Jean-Paul Sartre
Sartre faz parte, junto com Albert Camus, Maurice Merleau-Ponty, Simone de Beauvoir e Raymond Aron de uma geração de intelectuais franceses que tiveram como pano de fundo o contexto histórico da Segunda Grande Guerra, a Guerra Fria e a descolonização de países africanos e por isso sentiram a necessidade de discutir o papel dos intelectuais no processo de mudanças sociais.
Jean-Paul Sartre
Camus adquiriu a admiração de Sartre exatamente por unir escrita e ação, sendo ao mesmo tempo um “poeta da liberdade e ativista político” (ARONSON, 2007, p. 97)
Com Merleau-Ponty, fundou o grupo de resistência intelectual “Socialismo e Liberdade”, mas
a relação entre ambos logo se tornou polêmica
com Simone de Beauvoir, Sartre se engajou em muitas causas, desde a defesa da independência da Argélia, a denúncia dos crimes de guerra cometidos pelos Estados Unidos no Vietnã, o apoio ao movimento de maio de 1968, o apoio a revolução cubana.
Jean-Paul Sartre
Criada em 1945 (ano de publicação do primeiro número) Sartre foi seu editor-chefe. Seus artigos em geral defendiam uma postura politicamente engajada por parte dos intelectuais, embora com algumas divergências entre seus autores.
revista multidisciplinar, pretendendo ser “a consciência crítica da sociedade, se tornando a principal revista cultural da França” (ARONSON, 2007, p. 81-82)
Ribeiro (1995, p. 164) destaca, dentre os escritos do editor-chefe de Les Temps Modernes, Os comunistas e a paz – inédito no Brasil – “que mostrava um simpatizante do PC [Partido Comunista], porém que lhe fazia reservas, e
também as sofria.
Jean-Paul Sartre
Existencialismo
Para o existencialismo a existência é o ponto de partida da reflexão filosófica. A filosofia deve refletir sobre o homem no mundo, sobre o ser-no-mundo e, por isso, tem uma função eminentemente prática.
o homem é o único responsável pelo que faz de si mesmo
Existencialismo Ateu
O cerne do pensamento existencialista é de que “a existência precede a essência” (SARTRE, 1987), no sentido de que o ser humano é aquilo que quiser ser. O homem é livre sendo ele o único responsável pelo que faz de si mesmo.
Sartre identifica o homem com a sua liberdade: a vida do homem não está de modo algum determinada como em uma planta, cujo futuro já está “inscrito” na semente; o homem é o artífice do seu futuro
Existencialismo
No existencialismo, a ética fundamenta-se na liberdade como fim. O valor do ato moral se dá pelo uso que se faz da liberdade
O ser humano é aquilo que quiser ser. O homem é livre sendo ele o único responsável pelo que faz de si mesmo
Existencialismo
Jean-Paul Sartre
Liberdade
Responsabilidade
Engajamento
Angústia
Projeto
O homem escolhe livremente o seu futuro (ninguém nasce covarde ou herói, diz Sartre). Ele pode escolher ter ou não ter filhos, se alistar ou desertar em caso de guerra, mas não pode deixar de escolher. Não escolher já é escolher, mesmo sendo uma atitude de fuga provocada por algum medo
o ser humano está condenado à liberdade
Liberdade
Responsabilidade
Engajamento
Angústia
Projeto
Jean-Paul Sartre
O primeiro esforço do existencialismo é o de fazer os homens compreenderem que são responsáveis pelo que fazem de sua existência, não apenas em relação a si próprios, mas em relação a todos os homens.
somos responsáveis por nossas glórias e por nossas tragédias; se falirmos ou vencermos, falimos ou vencemos porque escolhemos a derrota ou a vitória
Liberdade
Responsabilidade
Engajamento
Angústia
Projeto
Jean-Paul Sartre
Se escolho (por minha vontade) ir a algum lugar, falar alguma coisa, escrever um artigo, tenho que ter consciência de que qualquer consequência desses atos provoca mudanças no mundo que não podem ser desfeitas. É uma responsabilidade da qual não podemos fugir
Liberdade
Responsabilidade
Engajamento
Angústia
Projeto
Jean-Paul Sartre
Perceber-se como livre e responsável não apenas pelas nossas ações, mas por todos a nossa volta, implica na ideia de engajamento, pois nos tornamos responsáveis pelas mudanças que desejamos ver na sociedade
Liberdade
Responsabilidade
Engajamento
Angústia
Projeto
Jean-Paul Sartre
Cada escolha carrega consigo uma responsabilidade. A responsabilidade por todo o mundo é um fardo pesado para qualquer pessoa. A angústia existencial decorre da consciência de que são as escolhas dessa pessoa que definem o que ela é ou se tornará.
Liberdade
Responsabilidade
Engajamento
Angústia
Projeto
Jean-Paul Sartre
A angústia é o sentimento de responsabilidade do homem que se engaja e luta pela transformação da sociedade.
A angústia decorre também da consciência da liberdade e do receio de usar essa liberdade de forma errada
Liberdade
Responsabilidade
Engajamento
Angústia
Projeto
Jean-Paul Sartre
O sentimento de impotência diante das relações de poder. Sentir-se responsável não apenas por si mesmo, mas pela humanidade, acarretar o sentimento de angústia quando nos reconhecemos impotentes diante de uma determinada situação a qual não podemos modificar, mesmo usando toda liberdade que tivermos ao nosso alcance para tentar.
Liberdade
Responsabilidade
Engajamento
Angústia
Projeto
Jean-Paul Sartre
Todos temos o sonho de sermos pessoas que já realizaram todos os projetos. A liberdade é que torna possível escolher dentre as alternativas possíveis, aquela que vai nos levar a realização desse projeto.
Jean-Paul Sartre
“O mais importante não é o que fizeram do homem, mas aquilo que ele pode fazer, com o
que fizeram dele”
SABEDORIA POLÍTICA. Simone de Beauvoir [on line], 2017. Disponível em: <https://www.sabedoriapolitica.com.br/filosofia-politica/filosofia-contempor%c3%a2nea/existencialismo/sartre/>.
ARONSON, Ronald. Camus e Sartre: o polêmico fim de uma amizade no pós-guerra. Tradução de Caio Liudvik. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2007.��RIBEIRO, Renato Janine. O intelectual e seu outro: Foucault e Sartre. Tempo Social; Rev. Sociol. USP, 7(1-2): 163-173, out./1995. Acesso em 23/02/2017.
SARTRE, Jean-Paul. O Existencialismo é um Humanismo. Tradução Rita Correia Guedes. 3 ed. São Paulo: Nova Cultural, 1987. (Coleção Os Pensadores).
Referências Bibliográficas