INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO PIAUÍ
IFPI / CAMPO MAIOR
TEMA: CULTIVANDO SUSTENTABILIDADE: PRÁTICAS DE ECONOMIA CIRCULAR NAS HORTAS COMUNITÁRIAS DO GRANDE DIRCEU
NOME: José Clendson Rodrigues de Macedo1; Francisca Costa da Silva2
PROBLEMÁTICA / HIPÓTESES
O problema central analisa em que medida essas hortas podem ser compreendidas como práticas concretas de economia circular e negócios de impacto social? Como hipótese, considera-se que, embora marcadas por desafios estruturais, tais iniciativas representam estratégias efetivas de regeneração urbana e inclusão social, com potencial de consolidação como negócios sustentáveis, caso recebam apoio intersetorial e políticas públicas integradas.
DESENVOLVIMENTO
INTRODUÇÃO / APRESENTAÇÃO
O presente artigo propõe uma análise das contribuições da economia circular para a promoção da sustentabilidade, diante dos limites impostos pelo modelo tradicional de negócios baseado em padrões lineares de produção e consumo. A pesquisa adota uma abordagem metodológica de caráter bibliográfico e qualitativo, articulando conceitos teóricos à observação das práticas desenvolvidas nas hortas comunitárias da Região do Grande Dirceu, em Teresina (PI).
Este artigo tem objetivo central analisar as contribuições das hortas comunitárias para a sustentabilidade urbana, à luz dos princípios da economia circular.
A economia circular desponta como elemento central nas discussões contemporâneas sobre sustentabilidade, destacando-se como uma alternativa capaz de compatibilizar eficiência econômica com responsabilidade ambiental (Rabbani et al., 2021; Kuzma et al., 2020).
As hortas comunitárias do Grande Dirceu ilustram, na prática, os princípios da economia circular ao transformar terrenos urbanos ociosos em espaços produtivos, promover o uso de resíduos orgânicos como adubo e incentivar o consumo local.
Importância da sustentabilidade
A sustentabilidade tornou-se tema central em empresas, academia e sociedade, visando reduzir impactos ambientais e enfrentar o aquecimento global, apesar do conflito com os atuais padrões de produção e consumo (Amato Neto, 2011).
Interconexões entre sustentabilidade e economia circular
A economia circular redefine a produção e o consumo ao priorizar reutilização, reciclagem e manutenção, reduzindo resíduos e preservando recursos, em contraste com o modelo linear tradicional (Santos et al., 2023).
Segundo a Ellen MacArthur Foundation (2017), a economia circular baseia-se em conservar o capital natural, otimizar recursos e eliminar perdas, organizando os ciclos em fluxos biológicos, que retornam à natureza, e técnicos, reinseridos na produção (Mckinsey; Sun, 2015).
Práticas produtivas na Hortas Comunitárias do Grande Dirceu: Sustentabilidade e economia circular
Ao transformar espaços urbanos ociosos em áreas produtivas, promovendo inclusão social, segurança alimentar e reutilização de recursos.
CONSIDERAÇÕES FINAIS.
Conclui-se que as hortas comunitárias, quando estruturadas com base em modelos cooperativos, políticas públicas integradas e investimentos em inovação social, possuem elevado potencial para consolidação como negócios de impacto socioambiental positivo. Enquadram-se, portanto, na lógica da economia verde e circular, contribuindo diretamente para os objetivos da sustetabilidade e para uma cidade mais justa, resiliente e autossustentável. Recomenda-se, por fim, o fortalecimento de políticas públicas de apoio à agricultura urbana, com foco na capacitação técnica, financiamento inclusivo e regularização fundiária, visando transformar essas experiências em estratégias duradouras de desenvolvimento urbano sustentável.
REFERÊNCIAS
Utilizam-se compostagem de resíduos orgânicos, racionalizam a água e regeneram solos degradados, reduzindo insumos químicos. Assim, alinham-se ao modelo regenerativo da economia circular, que elimina desperdícios e cria ciclos produtivos locais (Ellen MacArthur Foundation, 2015; Jugend et al., 2017).
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AMATO NETO, João. Sustentabilidade & produção: teoria e prática para uma gestão sustentável. São Paulo: Atlas, 2011. cap. 6, p. 90-112.
BERARDI, Patrícia; DIAS, Joana Maia. O Mercado da Economia Circular. Como os negócios estão sendo afetados pelo modelo que substituiu o linear e como serão ainda mais a médio e longo prazo. GV Executivo, Fundação Getúlio Vargas, v. 17, n. 5, p. 35-37, 2018.
EMF - Ellen Macarthur Foundation. (2017). Uma Economia Circular no Brasil. Disponível em: https://archive.ellenmacarthurfoundation.org/assets/downloads/languages/Uma-Economia-Circular-no-Brasil_Uma-Exploracao-Inicial.pdf. Acesso em: 20 dez. 2023.
KUZMA, Edson Luiz; SEHNEM, Simone; BENCKE, Fernando Fantoni; ROMAN, Darlan José. Design do método de pesquisa em economia circular: uma revisão sistemática de literatura. Revista Gestão Organizacional, v.13, n.3, p. 93- 117, 2020.
JUGEND, Daniel. Economia Circular. Actual, 2017.
MACEDO, José Clendson Rodrigues de. Agricultura familiar: uma análise do PRONAF no espaço periurbano da Zona Sudeste de Teresina-PI. 2023. Dissertação (Mestrado em Geografia) – Programa de Pós-Graduação em Geografia, Universidade Federal do Piauí, Teresina, 2023.
SANTOS, Anna Luzia Matins Silva; OLIVEIRA, Laura Henrique de; SILVA, Luciana Bezerra; VIEIRA, Rodrigo Souza. O Conceito de Economia Circular: Uma Nova Abordagem para a Sustentabilidade Econômica e Ambiental. Revista de Estudos Interdisciplinares do Vale do Araguaia-REIVA, v. 6, n. 04, p. 07-07, 2023.
Mapa 1– Distribuição das Hortas Comunitárias do Dirceu
Fonte: Macedo (2022).