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Habilidades de Comunicação Clínica

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OBJETIVO DO MÓDULO

  • Refletir sobre a Comunicação Clínica no âmbito da Atenção Primária à Saúde (APS) e da Medicina de Família e Comunidade (MFC) utilizando gravação de consultas reais.

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JUSTIFICATIVA

O vídeo é como um espelho, ou uma pintura realista, que reflete as habilidades de comunicação do entrevistador, sendo para alguns autores, o padrão-ouro no ensino de habilidades de comunicação.”

MARCELA DOHMS

“É necessário sair da ilha para ver a ilha. Não nos vemos se não saímos de nós.”

JOSÉ SARAMAGO

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METODOLOGIA DO MÓDULO

  • O módulo será realizado em atividades síncronas, virtualmente, por meio do ambiente virtual do Microsoft Teams.

  • A atividade é baseada na metodologia de Entrevista Baseada em Problemas (Problem Based Interviewing- PBI).

  • Cada aluno ou grupo deverá apresentar uma consulta gravada no grupo.

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DINÂMICA DO PBI

  • 3 C:

C- Trabalhar técnicas de Comunicação.

C- Construtivo – dar Feedback construtivo

C- Controle – sempre que traz o vídeo é quem fala primeiro e pode parar a gravação quando quiser.

O vídeo é para aprender e não para criticar.

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METODOLOGIA DO MÓDULO

  • Para o inicio das atividades, os internos devem assinar o termo de responsabilidade e sigilo das informações e encaminhar ao professor.

  • Durante os encontros em grupo serão assistidas gravações de consultas reais realizadas pelos internos, com revisão e análise do vídeo em grupo com o professor responsável e demais colegas.

  • Cada encontro terá 02 ou 03 consultas gravadas pelos internos.

Os internos que estiverem em dupla na UBS poderão apresentar um único vídeo.

  • HORÁRIO DAS AULAS
  • 5ªs à noite, das 19h30 às 21h30.

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CICLO ��HABILIDADES DE COMUNICAÇÃO�

  • CRONOGRAMA DAS ATIVIDADES

DATA

AULA

GRUPO

23/10/25

Abertura e Contrato de Funcionamento do Módulo CC.

A, B, C, D, E, F

06/11/25

Apresentação e discussão das consultas gravadas

A, B, C, D, E, F

13/11/25

Apresentação e discussão das consultas gravadas

A, B, C, D, E, F

27/11/25

Apresentação e discussão das consultas gravadas

A, B, C, D, E, F

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  • O aluno/dupla responsável por trazer a consulta gravada, apresentará o contexto em que foi gravado o vídeo.

  • Cada aluno/dupla deverá gravar uma consulta com paciente real e posteriormente apresentar os momentos mais importantes da consulta em grupos para revisão e análise do vídeo.
  • O aluno/dupla responsável por trazer a consulta gravada, tem prioridade na apresentação, pausa e reflexão sobre a sua entrevista, devendo o mesmo apresentar e pausar o vídeo no momento mais oportuno, de acordo com seu interesse e autoavaliação.

  • O grupo de alunos poderá após a apresentação do vídeo, trazer questões sobre os aspectos da comunicação verbal e não verbal evidenciados nas videoconsultas, ou dar sugestões de como fazer em um determinado momento, utilizando a primeira pessoa do singular, como exemplo: Eu já vivenciei algo assim... ou na minha experiência, eu fiz assim...

VIDEOGRAVAÇÃO –

ORIENTAÇÕES GERAIS

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VIDEOGRAVAÇÃO – ORIENTAÇÕES GERAIS

  • É fundamental evitar realizar julgamento pessoal em relação ao atendimento e condutas clínicas. Cabe ressaltar que o objetivo desse momento é avaliar a comunicação no transcorrer do atendimento clínico, atentando-se microanálise dos detalhes de comunicação a, para aprimorarmos em conjunto, e alcance de uma comunicação mais efetiva à situação problema apresentada.

  • O professor terá o papel de facilitador/coordenador desse processo, estimulando a autoavaliação e o reforço positivo pelo grupo, favorecendo o encontro das potencialidades e das fragilidades na comunicação clínica, bem como as estratégias para aprimoramento das dificuldades.

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VIDEOGRAVAÇÃO – ORIENTAÇÕES GERAIS

MATERIAIS NECESSÁRIOS:

  • Computador; Internet;

  • Tripé ou apoio

  • Celular com câmera;

  • Termo de Consentimento.

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RECOMENDAÇÕES PARA FILMAR UMA CONSULTA

  • É importante ESCLARECER AO PACIENTE o passo a passo do processo e o que acontecerá durante a videogravação, informando que o vídeo será utilizado para fins de aperfeiçoamento do ensino médico.

  • TERMO DE CONSENTIMENTO: paciente deve assinar duas vias, uma via ficará com o paciente e a outra via com o entrevistador. Recomenda-se gravar o consentimento no início da filmagem.

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ASPECTOS A ESCLARECER ANTES DE SOLICITAR O CONSENTIMENTO

  • Finalidade da gravação da consulta: aprimoramento do ensino médico.
  • O que será gravado: falas e imagens da entrevista, exceto o exame físico.
  • Quem verá a gravação: professores médicos e alunos de medicina.
  • Quem será responsável por guardar os vídeos: alunos e professores .
  • Quando será destruído o vídeo: no não consentimento e após apresentação

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ASPECTOS A ESCLARECER ANTES DE SOLICITAR O CONSENTIMENTO

  • É possível desistir de participar da filmagem a qualquer momento.

  • A decisão do paciente não afetará a atenção que ele receberá no atendimento.

  • Em nenhum caso, o vídeo será utilizado para outras finalidades

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RECOMENDAÇÕES PARA A FILMAGEM DE CONSULTAS COM PACIENTES REAIS

  • Gravar várias consultas: quanto mais, melhor, para depois escolher a consulta a ser apresentada.

  • Gravar um período inteiro de consultas, para depois escolher o momento com maior dificuldade ou escolher as situações problemas com maior dificuldade de comunicação.

  • Entregar o termo de consentimento, deixando uma cópia com o paciente e outra com o entrevistador.

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RECOMENDAÇÕES PARA A FILMAGEM DE CONSULTAS COM PACIENTES REAIS

  • Manter o ambiente o mais realístico possível e agir com naturalidade.
  • Testar a câmera antes de iniciar a filmagem, vendo os enquadramentos.
  • Checar a bateria e a memória.
  • Escolher o posicionamento da câmera na sala de atendimento.
  • Posicionar a câmara em um tripé ou apoiada em um móvel ou objeto do consultório.
  • Evitar posicionar a câmara próxima às janelas, ou contra a luz ou em locais com ruído.

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RECOMENDAÇÕES PARA A FILMAGEM DE CONSULTAS COM PACIENTES REAIS

  • Não deve haver outra pessoa no cenário da filmagem.
  • Posicione a câmera em um ângulo que englobe estudante e paciente, permitindo a visualização da expressão facial e postura corporal de ambos.
  • Pausar, desligar ou cobrir a câmara no momento do exame físico.
  • Passar o vídeo para o computador com antecedência, checando se está sendo reproduzido de forma adequada, minimizando atrasos nas aulas.
  • Apagar a filmagem após a discussão na sessão de videofeedback.

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Rapport

  1. Escuta Ativa: Demonstre interesse genuíno pelo que o paciente tem a dizer. Faça perguntas abertas, ouça com atenção e valide as preocupações do paciente.
  2. Empatia: Coloque-se no lugar do paciente para compreender melhor suas emoções, medos e expectativas. Mostre compaixão e empatia, reconhecendo as experiências e sentimentos do paciente.
  3. Respeito: Trate o paciente com respeito, considerando suas crenças, valores e preferências. Evite julgamentos e estereótipos.
  4. Linguagem Acessível: Utilize uma linguagem clara e compreensível, evitando jargões técnicos que podem confundir o paciente. Certifique-se de que o paciente entende as informações fornecidas.
  5. Compartilhamento de Decisões: Inclua o paciente no processo de tomada de decisões relacionadas ao seu tratamento. Explique opções, benefícios e riscos, e permita que o paciente expresse suas preferências.

"rapport" significa criar uma relação de confiança, harmonia e empatia entre pessoas. É um conceito essencial em psicologia e comunicação, onde se busca estabelecer uma conexão profunda e positiva entre indivíduos, facilitando a interação e o entendimento mútuo.

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6. Comunicação Não-Verbal: Preste atenção à linguagem corporal, expressões faciais e tom de voz. Estes são aspectos importantes da comunicação não-verbal que podem transmitir empatia e compreensão. (PSIQUIATRIA USA MUITO)

7. Consistência e Confiança: Mantenha uma comunicação consistente ao longo do tempo. Construir confiança é um processo contínuo que se desenvolve ao longo das interações.

8. Demonstrar Interesse Pessoal: Mostre interesse pela pessoa como um ser humano, não apenas como um paciente. Pergunte sobre sua vida, interesses e preocupações fora do contexto médico, quando apropriado. (NÃO É JOGAR CONVERSA FORA).

9. Feedback Construtivo: Forneça feedback construtivo de maneira respeitosa. Seja transparente sobre o progresso do tratamento e incentive a comunicação aberta.

10. Flexibilidade: Esteja disposto a adaptar sua abordagem de comunicação de acordo com as necessidades e preferências individuais do paciente.

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Decisão compartilhada

  1. Entendendo a Decisão Compartilhada
    1. Exploração da importância de envolver os pacientes nas decisões sobre sua própria saúde.
    2. Necessidades e Valores devem ser inclusos
    3. Alguns estudos indicam que as decisões compartilhadas tendem a ser mais conservadoras diminuindo o sobre tratamento, sobrediagnóstico e também os custos;

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