FÍSICA
1ª SÉRIE
APLICAÇÕES DA DILATAÇÃO TÉRMICA
AULA 47
OBJETIVOS
Importante: você está preparado para a Prova Paraná? O conteúdo desta aula aborda os descritores que serão avaliados!!! Fique ligado!
Embora o seja atualmente proibido devido aos riscos à saúde, seu funcionamento é uma consequência da dilatação térmica. Como o mercúrio é um metal em estado líquido, ao receber energia do corpo, suas moléculas se agitam gerando um rápido aumento em seu volume até atingir a mesma
temperatura do corpo
humano.
COMO FUNCIONA UM TERMÔMETRO DE MERCÚRIO?
https://images.pexels.com/photos/3987152/pexels-photo-3987152.jpeg
ATIVIDADE de DILATAÇÃO LINEAR
Em um dia quente, uma barra de alumínio de 30 cm é exposta ao Sol quando sua temperatura era de 20°C. Quando a temperatura da barra atingiu 40°C, ela teve seu comprimento medido novamente. Considerando o coeficiente de dilatação linear do alumínio
αAl = 22 . 10-6 °C-1, qual o novo comprimento obtido?
Dados:
L0 = 30 cm
T0 = 20°C
T = 40°C
α = 22 x 10-6 °C-1
∆T = 40 – 20 = 20 °C
∆L = Lo · α · ∆T
∆L = 30 · 22 · 10-6 · 20
∆L = 13200 · 10-6 cm
∆L = 0,0132 cm
∆L = L - L0
0,0132 = L – 30
L = 0,0132 + 30
L = 30,0132 cm
ATIVIDADE de DILATAÇÃO SUPERFICIAL
(UNIC–MT adapt) Uma chapa de alumínio tem um furo central de 10 cm de raio, quando a temperatura registrada era 12°C. Qual a área do furo a uma temperatura de 112°C, considerando que π = 3 o coeficiente de dilatação linear do alumínio é de aproximadamente αAl = 20.10-6 °C-1?
Parte I
RESOLUÇÃO de DILATAÇÃO SUPERFICIAL
Dados:
R = 10 cm
T0 = 12°C
T = 112°C
α = 20 x 10-6 °C-1
∆T = 112 – 12 = 100 °C
∆A = Ao · β · ∆T
∆A = 300 · 40 · 10-6 · 20
∆A = 240000 · 10-6
∆A = 0,24 cm²
∆A = A - A0
0,24 = A – 300
A = 0,24 + 300
A = 300,24 cm²
Área do buraco:
A0 = π · R²
A0 = 3 · 10²
A0 = 3 · 100
A0 = 300 cm²
β = 2 · α
β = 2 · 20 x 10-6
β = 40 x 10-6 °C-1
R = 10 cm
Parte II
ATIVIDADE de DILATAÇÃO VOLUMÉTRICA
Uma caixa metálica em forma de paralelepípedo tem dimensões de 5 cm de largura, 10 cm de comprimento e 12 cm de altura a 15°C. Sendo o coeficiente de dilatação linear do metal da caixa 16 . 10-6 °C-1, qual será seu volume a 80°C?
Parte I
Dados:
T0 = 15°C
T = 80°C
α = 16 x 10-6 °C-1
5 cm
10 cm
12 cm
γ = 3 ∙ α
γ = 3 ∙ 16 x 10-6 °C-1
γ = 48 x 10-6 °C-1
V = Larg · Comp· Alt
V = 5 · 10 · 12
∆V = 600 cm³
∆T = 80 – 15
∆T = 65°C
∆V = vo · γ · ∆T
∆V = 600 · 48 x 10-6 °C-1 · 65
∆V = 1.872.000 x 10-6 m
∆V = 1,872 x 10-6 m
ATIVIDADE
Descreva a(s) causa(s) que podem ter contribuído para a garrafa da figura I ficar amassada e a da figura II estourar.
http://www.sbfisica.org.br/~obfep/wp-content/uploads/2019/02/N%C3%ADvel-B-111_20018OK-f.pdf
https://d1ymz67w5raq8g.cloudfront.net/Pictures/1024x536/8/5/8/510858_brokenbottlewithice_shutterstock_1823682740_512198.jpg
Figura I
Figura II
É visível que a garrafa está bem vedada e não foi completamente cheia, contendo água e ar. Mesmo com a dilatação anômala da água, a redução de volume do ar, que contrai mais que líquidos e sólidos, já pode deformar a garrafa.
Neste caso é possível supor que a garrafa estava quase ou completamente cheia de líquido. Enquanto o vidro contraia, o líquido começou a dilatar, rompendo a garrafa.
FLAMBAGEM DE TRILHOS
Lembra da flambagem de trilhos vista na aula passada?
Será que existe algum sistema preventivo para que isso não aconteça? Seu custo é barato?
http://transportes.ime.eb.br/etfc/monografias/MON106.pdf
Existe sim! Um dos métodos é utilizar juntas de dilatação. As mais simples consistem em deixar um espaço entre os trilhos. Mas esse espaço deve ser calculado porque ele causa trepidações nos trens e locais diferentes têm amplitudes térmicas diferentes.
Você é um engenheiro civil e está supervisionando a construção de uma linha férrea em que cada barra de ferro utilizada tem 25 m de comprimento. De acordo com seus dados coletados, a temperatura da região varia de 10°C no inverno para até 40°C no verão. O coeficiente de dilatação linear do ferro é de aproximadamente 1,0 . 10-5 °C . Para que não ocorra a flambagem, as juntas que permitem a dilatação dos trilhos devem ter, no mínimo, qual distância?
Parte I
ATIVIDADE - MÃO NA MASSA
RESOLUÇÃO
Você é um engenheiro civil e está supervisionando a construção de uma linha férrea em que cada barra de ferro utilizada tem 25 m de comprimento. De acordo com seus dados coletados, a temperatura da região varia de 10°C no inverno para até 40°C no verão. O coeficiente de dilatação linear do ferro é de aproximadamente 1,0 . 10-5 °C . Para que não ocorra a flambagem, as juntas que permitem a dilatação dos trilhos devem ter, no mínimo, qual distância?
Dados:
L0 = 25 m
T0 = 10°C
T = 40°C
α = 1 x 10-5 °C-1
∆T = 40 – 10 = 30 °C
∆L = Lo · α · ∆T
∆L = 25 · 1 · 10-5 · 30
∆L = 750 · 10-5 m
∆L = 0, 00750 m
Parte II
Logo, a distância mínima entre os trilhos será o mesmo que 7,5 mm.
ATIVIDADE
Assinale a alternativa que resume a teoria da dilatação térmica.
a) A água ao ser aquecida sempre se dilata.
b) Um corpo ao ser resfriado se contrai, mas a água, entre 0°C e 4°C, mantém as mesmas dimensões.
c) Um corpo ao ser aquecido se contrai, mas a água, entre 0°C e 4°C, comporta-se de uma forma anômala.
d) Um corpo ao ser aquecido se dilata, ao ser resfriado se contrai, mas a água, entre 0°C e 4°C, comporta-se de uma forma anômala.
D70 - Interpretar situações cotidianas que envolvam fenômenos de dilatação e contração térmica de materiais.
O QUE VIMOS HOJE?
Professor, caso tenha alguma sugestão ou elogio para esta aula, acesse:
GODOY, L. P. Agnolo, R. M. MELO, W. C. Multiversos : Ciências da Natureza: ciência, sociedade e ambiente. 1ª ed. São Paulo: FTD, 2020.
PIETROCOLA, M. POGIBIN, A. ANDRADE, R. ROMERO, T. Física em Contextos. Vol 2. São Paulo: Ed do Brasil, 2016.
BONJORNO e vários autores. Física: Termologia . Óptica . Ondulatória 2º ano. Vol 2. 3ª ed. São Paulo: FTD, 2016.
BARRETO F, Benigno. SILVA, Claudio. Física aula por aula: Termologia. Óptica. Ondulatória, 2º ano. Vol 2. 3ª Ed. São Paulo: FTD, 2016.
MARTINI, Glorinha. SPINELLI, Walter. REIS, Hugo C. SANT’ANNA, Blaidi. Conexões com a Física. Vol 2. 3ª Edição. São Paulo: Moderna, 2016.
FUKE, L.F. YAMAMOTO, K. Física Para o Ensino Médio 2 - Termologia, Óptica, Ondulatória. 4ª ed. São Paulo: Saraiva, 2016.
REFERÊNCIAS