Curadoria de REAs Premissas e Estratégias
Plano de mídias ( KENSKI, 2005-2006)
Deve contemplar os recursos tecnológicos e as mídias essenciais para o desenvolvimento do curso, como informações sobre o ambiente virtual de aprendizagem e ferramentas de webconferência disponíveis. A partir dessa versão do Plano de Mídias é que se torna mais viável estimar:
Plano de mídias:
É importante reconhecer que cada mídia tem seus pontos fracos e fortes, para auxiliá-lo nesta tarefa, sugerimos a abordagem CASCOIME (Cost,
Accessibility,
Social-Political Suitability,
Cultural Friendliness,
Openness-Flexibility,
Interactivity,
Motivational Value,
Effectiveness):
CASCOIME ( Patsula’s,2002)
Custo: nenhuma necessidade de atualização que envolva custos;
Acessibilidade: na especificidade da educação inclusiva;
Adequação política e social: possuir coerência com as políticas e concepções educacionais do IFSP;
Empatia culturaL: se articula com os princípios pedagógicos e culturais da instituição;
CASCOIME:
Abertura e flexibilidade: pode ser utilizada em diferentes abordagens de ensino, ser atualizada, etc.;
Interatividade: possui interatividade discursiva, imersiva, semiótica, etc.;
Valores motivacionais: possui elementos que possam engajar e motivar os estudantes;
Eficácia: atende plenamente os objetivos de aprendizagem.
Premissas - Curadoria:
1. Identificar os requisitos essenciais para curadoria de materiais didáticos e recursos educacionais digitais específicos para o curso/projeto
2. Criar estratégias para a realização, registro, documentação e validação da curadoria.
3. Identificar e selecionar tecnologias, bases, portais, e, principalmente, a base de compartilhamento dos REAs curados
4. Seleção e formação dos professores, DIs e demais profissionais envolvidos na curadoria.
CURADORIA
Abordagem | Descrição |
Modelo LORI | Modelo de medição quantitativa da qualidade de recursos educacionais digitais disponíveis para uso denominado como Instrumento de Revisão de Objetos de Aprendizagem ou Learning Object Review Instrument – LORI baseado nos estudos de Nesbit, Belfer,& Leacock ( 2002). Consideram-se diferentes aspectos da qualidade dos recursos educacionais digitais e suas dimensões, inclusive, considerando as divergências de cada avaliador. É um modelo que considera, principalmente, a convergência entre a avaliação dos diversos avaliadores de diferentes áreas (professores especialistas, designers educacionais, desenvolvedores multimídia etc.) visando atingir uma única pontuação de qualidade para um determinado recurso. No LORI, a qualidade é avaliada de acordo com nove diferentes critérios que são pontuados em uma escala Likert de 1 a 5, sendo eles: 1) Qualidade de Conteúdo 2) Alinhamento com o objetivo de aprendizagem 3) Feedback e adaptação 4) Motivação 5) Design de apresentação 6) Usabilidade de interação 7) Acessibilidade ( acesso,interoperabilidade, metadados, etc) 8) Reusabilidade ( granularidade, etc) 9) Conformidade com padrões ( ISBN, ISSN, etc) |
Licenças | Serão selecionados recursos sob a licença livre “ Domínio Público” ou Creative Commons: Atribuição - CC BY Atribuição-Compartilha Igual - CC BY-SA Atribuição-Sem Derivações -CC BY-ND Atribuição-Sem Derivações-Sem Derivados -CC BY-NC-ND |
PRODUÇÃO DE MATERIAIS E REs: PREMISSAS E FLUXOS
Revisão Técnica
Revisão técnica do conteúdo quanto a evitar erros conceituais, uso de definições desatualizadas, etc. O revisor técnico é um especialista que revisa o conteúdo elaborado pelo autor.
Autoria
Elaboração do conteúdo do material didático ou recurso educacional. O autor é um especialista no conteúdo a ser elaborado.
Design Educacional
Garante que os objetivos educacionais sejam contemplados no conteúdo, valida a linguagem e as estratégias de elaboração que foram previamente definidas, verifica questões de plágio, uso adequado de mídias, etc. O responsável pelo design educacional atua colaborativamente com autores, revisores técnicos e equipe multidisciplinar.
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REFERÊNCIAS
FILATRO, A. Design Instrucional na prática. São Paulo: Pearson/Prentice Hall, 2008
Freire. M. M.Complex Educational Design: A Course Design Model Based On Complexity. Campus-Wide Information Systems, Vol. 30, no. 3. 2013.
Gomez.M. V. Educação em Rede: Uma visão emancipadora. São Paulo:Cortez: Instituto Paulo Freire- Guia da escola cidadã. 2004.
Nesbit, J. C., & Li, J. Learning Object Review Instrument. Disponível em: <https://www.academia.edu/7927907/Learning_Object_Review_Instrument_LORI_> Acesso em: 1 janeiro. 2018.
PATSULA’S, J.P. The Usableword Monitor-Guidelines for Selecting Media.2002. Disponível em: <http://www.patsulamedia.com/usefo/usableword/report20020201_mediaselection_criteria.shtml> . Acesso em: 12 mar.2018.
KENSKI, V. M. Gestão e uso das mídias em projetos de educação a distância. In: Revista E-Curriculum, São Paulo, v. 1, n. 1, dez./jul. 2005-2006. Disponível em: <http://revistas.pucsp.br/index.php/curriculum/article/viewFile/3099/2042..>. Acesso em: 1 mar. 2018.