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5 ATPC GERALGÊNEROS TEXTUAIS: Presença marcante em todas as disciplinas

| Núcleo Pedagógico

Diretoria de Ensino

Região de Sertãozinho

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REGISTRO

Registro é vida!

Registre tudo que puder para não perder nenhuma informação.

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DIRETORIA DE ENSINO

Dirigente Regional de Ensino

Claudia Regina Lazarini Neves

Supervisores de Ensino - NPE

Maria Paula Ferreira

Valdir Zanella

Diretora do Núcleo Pedagógico

Rafaela Francisquete

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PAUTA DA ATPC

  • Abertura e apresentação da temática;
  • Epígrafe;
  • Intencionalidade;
  • Objetivos;
  • Equipe responsável;
  • Leitura de fruição;
  • Contextualização;
  • Navegando nos cadernos;
  • Lista de presença, desdobramento e avaliação;
  • Encerramento.

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- Barack Obama

“A mudança não virá se esperarmos por outra pessoa ou outros tempos. Nós somos aqueles por quem estávamos esperando. Nós somos a mudança que procuramos.”

EPÍGRAFE

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INTENCIONALIDADE

  • Levar o Professor a refletir sobre o que realmente é essencial no processo de formação.

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OBJETIVOS DA ATPC

  • Reconhecer a importância de estudar os gêneros textuais, apurar o olhar e oportunizar esse trabalho em sala de aula.

  • Conhecer a estrutura da tipologia textual para explorar com maior ênfase as Situações de Aprendizagens dos cadernos.

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EQUIPE RESPONSÁVEL

Ana Claudia

PCNP História

Paula Cristina

PCNP Anos Iniciais

José Ricardo

PCNP Química

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LEITURA DE FRUIÇÃO

PCNP HISTÓRIA

Ana Claudia

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Joaquim Maria Machado de Assis

Um dos nomes mais importantes da literatura brasileira do século XIX.

Destacou-se principalmente no romance e no conto, embora tenha escrito crônicas, poesias, crítica literária e peças de teatro.

Em 1897 fundou a Academia Brasileira de Letras, onde ocupou o posto de presidente por 10 anos.

Nasceu no Rio de Janeiro dia 21 de junho de 1839, faleceu também no Rio de Janeiro, em 29 de setembro de 1908.

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Um Apólogo

Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha:

- Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma coisa neste mundo?

- Deixe-me, senhora.

- Que a deixe? Que a deixe, por quê? Por que lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça.

- Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha. Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros.

- Mas você é orgulhosa.

- Decerto que sou.

  • Mas por quê?
  • É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu?

- Você? Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu, e muito eu?

- Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados...

- Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás, obedecendo ao que eu faço e mando...

- Também os batedores vão adiante do imperador.

- Você é imperador?

- Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto...

Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa. Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha, e entrou a coser. Uma e outra iam andando orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana - para dar a isto uma cor poética. E dizia a agulha:

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- Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco? Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo; eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo e acima.

A linha não respondia nada; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha vendo que ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plic-plic plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte; continuou ainda nesse e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile.

Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E quando compunha o vestido da bela dama, e puxava a um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha, para mofar da agulha, perguntou-lhe:

- Ora agora, diga-me quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas? Vamos, diga lá.

Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha:

- Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico.

Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça: - Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!

ASSIS, Machado de. Machado de Assis: Contos e Crônicas. Rio de Janeiro: Malê, 2019. pp. 105-106

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Considerado por muitos estudiosos como o maior escritor brasileiro de todos os tempos, Machado de Assis, assim como diversos intelectuais negros de sua época, teve sua imagem branqueada para atender aos ideais racistas. Este branqueamento se dava no processo de clareamento das imagens, em fotos e ilustrações e na modificação dos traços físicos das pessoas ilustres que eram representadas.

Com o tempo, infelizmente, muitos desses intelectuais negros ficaram conhecidos por diversas gerações como pessoas brancas.

Lançada pela Faculdade Zumbi dos Palmares e pela agência Grey, a campanha “Machado de Assis real”, pede que leitores imprimam a nova imagem do escritor e colem sobre a tradicional foto impressa em seus livros.

Como engajamento na ação que visa resgatar a negritude nas representações de Machado de Assis, a editora Malê lança o livro Machado de Assis: contos e crônicas, uma coletânea com os contos mais populares e com os textos (contos e crônicas) em que o autor aborda a questão racial. 

As Duas Cores de Machado de Assis

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CONTEXTUALIZAÇÃO

PCNP ANOS INICIAIS

Paula Cristina

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O que são gêneros textuais?

Segundo Schnewly e Dolz ( 2004), são instrumentos culturais disponíveis nas interações sociais.

Emergem em diferentes domínios discursivos e se concretizam em textos, que são singulares.

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Função Social

Os gêneros textuais apresentam uma função social em uma determinada situação comunicativa, ou seja, a cada texto produzido, seleciono, ainda que inconscientemente, um gênero em função daquilo que desejo comunicar e em função do efeito que espero produzir em meu interlocutor.

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Pensando na seleção e na progressão dos alunos

Fazendo uma análise da história, o Gênero textual foi introduzido na 2ª metade do séc. XX; houve uma necessidade de entender a língua como ação entre os sujeitos;

Autores defendem que assim a escola facilitará a apropriação do uso da língua;

O QUE FAZER?

A escola não tem condições de ensinar todos;

Professores tem dúvidas;

Aprendizagem em espiral.

AÇÕES:

Diagnosticar; Pesquisar o gênero; Estudar as características do gênero e

Oportunizar momentos de análise na sala de aula.

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Gêneros textuais e tipos textuais

Tipos Textuais: Sequências teoricamente definidas pela natureza linguística da sua composição:

  • Narração
  • Argumentação
  • Descrição
  • Injunção

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Gêneros textuais

  • Notícia: podemos perfeitamente identificar características narrativas, o fato ocorrido que se deu em um determinado momento e em um determinado lugar, envolvendo determinadas personagens. Características do lugar, bem como dos personagens envolvidos são, muitas vezes, minuciosamente descritos;

  • Reportagem: é um gênero textual jornalístico de caráter dissertativo expositivo. A reportagem tem, por objetivo, informar e levar os fatos ao leitor de uma maneira clara, com linguagem direta;

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Gêneros textuais

  • Carta ao leitor: é um gênero do tipo dissertativo-argumentativo que possui uma linguagem mais pessoal e leve, em que se escreve aos leitores;

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Gêneros textuais

  • Bula de remédio: é um gênero textual descritivo, dissertativo expositivo e injuntivo que tem por obrigação fornecer as informações necessárias para o correto uso do medicamento;

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Gêneros textuais

  • Propaganda: é um gênero textual dissertativo-expositivo onde há o intuito de propagar informações sobre algo, buscando sempre atingir e influenciar o leitor apresentando, na maioria das vezes, mensagens que despertam as emoções e a sensibilidade do mesmo;

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Gêneros textuais

  • Receita: é um gênero textual descritivo e injuntivo que tem por objetivo informar a fórmula para preparar tal comida, descrevendo os ingredientes e o preparo destes, além disso, com verbos no imperativo, dando o sentido de ordem, para que o leitor siga corretamente as instruções;

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Gêneros textuais

  • Editorial: é um gênero textual dissertativo-argumentativo que expressa o posicionamento da empresa sobre determinado assunto, sem a obrigação da presença da objetividade;

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Gêneros textuais

  • Tutorial: é um gênero injuntivo que consiste num guia que tem por finalidade explicar ao leitor, passo a passo e de maneira simplificada, como fazer algo;

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Gêneros textuais

  • Entrevista: é um gênero textual dialogal e dissertativo-expositivo que é representado pela conversação de duas ou mais pessoas, o entrevistador e o(s) entrevistado(s), para obter informações sobre ou do entrevistado ou de algum outro assunto;

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Gêneros textuais

  • História em quadrinhos: é um gênero narrativo que consiste em enredos contados em pequenos quadros através de diálogos diretos entre seus personagens, gerando uma espécie de conversação;

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Gêneros textuais

  • Charge: é um gênero textual narrativo onde se faz uma espécie de ilustração cômica, através de caricaturas, com o objetivo de realizar uma sátira, crítica ou comentário sobre algum acontecimento atual, em sua grande maioria.

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Navegando nas situações

PCNP HISTÓRIA

Ana Claudia

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Currículo em Ação 9ºAno - EF 1º Bimestre

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SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 4 – EXCLUSÃO E INCLUSÃO INDÍGENA, AFRODESCENDENTE E DA MULHER NO INÍCIO DA REPÚBLICA

Unidade Temática: O nascimento da República no Brasil e os processos históricos até a metade do século XX.

Habilidades: (EF09HI03) Identificar os mecanismos de inserção dos negros na sociedade brasileira pós-abolição e avaliar os seus resultados.

(EF09HI04) Discutir a importância da participação da população negra na formação econômica, política e social do Brasil.

(EF09HI07) Identificar e explicar, em meio a lógicas de inclusão e exclusão, as reivindicações dos povos indígenas, das populações afrodescendentes e das mulheres no contexto republicano até a Ditadura Militar.

(EF09HI09) Relacionar as conquistas de direitos políticos, sociais e civis à atuação de movimentos sociais.

Objetos do conhecimento: A questão da inserção dos negros no período republicano do pós-abolição.

Os movimentos sociais e a imprensa negra, a cultura afro-brasileira como elemento de resistência e superação das discriminações.

A questão indígena, afrodescendente e da mulher durante a República (até 1964).

Anarquismo e protagonismo feminino.

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IMAGENS

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TEXTOS

Jornal da USP

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IMAGEM E TEXTO

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INFOGRÁFICO

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MÚSICA

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Navegando nas situações

PCNP QUÍMICA

José Ricardo

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LISTA DE PRESENÇA, DESDOBRAMENTO E AVALIAÇÃO

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JUNTOS SOMOS MUITO MAIS FORTES E VAMOS MUITO MAIS LONGE!

GRATIDÃO!

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REFERÊNCIAS

Machado de Assis: Contos e Crônicas. Rio de Janeiro: Malê, 2019

https://efape.educacao.sp.gov.br/curriculopaulista/educacao-infantil-e-ensino-fundamental/materiais-de-apoio-2/

A Questão do Suporte dos gêneros textuais, MARCUSCHI, Luiz Antonio – UFPE/CNPq -2003

BAKHTIN, M. Os gêneros do discurso: Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 2000. BRANDÃO, Helena Nogamine. Aprender e ensinar com textos: Gêneros do discurso na escola. São Paulo: Coleção aprender e ensinar com textos, 2000.

DIONISIO, Ângela Paiva / MACHADO, Anna Rachel e BEZERRA ,

Maria Auxiliadora – Gêneros Textuais e Ensino.

DIONISIO, Ângela Paiva / BESERRA, Normanda da Silva –Tecendo textos Construindo Experiências.

MEURER, José Luiz , ROTH, Desirée Motta – Gêneros Textuais.

KOCH, Ingedore Villaça e ELIAS, Vanda Maria – Ler e Compreender os sentidos do texto.