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Discussão de Casos Clínicos

Radiologia do Abdome

José Alberto Moraes Neto

R2 de Radiologia e Diagnóstico por Imagem da Escola Paulista de Medicina

Coordenação: Giuseppe D'Ippolito e Daniel Bekhor

https://conferenciaweb.rnp.br/conference/rooms/ddi-abdomen/invite

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Caso Clínico

  • Identificação: 51 anos, sexo feminino.

  • HPMA: Paciente submetida a nefrectomia esquerda por nódulo renal suspeito, evoluiu no 4º PO com extenso hematoma perirrenal à esquerda e focos de sangramento ativo na loja renal e no baço, com necessidade reabordagem para controles de focos de sangramento e optado no intraoperatório por esplenectomia com pancreatectomia distal em bloco. Pós-operatório evoluiu bem e a paciente recebeu alta. Após cerca de 15 dias, retorna para consulta com quadro EDA, queda dos níveis de HB, leve dispneia e desconforto abdominal. Na endoscopia foi constado sangramento gástrica, o qual foi controlado e a paciente evoluiu com controle dos níveis hematiméticos, persistindo dispneia e o desconforto abdominal.

  • Exame físico:
  • SSVV: 78x54mmHg  PAM 62 | FC 102 | FR 22 | SAT 93%
  • G:  REG, descorada 2/4+, icterica 1/4+, hidratada, afebril. 
  • AR:  Murmúrios vesiculares presentes bilateralmente, reduzido em bases pulmonares, sem presença de ruídos adventícios, sem sinais de esforço respiratório.
  • Abdome: Globoso com cicatriz puboxifoidiana e ponto de drenagem de secreção sanguinolenta periumbilical, RHA +, tenso à palpação superficial, doloroso à palpação de flanco esquerdo. 

  • AP:
  • Policitemia Vera + Budd-chiari (dez/2020).
  • Sindrome de Budd Chiari em uso de Marevan + Hidroxiureia.
  • Doença hepática crônica avançada com hipertensão portal.

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Sobre a provável etiologia e o caso clínico é correto afirmar que:

A) Não se correlaciona com o antecedente cirúrgico.

B) Dosar amilase no líquido não muda o diagnóstico nesses casos.

C) O diagnóstico de fístula pancreática pode ser afastado pela localização retroperitoneal.

D) A incidência é maior nas pancreatectomias distais.

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Sobre a provável etiologia e o caso clínico é correto afirmar que:

A) Não se correlaciona com o antecedente cirúrgico.

B) Dosar amilase no líquido não muda o diagnóstico nesses casos.

C) O diagnóstico de fístula pancreática pode ser afastado pela localização retroperitoneal.

D) A incidência é maior nas pancreatectomias distais.

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Fístula pancreática pós-operatória (POPFs)

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Fístula pancreática

  • As causas intervenções cirúrgicas são as causas mais comuns (ex: pancreaduodenectomia ou pancreatectomia distal)

  • Lesões traumáticas, pancreatite e processos neoplásico

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Fístulas pancreáticas pós-operatórias

  • Variam de cerca de 17 a 39% após cirurgias pancreáticas

  • A incidência:
  • 5% a 30% após duodenopancreatectomia
  • 30 a 40% após pancreatectomia distal

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Fístulas pancreáticas pós-operatórias

  • A localização do fluído pode depende do local de interrupção anatômica do ducto pancreático

  • Devido as propriedades enzimáticas, as secreções exócrinas podem dissecar os planos fasciais
  • Ruptura anterior -> líquido livre para a cavidade peritoneal ou órgão adjacentes (estômago).
  • Ruptura posterior -> retroperitônio, mediastino e espaço pleural

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Fístulas pancreáticas pós-operatórias (FPPOs)

Ramteke A, Fístula pancreático-pleural. Estudo de caso, https://doi.org/10.53347/rID-61446

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Fístulas pancreáticas pós-operatórias (FPPOs)

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Fístulas pancreáticas pós-operatórias (FPPOs)

Pacheco S, Murcia E, Díaz C, Castillo E, Briceño E, Martínez J, Guerra JF, Jarufe N. Fístula pancreatopleural secundaria a pancreatitis crónica.

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Fístulas pancreáticas pós-operatórias

  • Drenagem a partir do 3º dia pós-operatório com valor de amilase de 3x o valor sérico

  • POPF grau B: drenagem persistente (> 3 semanas) ou requer alocação de um dreno endoscópico ou percutâneo

  • POPF grau C: requerem reoperação ou complicações graves

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Fístulas pancreáticas pós-operatórias

  • Complicações:
  • Necrose pancreática isolada
  • Infecção, sepse e abscessos
  • Formação de pseudocistos pancreáticos
  • Derrame pleural pancreático
  • Ascite pancreática

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Fístulas pancreáticas pós-operatórias

  • Prognóstico:
  • Morbidade significativas se não tratadas adequadamente.
  • 50 a 65% a das fístulas fecham em 4 a 6 semanas com suporte conservadores
  • Nas pancreatectomias distais as fístulas resolverão em uma média de 62 dias com intervenção

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CONCLUSÃO

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REFERÊNCIAS

  • Duncheskie R, Anjum F. Pancreatic Fistula. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; [atualizado em 22 fev 2025; citado em 27 ago 2025]. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK560871/.

  • Nahm CB, Connor SJ, Samra JS, Mittal A. Postoperative pancreatic fistula: a review of traditional and emerging concepts. Clin Exp Gastroenterol. 2018 Mar 15;11:105–118. doi: 10.2147/CEG.S120217. PMID: 29588609; PMCID: PMC5858541.

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OBRIGADO