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Influência da saúde na economia

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Realizado por Carolina Paiva, Edigeny Ferreira, Joyce Lima e Yifei Chen 12C

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Trabalho de Cidadania e Desenvolvimento

Professora: Elza Morais

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Índice

  • Introdução Pág. 3
  • Impacto das crises sanitárias da história na economia Pág. 4,5 e 6
  • A crise do Covid-19 Pág. 7
  • Produto Interno Bruto Pág. 8 e 9
  • PIB português na EU Pág. 10
  • Exportações e Importações em Portugal Pag.11
  • Indicador de confianças das empresas Pág. 12
  • Indicador do clima económico Pág. 13
  • Indicador de confiança dos consumidores Pág. 14
  • Influência da baixa económica no emprego da população Pág. 15
  • Economicamente Pág. 16
  • Entrevistas Pág. 17 e 18
  • Opinião da população Pág. 19
  • Como é que a resolução da crise sanitária ajuda a resolver a crise económica Pág. 20
  • Conclusão Pág. 21
  • Webgrafia Pág. 22

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Introdução

Historicamente as crises tiveram sempre um enorme impacto na sociedade provocando crises sociais, económicas e culturais. As crises sanitárias originadas pelas pandemias e estas têm ocorrida em intervalos regulares ao longo da história da Humanidade, tendo as várias doenças sido bastante documentadas, uma vez que provocaram alterações na forma como a população passou a viver. Após estas crises a população reinventou-se, e adaptou-se melhorando as suas condições sanitárias que são de extrema importância na propagação dos vírus que provocam as epidemias/pandemias.

As crises são, por definição, excelentes momentos para que se adotem novas regras e visões, nomeadamente, propondo-se novos contratos social e económico, mais equitativo do ponto de vista social e mais regenerativo da biosfera.

Se não houver uma transformação, as próximas crises poderão ser cada vez dramáticas e os seus impactos sociais e económicos serão cada vez mais profundos e duradouros. 

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Impacto das crises sanitárias, ao longo da história, na economia

Peste bubónica -  século XIV

No  século XIV a peste provocou elevada mortalidade entre a população europeia o que provocou a escassez de mão de obra nas terras dos senhores feudais. Como consequência, o sistema feudal perdeu poder na vida dos europeus, sendo que, na Europa Ocidental, desenvolveu-se a economia capitalista, baseada na moeda, o que levou à criação da bolsas, como por exemplo, a Bolsa de Antuérpia.

FIG.1- A peste negra

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Impacto das crises sanitárias, ao longo da história,  na economia

Peste bovina africana  -  final do século XIX

Esta doença, teve um enorme impacto nos animais em África, acelerando a fome por todo o Continente. O enfraquecimento do poder derivado da falta de mantimentos levou à aceleração do colonialismo europeu.

No final da década de 80 do século XIX, na conferência de Berlim, 14 países europeus formalizaram e mapearam as suas reivindicações na continente Africano, consolidando as suas colónias africanas.

FIG.2-Animais mortos durante a crise bovina

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Impacto das crises sanitárias, ao longo da história,  na economia

Gripe Espanhola -  Inicio do Século XX

A epidemia de gripe espanhola teve lugar após a primeira guerra mundial. Foi uma das mais graves epidemias da história estimando-se que tenha provocado a morte a mais de 50 milhões de pessoas. O aparecimento deste vírus terá sido impulsionador do desenvolvimento dos sistemas de saúde pública de todo o mundo, tornando a saúde uma questão mais social e a cargo do governo . Ainda hoje, em vários países, como Portugal, a saúde pública é alvo de uma importante parcela de investimento e atenção do Governo.

FIG.3-Hospital durante a gripe espanhola

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A crise do COVID-19

A COVID-19 é uma doença respiratória provocada pelo vírus Sars-CoV-2. Inicialmente  registada em Wuhan, na China. Esta rapidamente se disseminou pelo mundo, atingindo Portugal no inicio de Março de 2020. A elevada taxa de contágio deste vírus, levou a que  generalidade dos  países europeus tenham instituído o confinamento obrigatório, que fechou estabelecimentos não essenciais e colocou uma grande parte da população europeia em teletrabalho provocando o aumento do desemprego.

O impacto do confinamento nos vários países europeus está ainda a ser estudado, tendo a UE disponibilizado ajudas financeiras aos estados membros bem como às empresas neles residentes (Em abril, a Comissão Europeia disponibilizou um financiamento estimado de “8 mil milhões de EUR para prestar apoio financeiro imediato às pequenas e médias empresas em toda a UE”).

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Produto Interno Bruto (PIB)

  • Durante o terceiro trimestre do ano 2020 (junho/setembro) a produção, face ao mesmo trimestre do ano anterior, diminuiu  e o PIB desceu 5.7%. 

Dados: INE

FIG.4-Taxa de variação do PIB

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Produto Interno Bruto (PIB)

  • O valor do PIB durante a fase mais aguda da crise sanitária (março a maio) sofreu um decréscimo abrupto, como se pode observar no gráfico. 

Dados: INE

FIG.5-Evolução trimestral do PIB

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PIB português na UE

  • Ao comparar os dados referentes ao PIB na UE, verificasse que face ao 2º semestre a França teve um crescimento superior. 
  • Verifica-se, ainda que, Portugal está abaixo da média da UE-27 face ao terceiro trimestre de 2019.

Fonte: EUROSAT

FIG.6-Taxa de variação do PIB da UE

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Exportações e importações em Portugal

  • No comércio de bens ocorreu uma diminuição das exportações em 2.2%, face ao trimestre homólogo havendo, no entanto, um aumento de 9% face a setembro. No caso das importações ocorreu uma diminuição em 11.8% face ao trimestre homólogo e um aumento em 4.6% face a setembro. 

Fonte: INE

FIG.7-Evolução do comércio internacional de bens em Portugal

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Indicador de Confiança das empresas

  • Em novembro de 2020, existia entre os empresários dos vários setores da sociedade alguma desconfiança quanto à sua atividade. 

Fonte: INE

FIG.8-Indicador de confiança das empresas

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Indicador de clima económico

  • Quanto ao indicador do clima económico, os empresários demonstram grande desconfiança quanto à capacidade de recuperação do conjunto económico.

Fonte: INE

FIG.9-Indicador do clima económico

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Indicador de confiança

  • Durante esta crise sanitária, ocorreu uma redução na confiança dos portugueses na economia, tendo o índice atingido um valor mínimo, visto pela última vez em maio de 2013, enquanto uma outra crise tinha lugar (crise financeira em Portugal de 2010–2014).

Fonte: INE

FIG.10-Indicador de confiança dos consumidores

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Influência de uma baixa económica no emprego da população

  • No terceiro trimestre de 2020, 7.8% da população ativa estava desempregada, ou seja, em média em cada 100 pessoas, em idade ativa, 7- 8 pessoas, estavam desempregadas.

FIG.11 e 12-Taxa de desemprego portuguesa

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Economicamente…

  • Segundo os dados recolhidos, é possível concluir-se que a pandemia está a ter um efeito nocivo da economia nacional, europeia e mundial, afetando os investimentos e aumentando a taxa de desemprego, que levará a uma diminuição do poder de compra da população. 

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���Entrevistas

Questão: Na sua opinião, quais foram os efeitos da atual crise pandémica na situação económica do país?

  • Individuo 1: Acho que a pandemia teve um grande impacto na nossa sociedade, a todos os níveis. O fecho das empresas e das instituições resultou no desemprego em massa, os alunos passaram a ter aulas a distância (que é um método pouco eficaz) e a compra de máscaras e de zaragatoas em massa e de ventiladores custou uma grande quantia ao Estado.
  • Individuo 2: Acho que o governo ainda vai sofrer muitos gastos com a saúde, no sentido de que essa doença para ser erradicada pode demorar, ainda, por volta de mais dois anos dado que, mesmo com a vacina, ainda devem investigar outras vacinas mais eficazes, demorando também algum tempo para que toda a população seja vacinada. Ou seja estimo que o fim do uso das máscaras tenha lugar daqui a três anos.

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Entrevistas

  • Individuo 3: Entendo que as pessoas deviam saber comportar-se melhor em relação aos modos de prevenção contra o vírus (evitar tirar a máscara na rua, evitar comer na rua...). Devemos contribuir para sociedade como um conjunto ou pensar como um conjunto, ao invés de causar mais estragos. No caso, o descuido das pessoas que, por alguma razão, apanham o vírus, aumenta os gastos para o Estado, mas também para a família afetada. e a situação  piorar, irá obrigar o país tomar medidas drásticas como quarentena por um longo prazo, o que afetará a vida não só a económica de cada um mas também do país como um todo, já que a economia portuguesa funciona à base de turismo, e com turismo ainda aberto corremos o risco de haver um aumento do número de contágios, sendo que se fecharmos o turismo, a economia tem tendência a decair.

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Opinião da população

  • Segundo os dados recolhidos, é possível concluir-se que a pandemia está a ter um efeito nocivo da economia nacional, europeia e mundial, afetando os investimentos e aumentando a taxa de desemprego, que levará a uma diminuição do poder de compra da população. 

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Como é que a resolução da crise sanitária ajuda a resolver a crise económica

A crise económica que o país vive tem tido um impacto  muito negativo na vida pessoal da população portuguesa. Tendo presente que a crise económica que vivemos teve origem na crise de saúde publica, a sua resolução será um passo em frente na resolução da crise económica por ela provocada, dado que levará ao levantamento das medidas sanitárias e que possibilitará a normalização da vida económica e social do país.

Esta pandemia poderá levar ao  fortalecimento de valores, como solidariedade e empatia. Porém, o confinamento obrigatório a que os países foram sujeitos trouxe alguns problemas sociais característicos de épocas anormais, como pandemias ou recessões. 

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Conclusão

Todas as instituições consideram que a recessão, provocada pela pandemia de coronavírus será inevitável, sendo profunda, longa e incerta.  Além do número elevado de mortos a pandemia deixa par trás um número elevado de pessoas no limiar da pobreza, estimando-se que a pandemia deverá reverter o progresso verificado desde os anos 1990 na redução da pobreza global e no aumento da desigualdade, bem como na esperança de vida.  As consequências da crise que vivemos ninguém sabe pois enquanto o vírus não estiver verdadeiramente controlado com a chamada imunidade de grupo os consumidores e empresários olharão com desconfiança para os números. Esta desconfiança provoca pouca procura no consumo e consequentemente pouco investimento por parte dos empresários.

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Webgrafia