5 ATPC GERAL�GÊNEROS TEXTUAIS: Presença marcante em todas as disciplinas
| Núcleo Pedagógico
Diretoria de Ensino
Região de Sertãozinho
REGISTRO
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DIRETORIA DE ENSINO
Dirigente Regional de Ensino
Claudia Regina Lazarini Neves
Supervisores de Ensino - NPE
Maria Paula Ferreira
Valdir Zanella
Diretora do Núcleo Pedagógico
Rafaela Francisquete
PAUTA DA ATPC
- Barack Obama
“A mudança não virá se esperarmos por outra pessoa ou outros tempos. Nós somos aqueles por quem estávamos esperando. Nós somos a mudança que procuramos.”
EPÍGRAFE
INTENCIONALIDADE
OBJETIVOS DA ATPC
EQUIPE RESPONSÁVEL
Ana Claudia
PCNP História
Paula Cristina
PCNP Anos Iniciais
José Ricardo
PCNP Química
LEITURA DE FRUIÇÃO
PCNP HISTÓRIA
Ana Claudia
Joaquim Maria Machado de Assis
Um dos nomes mais importantes da literatura brasileira do século XIX.
Destacou-se principalmente no romance e no conto, embora tenha escrito crônicas, poesias, crítica literária e peças de teatro.
Em 1897 fundou a Academia Brasileira de Letras, onde ocupou o posto de presidente por 10 anos.
Nasceu no Rio de Janeiro dia 21 de junho de 1839, faleceu também no Rio de Janeiro, em 29 de setembro de 1908.
Um Apólogo
Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha:
- Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma coisa neste mundo?
- Deixe-me, senhora.
- Que a deixe? Que a deixe, por quê? Por que lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça.
- Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha. Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros.
- Mas você é orgulhosa.
- Decerto que sou.
- Você? Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu, e muito eu?
- Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados...
- Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás, obedecendo ao que eu faço e mando...
- Também os batedores vão adiante do imperador.
- Você é imperador?
- Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto...
Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa. Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha, e entrou a coser. Uma e outra iam andando orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana - para dar a isto uma cor poética. E dizia a agulha:
- Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco? Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo; eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo e acima.
A linha não respondia nada; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha vendo que ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plic-plic plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte; continuou ainda nesse e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile.
Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E quando compunha o vestido da bela dama, e puxava a um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha, para mofar da agulha, perguntou-lhe:
- Ora agora, diga-me quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas? Vamos, diga lá.
Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha:
- Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico.
Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça: - Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!
ASSIS, Machado de. Machado de Assis: Contos e Crônicas. Rio de Janeiro: Malê, 2019. pp. 105-106
Considerado por muitos estudiosos como o maior escritor brasileiro de todos os tempos, Machado de Assis, assim como diversos intelectuais negros de sua época, teve sua imagem branqueada para atender aos ideais racistas. Este branqueamento se dava no processo de clareamento das imagens, em fotos e ilustrações e na modificação dos traços físicos das pessoas ilustres que eram representadas.
Com o tempo, infelizmente, muitos desses intelectuais negros ficaram conhecidos por diversas gerações como pessoas brancas.
Lançada pela Faculdade Zumbi dos Palmares e pela agência Grey, a campanha “Machado de Assis real”, pede que leitores imprimam a nova imagem do escritor e colem sobre a tradicional foto impressa em seus livros.
Como engajamento na ação que visa resgatar a negritude nas representações de Machado de Assis, a editora Malê lança o livro Machado de Assis: contos e crônicas, uma coletânea com os contos mais populares e com os textos (contos e crônicas) em que o autor aborda a questão racial.
As Duas Cores de Machado de Assis
CONTEXTUALIZAÇÃO
PCNP ANOS INICIAIS
Paula Cristina
O que são gêneros textuais?
Segundo Schnewly e Dolz ( 2004), são instrumentos culturais disponíveis nas interações sociais.
Emergem em diferentes domínios discursivos e se concretizam em textos, que são singulares.
Função Social
Os gêneros textuais apresentam uma função social em uma determinada situação comunicativa, ou seja, a cada texto produzido, seleciono, ainda que inconscientemente, um gênero em função daquilo que desejo comunicar e em função do efeito que espero produzir em meu interlocutor.
Pensando na seleção e na progressão dos alunos
Fazendo uma análise da história, o Gênero textual foi introduzido na 2ª metade do séc. XX; houve uma necessidade de entender a língua como ação entre os sujeitos;
Autores defendem que assim a escola facilitará a apropriação do uso da língua;
O QUE FAZER?
A escola não tem condições de ensinar todos;
Professores tem dúvidas;
Aprendizagem em espiral.
AÇÕES:
Diagnosticar; Pesquisar o gênero; Estudar as características do gênero e
Oportunizar momentos de análise na sala de aula.
Gêneros textuais e tipos textuais
Tipos Textuais: Sequências teoricamente definidas pela natureza linguística da sua composição:
Gêneros textuais
Gêneros textuais
Gêneros textuais
Gêneros textuais
Gêneros textuais
Gêneros textuais
Gêneros textuais
Gêneros textuais
Gêneros textuais
Gêneros textuais
Navegando nas situações
PCNP HISTÓRIA
Ana Claudia
Currículo em Ação 9ºAno - EF 1º Bimestre
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 4 – EXCLUSÃO E INCLUSÃO INDÍGENA, AFRODESCENDENTE E DA MULHER NO INÍCIO DA REPÚBLICA
Unidade Temática: O nascimento da República no Brasil e os processos históricos até a metade do século XX.
Habilidades: (EF09HI03) Identificar os mecanismos de inserção dos negros na sociedade brasileira pós-abolição e avaliar os seus resultados.
(EF09HI04) Discutir a importância da participação da população negra na formação econômica, política e social do Brasil.
(EF09HI07) Identificar e explicar, em meio a lógicas de inclusão e exclusão, as reivindicações dos povos indígenas, das populações afrodescendentes e das mulheres no contexto republicano até a Ditadura Militar.
(EF09HI09) Relacionar as conquistas de direitos políticos, sociais e civis à atuação de movimentos sociais.
Objetos do conhecimento: A questão da inserção dos negros no período republicano do pós-abolição.
Os movimentos sociais e a imprensa negra, a cultura afro-brasileira como elemento de resistência e superação das discriminações.
A questão indígena, afrodescendente e da mulher durante a República (até 1964).
Anarquismo e protagonismo feminino.
IMAGENS
TEXTOS
Jornal da USP
IMAGEM E TEXTO
INFOGRÁFICO
MÚSICA
Navegando nas situações
PCNP QUÍMICA
José Ricardo
LISTA DE PRESENÇA, DESDOBRAMENTO E AVALIAÇÃO
JUNTOS SOMOS MUITO MAIS FORTES E VAMOS MUITO MAIS LONGE!
GRATIDÃO!
REFERÊNCIAS
Machado de Assis: Contos e Crônicas. Rio de Janeiro: Malê, 2019
https://efape.educacao.sp.gov.br/curriculopaulista/educacao-infantil-e-ensino-fundamental/materiais-de-apoio-2/
A Questão do Suporte dos gêneros textuais, MARCUSCHI, Luiz Antonio – UFPE/CNPq -2003
BAKHTIN, M. Os gêneros do discurso: Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 2000. BRANDÃO, Helena Nogamine. Aprender e ensinar com textos: Gêneros do discurso na escola. São Paulo: Coleção aprender e ensinar com textos, 2000.
DIONISIO, Ângela Paiva / MACHADO, Anna Rachel e BEZERRA ,
Maria Auxiliadora – Gêneros Textuais e Ensino.
DIONISIO, Ângela Paiva / BESERRA, Normanda da Silva –Tecendo textos Construindo Experiências.
MEURER, José Luiz , ROTH, Desirée Motta – Gêneros Textuais.
KOCH, Ingedore Villaça e ELIAS, Vanda Maria – Ler e Compreender os sentidos do texto.