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FRANCISCO

SOUSA

GEOGRAFIA

EUROPA: ECONOMIA E REGIONALIZAÇÃO

20/05/2022

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• Suíça

Com PIB de 678,9 bilhões de dólares e 8,2 milhões de habitantes em 2017, a Suíça, localizada na porção central da Europa, é um país de elevado nível de vida (IDH 2019 = 0,955) . O país dispõe de mão de obra muito qualificada e dinamismo industrial nos ramos químico, farmacêutico, de máquinas e ferramentas e em atividades relacionadas à engenharia de precisão, como a produção de relógios e cronômetros, exportados mundialmente. Com um setor de serviços bastante desenvolvido, a Suíça tornou -se uma potência bancária. O país não integra a União Europeia por temer que sua condição de paraíso fiscal seja alterada por exigência dessa organização.

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• Turquia

A Turquia tem cerca de 10% de seu território na Europa. É nessa porção que se situa Istambul, a cidade turca mais populosa, com cerca de 14,7 milhões de habitantes (2017). A parte europeia da Turquia está separada da porção asiática pelos estreitos de Bósforo e Dardanelos, que permitem a comunicação entre o Mar Negro e o Mar Mediterrâneo. Por serem a única rota marítima da Ucrânia, da Rússia, da Geórgia, da Bulgária e da Romênia para o Mar Mediterrâneo, esses estreitos têm muita importância geopolítica e comercial na região.

Há anos a Turquia vem tentando ingressar na UE. Entretanto, essa instituição faz uma série de exigências ao país pretendente: ter regime político plenamente democrático, respeitar os direitos humanos, combater a corrupção administrativa, controlar a inflação etc.

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Principalmente na questão dos direitos humanos, a Turquia apresenta problemas. Os curdos que vivem no país, cujo número está calculado em 12 milhões — o equivalente a 15% da população —, são reprimidos por causa de sua intenção separatista. Espalhados por Turquia, Armênia, Iraque, Irã e Síria, eles formam um povo sem Estado; sua população, calculada em 25 milhões, luta pela formação do Curdistão. Além da questão curda, a UE exige que a Turquia reconheça a soberania de Chipre, cuja porção norte está ocupada pelos turcos desde 1974, que lá implantaram um Estado federado turco.

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DESAGREGAÇÃO DA IUGOSLÁVIA E OS NOVOS PAÍSES

Com o fim do socialismo na União Soviética, em 1991, e suas consequências na Europa e no mundo, a Iugoslávia, que existiu como Estado ou país até esse ano, em virtude de conflitos internos, começou a se desagregar, dando origem a novos países: Macedônia, Eslovênia, Croácia, Bósnia-Herzegovina, Sérvia, Montenegro e Kosovo. Quanto ao Kosovo, apesar de ter declarado a independência da Sérvia, em 2008, ela não foi reconhecida por todos os países.

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A economia desse conjunto de novos países é diversificada e desigual. Tomando-se por base o PIB de cada um deles e relacionando-os às suas respectivas populações, ou seja, o PIB per capita, em 2017, o da Eslovênia foi de 23.597 dólares, e o da Croácia, 13.294. Com exceção de Montenegro com 7.699 dólares, os PIB per capita dos demais ficaram abaixo de 6 mil dólares, sendo que o do Kosovo foi o menor (3.894 dólares) — para efeito de comparação, o PIB per capita do Brasil foi de 9.821 dólares, nesse mesmo ano.

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IMPACTOS DA INDUSTRIALIZAÇÃO NA PRODUÇÃO E CIRCULAÇÃO DE PRODUTOS E CULTURAS

A Europa é o berço da passagem da produção manufatureira para a maquinofatureira, representada pelas Revoluções Industriais. É também o berço, juntamente com os Estados Unidos, o Japão e outros, de novos processos industriais e de produtos e serviços com base na economia do conhecimento, ou seja, aquela assentada na Revolução Técnico-Científico-Informacional.

A Europa enfrenta forte concorrência mundial em relação à produção científica, tecnológica e de inovação. É ultrapassada em CT&I (Ciência, Tecnologia e Inovação) pelos Estados Unidos, Canadá, Japão, Coreia do Sul e Austrália. Mas em relação aos quatro países emergentes, Brasil, Índia, Rússia e África do Sul, encontra-se bem acima deles.

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Considerando os países-membros da União Europeia, a dianteira em inovação tecnológica é ocupada por Suécia, Dinamarca, Finlândia, Países Baixos e Alemanha. As inovações tecnológicas têm forte impacto na produção industrial e de serviços. Além de novos produtos e serviços disponibilizados, aumentaram a produção e a produtividade e alargaram o mercado de trabalho, principalmente para a mão de obra especializada. O espaço Schengen da UE e de outros países europeus que aderiram a ele, como vimos no percurso anterior, permitiu a livre circulação de mão de obra e de pesquisadores de diversos países entre suas fronteiras, como também uma maior integração cultural entre os seus países.

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O Vale do Silício do Leste Europeu, a cidade de Dresden, na Alemanha, é um dos polos de alta tecnologia mais avançados da Europa, liderando os setores de microeletrônica, tecnologias de informação e comunicação, biotecnologia, nanotecnologia e fotovoltaica. Esses setores inovadores complementam outros de veia mais tradicional, como a engenharia mecânica, no setor aeronáutico e automotivo, bem como na indústria farmacêutica. 

Os desenvolvimentos e o progresso dessas  indústrias são alimentados pela variedade de instituições de pesquisa sediadas em Dresden, como é o caso da AMD – Advanced Micro Devices, a empresa fabricante de circuitos integrados, concorrente direta da Intel. Um a cada dois microprocessadores produzidos na Europa vem de lá, graças ao polo de microeletrônica local, com milhares de empresas e funcionários trabalhando neste setor.

SAXÔNIA DO SILÍCIO

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O sistema de universidades da Saxônia contém quatro instituições: a Universidade de Leipzig, a Universidade Técnica de Dresden, a Universidade Freiberg de Minas e Tecnologia e a Universidade de Chemnitz. Estão na região tanto a segunda mais antiga universidade da Alemanha (Leipzig) como a alma mater do famoso Alexander von Humboldt (TU Bergakademie Freiberg). Mas não só de tradição vivem as universidades saxãs: A TU Dresden, uma das mais antigas universidades técnicas da Alemanha, tem o título de “Universidade de Excelência”, recebendo milhões de um fundo especial devido ao seu status de “universidade de elite”. A Universidade de Leipzig é atualmente a 311ª no ranking QS de melhores instituições do mundo – sendo referência internacional em linguística e em diversas outras disciplinas de humanas.

Universidades renomadas na “Saxônia do Silício”

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Todas as universidades da “Saxônia do Silício” também aumentaram seus esforços na atração de estudantes internacionais, ao adicionar programas de mestrado em inglês, especialmente nas áreas de ciências. E, apesar destes novos programas, a vida de estudante continua sendo o maior atrativo para estudantes internacionais: Leipzig e Dresden são duas das mais vibrantes cidades da Europa e oferecem um custo de vida bem mais barato que em outras partes do país.

Para aqueles que, após os estudos, desejam ter uma experiência profissional no país, a Saxônia também possui uma das economias mais ricas de todo o leste. Dresden, por exemplo, está muito próxima da indústria de microeletrônicos da região.

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VAMOS PRATICAR?

01. A União Europeia é um dos principais polos de produção econômica do mundo. Em termos econômicos, a União Europeia tem como uma das suas principais características a

A) produção de bens de baixo valor agregado.

B) oferta de serviços nas áreas de tecnologia.

C) cultivação de gêneros agrícolas tropicais.

D) exploração de produtos de origem mineral.

E) presença de muitas reservas de gás natural.

02. O processo de integração da União Europeia alcançou um nível máximo no que toca a união monetária por meio da adoção de uma moeda única entre grande parte dos países-membros. Essa moeda é denominada

A) dólar. B) libra. C) euro. D) iene. E) rublo.

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03. (UEPB) Assinale com V as proposições Verdadeiras e com F as Falsas, em relação à União Europeia.

1. (___) Este bloco econômico que passou a existir em 1992, e hoje conta com 25 países, teve sua origem com a criação da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço, da qual faziam parte, inicialmente, 6 países.

2. (___) Após a ratificação de uma constituição para a União Europeia, o Euro se tornou a moeda oficial de todo o bloco econômico.

3. (___) A recusa da Turquia em ingressar na União Europeia frustra a pretensão deste bloco em se aproximar do Oriente Médio e ter uma maior representação de muçulmanos em sua população.

4. (___) O veto do ingresso dos países do Leste Europeu à União Europeia deve-se ao fato de tais nações terem sido repúblicas socialistas.

A sequência correta das assertivas é:

A) F V V V B) V V V V C) F F F F D) V F F F E) F F V V

VAMOS PRATICAR?

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04. (UEPB) A Turquia, um dos países candidatos a integrar a União Europeia, tem dividido opiniões quanto ao seu ingresso no bloco. Dentre as polêmicas que dificultam sua entrada, destacam-se:

I. A posição estratégica que o país ocupa enquanto nação cristã no combate ao terrorismo e ao fundamentalismo;

II. O tratamento diferenciado que o país ainda faz para com homens e mulheres;

III. A prática de violação dos direitos humanos ainda presente no país, sobretudo contra os curdos;

IV. A instabilidade econômica que o país ainda não conseguiu solucionar.

Estão corretas as assertivas:

A) I e IV, apenas

B) I, III e IV

C) I, II e III

D) II, III e IV

E) II e III, apenas

VAMOS PRATICAR?

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05. (UNIT-SE / ADPTADA) A saída do Reino Unido da União Europeia é conhecida pela palavra Brexit, e tem sido um objetivo político perseguido por vários indivíduos, grupos de interesse e partidos políticos.

Sobre os fatores que determinaram a decisão do Brexit, marque V nas afirmativas verdadeiras e F, nas falsas.

(___) A desvalorização da libra esterlina em relação ao euro, em razão de o Reino Unido não ter adotado a moeda única europeia.

(___) A imigração, inclusive de europeus, para o Reino Unido, combatida com alegações xenofóbicas, relacionadas aos custos da imigração.

(___) O fechamento do Espaço Schengen britânico, contrariando um dos princípios básicos da União Europeia, que é a livre circulação de pessoas.

(___) A burocracia e a lentidão das decisões da União Europeia, que interferem na autonomia do Reino Unido para negociar com outros blocos e países.

(___) A contribuição anual e não voluntária para o fundo da União Europeia, o qual, por ser baseado no PIB de cada país, torna o Reino Unido o grande contribuidor.

VAMOS PRATICAR?

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06. (UDESC - ADAPTADA) A União Européia é formada por 27 países que foram aderindo aos poucos aos países fundadores: Alemanha, Bélgica, França, Itália, Luxemburgo e Holanda. Essa organização tem por objetivo propiciar a cooperação econômica e política dos seus membros. Analise as afirmativas que apresentam os objetivos da União Europeia.

(___) Integrar as políticas relativas ao sistema judiciário, aos impostos sobre importação e exportação e às leis de asilo político.

(___) Melhorar as condições de vida e de trabalho dos cidadãos europeus.

(___) Aperfeiçoar as condições de livre comércio entre os países membros.

(___) Reduzir as desigualdades sociais e econômicas entre as regiões.

(___) Fomentar o desenvolvimento econômico dos países em fase de crescimento.

(___) Proporcionar um ambiente de paz, harmonia e equilíbrio na Europa.

VAMOS PRATICAR?

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