFC/g, Pres ou. Aus.

5. Avaliar plano amostral

Sim, amostragem representativa

6. Interpretar risco

????

7. Definir conduta

????

Mensagem didática�No mel, a análise microbiológica isolada pode ser insuficiente; a decisão integra microbiologia, físico-química, identidade, qualidade e Boas Práticas.

Verificar RTIQ do mel, umidade, acidez, HMF, atividade diastásica quando aplicável, maturidade dos favos, boas práticas de extração, decantação, filtração, envase, armazenamento, higiene de equipamentos e sinais de fermentação.

microbiologia isolada não basta; risco de instabilidade/fermentação por umidade elevada.

Lote insatisfatório

39 of 43

Estudos dirigidos para a rotina ????

1. Classificação correta de produtos por categoria da IN 161/2022.

2. Investigação de água e gelo em pequenos estabelecimentos.

3. Plano de ação para Salmonella em carne, aves, ovos e pescado.

4. Monitoramento ambiental para Listeria em produtos prontos para consumo.

5. Check-list de autocontroles mínimos.

26/28

40 of 43

SIGA

DIRECT: OI

41 of 43

42 of 43

Interpretar é integrar microbiologia, legislação, processo tecnológico, contexto fiscal e risco sanitário. O laudo aponta o problema; o fiscal define a medida sanitária, exige correção e verifica eficácia.

43 of 43