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VOZES DESENCONTRADAS

  • Comunicação na criança autista
  • Práticas de comunicação assertiva com a Família da criança autista

VOZES

DESENCONTRADAS

Marta Alexandre, Terapeuta da Fala

Mafalda Alexandre, Psicóloga

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DINÂMICA I

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PERTURBAÇÃO DO ESPECTRO AUTISTA

  • “Os transtornos do neurodesenvolvimento são um grupo de condições com início no período do desenvolvimento. Os transtornos tipicamente se manifestam cedo no desenvolvimento, em geral antes de a criança ingressar na escola, sendo caracterizados por déficits no desenvolvimento que acarretam prejuízos no funcionamento pessoal, social, acadêmico ou profissional.” (DSM – 5, 2014, p. 31)

  • A Perturbação do Espectro Autista (PEA) caracteriza-se por:
  • - Défices persistentes na comunicação social e na interação social em múltiplos contextos, incluindo défices na reciprocidade social, em comportamentos não verbais de comunicação usados para a interação social e em habilidades para desenvolver, manter e compreender relacionamentos;
  • - Presença de padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades.
  • (DSM-5)

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CÉREBRO AUTISTA

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COMUNICAÇÃO NA CRIANÇA AUTISTA

EMOÇÃO modelo

feedback LINGUAGEM

INTERAÇÃO imitação

COMUNICAÇÃO

repetição AFETO

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COMUNICAÇÃO NA CRIANÇA AUTISTA

  • Desenvolvimento da Linguagem inicia-se através:
    • Comportamentos não verbais (contacto ocular, voz e gestos que servem diversas funções comunicativas, especialmente a regulação do comportamento e interação social)
    • Atenção conjunta

Atenção conjunta + gestos com intencionalidade comunicativa

Predizem o desenvolvimento da Linguagem falada e compreensão da linguagem no desenvolvimento típico

Fonte: Vânia Peixoto, Joana Rocha (orgs), (2009). Metodologias de Intervenção em Terapia da Fala. 1ºVolume. Porto: Edições Universidade Fernando Pessoa.

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COMUNICAÇÃO NA CRIANÇA AUTISTA

LINGUAGEM FALA

COMUNICAÇÃO

As crianças com autismo não só têm dificuldade em desenvolver Linguagem e Fala, mas também apresentam dificuldade na compreensão e uso de comportamentos não verbais em interações comunicativas.

Fonte: Vânia Peixoto, Joana Rocha (orgs), (2009). Metodologias de Intervenção em Terapia da Fala. 1ºVolume. Porto: Edições Universidade Fernando Pessoa.

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COMUNICAÇÃO NA CRIANÇA AUTISTA

Défices na Comunicação

Dificuldade na Atenção conjunta

  • Coordenar a atenção entre objetos e o outro;
  • Dar atenção ao parceiro social;
  • Alternar o olhar entre objetos e pessoas;
  • Partilhar afeto ou estados emocionais com o outro;
  • Seguir a direção do olhar e o apontar do outro;
  • Dirigir a atenção do outro com o objetivo de partilhar experiências.

Dificuldade no Uso de símbolos

  • Aprendizagem do significado de símbolos convencionais;
  • Uso de gestos e palavras convencionais;
  • Uso funcional de objetos;
  • Brincar de uma forma simbólica.

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COMUNICAÇÃO NA CRIANÇA AUTISTA

  • Uso limitado de gestos;
  • Uso predominante de gestos primitivos para comunicar (conduzir o outro, puxar ou manipular a mão do outro)
  • Dificuldade em compensar a falta de competências verbais com competências não verbais;
  • Algumas crianças que aprendem a falar passam por um período de ecolália, porém as dificuldades em seguir as regras sociais e a troca de papéis (alternância de turnos) entre ouvinte e recetor mantêm-se.

Fonte: Vânia Peixoto, Joana Rocha (orgs), (2009). Metodologias de Intervenção em Terapia da Fala. 1ºVolume. Porto: Edições Universidade Fernando Pessoa.

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COMUNICAÇÃO NA CRIANÇA AUTISTA

No desenvolvimento da linguagem, podemos enquadrar as crianças com autismo em diferentes sub-grupos linguísticos:

      • Crianças com alguma linguagem oral
      • Crianças sem linguagem oral nem imitação vocal
      • Crianças sem linguagem oral, mas alguma compreensão da linguagem

COMUNICAÇÃO AUMENTATIVA E ALTERNATIVA (CAA)

Desenvolver a consciência da comunicação simbólica

Fonte: Vânia Peixoto, Joana Rocha (orgs), (2009). Metodologias de Intervenção em Terapia da Fala. 1ºVolume. Porto: Edições Universidade Fernando Pessoa.

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COMUNICAÇÃO NA CRIANÇA AUTISTA

COMUNICAÇÃO AUMENTATIVA E ALTERNATIVA (CAA)

PECS (PictureExchangeCommunicationSystem)

O PECS é um sistema aumentativo ou alternativo da comunicação em que é utilizado um sistema pictográfico com as crianças com PEA e outros défices severos de comunicação social (Frost e Bondy, 80).

São utilizados os princípios básicos comportamentais para ensinar às crianças uma comunicação funcional usando cartões com imagens.

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COMUNICAÇÃO NA CRIANÇA AUTISTA

  • PECS – Vantagens
    • Ajuda crianças sem linguagem, ou com uma linguagem não funcional, a comunicar
    • Desenvolve a compreensão da comunicação
    • Desenvolve o encorajamento para a fala
    • Reduz a frustração e comportamentos inapropriados
    • Faz com que as escolhas sejam positivas
    • Desenvolve o uso da estrutura da linguagem
    • Pode ser aplicado por todos os que rodeiam a criança
    • Abertura de leques de escolhas

Fonte: Vânia Peixoto, Joana Rocha (orgs), (2009). Metodologias de Intervenção em Terapia da Fala. 1ºVolume. Porto: Edições Universidade Fernando Pessoa.

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COMUNICAÇÃO NA CRIANÇA AUTISTA

  • PECS – Materiais
    • São utilizados os símbolos do SPC ou construído por imagens significativas para a criança.
    • Devem ser construídas com velcro para colar, em diversos locais conforme a situação.
    • Inicialmente cartões de 5 cm e mais tarde menores de 2,5 cm
  • Antes de se iniciar as fases do treino, criam-se oportunidades para observar as preferências da criança e as suas escolhas

Fonte: Vânia Peixoto, Joana Rocha (orgs), (2009). Metodologias de Intervenção em Terapia da Fala. 1ºVolume. Porto: Edições Universidade Fernando Pessoa.

- Conhecer os interesses da criança e os momentos prováveis de interação com o meio/outro

- Dominar as necessidades da criança

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COMUNICAÇÃO NA CRIANÇA AUTISTA

  • Este treino é dividido em 6 níveis:
  • FASE 1 – Como comunicar (troca fisicamente assistida)
  • FASE 2 – Distância e Persistência
  • FASE 3 – Discriminação entre os símbolos
  • FASE 4 – Uso de frases
  • FASE 5 –Resposta a questões diretas
  • FASE 6 – Respostas e Comentários Espontâneos

PECS

Fontes: Vânia Peixoto, Joana Rocha (orgs), (2009). Metodologias de Intervenção em Terapia da Fala. 1ºVolume. Porto: Edições Universidade Fernando Pessoa.

Sistema de Comunicação por Troca de Imagens (PECS®) - Pyramid Educational Consultants

Abordagem sistemática para o treino comunicativo, que usa um conjunto standartizado de singos gráficos, cadernos de comunicação e tabelas de comunicação e uma forma de intervenção altamente prescritiva

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COMUNICAÇÃO NA CRIANÇA AUTISTA

  • FASE 1 – Como comunicar (troca fisicamente assistida)
  • A criança aprende a trocar imagens individuais por itens ou atividades que deseja
  • Exige um parceiro comunicativo e co-terapeuta
  • Criança e parceiro comunicativo sentados frente a frente; co-terapeuta posiciona-se atrás da criança (ajuda física invisível)
  • Parceiro comunicativo detém o reforço e mostra-o à criança; quando a criança tenta alcançar o reforço o parceiro comunicativo estende a sua mão aberta e pergunta: “O que é que tu queres?”
  • Co-terapeuta conduz a mão da criança à imagem, ajuda-a a alcançá-la e colocá-la na mão do parceiro de comunicação (troca completamente assistida)

Fontes: Vânia Peixoto, Joana Rocha (orgs), (2009). Metodologias de Intervenção em Terapia da Fala. 1ºVolume. Porto: Edições Universidade Fernando Pessoa.

Sistema de Comunicação por Troca de Imagens (PECS®) - Pyramid Educational Consultants

PECS

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COMUNICAÇÃO NA CRIANÇA AUTISTA

  • FASE 2 – Distância e Persistência
  • Mantém o uso de imagens isoladas.
  • A criança aprende a generalizar esta nova competência através da sua utilização em lugares diferentes, com pessoas diferentes e a distâncias variadas
  • Criança é incitada a ir junto do caderno comunicativo, retirar a imagem e entregá-la ao adulto
  • Promove a variedade de parceiros comunicativos
  • Introduz-se uma variedade de figuras, apresentadas uma de cada vez
  • Criança deve aprender a procurar as figuras no caderno
  • Também é ensinada a ser um comunicador mais persistente.

PECS

Fontes: Vânia Peixoto, Joana Rocha (orgs), (2009). Metodologias de Intervenção em Terapia da Fala. 1ºVolume. Porto: Edições Universidade Fernando Pessoa.

Sistema de Comunicação por Troca de Imagens (PECS®) - Pyramid Educational Consultants

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COMUNICAÇÃO NA CRIANÇA AUTISTA

  • FASE 3 – Discriminação entre os símbolos
  • Aprende a escolher entre duas ou mais imagens para transmitir a sua intenção ou pedido
  • A criança já tem noções de trocas comunicativas, pelo que deve-se iniciar a discriminação de vários símbolos
  • Promover a escolha de símbolos e mostrar que cada um deles tem uma consequência diferente
  • Dossiê/caderno de comunicação com tiras autoadesivas onde estão armazenadas as imagens e de onde são facilmente retiradas para comunicar, onde estão armazenadas as imagens e
  • Treino especial de discriminação:
    • Alinhar os itens com as imagens
    • Redimensionar as imagens

PECS

Fontes: Vânia Peixoto, Joana Rocha (orgs), (2009). Metodologias de Intervenção em Terapia da Fala. 1ºVolume. Porto: Edições Universidade Fernando Pessoa.

Sistema de Comunicação por Troca de Imagens (PECS®) - Pyramid Educational Consultants

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COMUNICAÇÃO NA CRIANÇA AUTISTA

  • FASE 4 – Uso de frases
  • Barra de frase
  • Criança aprende a construir frases simples numa tira destacável
  • Criança coloca o símbolo “Eu quero” na barra de frase seguindo-se da imagem do item desejado, retira-a e entrega-a ao adulto
  • Itens visíveis e não visíveis

“Eu quero” + imagem/símbolo do item pedido

PECS

Fontes: Vânia Peixoto, Joana Rocha (orgs), (2009). Metodologias de Intervenção em Terapia da Fala. 1ºVolume. Porto: Edições Universidade Fernando Pessoa.

Sistema de Comunicação por Troca de Imagens (PECS®) - Pyramid Educational Consultants

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COMUNICAÇÃO NA CRIANÇA AUTISTA

  • FASE 5 – Resposta a questões diretas
  • Atributos e expansão da linguagem, a criança deve começar a expandir as suas frases, adicionando adjetivos, verbos e preposições
  • Criança realiza pedidos espontâneos como resposta à questão “O que é que tu queres?”

PECS

Fontes: Vânia Peixoto, Joana Rocha (orgs), (2009). Metodologias de Intervenção em Terapia da Fala. 1ºVolume. Porto: Edições Universidade Fernando Pessoa.

Sistema de Comunicação por Troca de Imagens (PECS®) - Pyramid Educational Consultants

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COMUNICAÇÃO NA CRIANÇA AUTISTA

  • FASE 6 – Respostas e Comentários Espontâneos

A criança deverá responder a:

  • “O que é que tu queres?”
  • “O que é que tu vês?”
  • “O que é que tu ouves?”

Fase mais difícil do PECS

Grande passo que a criança tem que aprender para a comunicação espontânea e autónoma

PECS

Fontes: Vânia Peixoto, Joana Rocha (orgs), (2009). Metodologias de Intervenção em Terapia da Fala. 1ºVolume. Porto: Edições Universidade Fernando Pessoa.

Sistema de Comunicação por Troca de Imagens (PECS®) - Pyramid Educational Consultants

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COMUNICAÇÃO NA CRIANÇA AUTISTA

Fonte: Vânia Peixoto, Joana Rocha (orgs), (2009). Metodologias de Intervenção em Terapia da Fala. 1ºVolume. Porto: Edições Universidade Fernando Pessoa.

Sucesso no desenvolvimento da Linguagem e Comunicação da criança com PEA

Intervenção precoce

Envolvimento Parental

Inclusão em contextos naturais

Recurso CAA

Iniciativa e Interesses da Criança

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PARA REFLETIR…

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COMUNICAÇÃO NA CRIANÇA AUTISTA

  • "Eis o meu segredo: é muito simples, às vezes, não precisamos de palavras, só do som que vem do coração".
  • (Antoine de Saint-Exupéry)

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DINÂMICA II

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DIAGNÓSTICO AUTISTA

Tem impacto em toda a Família

  • O autismo do filho coloca os pais perante emoções de luto pela perda da criança saudável que sonharam e idealizaram...

  • A família passa por diferentes fases, até à altura do diagnóstico: dúvidas, incertezas, desilusão e por fim aceitação.
  • Quanto aos irmãos, assumem uma maior responsabilidade para com o irmão autista, assumindo muitas vezes, atitudes de super proteção.

  • No meio deste turbilhão de sentimentos, há dois caminhos…. Ou se afastam do indesejado ou se abraça este “presente”, desafiando-se!

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DIAGNÓSTICO AUTISTA

  • É preciso vivenciar o processo de luto pela morte simbólica do filho que foi idealizado, para que seja possível estabelecer um vínculo de amor e cuidado com o filho que nasceu!

  • Durante a gravidez, apesar da constante preocupação, o casal prefere acreditar que o bebê terá saúde e será perfeito e, na maioria das vezes, é assim, mas, nem sempre...

  • Quando morre o filho idealizado há uma “chuva de sentimentos”, surge a dor, a angústia, o desespero, a desilusão, a raiva, o protesto, a desconfiança, a culpa, o medo, a tristeza: o luto. Até que, progressivamente, se procede ao ajustamento familiar do novo membro.

  • O filho está lá! Mas é outro, completamente diferente do que foi sonhado e desejado, mas está lá!

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OS OUTROS E O TEMPO

  • Nem sempre o casal tem “autorização” para chorar e ficar de luto pelo filho que morreu, e ficam sozinhos;

  • A cobrança mais comum é de que, imediatamente, os pais aceitem, amem e cuidem desse filho que não era esperado, idealizado e, muito menos, desejado;

  • Com a cobrança vem o julgamento, os pais não amam/aceitam esse filho; ou não estavam preparados para serem pais;

  • (Alves, Elaine; 2012)

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FASES DO LUTO

  1. Choque Negação e Pânico – Caracteriza-se por sentimentos de vergonha, culpa e autoatribuição das causas da patologia do filho, desmotivação, sobrecompensação, saltar de médico em médico. Podem existir períodos em que os pais se isolam com os filhos, evitando contactos sociais, como que se envergonhando do comportamento da criança e receando a incompreensão dos outros, que decorre de uma sensação de desorientação, perante a incapacidade de lidar com a situação.

O professor ajuda ao escutar aceitando, fazer escutar ativa e trabalharem em conjunto;

  1. Raiva e Ressentimento – Caracteriza-se pela projeção da revolta na escola, nos familiares ou parentes, abuso verbal para com os profissionais. “Porquê eu?”.

O professor ajuda ao demonstrar tolerância com o pai/mãe e evidenciar tarefas em que a criança tenha sucesso;

3. Negociação exigência – Caracteriza-se por adiar a aceitação racional do inevitável, trabalhar com determinação.

O professor ajuda com uma compreensão empática, ajudar os pais a aceitar os sentimentos como normais;

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FASES DO LUTO

4. Depressão e desânimo – Caracteriza-se por incapacidade, tristeza pela perda do filho idealizado. “Que adianta esforçar-me!”,

O professor ajuda ao focar os aspetos positivos, assegurar o sucesso nos momentos educativos. Sugerir-lhes aconselhamento profissional;

5. Aceitação – Perceção de que se pode fazer algo, adaptação do estilo de vida e vontade de envolvimento ativo. Evoluir para a esperança de que a criança pode viver uma vida feliz, produtiva e com significado, a qualquer nível.

O professor ajuda ao ensinar novas estratégias, elogiar os pais e o apoio por parte de outros pais. Desta forma é possível que os pais não só se tornem elementos participantes em todo o processo, como se responsabilizem de forma criativa, pela adesão às recomendações terapêuticas e educacionais.

Estas fases ou estádios têm durações diferentes e substituem-se uns aos outros ou, por vezes, coexistem lado a lado.

(Fernandes, Maria; 2010)

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AUTISMO E FAMÍLIA

  • O primeiro e o mais importante contexto para o crescimento físico e psicológico da criança;
  • Crianças autistas causam, nas suas famílias, elevados níveis de ansiedade, preocupação e instabilidade, com um nível de atividade invulgar, que exigem atenção e supervisão reforçadas, por apresentarem sérios problemas de comunicação e de interação, podem manifestar um comportamento permanentemente inadequado, na hora das refeições, na escola ou numa saída com a família;
  • Os pais descrevem o viver com um filho com autismo, com termos bem diferentes como: ….

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E NÓS EDUCADORES?

Tenho um aluno com a síndrome de autismo. E agora?

Que termos usamos para descrever uma criança com autismo???

Instala-se a dúvida, o medo de não ser capaz, o sentimento de impotência…

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AUTISMO E FAMÍLIA

  • O primeiro e o mais importante contexto para o crescimento físico e psicológico da criança;
  • Crianças autistas causam, nas suas famílias, elevados níveis de ansiedade, preocupação e instabilidade, com um nível de atividade invulgar, que exigem atenção e supervisão reforçadas, por apresentarem sérios problemas de comunicação e de interação, podem manifestar um comportamento permanentemente inadequado, na hora das refeições, na escola ou numa saída com a família;
  • Os pais descrevem o viver com um filho com autismo, com termos bem diferentes como: doloroso, incómodo, difícil, normal, complicado, muito satisfatório, faz amadurecer, traumático, e muitos outros (Fernandes, Maria; 2010);
  • Existência de stress agudo nestas famílias, associado às dificuldades;
  • Diminuição do bem-estar parental;
  • Diminuição de energia e de tempo disponível para a relação conjugal;
  • A família é um sistema ativo, onde cada elemento é influenciado pelo outro, assim famílias com melhor funcionamento antes da criança nascer, ou de lhe ser feito o diagnóstico de autismo, normalmente aceitam-na melhor do que as famílias cujo funcionamento era enfraquecido.

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VENCER OBSTÁCULOS

  • Nick Vujicic

  • Paulo Azevedo

  • Wilma Rudolph

“Os doutores disseram-me que nunca voltaria a andar, a minha mãe disse-me que eu iria andar. Eu acreditei na minha mãe!”

  • João Carlos da Costa

“O autismo precisa que os pais se abram ao amor. O que tem de ser feito em primeiro lugar é a não resignação. Há um ser fechado que anseia que o libertem da prisão em que se encontra. Achar que nada há a fazer é condená-lo à prisão perpétua”

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EDUCADORES COM A CRIANÇA AUTISTA

  • Assumirmos a responsabilidade e focarmo-nos em construir uma relação em vez de tentarmos corrigir comportamentos “estranhos”/atípicos;
  • Permitirmo-nos ter esperança e acreditarmos e trabalharmos para isso – pouco a pouco/passo a passo;
  • Quando trabalhamos com uma criança temos de estar presentes e disponíveis, não é possível estar a pensar no passado e no futuro;
  • Aprender a valorizar tudo o que temos à nossa volta – um sorriso, um toque, um olhar, um gesto;

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DINÂMICA III

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TRABALHO EM EQUIPA

A partir do momento em que há confiança no trabalho, a família poderá sentir-se à vontade para colocar as suas queixas e expectativas;

Assim como a equipa deve de colocar as orientações e necessidades que permeiam a presença da família, visto que não há processo de mudança generalizado se o ambiente não passar por alterações.

Para que haja de fato um impacto social na vida destas crianças, a comunicação constitui-se como um fator imprescindível quando realizamos de um trabalho em equipa, pois é através dela que expressamos informações, ideias, fatos, desejos, interesses, entre outros. 

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“O MENINO DE DEUS”

Obrigada pela vossa disponibilidade e partilha!