1 of 47

�O BRASIL MONÁRQUICO: O SEGUNDO REINADO �(1840 / 1889)

2 of 47

�A política interna

​

1840 / 1855 (mais importante etapa): pacificação = fim das agitações e rebeliões no país.

Exemplos – Rebeliões Liberais em SP e MG (1842) e a Revolução Farroupilha (1845).

​

Fatores que levaram a pacificação:

​

  1. Crescimento da cafeicultura: fim da crise econômica = imperador com recursos militares e financeiros.

​

  • Adoção do parlamentarismo: elite agrária = luta política.

3 of 47

�O parlamentarismo do 2º reinado

​

​

​

Parlamentarismo por etapas

​

1847 – cargo do presidente do Conselho (primeiro-ministro).

​

1847 / 1852: leis e práticas do novo sistema.

​

Diferença com a Europa: A existência do poder moderador no Brasil.

4 of 47

4 poderes

​

Moderador: imperador;

D. Pedro II: “Pai de todos os brasileiros” = evitar desgaste + fortalecimento da monarquia = aristocracia rural.

​

Art. 98 – “O poder moderador é a chave da organização política ...”

Art. 99 – “A pessoa do imperador é inviolável e sagrada: ele não está sujeito a responsabilidade alguma”.

​

Executivo: Gabinete (Conselho de Ministros);

​

Legislativo: Câmara de Deputados e Senado;

​

Judiciário: juízes de província e do superior tribunal.

​

​

5 of 47

Partido Conservador e Liberal: alternância no poder.��Ilusão de democracia: eleições periódicas e frequentes, existência de oposição e alternância de partidos

6 of 47

�A conciliação

​

Reformas administrativas e financeiras (1850): divergências entre conservadores e liberais.

​

Senador Hermeto Carneiro Leão (Marquês do Paraná): 1853 – Ministério da Conciliação = conservadores e liberais moderados – modificações administrativas, reforma bancária e monetária = fase áurea da monarquia.

​

1870 – desgaste da monarquia.

7 of 47

A POLÍTICA EXTERNA DO SEGUNDO REINADO

​

2 CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS:

​

1ª Política voltada aos interesses da Inglaterra: fornecedores de empréstimos, produtos importados e um dos maiores clientes.

​

Questão Christie (1861/1865): William Christie.

​

2 incidentes

​

  • 1861: naufrágio e desaparecimento da carga do Prince of Wales, no Rio Grande do Sul.

​

  • 1862: três oficiais bêbados promovem um tumultuo na Tijuca.

​

Christie bloqueia o porto do Rio e prende 5 navios de carga brasileiros.

​

1865 – Inglaterra se desculpa com D. Pedro II.

8 of 47

​

​

2ª Choque político e militar com países platinos (Argentina, Uruguai e Paraguai)

​

​

Motivos para o conflito

​

  • Herança das disputas entre Portugal e Espanha pelo controle do sul;

​

  • Importância militar e econômica da Bacia do Prata para a região.

​

Ex. escoamento da produção: Argentina, Uruguai, Paraguai e Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

​

​

9 of 47

10 of 47

Conflitos do Prata

​

1851: Guerra contra Oribe (Uruguai): Uruguai tinha dois partidos = Blanco (Argentina) e Colorado (Brasil).

​

Governa o país Oribe (Blanco) + Rosas (Argentina).

​

Frutuoso Rivera (Colorado), Urquiza (governador de Entre-Rios/ Arg.) e Brasil invadem o Uruguai.

1852: Atacam Buenos Aires e expulsam Rosas.

​

1864 - Guerra contra Aguirre (Uruguai): o presidente Aguirre (Blanco) é atacado pelo Caudilho Venâncio Flores (Colorado), com o apoio de argentinos e brasileiros.

​

​

​

11 of 47

​

Esse episódio gerou a Guerra do Paraguai

​

​

Montevidéu e Assunção tinham estabelecido um acordo de não-agressão e defesa conjunta. Sendo assim, Solano Lopez, presidente do Paraguai declara guerra ao Brasil, em 1864.

No entanto, 5 meses antes, Brasil, Argentina e Flores haviam assinado uma aliança contra Aguirre e o Paraguai em caso de ataque.

12 of 47

A GUERRA DO PARAGUAI

​

Nov. 1864/ maio 1865: Brasil X Paraguai.

​

1865: oficialização da Tríplice Aliança.

​

Causas da guerra:

​

  • Prosperidade e independência econômica do Paraguai, o padrão de vida dos paraguaios era melhor que em outros países, analfabetismo eliminado, garantia de emprego, moradia, alimentação, vestuário, sem dívida externa, riquezas (mate e madeira) não explorada por estrangeiros e promissora industrialização.

​

  • Argentina: queria 1/3 de seu território e abertura da economia para o exterior.
  • Brasil: tinha interesse no norte do país (navegação nos rios Paraná e Paraguai) e preocupação com o fortalecimento econômico.

​

​

13 of 47

�����1ª fase: dezembro 1864/1865: guerra em território brasileiro e argentino.�Batalha naval do Riachuelo: Brasil destrói a esquadra paraguaia.��

14 of 47

�2ª fase: janeiro 1866/1868: guerra em território paraguaio.�Batalhas: Tuiuti (Tríplice) e Curupaiti (Paraguai).�

15 of 47

16 of 47

3ª fase: jan. 1868/1869: Duque de Caxias como comandante destrói o exército paraguaio nas batalhas de Lomas Valentinas, Avaí e Itororó (“dezembrada”) e ocupa Assunção, em 1869.

​

4ª fase: 1869/1870: Conde D’Eu mata Solano López na campanha da Cordilheira.

​

17 of 47

Consequências da guerra

​

  • Paraguai: perdeu 150 mil km2, destruição das indústrias, enquanto suas estradas de ferro, terras públicas, reservas de mate e madeira vendidas para estrangeiros.
  • 70% da população dizimada (85% homens).

​

  • Argentina: recebeu algumas terras paraguaias e teve um grande aumento de sua dívida externa.

​

  • Brasil: 50 mil mortos, gasto de 1 milhão de libras, aumento da dívida externa e fortalecimento do exército.

​

  • Maior vencedor: Inglaterra.

18 of 47

19 of 47

20 of 47

���

As primeiras fazendas de café no Brasil datam da segunda metade do século XVIII, porém até o início do século XIX, a produção era baixa e estava voltada para o consumo interno. No entanto, o café aos poucos passou de um produto secundário para a principal fonte de exportação.

Segundo Reinado: cafeicultura e modernização conservadora

21 of 47

O surto cafeeiro: o “ouro verde”

No final do século XVIII, o Haiti, maior exportador mundial de café, iniciou sua guerra de independência contra a França, o que desorganizou a produção. Aproveitando-se dessa situação, os produtores brasileiros investem mais na exportação do produto.

​

​

22 of 47

A baixada fluminense

As primeiras fazendas de café localizavam-se na baixada fluminense, local tradicionalmente produtor de açúcar, com a alta dos preços aposta no café.

​

Fatores que levaram ao rápido crescimento:

  • Baixo investimento;
  • Não exigia técnicas especializadas;
  • O cultivo poderia ser feito por trabalhadores não especializados.

23 of 47

Outro fator que contribuiu para a expansão do café na baixada foi sua proximidade com Minas, uma vez que a mesma fornecia meios de transporte e uma rede de estradas e caminhos que ligavam aos portos da região

24 of 47

O café se expandiu tão rapidamente que logo atingiu o Vale do Paraíba e, já em meados do século XIX, a província de São Paulo

25 of 47

Consequências da expansão cafeeira

  • Substituição da mão-de-obra escrava pelo trabalho assalariado;
  • Modernização dos meios de transporte, com a construção de estradas de ferro;
  • Expansão da rede bancária e de crédito rural;
  • Modernização dos portos do Rio de Janeiro e de Santos;
  • Dinamização das atividades comerciais.

26 of 47

27 of 47

Crise do sistema escravista�

28 of 47

Durante o Segundo Reinado ocorreu um lento processo de transição do trabalho escravo para o trabalho livre, principalmente depois de 1850, cujo desfecho foi a assinatura da lei Áurea.

29 of 47

Fatores que contribuíram para o fim da escravidão

Extinção do tráfico negreiro: pressão inglesa.

​

1845: Bill Aberdeen.

​

1850: Lei Eusébio de Queirós.

​

Campanha Abolicionista: o movimento teve participação de jornalistas, advogados, escritores, visando pressionar o governo pelo fim da escravidão.

​

​

30 of 47

31 of 47

Ai, filha! Você não entende deste riscado. Neste mundo não existe coisa alguma sem sua razão de ser. Estas filantropias modernas de abolição! É chover no molhado - preto precisa de couro de ferro como precisa de angu e baeta. Havemos de ver no que há de parar a lavoura quando esta gente não tiver no eito. Não é porque eu seja maligno que digo e faço estas coisas. É que sou lavrador, e sei dar o nome aos bois. Enfim, você pede, eu vou mandar tirar o ferro. Mas são favas contadas - ferro tirado, preto no mato.

(RIBEIRO, Júlio. A Carne. Rio de Janeiro, Francisco Alves, 1952 - com adaptações.)

​

32 of 47

“A salvação da lavoura”: imigração européia

Imigração financiada pelo fazendeiro: os fazendeiros custeavam o transporte e a acomodação dos imigrantes, que em troca trabalhavam para pagar os custos da viagem.

​

Ex. Senador Vergueiro.

​

Imigração subvencionada: o governo financiava a passagem e hospedagem, chegando aqui o trabalador assinava um contrato de trabalho prevendo que o pagamento seria uma parte fixa em dinheiro e a outra em espécie com base na produção.

33 of 47

"Aqueles que estão bem na Itália, como vocês meus filhos, não devem deixá-la, digo-lhes isto como pai (...) não acreditem naqueles que falam bem da América (...) é preferível estar numa prisão na Itália do que numa fazenda aqui."

(Zuleika Alvim, BRAVA GENTE)

34 of 47

35 of 47

Enfim, a abolição ...

Lei do Ventre Livre (1871): a lei determinava que todos os filhos de escravos nascidos a partir da data da lei seriam livres, porém, ficariam com suas mães até os 8 anos de idade, quando o senhor decidiria seu destino.

​

Lei do Sexagenario ou Lei Saraiva-Cotegipe (1885): determinava que o escravo que atingisse 65 anos estaria automaticamente livre.

​

Lei Áurea (1888): Art. 1 – É declarada extinta, desde a data desta lei, a escravidão no Brasil (Princesa Isabel).

“Vocês compreendem que, sendo eu lavrador, não poderia deixar de tranquilizar a lavoura, garantindo a propriedade escrava e fixando-lhe um valor. Podem, pois continuar a considerar o escravo como animal, sujeito a ser comprado, vendido, etc. Pelo menos nestes dez anos. É o que lhes garante o meu projeto.”

36 of 47

"Então, senhor Barão, ganhei ou não ganhei a partida?" perguntou no próprio 13 de maio a Princesa Isabel ao seu ministro Cotegipe, que lhe respondeu: "Ganhou a partida, mas perdeu o trono".

​

37 of 47

O fim do império e a proclamação da república

38 of 47

O declínio do Império

Desde a década de 1870, o Brasil vinha passando por grandes trasnformações socioeconômicas, acarretadas pelo crescimento das exportações de café. Porém, essas mudanças não se refletiram no sistema político da época, que passou a ser visto por alguns grupos como ineficiente e arcaíco.

39 of 47

Opositores do regime monárquico

  • Elite agrária: dividida em dois grupos – a facção decadente e a facção ascensional (cafeicultores), rivalizavam entre si o controle do governo com larga vantagem para o grupo decadente (Partido Conservador). Revoltada com essa situação, os cafeicultores passaram a fazer oposição ao regime, cujo principal foco estava em São Paulo.

Ex. Fundação do Partido Republicano Paulista (1872).

​

- Militares: fortalecidos depois da Guerra do Paraguai e provenientes da classe média, não aceitavam a falta de participação no governo. Por esse motivo cada vez mais se aproximaram da oposição.

40 of 47

41 of 47

Desgaste de D. Pedro II

​

Questão religiosa (1872/1875): no Brasil funcionava o sistema de padroado, onde a Igreja Católica, na qualidade de religião oficial do Estado, é “apoiada” pelo governante. Em 1864, o papa publica uma bula orientando o clero a combater a maçonaria. Tendo em vista essa orientação, os bispos de Olinda e Belém, passaram a perseguir a maçonaria. O imperador intervém na questão e manda prender os bispos, em 1874. Um ano depois foram absorvidos, porém, a Igreja não viu com bons olhos essa questão.

Bispo de Olinda reprimindo um padre que realizava o casamento de um maçon

42 of 47

Questão militar (1884/1886)

A medida que o país ia avançando, crescia no exército a ideia de que o governo deveria ser dirigido por pessoas competentes, o que não ocorria segundo sua visão. Essa ideia de administração provinha do positivismo, do francês Augusto Comte. Nesse contexto, dois episódios marcaram o rompimento entre as forças armadas e a monarquia.

Um deles envolveu o coronel Sena Madureira, que se manifestou publicamente contra a reforma do montepio militar e a recepção de um líder abolicionista cearense, na escola militar. O coronel acabou preso, o que gerou muitas revoltas.

​

43 of 47

Outro episódio aconteceu no Piauí, quando o coronel Cunha Matos, descobriu uma negociata com o fornecimento de gêneros para o Exército. Ao apurar os fatos acabou entrando em choque com o deputado Simplício Coelho. Para se defender, o coronel foi a imprensa, fato que gerou sua prisão.

Em solidariedade ao coronel, a guarnição do Rio Grande do Sul se revoltou contra sua prisão. Sendo assim, o imperador, ordenou que seu comandante Deodoro da Fonseca, prendesse os revoltosos, ordem que acabou negando, sendo por isso demitido.

Ao perceber o problema, D. Pedro anistiou os militares, mas já era tarde.

​

44 of 47

O último suspiro

No final da década de 1880, a situação da monarquia estava insustentável. Até mesmo o grupo escravocrata, tradicional aliado da monarquia, havia passado para o lado contrário após a abolição.

O que ainda sustentava o regime era o prestígio de D. Pedro II, a dedicação dos antigos chefes militares e a divisão dos republicanos em “revolucionários” e “evolucionistas”.

45 of 47

A tentativa de salvar o regime

O visconde de Ouro Preto, último primeiro-ministro, numa tentativa de adaptar a monarquia aos novo tempos propôs mudanças “liberais” para que a Câmara aprovasse o projeto. Porém, os deputados achavam que o projeto ameaçava seus privilégios e opuseram-se.

O primeiro-ministro então pediu a D. Pedro II que demitisse os deputados e convocasse novas eleições para novembro de 1889.

46 of 47

A Proclamação da República

O ministro não teve tempo, no dia 11 de novembro, o marechal Deodoro da Fonseca aceitou chefiar um movimento para derrubar a monarquia. Para fortalecer o movimento, espalhou-se pelos quartéis do Rio de Janeiro, que Deodoro e Benjamim Constante seriam presos. Sendo assim, na noite de 14 de novembro de 1889, as tropas rebeldes cercaram o quartel general do exército, onde estava Ouro Preto e na manhã do dia 15 de novembro de 1889, o ministro renunciou. Nesse mesmo dia foi proclamada a República.

47 of 47

O “Herói”